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A Lei n° 10.216/2001, altera o modelo assistencial em saúde mental, criando foco na proteção das pessoas portadoras de transtornos mentais e na garantia dos respectivos direitos.
Quanto a essa legislação, julgue o item a seguir.
Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, o paciente deve ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, priorizando-se a internação em instituições asilares e afastadas dos centros urbanos.

O cuidado em saúde mental, amparado pela desinstitucionalização - que não se compreende apenas por questionar a função do hospital psiquiátrico, mas sim pela mudança na perspectiva do cuidado - é pautado em bases comunitárias com a retomada dos vínculos sociais. É então, um processo político e social complexo, no envolvimento de múltiplos atores atuantes no território e no cuidado em liberdade. Assim, pode-se considerar a luta antimanicomial um movimento plural articulado para a ruptura de paradigmas diante da loucura.

A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.

O processo de redução de leitos em hospitais psiquiátricos e de desinstitucionalização de pessoas com longo histórico de internação ocorre por meio da expansão e do fortalecimento de serviços substitutivos em atenção psicossocial, articulando políticas públicas, diretrizes e normativas do Ministério da Saúde e transformações culturais e subjetivas na sociedade.

Os transtornos mentais têm aumentado consideravelmente em todo o mundo, principalmente nas grandes cidades em que a estimativa é que 18% da população precisa de algum tipo de acompanhamento psiquiátrico. Esses transtornos representam a terceira causa de afastamento do trabalho, segundo dados da Previdência Social no Brasil. As repercussões psíquicas relacionadas ao trabalho e os agravos, que antes nem eram identificados, ganharam hoje espaço no âmbito acadêmico, científico, governamental e também nos consultórios de diversas especialidades. Considerando a complexidade que envolve uma avaliação entre o processo de saúde, doença e trabalho, julgue o item a seguir.
A classificação de Schilling não é usada atualmente na categorização dessas doenças.

O cuidado em saúde mental, amparado pela desinstitucionalização - que não se compreende apenas por questionar a função do hospital psiquiátrico, mas sim pela mudança na perspectiva do cuidado - é pautado em bases comunitárias com a retomada dos vínculos sociais. É então, um processo político e social complexo, no envolvimento de múltiplos atores atuantes no território e no cuidado em liberdade. Assim, pode-se considerar a luta antimanicomial um movimento plural articulado para a ruptura de paradigmas diante da loucura.

A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.

O modelo manicomial, com longas internações em instituições totais, evidenciava o apagamento do sujeito, no qual o paciente era tido como incapaz, perigoso e sem direitos sociais.

A Lei n° 10.216/2001, altera o modelo assistencial em saúde mental, criando foco na proteção das pessoas portadoras de transtornos mentais e na garantia dos respectivos direitos.
Quanto a essa legislação, julgue o item a seguir.
O paciente deve ter garantia de sigilo dos dados prestados, e a família ou rede de apoio devem receber o maior número de informações a respeito da doença e do tratamento, resguardando o paciente desse acesso.
Uma paciente de 45 anos de idade dá entrada no pronto-socorro psiquiátrico, conduzida pela gerente da cafeteria onde trabalha. Ela mostra-se confusa e desorientada, prolixa, repete a mesma frase várias vezes e afirma que está em perigo e que pessoas más estão atrás dela. De acordo com o relato da gerente, a paciente estava trabalhando e começou a apresentar esses sintomas depois que, sem querer, quebrou um prato. A psicóloga presente no momento da admissão da paciente consegue contato com o esposo dela pelo telefone, e ele informa que a paciente faz uso de medicamentos psiquiátricos, mas não sabe informar quais medicamentos e nem o diagnóstico prévio da esposa, uma vez que ela não conversa com ele a esse respeito. O psiquiatra responsável pelo caso opta por deixar a paciente em observação, fazendo uso de benzodiazepínicos, e aguarda a chegada de alguém da rede de apoio para acompanhá-la.  

Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

Pacientes diagnosticados com transtorno psiquiátrico podem apresentar negação quanto ao diagnóstico, e isso pode explicar a baixa aderência ao tratamento.

Com base nos conhecimentos em relação ao atendimento em saúde mental do adulto, julgue o item a seguir.

O projeto terapêutico singular pode ser definido como estratégia de cuidado que articula um conjunto de ações resultantes da discussão e da construção coletiva da equipe multidisciplinar.

Uma paciente de 45 anos de idade dá entrada no pronto-socorro psiquiátrico, conduzida pela gerente da cafeteria onde trabalha. Ela mostra-se confusa e desorientada, prolixa, repete a mesma frase várias vezes e afirma que está em perigo e que pessoas más estão atrás dela. De acordo com o relato da gerente, a paciente estava trabalhando e começou a apresentar esses sintomas depois que, sem querer, quebrou um prato. A psicóloga presente no momento da admissão da paciente consegue contato com o esposo dela pelo telefone, e ele informa que a paciente faz uso de medicamentos psiquiátricos, mas não sabe informar quais medicamentos e nem o diagnóstico prévio da esposa, uma vez que ela não conversa com ele a esse respeito. O psiquiatra responsável pelo caso opta por deixar a paciente em observação, fazendo uso de benzodiazepínicos, e aguarda a chegada de alguém da rede de apoio para acompanhá-la.  

Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

Ao realizar uma intervenção em crise, o psicólogo pode exercer influência no funcionamento psicológico do indivíduo durante o período de desequilíbrio, ajudando a acionar a parte saudável preservada dessa pessoa.

Os transtornos mentais têm aumentado consideravelmente em todo o mundo, principalmente nas grandes cidades em que a estimativa é que 18% da população precise de algum tipo de acompanhamento psiquiátrico. Esses transtornos representam a terceira causa de afastamento do trabalho, segundo dados da Previdência Social no Brasil. As repercussões psíquicas relacionadas ao trabalho e os agravos, que antes nem eram identificados, ganharam hoje espaço no âmbito acadêmico, científico, governamental e também nos consultórios de diversas especialidades.

Considerando a complexidade que envolve a avaliação entre o processo saúde, doença e trabalho, julgue o item a seguir.

A síndrome de Burnout está relacionada a efeitos negativos para o trabalhador, para uma profissão dele e para uma organização empresarial onde ele está inserido.

O cuidado em saúde mental, amparado pela desinstitucionalização - que não se compreende apenas por questionar a função do hospital psiquiátrico, mas sim pela mudança na perspectiva do cuidado - é pautado em bases comunitárias com a retomada dos vínculos sociais. É então, um processo político e social complexo, no envolvimento de múltiplos atores atuantes no território e no cuidado em liberdade. Assim, pode-se considerar a luta antimanicomial um movimento plural articulado para a ruptura de paradigmas diante da loucura.

A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.

A violação de direitos individuais, a violência nos manicômios e a mercantilização da loucura foram fatores relevantes para o movimento da luta coletiva contra um cuidado em liberdade, visto que trabalhadores da saúde, associações de familiares e usuários do serviço buscavam a manutenção desse modelo de assistência à saúde.

A Lei n° 10.216/2001, altera o modelo assistencial em saúde mental, criando foco na proteção das pessoas portadoras de transtornos mentais e na garantia dos respectivos direitos.
Quanto a essa legislação, julgue o item a seguir.
Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental são assegurados, sem nenhuma forma de discriminação quanto a raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, idade, família, recursos econômicos e gravidade. Quanto a pacientes de outras nacionalidades ou oriundos de outros estados, a assistência deve ocorrer no respectivo local de origem.
A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência é o instrumento que orienta as ações do setor da saúde, voltadas a esse segmento populacional, e adota o conceito fixado pelo Decreto no 3.298/1999, que considera “deficiência - toda perda ou anormalidade de uma estrutura e (ou) função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano; deficiência permanente - aquela que ocorreu ou estabilizou-se durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que s e altere, apesar de novos tratamentos; e incapacidade - uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-es tar pessoal e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida”. 

 Tendo em vista as informações do texto, com base nessa política, julgue os itens a seguir. 
A crescente urbanização e industrialização, sem os devidos cuidados com a preservação da vida e do meio ambiente, gera o aumento de incapacidades.
No Brasil, a assistência à saúde mental teve início na década de 1930, por meio da institucionalização de indivíduos com psicopatias. No que diz respeito às políticas públicas, a atenção à saúde mental teve uma grande mudança a partir da década de 1970 com a Reforma Psiquiátrica. Mais recentemente, na década de 1990, foram implementados os Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), direcionando o atendimento a indivíduos com sofrimento psíquico, com base no cuidado no modelo de assistência interdisciplinar que compõe a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Acerca da assistência mental no Brasil e das respectivas mudanças recentes contidas na Nota Técnica do Ministério da Saúde no 11/2019, julgue o item a seguir. 
Conselhos de classe profissional e entidades relacionadas à saúde coletiva realizaram críticas à Nota Técnica no 11/2019-MS, pois entendem que ela perpetua o modelo manicomial na RAPS em razão da atenção à saúde mental realizada em hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas.

Acerca dos direitos e da organização do atendimento no Distrito Federal na área de Saúde Mental para a população adulta, julgue o item a seguir.

É permitido utilizar a contenção física no caso em que se fizer necessário, e esta poderá ser retirada somente após a devida avaliação e autorização por parte do médico plantonista.

Um paciente de 30 anos de idade sofreu acidente automobilístico com colisão frontal, produzindo fraturas complexas. Após intervenção cirúrgica de emergência, deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI). O paciente tem histórico de boa saúde, boa forma física, suporte social operacional e emocional satisfatório. Apesar do bom prognóstico, o paciente afirma que a UTI é um lugar para aguardar a morte, que nada na vida dele vai bem, que não vem recebendo cuidados bons o suficiente, que as pessoas o tempo inteiro mentem para ele. As falas do paciente têm um tom provocador, arrogante, desafiador e depreciativo. A equipe assistencial, exausta em termos de argumentação educada e racional, tende a contra-atacar.  

Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

O hospital precisa reavaliar a internação, considerando uma transferência, com base em relatório psicológico, mostrando os danos ao funcionamento da equipe.

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