Prescrição e Treinamento de Órteses e
Próteses
Um paciente com amputação transtibial em Queimadas,
PB, foi recentemente equipado com uma prótese abaixo
do joelho e encaminhado para fisioterapia. O
fisioterapeuta deve prescrever um plano de reabilitação
focado na adaptação à prótese.
Considere as afirmativas abaixo:
1. O treinamento inicial deve focar no fortalecimento do
membro residual e no equilíbrio, antes de progredir
para a marcha com a prótese.
2. A avaliação do alinhamento da prótese em relação ao
membro residual é crucial para prevenir lesões e
otimizar a função durante a marcha. 3. O uso de órteses durante o treinamento é contra
indicado, pois pode interferir na adaptação do paciente
à prótese.
4. A reeducação da marcha deve incluir a prática em
superfícies planas e irregulares, bem como a subida e
descida de escadas, para garantir a independência
funcional do paciente.
5. O uso de próteses pode causar problemas na pele,
como úlceras por pressão, que devem ser monitorados
e tratados prontamente.
Paciente do sexo masculino, 58 anos, motorista de
ônibus, apresenta histórico médico de diabetes
mellitus tipo 2 há 15 anos. Apresentou úlcera diabética
no pé esquerdo, que evoluiu para uma infecção não
controlada, levando à amputação transtibial a
esquerda há 2 meses. O paciente chega ao serviço de
fisioterapia para a introdução gradual, treinamento de
marcha e ajustes na prótese transtibial. Seriam
contraindicações para o uso da prótese se:
I.
houver feridas abertas e infecção do coto.
II. o paciente apresentar baixa capacidade cognitiva.
III. o paciente não for colaborativo.
IV. o paciente for idoso.
Paciente de 27 anos, portador de lesão incompleta em
nível T12, devido à lesão por arma de fogo, apresenta
força normal e ADM preservada em membros
superiores. A força muscular de tronco é grau 4, nos
membros inferiores apresenta grau 2 em quadril
bilateral, em joelho é grau 1 bilateral. As ADM de
todas as articulações de MMII estão preservadas. O
paciente
consegue
realizar
transferências,
independentemente, e tem como objetivo terapêutico
recuperar a marcha. Considerando o caso descrito e
considerando a utilização de órtese, o prognóstico
fisioterapêutico desse paciente é:
As próteses de membro superior têm menor demanda
quando comparadas às de membro inferior. Aindicação de uso dessas próteses é para amputações
traumáticas ou congênitas.
São classificadas de acordo com sua funcionalidade,
confecção e o tipo de fonte que é usada para o seu
funcionamento. Quanto aos tipos de próteses, assinale:
( )Esse tipo de prótese não prioriza a função do
movimento, tendo como objetivo apenas
restabelecer a morfologia do membro amputado.
Normalmente são confeccionadas com material
maleável de alumínio, sendo uma prótese leve e de
fácil manejo. Podem ser usadas em qualquer nível
de amputação.
( )É acionada pelo próprio paciente, tendo seus
movimentos iniciados a partir da ação dos músculos
do coto e da articulação, através da tração de
tirantes (tiras de fixação da prótese). Elas são
prescritas para todos os níveis de amputação do
membro superior, com exceção das amputações
parciais da mão. Quanto mais alto o nível de
amputação, mais difícil será o controle da prótese
pelo tirante.
( )Os movimentos são ativados por meio de uma fonte
de energia externa e sistemas de eletrodos
conectados à pele que detectam as contrações da
musculatura do coto por meio de estímulos elétricos
que amplificam e enviam para o processador que
proporciona o movimento de abrir e fechar a mão. É
indicada para todos os níveis de amputação de
membro superior, desde o nível do punho até o
ombro. Para usar essa prótese, o paciente precisa ter
controle da contração muscular do coto.
( )Tem indicação para amputação acima do cotovelo, é
formado por um sistema de articulação de cotovelo
mecânico que é acionado pela tração de tirantes em
combinação com a mão mioelétrica e uma fonte
externa de energia.
Impacto das Técnicas de Realidade Virtual
na Reabilitação de Pacientes com Lesões
Musculoesqueléticas
Estudos recentes, como os de Holden (2005), têm
mostrado que a realidade virtual (VR) pode ser uma
ferramenta eficaz na reabilitação de pacientes com
lesões musculoesqueléticas, fornecendo um meio para
simulação de atividades da vida diária e feedback motor
corretivo em tempo real. Considerando essas
informações, qual estratégia de integração de VR seria
mais eficaz em um programa de reabilitação para um
paciente recuperando-se de uma reconstrução do
LCA?
As órteses e próteses, em comum, ajudam os pacientes a
recuperarem a autonomia e mobilidade, mas apresentam
diferenças quanto ao funcionamento. Sobre esse tema,
analise os itens a seguir:
I. As órteses são peças que substituem integralmente
alguma parte do corpo que foi amputada ou não
funciona mais em perfeito estado.
II. A prótese endoesquelética pode ser feita em alumínio,
aço, titânio ou fibra de carbono. Conhecida como
modular, ela é superior esteticamente e funcionalmente
aos modelos convencionais, principalmente em
articulações de joelho e anca e em amputações
transfemorais.
III. Em crianças e adolescentes, a colocação e permanência
das órteses e próteses requer um acompanhamento
muito maior do que em adultos, já que mudam de
medidas com muita frequência e as peças precisam estar
completamente ajustadas ao corpo, para funcionarem
como esperado.
Qualquer material colocado entre a sola do sapato e o pé que
exerça alguma influência nas forças de pressão que atuem no
membro, é considerado uma palmilha e os diferentes tipos de
palmilha variam de acordo com o objetivo físico-funcional.
A órtese plantar denominada “Palmilha 2/3” é aquela que
Órtese é todo e qualquer aparelho, dispositivo,
instrumento ou adaptação terapêutica que auxilie o
indivíduo em sua função motora. Uma órtese classificada
como dinâmica, é indicada na seguinte situação:
Antes da amputação, o médico descreve para o
paciente a necessidade de um programa extenso de
reabilitação pós-cirúrgica. Pode ser indicado
aconselhamento psicológico. A equipe de
reabilitação e o paciente decidem se é necessária
prótese ou cadeira de rodas. Acerca do assunto,
assinale a alternativa correta
A origem do termo órtese vem da palavra grega “Orthos” que
significa direito, reto, normal. A órtese, de forma generalista,
pode ser definida como um dispositivo exoesquelético que,
aplicado a um ou vários segmentos do corpo, tem a finalidade
de proporcionar o melhor alinhamento possível, buscando
sempre a posição funcional, ou seja, a mais adequada.
A respeito desses dispositivos, assinale V para as afirmativas
verdadeiras ou F para as falsas e em seguida marque a opção
correspondente.
( ) São dispositivos aplicados externamente ao segmento
corpóreo, com finalidade de proporcionar melhora funcional
devido a algum tipo de disfunção ou necessidade de suporte,
auxiliando em uma recuperação mais segura, rápida e eficaz
junto a indivíduos com comprometimento neuro músculo
esqueléticos com alterações funcionais temporárias ou
permanentes.
( ) As órteses de membros inferiores são comumente
indicadas para facilitar/auxiliar o ortostatismo, imobilizar
segmentos articulares durante processos inflamatórios ou
após intervenções cirúrgicas, prevenir/evitar/ corrigir a
instalação de deformidades, evitar ou minimizar a dor e,
principalmente, para permitir/facilitar/garantir uma marcha
funcional e segura para a pessoa com deficiência de natureza
transitória ou definitiva.
( ) A prescrição deste dispositivo precisa considerar os
objetivos definidos pela equipe após um processo qualificado
de avaliação que inclua a natureza da patologia, finalidade de
uso da órtese, tempo previsto e condições de utilização,
estado cognitivo e motivação do paciente, além da
probabilidade do paciente e dos familiares aderirem ao
tratamento e seguirem as recomendações de uso, higiene e
segurança.
( ) As principais indicações para o uso de órteses plantares
são o alívio de zonas de pressão dolorosas, úlceras,
calosidades e o suporte dos arcos longitudinal e transversal
do pé.
( ) As órteses pélvico podálicas são aquelas de joelhotornozelo-pé, conhecidas como Knee-ankle-foot-orthosis
(KAFO) e também podem ser denominadas de tutores longos.
São usualmente utilizadas por pessoas com paralisia de
membro inferior, proveniente de lesões de coluna ao nível
lombar, poliomielite e outras doenças neuro-musculares.