Carlos, morador de uma pequena cidade no interior, trafegava em
seu veículo quando, ao dobrar uma curva fechada, deparou-se
com uma criança que atravessava a rua inesperadamente. Para
evitar o atropelamento, Carlos fez uma manobra brusca e colidiu
contra a fachada de uma loja, causando grande prejuízo ao
comerciante. O dono da loja, Marcos, ajuizou ação indenizatória
contra Carlos, alegando que este deveria reparar os danos
causados ao seu estabelecimento.
Diante da situação, é correto afirmar que
Ligia Suassuna conduzia o veículo próprio da marca X, placa Y, pela
Rua do Céu, sentido sul/norte, enquanto João Grilo, conduzia a
motocicleta da marca H, placa Z, pela Rua da Lua, no sentido
oeste/leste. No cruzamento das vias ocorreu a colisão entre os
veículos que, conforme a perícia, deu-se pela imprudência do
condutor da motocicleta.
Com base na situação hipotética narrada, em relação ao tema
responsabilidade civil, assinale a afirmativa correta.
Em setembro de 2022, durante a realização de uma reforma no
telhado de um shopping center, ocorreu o desabamento parcial da
estrutura, resultando em ferimentos graves para diversas pessoas.
Cristina, jovem advogada, sofreu tetraplegia permanente em
razão de uma lesão na coluna, acarretando diminuição
considerável da sua capacidade laboral, além de escoriações por
todo o corpo, tendo ficado internada em hospital privado por três
meses, além de precisar, de forma permanente, de tratamento
especializado de fisioterapia. Diante do fato, Cristina ajuizou ação
de indenização por danos morais, materiais e estéticos, buscando
reparação completa pelos prejuízos sofridos. Nos termos do
devido processo legal, restou comprovada a responsabilidade da
construtora.
Diante da situação hipotética e de acordo com a legislação vigente
e o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, analise as
afirmativas a seguir.
I. A indenização devida à Cristina deverá abarcar os danos
morais arbitrados pelo juízo, além dos danos emergentes
correspondentes as despesas médicas e demais despesas
devidamente comprovadas, bem como lucros cessantes e
danos estéticos.
II. Conforme o entendimento do STJ, no arbitramento dos danos
morais, observa-se o método bifásico, pelo qual, em um
primeiro momento fixa-se um valor básico de indenização,
considerando-se o interesse jurídico lesado e, em
conformidade com a jurisprudência. Em seguida, ajusta-se o
valor às peculiaridades do caso.
III. Além dos danos morais, Cristina tem direito a uma indenização
autônoma por dano estético, cuja fixação é cumulável com o
dano moral, mas limitada ao patamar daquele, conforme
entendimento do STJ.
Guilherme, 15 anos de idade, filho de Tereza, servidora pública
federal, promoveu inúmeras ofensas nas redes sociais e em
grupos de aplicativos de mensagens contra Tina, de 15 anos de
idade, ao que tudo indica, motivado pelo fato de Tina ter
rompido o rápido relacionamento afetivo que manteve com
Guilherme.
Diante dos fatos, Tina, devidamente assistida por seu
representante legal, promoveu ação indenizatória em face de
Guilherme e Tereza, requerendo indenização de R$50.000,00
(cinquenta mil reais) pelos danos sofridos. A sentença julgou
procedente o pedido de Tina.
Sobre a hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.
Acerca da prescrição, da decadência, das obrigações e da responsabilidade civil, julgue o item que se segue.
As pessoas responsáveis pelo incapaz respondem pelos
prejuízos por ele causados, salvo quando não tiverem
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes
para tal, situação em que o incapaz deverá responder pelos
prejuízos causados
Suponha que uma determinada empresa tenha sido
objeto de publicação sabidamente falsa em postagem
na internet, a qual comprometeu o seu bom conceito no
mercado de prestação de serviços de lavagem de roupas hospitalares, em especial perante órgãos públicos
de âmbito Federal, Estadual e Municipal. Suponha que,
além de comprometer a obtenção de novos contratos, a
empresa ainda teve que lidar como decorrência da postagem, com a resolução unilateral de alguns contratos por
parte de alguns clientes. Com base na jurisprudência dos
tribunais superiores é correto afirmar neste caso que:
Julgue o item a seguir, relativos à posse, à propriedade, à responsabilidade civil e à prescrição, de acordo com o entendimento do STJ.
A configuração do nexo de causalidade, necessária à
responsabilização civil do agente, exige a comprovação de
uma conduta comissiva ou omissiva que tenha contribuído,
de forma direta ou indireta, para a ocorrência do dano.
Suponha que um motorista da HEMOBRAS, conduzindo veículo da empresa em notório estado de embriaguez, envolva-se em acidente automobilístico na cidade de Goiânia, ocasionando lesão corporal grave em menor incapaz (com idade de seis anos) ali domiciliado e órfão de pai e mãe. Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir. A HEMOBRAS não deve ser responsabilizada pelo ato ilícito de seu empregado, já que compete exclusivamente a ele a reparação dos danos causados em conduta delitual exorbitante à sua função.
Em uma demanda indenizatória por dano-morte de filho com
15 anos, o juiz, no saneador, decide que o autor, para a
procedência do pleito de pensionamento (alimentos
indenizatórios), deverá comprovar:
i) a contribuição da vítima para o sustento de sua família, de baixa
renda;
ii) o exercício de atividade laborativa pela vítima;
iii) o valor dos rendimentos da vítima falecida.
Nesse caso, considerando as presunções jurisprudenciais sobre o
tema, o juiz:
"A pessoa humana foi, com justa causa, elevada ao patamar de
epicentro dos epicentros. Como consequência, na
responsabilidade civil, o dano à pessoa humana se objetiva em
relação ao resultado, emergindo o direito de danos como o
governo jurídico de proteção à vítima. Consolida-se a ideia de
compensação pelo sofrimento. O direito civil, por isso, passa a
‘inquietar-se com a vítima’.” (FACHIN, Edson. Responsabilidade
civil contemporânea no Brasil: notas para uma aproximação.)
O dispositivo do Código Civil que bem representa a ideia invocada
pelo texto é:
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta. O Código Civil de 2002 (Lei nº 10.406/2002, na redação vigente) dedica todo o Título IX do Livro I da Parte Especial ao tema da Responsabilidade Civil, prevendo um sistema geral (responsabilidade civil subjetiva), fundado na teoria da culpa, e outro sistema subsidiário (responsabilidade civil objetiva), fundado na teoria do risco. Há, também, outros subsistemas derivados dos dois acima referidos, que se encontram no próprio diploma ou espalhados na legislação extravagante. Com base na disciplina jurídica dada pelo Código ao importante tema da reparação civil dos danos, pode-se afirmar que: I. Uma das situações na qual incide o sistema subsidiário da responsabilidade civil objetiva ocorre quando a lei assim o determinar, como, por exemplo, no caso dos pais que respondem, objetivamente, pelos danos causados por seus filhos menores, devendo suportar, diretamente, a indenização respectiva em favor do prejudicado (art. 932, caput e inciso I, combinado ao art. 933, ambos do Código de 2002). II. A absolvição de um réu, no processo penal, não implica automática liberação do dever de uma possível indenização cível. Sendo assim, na hipótese em que o acusado tenha sido absolvido por insuficiência de provas, persiste a possibilidade de investigação, na esfera cível, da ocorrência do dolo ou da culpa que levaram à prática do ilícito gerador da obrigação de indenizar. III. A regra geral que orienta a obrigação de indenizar é de que a indenização mede-se pela extensão do dano. Contudo, na hipótese em que o lesado tenha, de algum modo, concorrido, culposamente, na relação de causa e efeito, a sua indenização será avaliada e fixada na proporção da gravidade comparativa de sua culpa à do autor do dano. IV. Consideram-se ofensivos à liberdade pessoal, dando causa à indenização consistente no pagamento de perdas e danos que sobrevierem ao ofendido: o cárcere privado, a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé e a prisão ilegal.
Com relação à responsabilidade civil, analise as afirmativas a seguir.
I. A responsabilidade civil do empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele depende de culpa in eligendo ou in vigilando, a qual é, no entanto, presumida juris tantum. II. O incapaz não pode ser responsabilizado pelos prejuízos que causar, recaindo sempre o dever de indenizar apenas sobre as pessoas por ele responsáveis. III. Mesmo tendo agido licitamente, no caso de prejuízo causado para remoção de perigo iminente, o autor do dano fica obrigado a indenizar a vítima, caso esta não seja culpada pelo perigo.
Com relação aos atos jurídicos ilícitos, à responsabilidade civil do Estado e do particular, ao direito das obrigações e dos contratos e à responsabilidade civil por dano causado ao meio ambiente, assinale a opção correta.
José contratou um advogado para defendê-lo em uma ação
de cobrança. Tendo sido julgada improcedente a demanda,
recomendou que fosse feita a apelação, entretanto, seu recurso
foi julgado deserto, pois não houve o pagamento das
custas recursais. Diante desse fato, assinale a alternativa correta.