Considere a frase abaixo:

“Meu pai foi o arauto da boa notícia!”

Qual é o sinônimo adequado para a expressão “arauto da boa notícia”.

Leia o texto a seguir.

Liga inglesa manterá cronograma cheio de fim de ano apesar de disparada da Covid
20/12/21 - 15h41 - Atualizado em 20/12/21 - 15h47
(Reuters) – Times da liga inglesa concordaram em disputar jogos agendados para o período de festas, apesar de uma disparada de casos de Covid-19 que adiou várias partidas, noticiou a rede BBC nesta segunda-feira.
Dez jogos da Premier League foram adiados neste mês devido a surtos em meio a um cronograma agitado no qual cada clube deve jogar três vezes entre 26 de dezembro e 3 de janeiro.
Somente quatro dos 10 confrontos de final de semana foram disputados desde que os times informaram a liga de que não conseguiriam escalar uma equipe completa.
Acredita-se que os clubes jogarão contanto que tenham 13 jogadores de linha e um goleiro, relatou a BBC.
A liga inglesa não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
LIGA inglesa manterá cronograma cheio de fim de ano apesar de disparada da Covid. Istoé Dinheiro, 20 de dezembro de 2021. Giro.
Disponível em: https://www.istoedinheiro.com.br/liga-inglesa-manteracronograma/.
Acesso em: 20 dez. 2021.)

A expressão em destaque no texto apresentado pode ser substituída, sem alteração de sentido ao contexto em que ela foi empregada, por:
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Os guaranis e a fundação de São Paulo

Tenho ouvido muitas memórias guaranis, especialmente sobre a cidade de São Paulo
Txai Suruí | 15.mar.2024

Que a história foi contada pelo outro lado e que nós sofremos um apagamento histórico vocês já sabem, por isso falo tanto da importância das nossas narrativas e de recontar essa história. E a memória é essencial para todos nós, sociedade indígena e não indígena.
[Ela] é condutora para entendermos o presente e construirmos o futuro que queremos. Por isso sempre atento às histórias que são recontadas pelos mais velhos e por outros povos de Abya Yala. Ultimamente, por causa do meu amado, ando ouvindo muitas memórias guaranis, especialmente de São Paulo.
O Pátio do Colégio é um local emblemático e de grande importância histórica para a cidade de São Paulo e para o Brasil como um todo. Ele marca o local onde os jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega fundaram o colégio que viria a ser o ponto inicial da cidade, em 25 de janeiro de 1554.
Originalmente criado como um núcleo de educação religiosa e de CONVERÇÃO/CONVERSÃO dos indígenas ao catolicismo, o Pátio do Colégio desempenhou papel central no processo da colonização portuguesa no Brasil e nas dinâmicas de interações com os povos indígenas, particularmente os guaranis.
Os jesuítas buscavam CATEQUIZAR/CATEQUISAR os guaranis, ensinando-[lhes] a língua portuguesa e a religião católica, e com eles aprendiam habilidades em agricultura e artesanato. Mas essa interação não foi isenta de violência e exploração. Na verdade, houve um complexo panorama de relações, que inclui resistência, ADAPTAÇÃO/ADAPITAÇÃO e, infelizmente, muito abuso.
Os jesuítas [os] organizavam em aldeias, conhecidas como "reduções", onde os guaranis deveriam seguir as regras e os modos de vida europeus. Essa abordagem missionária resultou na perda de aspectos significativos das culturas indígenas, incluindo crenças, línguas e maneiras tradicionais de vida.
Além disso, os europeus trouxeram doenças contra as quais os guaranis não tinham imunidade, provocando drástica redução populacional. Enquanto isso, no âmbito da colonização mais ampla, os guaranis enfrentavam outras formas severas de exploração. Muitos foram mortos e muitos foram capturados nas expedições chamadas "bandeiras", organizadas por colonos de origem portuguesa para escravizá-los.
É essencial reconhecer que a fundação de São Paulo, representada simbolicamente pelo Pátio do Colégio, marca não apenas o início de uma cidade, mas também uma era de encontros culturais complexos que têm implicações até hoje.
O legado dos guaranis e a violência que eles sofreram e sofrem é uma parte integral da história de São Paulo e do Brasil que precisa estar na memória, para a história, a reparação e a justiça.

Txai Suruí - Coordenadora da Associação de Defesa Etnoambiental - Kanindé e do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia


SURUÍ, Txai. Os guaranis e a fundação de São Paulo. Folha de São Paulo, 15 de março de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/txaisurui/2024/03/a-historia-e-seus-narradores.shtml. Acesso em: 16 mar. 2024. Adaptado.
A expressão sublinhada no trecho “Enquanto isso, no âmbito da colonização mais ampla, os guaranis enfrentavam outras formas severas de exploração.” (7º parágrafo) NÃO pode ser substituída por:
Você amou de verdade?


Lógico que não falo aqui do amor que circula pelas redes, volátil e preguiçoso, dançando uma coreografia pobre ao ritmo dos cliques e algoritmos. A questão é mais profunda.
Renato de Faria | 18/03/2024

De todas as questões humanas, essa é aquela nos pega, sem avisar, em um domingo qualquer, em uma segunda sem razão ou naquela quarta insossa. Repare que o ponto central não é, como parece, a capacidade filosófica de encontrar a verdade, mas a disposição para a nobreza de amar.

Sei que a filosofia, a sociologia e a ciência política tentam separar as coisas de uma forma conceitual: esquerda e direita, materialistas e espiritualistas, proletariado e burguesia. Porém, acredito que, no fim das contas, a separação mais fundamental é entre aqueles que amam e os outros que dispensaram o sopro divino do amor.

Cansamos da política, das análises científicas, das pesquisas acadêmicas. Mas nunca ouvi ninguém revestido da empáfia de “se cansar de amar”. Isso se dá pelo efeito renovador que esse sentimento é capaz de gerar nos sujeitos que decidem carregá-lo. O amor é aquele sentimento fundamental que nos autoriza a viver a vida com certa elegância existencial. Aqueles que amam são percebidos à distância, como ilhas de sabedoria diante do caos.

Do lado daqueles e daquelas capazes de amar, o mundo se abre diante de um convite à renovação diária, como salienta Hannah Arendt em sua tese sobre Santo Agostinho. Ao contrário de seu mestre, Heidegger, para quem o homem é um “ser-para-a-morte”, tendo a finitude diante de si, a filósofa destaca que somos destinados a “nascer”, o “amor mundi”, pois cada vida que surge traz consigo a possibilidade de uma mudança substancial na escrita da história.

Lógico que não falo aqui do amor que circula pelas redes, volátil e preguiçoso, dançando uma coreografia pobre ao ritmo dos cliques e algoritmos. A questão é mais profunda, pois se trata de uma busca que contorna a vida inteira, no fluxo incerto de uma realidade que está sempre disposta a nos mostrar a desvantagem na qual se encontram aqueles que decidem amar.

Como nos lembra o próprio Agostinho, retomando João, o Apóstolo, não podemos pensar no amor como o fim da existência, pois ele é, ao contrário, o princípio de tudo: “Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”.

Acredito que, quando a aventura terrena terminar, se alguma divindade estiver realmente nos esperando do lado de lá, talvez a única pergunta relevante seja - você amou de verdade? E ela não se importará em qual templo você fez isso, a partir de qual ideologia ou para quem você direcionou essa força criadora, pois o amor nada mais é que a transgressão divina diante de um mundo caduco, acelerado e perdido.

No fim das contas, o importante mesmo será o fato de ter experimentado, em vida, o único sentimento reservado aos deuses, que sabiamente conseguimos roubar do Olimpo. Só assim seremos capazes de entender a linguagem da eternidade.


Fonte: FARIA, Renato de. Você amou de verdade? Estado de Minas, 18 de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6820298-voce-amou-de-verdade.html. Acesso em: 10 abr. 2024. Adaptado.
No excerto “Mas nunca ouvi ninguém revestido da empáfia de ‘se cansar de amar’.” (3º parágrafo), a palavra em destaque NÃO veicula um sentido de:
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Os guaranis e a fundação de São Paulo

Tenho ouvido muitas memórias guaranis, especialmente sobre a cidade de São Paulo
Txai Suruí | 15.mar.2024

Que a história foi contada pelo outro lado e que nós sofremos um apagamento histórico vocês já sabem, por isso falo tanto da importância das nossas narrativas e de recontar essa história. E a memória é essencial para todos nós, sociedade indígena e não indígena.
[Ela] é condutora para entendermos o presente e construirmos o futuro que queremos. Por isso sempre atento às histórias que são recontadas pelos mais velhos e por outros povos de Abya Yala. Ultimamente, por causa do meu amado, ando ouvindo muitas memórias guaranis, especialmente de São Paulo.
O Pátio do Colégio é um local emblemático e de grande importância histórica para a cidade de São Paulo e para o Brasil como um todo. Ele marca o local onde os jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega fundaram o colégio que viria a ser o ponto inicial da cidade, em 25 de janeiro de 1554.
Originalmente criado como um núcleo de educação religiosa e de CONVERÇÃO/CONVERSÃO dos indígenas ao catolicismo, o Pátio do Colégio desempenhou papel central no processo da colonização portuguesa no Brasil e nas dinâmicas de interações com os povos indígenas, particularmente os guaranis.
Os jesuítas buscavam CATEQUIZAR/CATEQUISAR os guaranis, ensinando-[lhes] a língua portuguesa e a religião católica, e com eles aprendiam habilidades em agricultura e artesanato. Mas essa interação não foi isenta de violência e exploração. Na verdade, houve um complexo panorama de relações, que inclui resistência, ADAPTAÇÃO/ADAPITAÇÃO e, infelizmente, muito abuso.
Os jesuítas [os] organizavam em aldeias, conhecidas como "reduções", onde os guaranis deveriam seguir as regras e os modos de vida europeus. Essa abordagem missionária resultou na perda de aspectos significativos das culturas indígenas, incluindo crenças, línguas e maneiras tradicionais de vida.
Além disso, os europeus trouxeram doenças contra as quais os guaranis não tinham imunidade, provocando drástica redução populacional. Enquanto isso, no âmbito da colonização mais ampla, os guaranis enfrentavam outras formas severas de exploração. Muitos foram mortos e muitos foram capturados nas expedições chamadas "bandeiras", organizadas por colonos de origem portuguesa para escravizá-los.
É essencial reconhecer que a fundação de São Paulo, representada simbolicamente pelo Pátio do Colégio, marca não apenas o início de uma cidade, mas também uma era de encontros culturais complexos que têm implicações até hoje.
O legado dos guaranis e a violência que eles sofreram e sofrem é uma parte integral da história de São Paulo e do Brasil que precisa estar na memória, para a história, a reparação e a justiça.

Txai Suruí - Coordenadora da Associação de Defesa Etnoambiental - Kanindé e do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia


SURUÍ, Txai. Os guaranis e a fundação de São Paulo. Folha de São Paulo, 15 de março de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/txaisurui/2024/03/a-historia-e-seus-narradores.shtml. Acesso em: 16 mar. 2024. Adaptado.
Qual é a relação de sentido que se estabelece entre as orações grifadas no oitavo parágrafo do artigo?
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Educação profissional para o século XXI

Novo Ensino Médio facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes.

*Por Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski
05/08/2023

O Novo Ensino Médio (NEM) entrou no debate público neste ano e foi alçado a um patamar compatível a sua importância. A etapa final da educação básica é complexa por muitas razões, sendo momento delicado de transição à vida adulta. É também a etapa que tem os piores resultados de aprendizagem e índices altos de evasão. Não há bala de prata em políticas públicas; não se chega facilmente a consensos em problemas complexos. Mas há um ponto específico que merece atenção redobrada nas alterações que podem ser feitas após a conclusão da acertada consulta pública realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu estudantes e professores.

Primeiramente, vale dizer que o NEM traz avanços que não podem retroceder. Destacamos aqui três pilares importantíssimos: a ampliação da carga horária, a flexibilização curricular para atender à diversidade de anseios de aprofundamento e vocações das juventudes e a expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), modalidade possível de ser mais conectada com as demandas do século XXI que podem impulsionar a inserção profissional e a renda dos jovens.

A EPT não pode ser vista como ponto de chegada da formação, mas como opção que precede e cria oportunidades para o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho. Isso é fundamental para um país mais próspero e justo. E também urgente para uma geração inteira de jovens que hoje ainda vê poucas opções para seu futuro.

Dada a relevância que a formação técnica e profissional pode ter para o ensino médio e para o país, são preocupantes algumas propostas apresentadas no debate público, por serem capazes de impor um freio relevante na expansão do ensino técnico. Elas dizem respeito à mudança na divisão de tempos entre a parte do ensino médio comum a todos (chamada de “formação geral básica”) e a constituída por opções de trilhas formativas (“chamada de itinerários formativos”).

Há um consenso expressivo de que a regra atual, que restringe a parte comum do currículo ao máximo de 1.800 horas (das 3 mil horas totais ao longo dos três anos), é um equívoco. Dependendo de como esse número for ampliado, pode causar grandes prejuízos à articulação da EPT com o ensino médio. Isso porque pode impedir que os cursos técnicos de nível médio sejam trabalhados na carga horária total de 3 mil horas. Caso exija-se um mínimo de 2.400 horas para a parte comum a todos os estudantes, restariam apenas 600 horas para os itinerários formativos, inviabilizando um curso técnico dentro das 3 mil horas.

Há soluções no debate que dão conta de superar os desafios atuais, sem prejudicar o avanço do EPT. E, também importante, dando flexibilidade aos estados para que possam pensar diferentes arranjos para seu ensino médio. As propostas do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) têm ido nesta linha.

O NEM representa uma grande oportunidade para a valorização da formação profissional dos jovens e, portanto, para o desenvolvimento inclusivo do país que não podemos perder. Mais que atender às demandas de um setor industrial e de serviços ávidos por jovens de boa formação, na sua busca contínua por aumento de produtividade, facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes e redução do grave problema do desemprego nessa faixa etária.

Na reta final do debate sobre o NEM, o Brasil tem a chance de alcançar um desenho de política muito melhor que o originalmente proposto, mas mantendo os avanços trazidos. Em especial, a possibilidade de expandirmos para valer as oportunidades oferecidas aos jovens de cursar a EPT ao longo do ensino médio. O MEC acertou em abrir uma consulta pública e ampliar o diálogo. O mais importante, porém, reside na forma como a concluirá. Disso depende o futuro de milhões de estudantes. E, também, do próprio país.

Fonte: *Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski são empresários.
https://oglobo.globo.com
“Mais que atender às demandas de um setor industrial e de serviços ávidos por jovens de boa formação [...].” 7º§
A palavra que apresenta sentido diferente do vocábulo acima sublinhado é:
Assinale a alternativa que explica corretamente o que indicam as palavras e locuções denotativas que estão destacadas abaixo:

Leia a sinopse a seguir e responda à questão.

O Alquimista


O Alquimista é um best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho, publicado originalmente em 1988, em português. Sinopse:



O alquimista segue a jornada de um pastor andaluz chamado Santiago. Acreditando em um sonho recorrente de ser profético, ele decide viajar para uma adivinha Romani em uma cidade próxima para descobrir seu significado. A mulher interpreta o sonho como uma profecia dizendo ao menino que há um tesouro nas pirâmides no Egito.


No início de sua jornada, ele encontra um velho rei, cujo nome era Melquisedeque, que lhe diz para vender suas ovelhas para viajar para o Egito e introduz a ideia de uma Lenda Pessoal. Sua Lenda Pessoal é o que você sempre quis realizar. Todos, quando são jovens, sabem o que é a sua "Lenda Pessoal". Ele acrescenta que "quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo". Este é o tema central do livro.


Ao longo do caminho, o menino encontra um inglês que veio em busca de um Alquimista e continua suas viagens com ele. Eles viajam pelo Saara e durante sua viagem, Santiago se encontra e se apaixona por uma bela mulher árabe chamada Fátima, que reside com seu clã perto de um oásis. Ele pede a Fátima para se casar com ele, mas ela diz que só vai casar com ele depois que ele completar sua jornada e encontrar seus tesouros. Ele fica perplexo com isso, mas depois descobre que o verdadeiro amor não vai parar nem implorar para sacrificar a sua Lenda Pessoal, e se isso acontecer, não é amor verdadeiro.


O menino então encontra um alquimista que também o ensina sobre Lendas Pessoais. Ele diz que as pessoas querem encontrar apenas o tesouro de suas Lendas Pessoais, mas não a própria Lenda Pessoal. O menino se sente inseguro sobre si mesmo enquanto escuta os ensinamentos do alquimista. O alquimista afirma: "Aqueles que não entenderem suas Lendas Pessoais não conseguirão compreender seus ensinamentos". É também afirmado que o tesouro é mais digno do que o ouro. O tema principal recorre através do romance, "Quando uma pessoa realmente deseja alguma coisa, todo o universo conspira para ajudar essa pessoa a realizar seu sonho".


https://pt.wikipedia.org/wiki/O Alquimista

“Santiago se encontra e se apaixona por uma bela mulher árabe chamada Fátima, que reside com seu clã [...].” 3º§
É sinônimo da palavra destacada nessa frase:
DOS MUNDOS

Deus criou este mundo. O homem, todavia, Entrou a desconfiar, cogitabundo… Decerto não gostou lá muito do que via… E foi logo inventando o outro mundo.


QUINTANA, Mário. Dos mundos. Disponível em: <https://www.nossapoesia.com/poema/dos-mundos-mario-quintana/>. Acesso em: 21 de abril 2024.


Considerando o texto acima, assinale a alternativa que substitui o advérbio DECERTO sem alteração de sentido:

8 BILHÕES DE PESSOAS, UMA HUMANIDADE.

Assuntos da ONU

13 nov. 2022


Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fala sobre chegada da população mundial a oito bilhões em meados de novembro/22.


A população mundial chegará a oito bilhões em meados de novembro – resultado dos avanços científicos e das melhorias na alimentação, na saúde pública e no saneamento. No entanto, à medida que a nossa família humana cresce, está também cada vez mais dividida.

Bilhões de pessoas estão em dificuldades; centenas de milhões passam fome ou estão até subnutridas. Um número recorde de pessoas procura oportunidades, o alívio de dívidas e de dificuldades, das guerras e dos desastres climáticos.

Se não reduzirmos o enorme fosso entre os que têm e os que não têm, estaremos construindo um mundo de oito bilhões de pessoas repleto de tensões, desconfiança, crises e conflitos.

Os fatos falam por si só. Um pequeno grupo de bilionários possui a mesma riqueza que a metade mais pobre da população mundial. Os que estão entre os 1% mais ricos do mundo detêm um quinto do rendimento mundial. As pessoas nos países mais ricos podem viver até 30 anos a mais do que nos países mais pobres. À medida que o mundo se tornou mais rico e saudável nas últimas décadas, essas desigualdades também se agravaram.

Além dessas tendências de longo prazo, a aceleração da crise climática e a recuperação desigual da pandemia de COVID19 aumentam as desigualdades. Estamos na direção de uma catástrofe climática, com as emissões e as temperaturas em contínuo crescimento. Inundações, tempestades e secas estão devastando países que em quase nada contribuíram para o aquecimento global.

A guerra na Ucrânia agrava as atuais crises alimentar, energética e financeira, que atingem mais duramente as economias em desenvolvimento. Estas desigualdades têm um maior impacto nas mulheres e nas meninas e em grupos marginalizados que já são discriminados.

Muitos países do sul global enfrentam enormes dívidas, o agravamento da pobreza e da fome e os impactos crescentes da crise climática, tendo poucas oportunidades de investir numa recuperação sustentável da pandemia, na transição para as energias renováveis ou na educação e formação para a era digital. [...]

As divisões tóxicas e a falta de confiança causam atrasos e impasses numa série de questões, do desarmamento nuclear ao terrorismo, passando pela saúde. Devemos frear estas tendências prejudiciais, curar relações e encontrar soluções conjuntas para os nossos desafios comuns.

O primeiro passo passa por reconhecer que essas desigualdades desenfreadas são uma escolha que os países desenvolvidos têm a responsabilidade de reverter – já a partir deste mês na Conferência sobre as Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP27), no Egito, e na Cúpula do G20, em Bali. Espero que a COP27 resulte em um Pacto de Solidariedade Climática histórico sob o qual as economias desenvolvidas e emergentes se unam em torno de uma estratégia comum e combinem as suas capacidades e recursos para o benefício dahumanidade. Os países mais ricos devem dar apoio financeiro e técnico às principais economias emergentes para a transição dos combustíveis fósseis. Esta é a nossa única esperança para cumprir as nossas metas climáticas.

Também apelo aos líderes da COP27 que cheguem a um acordo sobre um modelo de compensação aos países do sul global pelas perdas e os danos relacionados com o clima que já causam um enorme sofrimento.

A Cúpula do G20, em Bali, será uma oportunidade para abordar a situação dos países em desenvolvimento. Pedi às economias do G20 que adotem um pacote de estímulos que proporcionará aos governos do sul global investimentos e liquidez, e ajudará a aliviar e a reestruturar as suas dívidas.

Enquanto pressionamos, para que estas medidas de médio prazo sejam implementadas, estamos também trabalhando sem parar com todas as partes interessadas para impedir a crise mundial de alimentos. [...]

No entanto, entre todos estes sérios desafios, há também algumas boas notícias. O nosso mundo de oito bilhões de pessoas pode gerar enormes oportunidades para alguns dos países mais pobres, onde o crescimento populacional é mais elevado.

[...] Acredito no talento da humanidade e tenho uma enorme fé na solidariedade humana. Nestes tempos difíceis, seria bom lembrarmos as palavras de um dos observadores mais sábios da humanidade, Mahatma Gandhi: “O mundo tem o suficiente para as necessidades de todos – mas não para a ganância de todos”.

Os grandes encontros mundiais deste mês devem ser uma oportunidade para começar a reduzir as divisões e a restaurar a confiança, com base na igualdade de direitos e de liberdades de cada membro desta forte família humana de oito bilhões de pessoas.


Adaptado

https://news.un.org

No entanto, entre todos estes sérios desafios, há também algumas boas notícias.” 14º§
Assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada nessa frase altera seu sentido.
Assinale a alternativa que apresenta palavras parônimas em destaque.
Leia o texto abaixo e responda à questão.


Davi sofre racismo no BBB: a “energia” que não bate no reality tem cor e é preta

A forma como alguns dos participantes do reality tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural

POR LINIKER XAVIER

A trajetória de Davi Brito Santos de Oliveira no Big Brother Brasil é um espelho das complexidades sociais e raciais do país. Nascido em 2002, ele é parte de uma geração que viu um aumento significativo no registro de nomes bíblicos, reflexo do crescimento do número de evangélicos no Brasil nos anos 2000. Segundo o IBGE, só em 2023, mais de 17 mil meninos foram registrados com o nome “Davi”. São mais de 250 mil em todo o país. A história de Davi do BBB vai além de seu nome. Jovem negro de 21 anos, nordestino, baiano, trabalhando em condições precárias em um aplicativo de transporte. Sem direitos trabalhistas ou férias, personifica os desafios enfrentados por muitos brasileiros que sofrem com a insegurança da informalidade após quatro anos de um governo empenhado no empobrecimento dos direitos trabalhistas.
A forma como alguns participantes do BBB24 tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural, fenômeno sutil e perigoso. Os ataques sofridos por ele no programa não são marcados por agressões diretas ou menções explícitas à cor de sua pele. Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca. É um racismo que opera nas entrelinhas, na forma de microagressões e na aplicação de estereótipos negativos.
Neste cenário, as ações de Davi são constantemente monitoradas e julgadas com um rigor que não é aplicado aos participantes brancos. Se Davi se comporta de uma maneira que é considerada aceitável em outros, em seu caso é visto como problemático. Esse padrão duplo é sintoma de um racismo sistêmico mais amplo, que permeia a sociedade brasileira. A sofisticação é um lembrete de que a discriminação racial no Brasil não se limita a atos de violência física ou verbal explícita, mas se estende a uma gama muito mais ampla e sutil de comportamentos e atitudes que perpetuam a desigualdade e a exclusão.
As justificativas para a aversão direcionada a Davi são um exemplo de como o racismo se disfarça em subjetividades e generalizações nebulosas. Frases como “a energia dele não bate” ou “é uma parada instintiva, dá pra ver” são utilizadas para mascarar preconceitos raciais sob o véu da intuição ou da incompatibilidade de personalidades. Quando uma participante afirma que “ele tem todos os gatilhos”, ou “eu nunca gostei dele, eu sempre tive problema pessoal com ele”, revela-se uma tendência preocupante de atribuir negativamente a Davi características que, quando exibidas por participantes brancos, são ignoradas ou até mesmo valorizadas. Essas expressões são ferramentas de um racismo sutil que opera por meio da perpetuação de estereótipos e da manutenção de padrões duplos.
O que essas justificativas evidenciam é uma dinâmica de exclusão e marginalização não apenas presente no Big Brother Brasil, mas refletiva de uma sociedade que frequentemente recorre a subterfúgios para disfarçar preconceitos. O caso de Davi não é isolado mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade em reconhecer e combater formas de racismo que se ocultam atrás de justificativas aparentemente razoáveis. Este padrão de racismo “velado” é tão prejudicial quanto o racismo explícito, pois ele valida a continuidade de práticas discriminatórias, perpetuando um ciclo de exclusão e injustiça.

[...]


Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/davi-sofre-racismo-no-bbb-a-energia-que-nao-bate-no-reality-temcor-e-e-preta/
Em “Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca.”, os termos destacados podem ser substituídos, sem prejuízo de sentido no contexto, em:
Que animais o homem já enviou ao espaço?

Animais no espaço: até moscas já foram enviadas para fora da Terra.


Entre os terráqueos, o homem não foi o pioneiro no espaço. Mas foi o responsável por enviar várias espécies de animais antes de Yuri Gagarin e Neil Armstrong. Moscas, peixes, tartarugas, lesmas, minhocas e abelhas já tiveram sua experiência extraterrena. Até mesmo aranhas foram enviadas para testar suas habilidades de tecer uma teia em ambiente de microgravidade.


A viagem de animais ao espaço começou em 1947, quando os americanos enviaram moscas-das-frutas em uma cápsula. A partir de então, Rússia e EUA passaram a mandar animais maiores. Primatas eram os preferidos pelos astronautas (NASA/União Europeia), enquanto os cães eram os escolhidos dos cosmonautas (russos). Já na França, um gato ficou famoso por ser o primeiro, e único, felino escolhido para desbravar o cosmos.


Entre todos os animais que estiveram no espaço, a cadela Laika é a mais famosa. Em 4 de outubro de 1957, a era espacial teve início com o lançamento da Sputnik 1. Um mês depois, a cadela foi enviada ao espaço, a bordo da Sputnik 2, sem chances de retornar com vida. Embora sua morte tenha provocado revolta, Laika e os outros animais que ultrapassaram os limites terrenos abriram caminho para os humanos.


De acordo com Douglas Galante, doutor em Astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), esse pioneirismo animal foi importante para entender os possíveis efeitos que o ambiente espacial poderia provocar nos seres humanos. “Um dos objetivos na época era o de enviar humanos ao espaço. Nesse cenário, as naves espaciais e os sistemas de manutenção de condições vitais no espaço foram testados sucessivamente, com animais maiores e mais complexos (dos insetos aos macacos), até que houvesse uma confiança grande o suficiente para enviar o primeiro astronauta”, argumenta.


Adaptado
https://www.terra.com.br
GHX Comunicação - maio/2013
Entre os terráqueos, o homem não foi o pioneiro no espaço.” 1º§

É sinônimo da palavra sublinhada nessa frase:
Maranhense, que inspirou o filme 'Pureza', recebe prêmio internacional Award por sua contribuição na luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas


A maranhense Pureza Lopes Loyola, que inspirou a história contata no filme 'Pureza', que conta a história de uma mãe que resgatou o filho do trabalho escravo contemporâneo, recebeu, nesta quinta-feira (15), o prêmio internacional Award, pela sua contribuição na luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas.

O prêmio foi entregue pelo governo dos Estados Unidos da América, em Washington. Pureza é primeira mulher brasileira a receber a honraria.

Dona Pureza, como é conhecida, se tornou referência no Brasil e no mundo por lutar contra a escravidão ao procurar o filho mais novo, Abel, que saiu de casa para trabalhar em um garimpo, em 1996.

A maranhense arrumou um emprego em uma fazenda e testemunhou o tratamento brutal de trabalhadores rurais escravizados. Depois de três anos de muita peregrinação, a mãe conseguiu localizar e resgatar o filho no interior do Pará. Essa história de luta e coragem foi parar no cinema com direção de Renato Barbieri e com a atriz Dira Paes no papel de Pureza. O filme ‘Pureza’ recebeu quase trinta prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema.

Na próxima segunda-feira (19), o filme Pureza será exibido pela primeira vez na TV aberta, na sessão Tela Quente, da Rede Globo. A Tela Quente vai ao ar depois da novela das 9h, ‘Terra e Paixão’. O filme ‘Pureza’ conta a história da maranhense Pureza, que durante três anos enfrentou diversos perigos e obstáculos para encontrar seu filho caçula, Antônio Abel, que tinha ido ao Pará em busca da sorte no garimpo.

A luta de Dona Pureza a tornou um símbolo do combate ao trabalho escravo contemporâneo e agora a história dela chega aos cinemas, sendo interpretada pela atriz Dira Paes. O longa é dirigido por Renato Barbieri e produzido por Marcus Ligocki Jr.


Fonte:
https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2023/06/15/maranhenseque-inspirou-o-filme-pureza-recebe-premio-internacional-award.ghtml
No trecho “Pureza é primeira mulher brasileira a receber a honraria.”, a palavra em destaque possui o significado de:
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Mais sal no solo, no ar e na água

da Revista Pesquisa FAPESP

Todo ano, os Estados Unidos espalham 44 milhões de toneladas de sal, o equivalente [__] 44% do consumo anual, para derreter o gelo de estradas durante o inverno, aumentando a salinidade de rios próximos [__] cidades. Essas e outras ações humanas, como mineração e práticas agrícolas, aceleram o ciclo natural do sal e o espalham na atmosfera, no solo e nos rios. Além de representar um risco para a manutenção da biodiversidade e dificultar a obtenção de água doce potável, íons de sal podem gerar compostos nocivos ao se ligar [__] contaminantes do solo. Um levantamento liderado pelo geólogo Sujay Kaushal, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, concluiu que uma área equivalente ao território desse país sofreu um processo de salinização nos últimos 50 anos. “Se pensarmos no planeta como um organismo vivo, acumular tanto sal pode afetar o funcionamento de órgãos vitais ou ecossistemas”, comentou Kaushal em um comunicado da National Science Foundation (NSF). “Remover o sal da água consome muita energia e é caro, e o subproduto da salmoura que se obtém é mais salgado do que [__] água do oceano e não pode ser facilmente descartado” (Nature Reviews Earth & Environment, 31 de outubro de 2023; Newsletter da NSF, 4 de janeiro).


MAIS sal no solo, no ar e na água. Pesquisa Fapesp, março de 2024. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/mais-sal-no-solo-no-are-na-agua/. Acesso em: 20 mar. 2024. Adaptado.
Qual é o sentido atribuído pela palavra grifada no texto ao contexto em que ela ocorre?
No contexto da coesão textual, o uso adequado de conectivos e expressões referenciais é fundamental para a clareza e continuidade do texto.
Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta um erro de coesão.
No contexto da frase “A beleza das flores é admirada por todos”, o termo “belezas” pode ser substituído por um sinônimo que também funcione como substantivo. Qual alternativa apresenta um sinônimo adequado para “beleza”?
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Silvio Santos: o dono do auditório

Silvio Santos vai ser sempre lembrado como referência na história da TV mundial. Como apresentador, passou por todas as fases da TV brasileira
Artigo de Cláudio Ferreira, jornalista e estudioso de televisão*

Todas as reverências são poucas para homenagear Silvio Santos. Mesmo quem o considerava brega, ultrapassado, muitas vezes inconveniente tem que reconhecer: ele foi um empreendedor nato, desafiou vários padrões da televisão brasileira e pode ser considerado, sem medo, sinônimo do gênero programa de auditório.

Como apresentador, passou por todas as fases da TV brasileira: em preto e branco ou em cores, ao vivo ou gravado, com poucos ou muitos recursos tecnológicos. Ele era sempre a atração principal, dividindo os holofotes seja com artistas conhecidos, seja com os calouros anônimos ou as “colegas de trabalho”. Paletós com padronagens estranhas, o microfone pendurado no peito, o cacoete da língua nos lábios. Nosso amigo íntimo.

Como empresário de TV, não descansou até conseguir montar sua rede de emissoras e lutou pela liderança de audiência — na maior parte do tempo, ficou com a vice ou o terceiro lugar. Era conhecido pela interferência direta na programação, o que provocava uma inconstância de horários de exibição e a retirada repentina de programas do ar. Mas deixava claro: quem mandava era ele.

Consolidou o programa de auditório como atração televisiva. A fórmula certeira — carisma do apresentador + atrações variadas + plateia animada — foi exaustivamente copiada e assimilada. Chegou a ficar 12 horas no ar aos domingos, tornando-se, junto com a missa e a macarronada, parte do cardápio do fim de semana.

Quem era criança a partir dos anos 1960 com certeza tem lembranças dos vários programas que Silvio Santos apresentou ao longo da carreira gigantesca. A narração sempre exagerada, o desfile de artistas populares, o jeito espontâneo — muitas vezes, até demais —, são muitas as características da presença do apresentador na TV. Tanto que o Rei dos Domingos povoa a internet com memes, que já existiam antes de serem batizados com essa expressão.

Mesmo antes da TV fechada e dos streamings, muita gente já torcia o nariz para os exageros da TV aberta. E Silvio Santos era sinônimo de exagero: a cobertura jornalística da morte dele, que ocupou a programação de várias emissoras [...], destacou cenas hilárias, com o apresentador montando um burro no palco, caindo n’água ou escorregando num tapete.

Era essa a mágica. O mesmo homem de bilhões de reais parecia o tiozão do pavê, aquele que dá vexame no fim da festa de casamento. Ao mesmo tempo em que exaltava o tamanho dos estúdios do SBT às margens da Via Anhanguera, em São Paulo, ele falava com o público como se estivesse dentro da casa das pessoas.

Arriscou-se na política, sempre foi alinhado aos governos conservadores, colocou no ar, durante alguns anos, a Semana do Presidente, programete que resumia os feitos dos presidentes da República. Por outro lado, sempre abriu espaço para os artistas LGBTQIA + nos seus programas, o que só veio a acontecer em outras emissoras muito tempo depois. Incoerente total.

Sei que muita gente agora vai dizer que “nunca assistiu Silvio Santos”. Humm. Desconfie. Que atire a primeira pedra quem não tentou adivinhar as melodias ocultas do Qual é a Música. Ou os mais jovens, que, no fim do domingo, completaram mentalmente alguma palavra do Roda a Roda Jequiti. Fora os da minha geração, que se lembram, com certeza, do Boa Noite, Cinderela, da infância, ou da Porta da Esperança, da juventude.

Silvio Santos vai ser sempre lembrado como referência na história da TV mundial: o dono de emissora que cultivou no brasileiro o gosto por novelas mexicanas mesmo diante de uma produção nacional de qualidade reconhecida ou o multiempresário que, a partir da TV, fez negócios de sucesso, como a Telessena e os perfumes da Jequiti, que arrebatam até os artistas das concorrentes.

Eu tenho um arsenal de lembranças, outro de críticas, mas, como estudioso de televisão, seria injusto deixar de reconhecer o valor de SS. Os acadêmicos já se debruçaram sobre essa história, há livros publicados sobre o fenômeno, registrando a grande herança de Silvio Santos: a capacidade de se comunicar com o público. Que me perdoem os influenciadores do presente, mas, nisso, ele era o mestre maior.

FERREIRA, Cláudio. Silvio Santos: o dono do auditório. Correio Braziliense, 18 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/08/6922583-odono-do-auditorio.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
No trecho “A fórmula certeira — carisma do apresentador + atrações variadas + plateia animada — foi exaustivamente copiada e assimilada.” (4º parágrafo), o vocábulo em destaque pode ser substituído por:
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