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                                                  Como os campos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Marina Colasanti
1                  Preparavam-se aqueles jovens estudiosos para a vida 
      adulta, acompanhando um sábio e ouvindo seus ensinamentos.
      Porém, como fizessse cada dia mais frio com o adiantar-se do 
      outono, dele se aproximaram e perguntaram:
5                 – Senhor, como devemos vestir-nos?
                   – Vistam-se como os campos - respondeu o sábio.
                   Os jovens então subiram a uma colina e durante dias 
      olharam para os campos. Depois dirigiram-se à cidade, onde 
      compraram tecidos de muitas cores e fios de muitas fibras.
10  Levando cestas carregadas, voltaram para junto do sábio.
                   Sob o seu olhar, abriram os rolos das sedas, desdobraram
      as peças de damasco e cortaram quadrados de veludo, e os
      emendaram com retângulos de cetim. Aos poucos, foram
      criando, em longas vestes, os campos arados, o vivo verde dos
15 campos em primavera, o pintalgado da germinação. E
      entremearam fios de ouro no amarelo dos trigais, fios de prata
      no alagado das chuvas, até chegarem ao branco brilhante da
      neve. As vestes suntuosas estendiam-se como mantos. O sábio
      nada disse.
20              Só um jovem pequenino não havia feito sua roupa.
      Esperava que o algodão estivesse em flor, para colhê-lo. E
      quando teve os tufos, os fiou. E quando teve os fios, os teceu.
      Depois vestiu sua roupa branca e foi para o campo trabalhar.
                 Arou e plantou. Muitas e muitas vezes sujou-se de terra. E
25 manchou-se do sumo das frutas e da seiva das plantas. A
      roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato.
      Plantou e colheu. A roupa rasgou-se, o tecido puiu-se. O
      jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou
      remendos onde o pano cedia. E quando a neve veio, prendeu
30 em sua roupa mangas mais grossas para se aquecer.
                 Agora a roupa do jovem pequeno era de tantos pedaços,
      que ninguém poderia dizer como havia começado. E estando
      ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para
      receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e
35 veio pousar no seu ombro. Ciscou de leve entre os fios,
      sacudiu as penas. Depois levantou a cabeça e começou a
      cantar.
                Ao longe, o sábio, que tudo olhava, sorriu.
                     Colasanti, M. Mais de 100 histórias maravilhosas - 1.ed. – São
                                                                                                        Paulo: Global, 2015
Considerando a afirmação vistam-se como os campos,proferida pelo mestre aos seus discípulos, pode-se afirmar que

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Julgue os seguintes itens, que se referem a aspectos lingüísticos
do texto.

No texto, a comparação estabelecida entre o tempo e um trabalhador que faz questão de cumprir, ele mesmo, o seu ofício serve de crítica aos governos vigentes, que o autor do texto considera mesquinhos.

De acordo com a norma-padrão, as passagens “os momentos de desconexão com a labuta que abririam as portas
para a criatividade” (2° parágrafo), “para De Masi, a única saída é reduzir a carga de trabalho individual” (3°
parágrafo) e “A lógica do mercado não ajuda a melhorar esses números.” (6° parágrafo) estão corretamente
reescritas em:

De acordo com Paulo Freire, sua alfabetização não foi cansativa pelo fato de

Imagem 001.jpg

Acerca dos aspectos linguísticos do texto acima e das ideias nele
desenvolvidas, julgue os itens a seguir.

Mantêm-se a correção e o sentido do texto caso a oração "é um astro diferente daquele a que a humanidade se acostumou" (L.1-2) seja reescrita do seguinte modo: é um astro diferente do que a humanidade estava acostumada.

01. me perguntam: quantas palavras
02. uma pessoa sabe? Essa é uma pergunta
03. importante, principalmente para quem ensina
04. línguas estrangeiras. Seria muito útil para
05. quem planeja um curso de francês ou japonês
06. ter uma estimativa de quantas palavras um
07. nativo conhece; e quantas os alunos precisam
08. aprender para usar a língua com certa
09. facilidade. Essas informações seriam preciosas
10. para quem está preparando um manual que
11. inclua, entre outras coisas, um planejamento
12. cuidadoso da introdução gradual de vocabulário.
13. À parte isso, a pergunta tem seu
14. interesse próprio. Uma língua não é apenas
15. composta de palavras: ela inclui também regras
16. gramaticais e um mundo de outros elementos
17. que também precisam ser dominados. Mas as
18. palavras são particularmente numerosas, e é
19. notável como qualquer pessoa, instruída ou
20. não, ........ acesso a esse acervo imenso de
21. informação com facilidade e rapidez. Assim,
22. perguntar quantas palavras uma pessoa sabe
23. é parte do problema geral de o que é que
24. uma pessoa tem em sua mente e que ........
25. permite usar a língua, falando e entendendo.
26. Antes de mais nada, porém, o que é uma
27. palavra? Ora, alguém vai dizer, “todo mundo
28. sabe o que é uma palavra”. Mas não é bem
29. assim. Considere a palavra olho . É muito claro
30. que isso aí é uma palavra – mas será que
31. olhos é a mesma palavra (só que no plural)?
32. Ou será outra palavra?
33. Bom, há razões para responder das duas
34. maneiras: é a mesma palavra, porque significa a
35. mesma coisa (mas com a ideia de plural); e é
36. outra palavra, porque se pronuncia diferentemente
37. (olhos tem um “s” final que olho não tem, além
38. da diferença de timbre das vogais tônicas).
39. Entretanto, a razão principal por que julgamos
40. que olho e olhos sejam a mesma palavra é
41. que a relação entre elas é extremamente
42. regular; ou seja, vale não apenas para esse
43. par, mas para milhares de outros pares de
44. elementos da língua: olho/olhos, orelha/orelhas,
45. gato/gatos, etc. E, semanticamente, a relação
46. é a mesma em todos os pares: a forma sem
47. “s” denota um objeto só, a forma com “s”
48. denota mais de um objeto. Daí se tira uma
49. consequência importante: não é preciso aprender
50. e guardar permanentemente na memória
51. cada caso individual; aprendemos uma regra
52. geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao
53. singular”), e estamos prontos.
 Adaptado de: PERINI, Mário A. Semântica lexical.
ReVEL, v. 11, n. 20, 2013.

Considere as seguintes propostas de substituição de palavras do texto.
1 - estimativa (l. 06) por pretensão.
2 - gradual (l. 12) por progressiva.
3 - acervo (l. 20) por conjunto.
Quais propostas indicam que a segunda palavra constitui sinônimo adequado da primeira, considerando o
contexto em que ocorre?

O QUE FALTA PARA SERMOS LÍDERES

Apesar das conquistas, o país enfrenta
obstáculos na infraestrutura, na educação e no papel do
Estado.

Paulo Moreira Leite

Para uma nação que, desde 1500, é descrita
como aquela "onde se plantando tudo dá", nas palavras
do escrivão Pero Vaz de Caminha, a visão de país do
futuro já é motivo de desconfiança, ironia e até irritação.
A verdade é que, entre observadores de prestígio e
analistas conceituados, cresce a convicção de que o
Brasil é um país que pode sair bem da crise atual do
capitalismo - e chegar mais à frente numa condição
melhor do que exibia no início, num processo semelhante
ao que viveu nos anos 30, após o colapso da Bolsa de
1929.
Arquiteto e engenheiro da prosperidade do
"milagre econômico", o ex-ministro Antonio Delfim Netto
está convencido de que "o Brasil tem pela frente uma
possibilidade de crescimento seguro, sem risco, por pelo
menos uma geração". Para o empresário eeconomista
Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das
Comunicações no governo de Fernando Henrique
Cardoso, insuspeito de simpatias pelo governo Lula, "não
há dúvida de que o mundo vai oferecer muitas
oportunidades estratégicas ao Brasil, nos próximos anos.
A única dúvida é saber se saberemos aproveitá-las".
Hoje, apenas 7,6% da humanidade pode ser
enquadrada numa categoria social vagamente definida
como "classe média". Para as próximas décadas, essa
condição pode atingir 16% da população mundial, ou 1,2
bilhão de pessoas. No século XVIII, quando a Europa
aquecia os fornos a carvão da Revolução Industrial, que
moldaria a civilização mundial de hoje, a China produzia
perto de 30% da riqueza do planeta, e a Índia 15%. Após
dois séculos de declínio, esses povos retomam seu lugar
- e é esse processo em curso, nos próximos anos, que
definirá oportunidades e necessidades de todo o planeta,
inclusive no Brasil.
"O Brasil tem tudo para ser protagonistado
século XXI", diz Delfim Netto, numa frase que tem lá seu
parentesco com o otimismo do escrivão Caminha. Mas
há algum sentido. A urbanização acelerada do planeta
elevará em até 50% a demanda por alimentos importados
- num mercado garantido para o crescimento das
exportações brasileiras. No terreno da energia, os
laboratórios de todo o mundo buscam uma alternativa ao
petróleo e aos demais combustíveis fósseis. Até agora,
nenhuma opção deixou a fase do experimentalismo e não
se sabe quando isso vai ocorrer. Mesmo o etanol, que
funciona tão bem no Brasil, não é uma saída definitiva no
plano mundial, pois exigiria canaviais para mover
indústrias, armamentos, computadores, foguetes, navios
- além de carros de passeio.
Como ninguém deixará de acender a luz nem de
andar de automóvel até que se chegue a uma nova
matriz energética, por várias décadas a humanidade
seguirá movendo-se a petróleo - abundante nas costas
brasileiras do pré-sal, a ponto de já colocaro país na
condição de exportador mundial.
Para realizar o futuro prometido, o Brasil terá de
reformar o Estado. "Vamos ter de modernizar o governo",
diz Delfim Netto. Esse trabalho inclui rever as diferenças
de renda, segurança e estabilidade entre funcionários
públicos e privados, além de uma reforma na
Previdência. Hoje, por causa de distorções como essas,
o Estado brasileiro custa caro, funciona mal e trabalha na
direção errada. Sem uma intervenção rápida e decisiva
por parte dos governantes, o país do futuro talvez
demore outros 509 anos a chegar.

Adaptado da revista Época, n° 575.

Assinale a alternativa INCORRETA:

“Há uma espécie de conforto na autocondenação. Quando nos condenamos, pensamos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo”. 
A frase abaixo em que o vocábulo “mais” mostra o mesmo valor que na frase acima é: 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.

        Quando Nelson Mandela criou o grupo The Elders (Os Anciãos) para promover a paz e os direitos humanos em todo o mundo, ele nos desafiou a ser ousados e a dar voz àqueles que não a têm. Nenhuma questão exige essas qualidades mais do que nossa incapacidade coletiva de lidar com os problemas das mudanças climáticas.
        Estas são o maior desafio da nossa era. Elas ameaçam o bem-estar de centenas de milhões de pessoas agora e de muitos bilhões no futuro. Elas destroem o direito humano a alimentação, água, saúde e abrigo – causas pelas quais temos lutado toda a nossa vida. Ninguém nem nenhum país escapará do seu impacto. Mas são aqueles sem voz – porque já são marginalizados ou aindanão nasceram – que se encontram em maior risco. Temos um dever moral urgente de falar em seu nome.
        Dado o peso notório das evidências, pode ser difícil entender por que continuamos avançando lentamente na ação coordenada necessária para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. O último relatório dos especialistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas afirma claramente que o aquecimento do sistema climático é “inequívoco” e o comportamento humano é muito provavelmente sua causa dominante.
       Temos visto nos últimos meses o aumento de eventos de clima extremo, sobre os quais os especialistas chamam a atenção. Os custos já são avultados e, por esse motivo, o Banco Mundial, o FMI e a Agência Energética Intercontinental se juntaram à comunidade científica para alertar sobre os riscos que estamos correndo. Já não são somente os ambientalistas que fazem soar os alarmes. E, todos os anos, a nossa incapacidade em agir nos deixa mais próximos de um ponto sem volta, no qual os cientistas receiam que as mudanças climáticas possam se tornar irreversíveis.
        Muitos dos Anciãos já foram responsáveis por governos. Não cometemos o erro de pensar que tratar das mudanças climáticas é uma questão fácil. Mas sabemos que existem momentos em que, independentemente das dificuldades do panorama imediato, os líderes precisam mostrar coragem e ousadia. Este é um dos momentos. Chegamos a uma encruzilhada. Em uma direção, um legado terrível pode ser passado para nossos netos e bisnetos. De outro lado, está a oportunidade de dar os primeiros passos em direção a um mundo mais justo e sustentável. Não queremos que as gerações futuras digam que falhamos. 


(Adaptado de: ANNAN, Kofi. Ex-Secretário Geral da ONU. O Estado de S. Paulo, A14, Internacional, 24 de janeiro de 2014) 
Conclui-se corretamente do texto que é
Irandé Antunes, parafraseando Fernando Pessoa, diz: “Pobre língua escolar! Tantas vezes fora de voz e tão cheia de não ser nada!” (ANTUNES, Irandé. Muito além da Gramática: Por um ensino de língua sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007. p. 24). Nesta perspectiva, é pertinente o alerta para que se afirme CORRETAMENTE que
                                                                                Tudo o que não puder contar, não faça:
                                                                            integridade é não agir errado mesmo sozinho

        Immanuel Kant, famoso filósofo alemão do século 18, dizia: “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!”. Ao jogarmos um simples papelzinho pela janela não temos consciência alguma de que não se trata apenas de um simples papelzinho. O que está por trás disso é absolutamente sério. O que estamos fazendo conosco, com o meio em que vivemos e com o mundo? Há que se dizer que culpar terceiros sempre nos traz alívio.
        Mas não é um simples papelzinho... Se jogarmos três ao dia, serão quatorze por semana, e se milhões de pessoas de todo o mundo jogarem três míseros papéis por dia? Um dos maiores responsáveis por alagamentos nas cidades é o lixo, acarreta entupimento de bueiros e canalizações, levando a dispersar doenças e incômodo à população em geral.
        O âmago desta questão é a consciência. Nos dias de hoje coletamos informações prontas e não levamos questões reflexivas ao cotidiano agitado e quase atropelado pelo que não nos afeta tanto por enquanto.
        O que seremos no futuro? Seremos seres abastecidos virtualmente, mas submergidos no lixo? A grande preocupação é que a realidade virtual se sobreponha à realidade real!
        A vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática, e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental. Sustentabilidade: “Pensar globalmente, agir localmente”. Não é um simples papelzinho. É questão de educação, caráter, reflexão!
                                                                                                                                                                                (Mario Sergio Cortella. http://mariosergiocortella.com. Adaptado)
A opinião do autor está expressa nesta frase:
 
                                                          A MAIS POPULAR DAS DROGAS
                                                                          Suzana Herculano-Houzel
            O gosto é, francamente, ruim. Pergunte a qualquer
criança de paladar inocente e ela lhe dirá que café é
amargo que nem jiló. Mas depois que você é fisgado
pelo aroma, o café rapidamente passa a ser presença
constante em seu dia a dia. O que faz com que essa
seja a beberagem psicoativa mais consumida do
mundo?
            Uns dizem que é porque a cafeína - o componente
estimulante para o cérebro - vicia. Outros garantem
que não, já que o consumo da substância não
costuma aumentar progressivamente - apesar de os
usuários ’sentirem falta’ daquele cafezinho. Afinal,
é droga ou não é? Se for, a cafeína deve ativar o
sistema de recompensa (um conjunto de estruturas
na porção frontal do cérebro cuja ativação parece ser
suficiente para gerar prazer) e assim garantir que o
comportamento associado - como fazer sexo, comer,
ir ao cinema ou usar cocaína, maconha ou nicotina -
será repetido sempre que possível.
           Para a alegria dos adeptos de um cafezinho,
um estudo preliminar de imageamento funcional
do cérebro mostrou, em 1999, que a cafeína não
causa ativação aparente do sistema de recompensa
do cérebro nem em ratos nem em humanos que
receberam o equivalente a três xícaras de café.
Mas isso acaba de mudar. Com uma técnica muito
mais sensível, que mede diretamente a ativação do
sistema de recompensa por meio da liberação de
dopamina no núcleo acumbente (uma das estruturas
principais do sistema), um grupo de neurocientistas
dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA mostrou
em agosto de 2002 que a cafeína age como qualquer
droga, sim - ao menos no cérebro de ratos.
            Enquanto o sexo, a comida e qualquer outro
divertimento levam o próprio cérebro a ativar seu
sistema de recompensa, a cafeína, como outras
drogas, parece dispensar intermediários e ligar
diretamente o núcleo acumbente, ao despejar
dopamina no sistema de recompensa afora. Não é
uma ativação espetacular, tanto que não se traduz
em mudanças metabólicas cerebrais visíveis no
imageamento funcional, como as que acontecem
com a cocaína, a maconha ou o álcool. Mas é bastante
respeitável — e suficiente para fazer qualquer animal
querer mais.
            Se age como droga, por que são tão raras as
pessoas que parecem genuinamente viciadas?
Talvez a resposta seja simples: porque é muito difícil
conseguir ficar completamente ‘a seco’, sem ingerir
cafeína alguma. Essa substância hoje é onipresente,
encontrada em bebidas, sobremesas e até em
inocentes ’remédios’ para a gripe ou dor de cabeça.
Como ninguém passa muito tempo longe da droga,
os sintomas da abstinência raramente aparecem. E
se aparecerem, é só dar uma chegadinha à esquina e
tomar uma coca-cola...
  Disponível em http://cienciahoje.org.br/coluna/a-mais-popular-das-                                                                                                  
                                                              drogas/. Acesso em: 20 mai. 2018.
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
Assinale a única frase em que a ordem de colocação das palavras NÃO produz ambiguidade.

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Atente para as seguintes afirmações:

I. É mais difícil quantificar os grupos étnicos existentes do que estabelecer diferenças criteriosas entre as etnias.
II. Até o final do século XIX, o fato de haver raças diferentes serviu para justificar uma escalada de violências históricas.
III. O fato de haver diferentes etnias num mesmo território nacional não implica, necessariamente, uma situação de conflito.

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em

29 anos de democracia 

Mais de 90 milhões de brasileiros, quase metade da população atual, não eram nascidos quando o último general- presidente, João Figueiredo, deixou o Palácio do Planalto. Outros 30 milhões ainda não eram adolescentes. 
Maioria crescente dos brasileiros, portanto, terá nascido ou se tornado adulta na vigência do regime democrático. A Nova República já é mais longeva que todos os arranjos republicanos anteriores, à exceção do período oligárquico (1889-1930). 
Em termos de escala, assiduidade e participação da população na escolha dos governantes, o Brasil de 1985 a 2014 parece outro país, moderno e dinâmico, no cotejo com a restrita experiência eleitoral anterior. 
A hipótese de ruptura com o passado se fortalece quando avaliamos a extensão dos mecanismos de distribuição de oportunidades e de mitigação de desigualdades de hoje. Sozinhas, as despesas sociais no Brasil equivalem, em percentual do PIB, a quase todo o gasto público chinês. 
A democracia brasileira contemporânea, e apenas ela na história nacional, inventou o que mais perto se pode chegar de um Estado de Bem-Estar num país de renda média. A baixa qualidade dos serviços governamentais está ligada sobretudo à limitação do PIB, e não à falta de políticas públicas social- democratas. 
Autoritários e populistas do passado davam uma banana para o custeio -e o controle de qualidade- da educação básica. Governos democráticos a partir de 1985 fizeram disparar a despesa. Muito da redução na desigualdade de renda se deve a isso. 
Ainda assim, a parte da esquerda viúva da ruína socialista vive a defender o “aprofundamento da democracia” e “mudanças estruturais” que nos livrem do modelo de “modernização conservadora” -seja lá o que esses termos signifiquem hoje. 
Já ocorreu a tal “mudança estrutural”. O Brasil democrático não se parece com seu passado tristonho, embora ainda haja tanto por fazer. 

(Vinicius Mota, Folha de São Paulo)
“Sozinhas, as despesas sociais no Brasil equivalem, em percentual do PIB, a quase todo o gasto público chinês.” 

Nesse segmento do texto, o termo “em percentual do PIB” indica
Até que ponto replicar conteúdo é crime? “A internet e a pirataria são inseparáveis”, diz o diretor do instituto de pesquisas americano Social Science Research Council. “Há uma infraestrutura pequena para controlar quem é o dono dos arquivos que circulam na rede. Isso acabou com o controle sobre a propriedade e tem sido descrito como pirataria, mas é inerente à tecnologia”, afirma o diretor. O ato de distribuir cópias de um trabalho sem a autorização dos seus produtores pode, sim, ser considerado crime, mas nem sempre essa distribuição gratuita lesa os donos dos direitos autorais. Pelo contrário. Veja o caso do livro O alquimista, do escritor Paulo Coelho. Após publicar, para download gratuito, uma versão traduzida da obra em seu blog, Coelho viu as vendas do livro em papel explodirem.
BARRETO, J.; MORAES, M. A internet existe sem pirataria?
Veja, n. 2 308, 13 fev. 2013 (adaptado).
De acordo com o texto, o impacto causado pela internet propicia a
Primeira parcela do 13° de aposentados soma R$ 11 bi

SANDRA MANFRINI - Agência Estado

BRASÍLIA - A antecipação do pagamento de metade do valor do 13o salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai representar uma injeção extra na economia de R$ 11,220 bilhões nos meses de agosto e setembro. Os dados são do Ministério da Previdência Social, que informou ainda que serão contemplados com a antecipação 25.617.695 benefícios em todo o Brasil.

O decreto autorizando o pagamento antecipado desse benefício foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e a parcela virá com a folha de pagamento de agosto, que será paga entre os dias 27 de agosto e 10 de setembro. Nessa primeira parcela do 13o não haverá desconto do Imposto de Renda, o que, pela legislação, só é cobrado em dezembro, quando é feito o pagamento da segunda parcela da gratificação.

Essa é a sexta vez que a Previdência antecipa o pagamento da parcela do 13o. A primeira foi em 2006, resultado de acordo firmado entre governo e entidades representativas de aposentados e pensionistas, que estabelecia que a antecipação seria feita até 2010. No entanto, o governo atendeu a uma reivindicação dos aposentados e manteve o pagamento antecipado neste ano, colaborando, segundo a Previdência, para "o aquecimento da economia".

O Ministério da Previdência explicou que, por lei, não têm direito ao 13o salário e, portanto, não receberão a antecipação, os seguintes benefícios: amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário- família.

(Disponível em www.estadao.com.br)
Sobre a palavra "antecipação", que aparece em destaque no texto, analise as afirmações.

I.É um substantivo.
II. Possui um equivalente masculino. ,
III.Possui flexão de número.
IV. Está no aumentativo.

É correto o que se afirma em:
Que coreanos comam cachorros é um fato antropológico que não deveria causar maior surpresa nem revolta. Franceses deliciam-se com cavalos e rãs, chineses devoram tudo o que se mexe - aí inclusos escorpiões e gafanhotos - e boa parte das coisas que não se mexem também. Os papuas da Nova Guiné, até algumas décadas atrás, fartavam-se no consumo ritual dos miolos de familiares mortos. Só pararam porque o hábito estava lhes passando o kuru, uma doença neurológica grave. Nosso consolidadíssimo costume de comer vacas configura, aos olhos dos hinduístas, nada menos do que deicídio. A não ser que estejamos prontos a definir e impor um universal alimentar, é preciso tolerar as práticas culinárias alheias, por mais exóticas ou repugnantes que nos pareçam.

(Hélio Schwartsman, Folha de S.Paulo, 14.11.2009)
Deicídio significa um ato de
                                               A essência da infância 

                   Como a convivência íntima com os filhos é capaz de transformar a relação das crianças consigo mesmas e com o mundo 

Crianças permanentemente distraídas com o celular ou o tablet. Agenda cheia de tarefas e aulas depois da escola. Pais que não conseguem impor limites e falar “não". Os momentos de lazer que ficaram restritos ao shopping Center, em vez de descobertas ao ar livre. Quais as implicações desse conjunto de hábitos e comportamentos para nossos filhos? Para o pediatra Daniel Becker, esses têm sido verdadeiros pecados cometidos à infância, que prejudicarão as crianças até a vida adulta. Pioneiro da Pediatria Integral, prática que amplia o olhar e o cuidado para promover o desenvolvimento pleno e o bem-estar da criança e da família, Daniel defende que devemos estar próximos dos pequenos – esse, sim, é o melhor presente a ser oferecido. E que desenvolver intimidade com as crianças, além de um tempo reservado ao lazer com elas, faz a diferença. Para o bem-estar delas e para toda a família. 

                                                                                         (Revista Vida Simples. Dezembro de 2015). 

No excerto: “... esses têm sido verdadeiros pecados cometidos à infância ...". O pronome em destaque refere-se a:

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Não temos ideia de como será o mercado de trabalho em 2050. Podemos afirmar que a robótica vai mudar quase todas as modalidades de trabalho. Contudo, há visões inconciliáveis a respeito das consequências dessa mudança e sua iminência. Alguns creem que dentro de uma ou duas décadas bilhões de pessoas serão economicamente redundantes. Outros sustentam que mesmo no longo prazo a automação continuará a gerar novos empregos e maior prosperidade.

    Os temores de que a automação causará desemprego massivo remontam ao século XIX, e até agora nunca se materializaram. Desde o início da Revolução Industrial, para cada emprego perdido para uma máquina pelo menos um novo emprego foi criado, e o padrão de vida médio subiu consideravelmente. Mas há boas razões para pensar que desta vez é diferente.

    Seres humanos possuem dois tipos de habilidades - física e cognitiva. No passado, as máquinas competiram com humanos principalmente em habilidades físicas, enquanto eles ficaram à frente das máquinas em capacidade cognitiva. Por isso, quando trabalhos manuais na agricultura e na indústria foram automatizados, surgiram novos trabalhos no setor de serviços que requeriam o tipo de habilidade cognitiva que só humanos possuíam: aprender, analisar, comunicar e compreender emoções. No entanto, acredita-se que a Inteligência Artificial será capaz de apreender um número cada vez maior dessas habilidades.


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, edição digital.)
Está correta e coesa a seguinte redação da frase adaptada do texto:
Página 76
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