Questões de Concursos
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Nada por aqui
É importante estabelecer a ética no trabalho.
A palavra destacada na frase pode ser substituída por

Julgue os itens a seguir a respeito da organização do texto apresentado.
Preservam-se a coerência da argumentação e a correção gramatical do texto ao se substituir "A imensa variedade de" (l.3-4) por Os inúmeros.
1 Um processo de desenvolvimento capaz de engendrar uma sociedade mais justa e solidária representa uma ruptura com as tendências históricas 4 do capitalismo brasileiro, altamente concentrador do poder, da riqueza e da renda e gerador de exclusão social de massas crescentes da população. Obter 7 justiça social implica um novo pacto de poder político que ponha em prática os direitos sociais universais reconhecidos na Constituição da República 10 e que aceite, como tarefa permanente, o ataque às raízes estruturais da desigualdade. Significa reconhecer a necessidade urgente de democratizar a 13 propriedade (pública e privada), o crédito interno, a carga fiscal e os serviços públicos, transformando-os em bases de sustentação do crescimento da 16 produção e do emprego, com distribuição da renda e oportunidades para todos. Sair da atual situação de crise econômica e 19 exclusão social exige, portanto, uma dimensão de reconstrução nacional que supõe tarefas de grande envergadura e longa
É correto afirmar, sobretudo em função dos dados divulgados por órgãos oficiais, que o Plano de Estabilização Econômica em vigor, mais conhecido como Plano Real, respondeu satisfatoriamente às questões levantadas pela autora.
XÓPIS
Não foram os americanos que inventaram o shopping center. Seus antecedentes diretos são as galerias de comércio de Leeds, na Inglaterra, e as passagens de Paris pelas quais flanava, encantado, o Walter Benjamin. Ou, se você quiser ir mais longe, os bazares do Oriente. Mas foram os americanos que aperfeiçoaram a ideia de cidades fechadas e controladas, à prova de poluição, pedintes, automóveis, variações climáticas e todos os outros inconvenientes da rua. Cidades só de calçadas, onde nunca chove, neva ou venta, dedicadas exclusivamente às compras e ao lazer - enfim, pequenos (ou enormes) templos de consumo e conforto. Os xópis são civilizações à parte, cuja existência e o sucesso dependem, acima de tudo, de não serem invadidas pelos males da rua.
Dentro dos xópis você pode lamentar a padronização de lojas e grifes, que são as mesmas em todos, e a sensação de estar num ambiente artificial, longe do mundo real, mas não pode deixar de reconhecer que, se a americanização do planeta teve seu lado bom, foi a criação desses bazares modernos, estes centros de conveniência com que o Primeiro Mundo - ou pelo menos uma ilusão de Primeiro Mundo - se espraia pelo mundo todo. Os xópis não são exclusivos, qualquer um pode entrar num xópi nem que seja só para fugir do calor ou flanar entre as suas vitrines, mas a apreensão causada por essas manifestações de massa nas suas calçadas protegidas, os rolezinhos, soa como privilégio ameaçado. De um jeito ou de outro, a invasão planejada de xópis tem algo de dessacralização. É a rua se infiltrando no falso Primeiro Mundo. A perigosa rua, que vai acabar estragando a ilusão.
As invasões podem ser passageiras ou podem descambar para violência e saques. Você pode considerar que elas são contra tudo que os templos de consumo representam ou pode vê-las como o ataque de outra civilização à parte, a da irmandade da internet, à civilização dos xópis. No caso seria o choque de duas potências parecidas, na medida em que as duas pertencem a um primeiro mundo de mentira que não tem muito a ver com a nossa realidade. O difícil seria escolher para qual das duas torcer. Eu ficaria com a mentira dos xópis.
(Veríssimo, O Globo, 26-01-2014.)
O autor do texto prepara informações pertinentes para que chegue a tratar dos “rolezinhos”; a informação que antecipa uma posição contrária a esse tipo de ocorrência é :
Voltada para o encanto da vida livre do pequeno núcleo
aberto para o campo, a jovem Helena, familiar a todas as
classes sociais daquele âmbito, estava colocada num invejável
ponto de observação. (...)
Sem querer forçar um conflito que, a bem dizer, apenas
se esboça, podemos atribuir parte desta grande versatilidade
psicológica da protagonista aos ecos de uma formação
britânica, protestante, liberal, ressoando num ambiente de
corte ibérico e católico, mal saído do regime de trabalho
escravo. Colorindo a apaixonada esfera de independência da
juventude, revestese de acentuado sabor sociológico este caso
da menina ruiva que, embora inteiramente identificada com o
meio de gente morena que é o seu, o único que conhece e ama,
não vacila em o criticar com precisão e finura notáveis, se essa
lucidez não traduzisse a coexistência íntima de dois mundos
culturais divergentes, que se contemplam e se julgam no
interior de um eu tornado harmonioso pelo equilíbriomesmo de
suas contradições.
Alexandre Eulálio, “Livro que nasceu clássico”.
In: Helena Morley, Minha vida de menina.
Em novo compasso
1 Neste momento, em várias partes do
mundo, algum pesquisador está tentando descobrir
um detalhe no funcionamento do músculo cardíaco
4 ainda não percebido pela ciência, enquanto outro
se esforça para aprimorar um tratamento já
reconhecido, e um terceiro se lança em um
7 experimento que pode resultar em mais uma opção
de terapia. Eles integram um imenso batalhão de
investigadores que têm como único objetivo tornar
10 o coração mais forte. Trata-se de um sonho nobre e
também de uma urgência. Afinal, o órgão precisará
bater em um compasso afinadíssimo para dar conta
13 de bombear o sangue em seres humanos cada vez
mais longevos.
É de olho nas exigências do futuro que estão
16 sendo desenhadas mudanças nos tratamentos do
presente. Algumas das mais significativas ocuparam
as principais discussões de evento que reuniu
19 cerca de 11 mil médicos de todo o planeta em
Orlando - EUA, na semana passada, e que é
considerado um dos mais importantes encontros
22 mundiais de cardiologistas. Estudo divulgado no
encontro, por exemplo, fez que a comunidade
médica passasse a discutir com mais ênfase uma
25 alteração no limite permitido de colesterol ruim
(LDL) em pacientes de alto risco (portadores de
alguma doença cardíaca ou que acumulam pelo
28 menos dois fatores de risco - hipertensão,
obesidade, diabete, sedentarismo, fumo, entre os
mais importantes). Hoje, segundo a Sociedade
31 Brasileira de Cardiologia, essas pessoas devem
manter o LDL abaixo de 100 mg/dL.
Eduardo Holanda, Greice Rodrigues e Mônica Tarantino. Istoé, 16/3/2005, p. 45 (com adaptações).
Com relação às idéias do texto ao lado e às palavras e expressões nele empregadas, julgue os itens a seguir.
Nas linhas 1 e 2, o termo "várias" atribui uma qualidade à expressão nominal "partes do mundo".
Leia o texto I para responder à questão.
Bonecas negras representam apenas 6% dos modelos disponíveis no mercado
Bonecas negras representam apenas 6% dos modelos fabricados pelas principais marcas que comercializam esses brinquedos no Brasil, de acordo com o levantamento Cadê Nossa Boneca, feito pela organização Avante - Educação e Mobilização Social. O percentual é inferior aos 7% registrados no levantamento feito em 2018.
O levantamento foi feito em agosto deste ano, em sites de comércio virtual de 14 dos 22 fabricantes de brinquedos associados a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Segundo a pesquisa, oito sites estavam em manutenção. Dentre as empresas analisadas, apenas oito possuíam bonecas negras nos respectivos inventários. Em todos eles, segundo o estudo, a proporção de modelos de bonecas negras em relação às bonecas brancas é inferior a 20%.
Se sair na rua e olhar o comércio, você vai saber, diz a psicóloga, consultora associada da Avante e uma das idealizadoras da campanha Ana Marcílio. Você conta as bonecas na vitrine, conta as lojas com vitrine com bonecas pretas e depois conta o número de bonecas em cada loja, você vai ver que é irrisório, acrescenta.
O movimento Cadê Nossa Boneca nasceu do sonho de Ana Marcilio, Mylene Alves e Raquel Rocha, de verem vitrines mais diversas e brinquedos que de fato representassem a sociedade brasileira, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem 56,1% da população formada por pessoas negras. O levantamento foi feito em 2016, 2018 e agora, em 2020 e a porcentagem de modelos disponíveis no mercado pouco mudou. Em 2016 era 6,3, passando para 7% e, agora, para 6%.
Ana explica que é na infância que as crianças constroem o imaginário, daí a importância que, em uma sociedade majoritariamente negra, isso seja retratado como algo positivo. Ter apenas referenciais brancos, magros e loiros faz com que se entenda que esse é o referencial de beleza. O impacto da boneca é esse. Da boneca preta também é esse. Imagina ter rastas, blacks, uma diversidade de cortes e penteados afro descendentes e africanos, diversos tipos de tranças, ter tudo isso em uma vitrine, uma vitrine toda diversificada. A criança vai querer ter aquele cabelo, vai achar aquele cabelo bonito, diz.
O impacto de crianças, sejam elas brancas ou negras, terem acesso a bonecas de cores diversas pode chegar na fase adulta, ajudando a combater o racismo, de acordo com a psicóloga. Se a gente não tiver esse imaginário simbólico, como é que a gente vai quebrar o racismo? O racismo se materializa nas mortes que a gente tem, nas inúmeras vidas ceifadas precocemente, seja pela inoperância do sistema público na saúde e educação, seja nas mortes através das polícias e milícias, que têm dizimado as periferias. A construção do imaginário tem tudo a ver com o número de mortes e violência que a gente vive nesse país e no mundo afora, diz.
Fonte: https://www.brasil247.com
Analise as afirmações seguintes de acordo com o texto.
I. A organização avante - Educação e Mobilização Social chama atenção pra necessidade de diversidade na fabricação de bonecas.
II. Todos os comerciantes de brinquedos infantis brasileiros, incluindo os virtuais, foram objetos da pesquisa no ano atual.
III. Segundo o IBGE, mais da metade da população brasileira é composta de pessoas negras.
IV. A presença de maioria de bonecas brancas, magras e loiras no comércio pode coibir o estabelecimento de referência de beleza.
Assinale a alternativa CORRETA.
TEXTO V
Contra a maré
Cartunistas avaliam charge de João Montanaro,
na Folha, que causou desconforto por retratar tsunami.
João Montanaro já tinha decidido qual seria o tema da
charge de sábado quando acordou na sexta-feira. Então,
viu na televisão imagens de prédios se desfazendo em
meio ao mar que avançava.
Não dava para fazer um desenho sobre política!, diz.
Ao decidir retratar o tsunami, Montanaro lembrou-se da
xilogravura de Katsushika Hokusai. Foi uma das opções
que ele enviou à Folha para aprovação e publicação.
Fiquei surpreso com as críticas, diz. Acho que não
entenderam a charge.
Apesar da má recepção, inclusive na escola, o garoto diz
estar seguro da escolha. Fiz o certo, minha intenção não
era fazer uma piada.
O ilustrador Adão Iturrusgarai, que publica na Ilustrada,
defende Montanaro.
É um desenho superimparcial. É inocente como o
ilustrador, que é um jovenzinho, diz. De maugosto foi a
tragédia em si. E completa: O humor funciona por conta
dessa contraonda, desse mau humor e da burrice dos
críticos.
Para o artista Allan Sieber, que também publica na
Ilustrada, Montanaro fez o trabalho dele e a escolha da
ilustração valeu a pena.
O pesquisador Gonçalo Junior, autor do livro A Guerra
dos Gibis (Companhia das Letras), afrma que quem
perdeu o bom senso, no caso da charge, foram os leitores
que se manifestaram contra.
Vivemos na era da chatice e do politicamente correto.
É uma reação paranoica, o desenho retrata as mesmas
coisas que todos esses vídeos que estão no YouTube.
Exagerada ou não, a recepção da charge de Montanaro
foi semelhante à vista na Malásia nesta semana.
O desenho de Mohamad Zohri Sukimi, publicado no jornal
Berita Harian, mostrava o herói japonês Ultraman fugindo
de uma onda . Uma petição on-line rodou o mundo. O
jornal se retratou.
Apesar de o desenho deMontanaro não ter me
incomodado, consigo entender por que alguns leitores
se sentiram desconfortáveis, diz Sidney Gusman, editor-
chefe do site Universo HQ. Fico imaginando como eu
reagiria se tivesse perdido alguém nesse desastre.
Outra razão apontada para a má recepção é o
desconhecimento do desenho original.
Quando vi o rascunho, perguntei a ele se as pessoas
não iriam se chocar, diz Mario Sergio Barbosa, pai de
Montanaro. Mas eu não conhecia a referência dele.
Há também a possibilidade de o leitor não estar
acostumado ao gênero da charge.
As pessoas ligam a palavra charge a coisas alegres,
mas a ideia é ser um convite ao pensamento, diz o
quadrinista Mauricio de Sousa.
O jornalista e professor de letras da Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo) Paulo Ramos concorda.
Quem está acostumado entende melhor desenhos
como o de Montanaro. Outros veem as charges como
necessariamente uma piada e, por isso, seincomodam.
Spacca, 46, que fez parte do rodízio de ilustradores
da página A2 entre 1986 e 1995, diz: Os cartunistas
constroem uma imagem de irreverentes, de livres
criadores, que podem fazer qualquer coisa.... Mas todo
comunicador tem de antecipar a reação do público e
medir o que vai causar. Nem tudo é permitido.
Para Jal, presidente da Associação dos Cartunistas do
Brasil, é nesses momentos de tragédia que temos de
fazer críticas.
DIOGO BERCITO, de São Paulo (texto adaptado), 17/03/2011.
Observando os quatro textos em análise, SÓ se pode afirmar que:
Read the text below which is entitled The global union in
order to answer questions 25 to 27.
The global union
Source: Newsweek Special Edition
Dec 2005 Feb 2006 (Adapted)
What would a global union look like? Think more
corporate partnership than class struggle. Today, capital is
global and employers are global. Companies, not countries,
make the rules. To survive, unions need to find their niche.
Global companies are going to need an organization that,
in a sense, will manage their labor and protect workers
rights. A global union would set standard practices and
codes of conduct perhaps even minimum wages and
work hours.
My critics in the labor movement cringe when I use
words like partnership and value added. The reality is
that unions need to add value or corporations will ignore
us. If we want an equitable stake in the company, we need
to define what our goals are. We cant just demand a raise
in pay withoutoffering an incentive to the company. Were
already far behind multinational corporations in the global
game. We made the mistake of transferring the industrial
model of unionism of the last country to the 21st. We lost
market share: in 1960, one in four workers was in a union;
now its one in 12.
According to Professor Avner Offer, affluence
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
O VERDADEIRO VALOR DA AMIZADE
Às vezes, um sentimento de solidão se faz perceptível dentro da alma.
Às vezes, esta solidão devagarinho, vagueia mansa, estreita e calma.
(Robinson P. Marques) - (https://www.pensador.com/pequenos_texto_de_amizade/26/) - (Acesso
em14.05.2021)
Marque a ideia que NÃO se comprova no texto.