A drenagem do solo é necessária em algumas situações nas áreas agrícolas, especialmente onde o acúmulo de água pode prejudicar o desenvolvimento das plantas. Sobre os princípios, objetivos e métodos de drenagem do solo, assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir para responder a questão:

No Carnaval, minhas calças eram brancas e meus sapatos, de tênis. As camisas, sempre feias, variavam. Lembro-me de uma roxa, que desbotava.

No Recife, o Carnaval começava no Natal. Ou melhor, não havia Natal no Recife. A 24 de dezembro, os blocos saíam às ruas, com suas orquestras de 30 a 40 metais, seus coros de vozes sofridas, a tocar e a cantar as jornadas mais líricas. Chamavam-se “jornadas” alguns dos cantos carnavalescos do Recife, talvez por influência das jornadas dos pastoris. Agora, por que os cantos dos pastoris se chamavam de “jornadas”, não sei.

Mas, na noite de 24 de dezembro, quando a gente pensava que seria uma noite silenciosa, o Vassourinhas estourava numa esquina, nos acordando, na alma, uma alegria guerreira, impossível de explicar agora, tanto tempo e tanta fadiga são passados. Nós íamos, primeiro, às janelas, depois para a rua, até que afinal nos misturávamos ao povo, onde cada rei fantasiado, cada rainha de cetim eram reis do amor e do futuro. O futuro de que faziam parte.

Não se pode fazer ideia do que era o povo solto nas ruas do Recife, após a declaração irreversível do Carnaval. Ah, de nada serviam suas heranças de submissão, porque o despontar do Carnaval era um grito de alforria. Tão louca e tão bela, aquela dança! Uma verdade maior que as verdades ditas ou escritas saía dos seus quadris, até então bem-comportados.

Tudo deve estar mudado. O Carnaval do Recife, talvez, não seja, hoje, um desabafo. Talvez não contenha aquele desafio de homens e mulheres, livres de todas as sujeições e esquecidos de Deus. É possível que se tenha transformado numa festa, simplesmente. Talvez seja alegre e isto é sadio. Mas os meus carnavais eram revoltados. Não tenho a menor dúvida de que aquilo que fazia a beleza do Carnaval pernambucano era revolta – revolta e amor – porque só de amor, por amor, se cometem os gestos de rebeldia.

Não sei de lembrança que me comova tão profundamente. Não sei de vontade igual a esta que estou sentindo, de ser o menino que acordava de madrugada, com as vozes dos metais e as vozes humanas daquele Carnaval liricamente subversivo.

(Antônio Maria. Carnaval antigo... Recife.
https://cronicabrasileira.org.br, 1968. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pela que está entre colchetes, preservando-se a norma-padrão de colocação pronominal.
A primeira raça de suíno introduzida no Brasil apresentava pelagem vermelha uniforme ou cereja brilhante. Esta raça de cabeça tamanho médio, orelhas inclinadas para frente e ligeiramente para fora, denomina-se:
O nivelamento topográfico geométrico é uma categoria de nivelamento que tem como princípio visadas horizontais, paralelas entre si e ao plano topográfico, objetivando determinar:

TEXTO I

“Tire suas próprias conclusões”


Essa é a frase que mais tenho ouvido recentemente. Passada a euforia de uma notícia qualificada como “bomba”, logo os atores de uma das partes corriam a público para disponibilizar a íntegra daquilo que antes foi veiculado em partes.


É preciso saber de tudo e entender de tudo. É preciso tirar as próprias conclusões para não depender de ninguém, e é esse o grande e contraditório imperativo dos nossos tempos. É uma ordem a uma experimentação libertária, e uma quase contradição do termo. O imperativo que liberta também aprisiona: você só passa a ser, ou a pertencer, se tiver uma conclusão. Sobre qualquer coisa.


Nas últimas décadas psicanalistas se debruçaram sobre as mudanças nos arranjos produtivos e sociais de cada período histórico para compreender e nomear as formas de sofrimento decorrentes delas. A revolução industrial, a divisão social do trabalho, a urbanização desenfreada e as guerras, por exemplo, fizeram explodir o número de sujeitos impacientes, irritadiços e perturbados com a velocidade das transformações e suas consequentes perdas de referências simbólicas.


Pensando sobre o imperativo “Leia/Veja/Assista” e “Tire suas próprias conclusões”, começo a desconfiar de que estamos diante de uma nova forma de sofrimento relacionado a um mal-estar ainda não nomeado.


Afinal, que tipo de sujeito está surgindo de nossa nova organização social? O que a vida em rede diz sobre as formas como nos relacionamos com o mundo? Que tipos de valores surgem dali? E, finalmente, que tipo de sofrimento essa vida em rede tem causado?


Vou arriscar e sair correndo, já sob o risco de percorrer um campo que não é meu: estamos vendo surgir o sujeito preso à ideia da obrigação de ter algo a dizer. Ao longo dos séculos essa angústia era comum aos chamados formadores de opinião e artistas, responsáveis por reinterpretar o mundo. Hoje basta ter um celular com conexão 3G para ser chamado a opinar sobre qualquer coisa. Pensamos estar pensando mesmo quando estamos apenas terceirizando convicções ao compartilhar aquilo que não escrevemos.


É uma nova versão de um conflito descrito por Clarice Lispector a respeito da insuficiência da linguagem. Algo como: “Não só não consigo dizer o que penso como o que penso passa a ser o que digo”. Se vivesse nas redes que atribuem a ela frases que jamais disse, o “dizer” e o “pensar” teriam a interlocução de um outro verbo: “compartilhar”.



(Matheus Pichonelli, Carta Capital. 18.03.2016. www.cartacapital.com.br. Adaptado)

A partir da leitura do texto I, marque a alternativa cuja indicação morfológica esteja incorreta entre parênteses para a(s) palavra(s) destacada(s) no fragmento.
Leia o texto a seguir para responder a questão:

No Carnaval, minhas calças eram brancas e meus sapatos, de tênis. As camisas, sempre feias, variavam. Lembro-me de uma roxa, que desbotava.

No Recife, o Carnaval começava no Natal. Ou melhor, não havia Natal no Recife. A 24 de dezembro, os blocos saíam às ruas, com suas orquestras de 30 a 40 metais, seus coros de vozes sofridas, a tocar e a cantar as jornadas mais líricas. Chamavam-se “jornadas” alguns dos cantos carnavalescos do Recife, talvez por influência das jornadas dos pastoris. Agora, por que os cantos dos pastoris se chamavam de “jornadas”, não sei.

Mas, na noite de 24 de dezembro, quando a gente pensava que seria uma noite silenciosa, o Vassourinhas estourava numa esquina, nos acordando, na alma, uma alegria guerreira, impossível de explicar agora, tanto tempo e tanta fadiga são passados. Nós íamos, primeiro, às janelas, depois para a rua, até que afinal nos misturávamos ao povo, onde cada rei fantasiado, cada rainha de cetim eram reis do amor e do futuro. O futuro de que faziam parte.

Não se pode fazer ideia do que era o povo solto nas ruas do Recife, após a declaração irreversível do Carnaval. Ah, de nada serviam suas heranças de submissão, porque o despontar do Carnaval era um grito de alforria. Tão louca e tão bela, aquela dança! Uma verdade maior que as verdades ditas ou escritas saía dos seus quadris, até então bem-comportados.

Tudo deve estar mudado. O Carnaval do Recife, talvez, não seja, hoje, um desabafo. Talvez não contenha aquele desafio de homens e mulheres, livres de todas as sujeições e esquecidos de Deus. É possível que se tenha transformado numa festa, simplesmente. Talvez seja alegre e isto é sadio. Mas os meus carnavais eram revoltados. Não tenho a menor dúvida de que aquilo que fazia a beleza do Carnaval pernambucano era revolta – revolta e amor – porque só de amor, por amor, se cometem os gestos de rebeldia.

Não sei de lembrança que me comova tão profundamente. Não sei de vontade igual a esta que estou sentindo, de ser o menino que acordava de madrugada, com as vozes dos metais e as vozes humanas daquele Carnaval liricamente subversivo.

(Antônio Maria. Carnaval antigo... Recife.
https://cronicabrasileira.org.br, 1968. Adaptado)
Considere os trechos:
•  Agora, por que os cantos dos pastoris se chamavam de “jornadas”, não sei. (1º parágrafo)
•  Ah, de nada serviam suas heranças de submissão, porque o despontar do Carnaval era um grito de alforria. (4º parágrafo)

No contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas estabelecem, respectivamente, relações de sentido de:
A ictiofauna brasileira compreende em torno de 2.300 espécies de água doce. Entretanto, o conhecimento sobre a diversidade dessa fauna ainda não foi catalogado; é se prever que a riqueza total efetiva seja ainda muito maior no Brasil. A piscicultura de peixes nativos baseia-se na criação de diversas espécies, e de híbridos que possuem uma maior predominância principalmente pelo fato de precocidade, rusticidade, bom rendimento de carcaça e de serem bem aceitos pelo consumidor. Em função do seu local de origem, esse peixe não suporta os climas frios, adaptando-se bem somente em águas que se mantêm acima de 24° C. Deve ser criado em viveiros protegidos dos ventos frios com estruturas tipo estufa ou aquecimento da água. É um peixe regional que apresenta boas características zootécnicas: desenvolvimento, precocidade, rendimento de carcaça, qualidade da carne, amplo mercado consumidor interno e externo, estas são características de qual espécie. Considerando o exposto. As características se referem à seguinte espécie:
A outorga de direito de uso da água tem como objetivo assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e efetivo exercício dos direitos de acesso a este recurso natural. De acordo com a legislação vigente, toda outorga de direitos de uso de recursos hídricos não excederá o prazo de:

TEXTO I

“Tire suas próprias conclusões”


Essa é a frase que mais tenho ouvido recentemente. Passada a euforia de uma notícia qualificada como “bomba”, logo os atores de uma das partes corriam a público para disponibilizar a íntegra daquilo que antes foi veiculado em partes.


É preciso saber de tudo e entender de tudo. É preciso tirar as próprias conclusões para não depender de ninguém, e é esse o grande e contraditório imperativo dos nossos tempos. É uma ordem a uma experimentação libertária, e uma quase contradição do termo. O imperativo que liberta também aprisiona: você só passa a ser, ou a pertencer, se tiver uma conclusão. Sobre qualquer coisa.


Nas últimas décadas psicanalistas se debruçaram sobre as mudanças nos arranjos produtivos e sociais de cada período histórico para compreender e nomear as formas de sofrimento decorrentes delas. A revolução industrial, a divisão social do trabalho, a urbanização desenfreada e as guerras, por exemplo, fizeram explodir o número de sujeitos impacientes, irritadiços e perturbados com a velocidade das transformações e suas consequentes perdas de referências simbólicas.


Pensando sobre o imperativo “Leia/Veja/Assista” e “Tire suas próprias conclusões”, começo a desconfiar de que estamos diante de uma nova forma de sofrimento relacionado a um mal-estar ainda não nomeado.


Afinal, que tipo de sujeito está surgindo de nossa nova organização social? O que a vida em rede diz sobre as formas como nos relacionamos com o mundo? Que tipos de valores surgem dali? E, finalmente, que tipo de sofrimento essa vida em rede tem causado?


Vou arriscar e sair correndo, já sob o risco de percorrer um campo que não é meu: estamos vendo surgir o sujeito preso à ideia da obrigação de ter algo a dizer. Ao longo dos séculos essa angústia era comum aos chamados formadores de opinião e artistas, responsáveis por reinterpretar o mundo. Hoje basta ter um celular com conexão 3G para ser chamado a opinar sobre qualquer coisa. Pensamos estar pensando mesmo quando estamos apenas terceirizando convicções ao compartilhar aquilo que não escrevemos.


É uma nova versão de um conflito descrito por Clarice Lispector a respeito da insuficiência da linguagem. Algo como: “Não só não consigo dizer o que penso como o que penso passa a ser o que digo”. Se vivesse nas redes que atribuem a ela frases que jamais disse, o “dizer” e o “pensar” teriam a interlocução de um outro verbo: “compartilhar”.



(Matheus Pichonelli, Carta Capital. 18.03.2016. www.cartacapital.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o trecho entre colchetes substitui o destacado, independentemente do sentido e de acordo com a norma-padrão de concordância.
A amostragem de sementes é uma etapa fundamental no controle de qualidade, pois garante que os testes realizados representem fielmente o lote analisado. Quando a amostragem não é bem-feita, poderá comprometer todos os resultados dos testes. Sobre os procedimentos de amostragem de sementes, assinale a alternativa correta:
A capacidade de troca catiônica (CTC) é uma propriedade fundamental do solo, relacionada à sua capacidade de reter e fornecer cátions essenciais para as plantas, como cálcio, magnésio e potássio. Considerando a relação entre a CTC e a necessidade de calagem, assinale a alternativa correta:
Considere as proposições:
p: "Hoje está chovendo." q: "Vou sair de casa."

Analise as seguintes afirmações:

I. Se não está chovendo, então vou sair de casa. II. Se vou sair de casa, então está chovendo. III. Se não vou sair de casa, então não está chovendo. IV. Se está chovendo, então não vou sair de casa.

Qual das afirmativas é logicamente equivalente à proposição "Se está chovendo, então vou sair de casa"?
Ao que tange sobre Rumo Magnético, assinale a alternativa correta:
A natureza da topografia do terreno determina as formas das curvas de nível. Assim, estas devem expressar com toda fidelidade o tipo do terreno a ser representado. Nesse contexto, Talvegue, refere-se a:
A administração agrícola envolve planejamento e análise econômica para garantir a viabilidade da produção. Sobre custos de produção, assinale a alternativa correta:
“O sistema de produção de ovos colonial e/ou caipira é previsto pela legislação e deve atender todos os critérios descritos na Norma Técnica da ABNT 16437:2016. Para receber o registro de 'ovo caipira', devem ser utilizadas linhagens de poedeiras adaptadas a este sistema de criação e, somente em caso de uso de aves de genéticas reconhecidas como caipiras, estas poderão ser comercializadas como aves caipiras ao final do ciclo” (Oelke, 2021).

No sistema descrito no texto acima, devem ser preservados os aspectos de bem-estar animal, sobretudo respeitando densidade máxima de alojamento no interior dos galpões de:
Leia o trecho: é o ramo da horticultura que abrange a exploração de um grande número de espécie de plantas, habitualmente conhecidas como hortaliças e que podem ser constituídas das seguintes partes das plantas: folhas, inflorescências, raízes, caules e frutos. O trecho faz referência a:
Os recursos hídricos podem ser classificados em:
O teodolito é um:
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