Um dos grandes desafios na administração pública é a questão do atendimento ao cidadão. O usuário do serviço público tem direito à adequada prestação dos serviços, devendo os agentes públicos e os prestadores de serviços públicos estar sempre atentos a esse aspecto. Um dos avanços é a utilização da Carta de Serviços ao Usuário, que deverá trazer informações claras e precisas em relação a cada um dos serviços prestados, apresentando informações específicas do órgão, bem como os compromissos e padrões de qualidade do atendimento.
É CORRETO afirmar que os serviços públicos e o atendimento ao usuário serão realizados de forma adequada ao princípio da
Em uma situação de atendimento ao público, é importante que o servidor desenvolva sua capacidade de comunicação para evitar a ocorrência de ruídos que possam gerar barreiras à comunicação interpessoal eficaz. Sobre esse assunto, avalie as afirmativas a seguir:
I. É importante entender que as pessoas possuem níveis de conhecimentos e experiências variadas que podem gerar percepções diferentes sobre o processo comunicativo. II. As diferenças de linguagem podem gerar uma barreira à comunicação, pois, em determinadas situações, o uso de jargões técnicos dificulta a compreensão da mensagem por aquele que não está familiarizado com os termos específicos. III. É esperado que, às vezes, alguns fatores, como raiva, autodefesa, medo ou vergonha, influenciem o modo como as pessoas compreendem as mensagens dos outros ou como estes influenciam os outros com suas mensagens. IV. A mensagem é impactada por aspectos não verbais, como roupas, expressões faciais, gestos, tom da voz, etc. Por isso, é preciso estar atento a esses aspectos no momento da comunicação. V. O grau de confiança que o receptor tem da mensagem recebida geralmente depende do nível de credibilidade atribuída por este ao emissor. Por isso, é imprescindível manter boas relações com o público.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas
Quando realiza o planejamento, o gestor público está pensando antecipadamente em seus objetivos e ações e, a partir disso, traça planos e métodos ou utiliza uma lógica para direcionar o trabalho. O processo de planejar pressupõe uma série de passos, entre os quais o primeiro a ser realizado é a formulação de objetivos. Acerca desse passo, analise as afirmações que seguem:
I. Os objetivos são importantes porque servem como senso de direção, ajudando a organização a reagir às mudanças ambientais com clareza sobre o que se deseja alcançar. II. A definição de objetivos permite à organização gerenciar melhor os seus limitados recursos, estabelecendo prioridades no seu uso. III. Os objetivos guiam as decisões tomadas na organização, permitindo ao gestor obter maior segurança sobre as escolhas que precisa fazer para alcançar os resultados esperados. IV. Parte essencial do controle, os objetivos permitem a avaliação do progresso organizacional quando bem definidos e mensuráveis. V. A definição de objetivos proporciona garantia de que não haverá insucesso, de que nada na organização poderá sair do controle.
Estão CORRETAS, apenas,
Preocupado com o baixo nível de motivação dos seus funcionários, o gerente de uma empresa decidiu implantar, no seu departamento, uma série de medidas intimamente relacionadas ao conteúdo do trabalho dos seus funcionários e às recompensas ao desempenho profissional deles. Entre as ações realizadas pelo gestor para estimular a motivação dos seus subordinados estão a criação de uma política de progressão funcional e de um programa de incentivo à qualificação. Considerando a postura adotada pelo gestor, observa-se que ele está utilizando a teoria motivacional conhecida como:
Leia o TEXTO 3 para responder à questão.
TEXTO 3 [...]
os departamentos funcionais permanentes têm autoridade sobre padrões profissionais e de desempenho de suas unidades, enquanto que as equipes de projetos são criadas, à medida que surgem as necessidades, para executar programas específicos. Os membros das equipes são oriundos de vários departamentos funcionais e são subordinados a um gerente de projeto, que é responsável pelos resultados do trabalho da equipe.
STONER, J. A. F.; FREEMAN, R. E. Administração. Rio de Janeiro: LTC, 2014. p. 232. Adaptado.
Assinale a alternativa que nomeia corretamente a estrutura organizacional descrita no TEXTO 3.
Um servidor de um Instituto Federal promove o atendimento ao público considerando quatro fases. Na primeira fase, demonstra boa apresentação, cortesia e atenção, parando o que está fazendo, cumprimentando respeitosamente e demonstra querer escutá-lo. Na segunda, demonstra boa comunicabilidade e conduta, ouvindo sem interrompê-lo, confirmando que está entendendo e sendo honesto e proativo, informando com transparência o que irá fazer para atendê-lo. Na terceira fase, demonstra eficiência e presteza, oferecendo a resposta ou solução esperada no atendimento. Na quarta e última fase, encerra o atendimento, agradecendo a paciência em esperar o atendimento e se despede com um cumprimento. Com base no atendimento prestado ao servidor, é possível perceber a presença dos princípios
O Controle é considerado uma das funções básicas da Administração. Na Administração Pública, a gestão de riscos é um mecanismo de governança pelo qual o controle é exercido nas instituições. As boas práticas de Gestão de Riscos indicam que ela deve estar presente em todos os níveis de gestão e planejamento da organização. Considerando que a gestão organizacional divide-se em três níveis (estratégico, tático e operacional), sob o enfoque da Gestão de Riscos, pode ser considerado um risco presente no nível tático da gestão organizacional
A gestão de processos permite que a instituição pública considere os processos organizacionais ou de negócio como ativos que devem ser compreendidos, gerenciados e aperfeiçoados com a finalidade de gerar valor, entregas capazes de atender às expectativas positivas da sociedade. A gestão de processos permite que uma instituição elimine, corrija ou substitua processos que não contribuem para que a instituição possa gerar valor para a sociedade. Ao mensurar a colaboração apresentada da gestão de processos para a melhoria do desempenho organizacional, percebe-se ela contribuiu com os processos da organização considerando a sua
A Lei de criação dos Institutos Federais, Lei 11.892/2008, prevê em seu Art. 9º que “Cada Instituto Federal é organizado em estrutura multicampi, com proposta orçamentária anual identificada para cada campus e a reitoria, exceto no que diz respeito a pessoal, encargos sociais e benefícios aos servidores”. Sendo assim, a identificação da proposta orçamentária anual autorizada pelo Governo Federal para cada campus e a reitoria é realizada
No Instituto Federal, a Auditoria Interna é o órgão responsável por avaliar a eficácia dos controles internos associados à execução da despesa. Atua de forma interna e independente da Gestão. Nesse sentido, uma das atribuições da auditoria é
De acordo com o art. 18 do Decreto nº 9.203/2017, a auditoria interna governamental deverá agregar valor e melhorar as operações das organizações para o alcance de seus objetivos. Nesse sentido, a atuação da auditoria interna governamental ocorrerá
A nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, Lei 14.133, de 1º de abril de 2021, ao tratar dos agentes públicos designados para desempenhar as funções essenciais à sua execução, exige que esses agentes preencham alguns requisitos. Dessa forma, entre os requisitos estabelecidos pela Lei para que uma pessoa possa exercer a função de agente de contratação, estão:
A gestão do IFPE aplicou um formulário aos estudantes com o objetivo de aperfeiçoar suas políticas públicas internas. Entre os dados solicitados estavam: nome, endereço, número do CPF, telefone de contato, convicção religiosa, orientação sexual e dados bancários. Nesse contexto, assinale as informações que são consideradas dados pessoais sensíveis nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).
De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Civil do Poder Executivo Federal, é vedado ao servidor, no exercício do seu cargo,
Um Instituto Federal, considerando a sua autonomia administrativa, resolve promover uma alteração em sua estrutura funcional, deixando-a mais horizontal. Nesse sentido, entende-se que a estrutura do Instituto que promoveu essa alteração sofreu algumas mudanças relacionadas à divisão do trabalho, ao nível exigido de especialização dos servidores, à hierarquia presente e em relação a sua amplitude administrativa. Dessa forma, o Instituto Federal passou a ter uma estrutura em que cada servidor assume uma variedade
Cada órgão e entidade da Administração Pública Federal direta e indireta deve constituir uma Comissão de Ética, conforme o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto nº 1.171/1994). Entre as atribuições a seguir, assinale a que compete a esta Comissão.
A Secretaria de Governança de um instituto federal de educação, preocupada com uma cultura de impunidade presente em um campus da instituição em relação a casos de assédio e discriminação que estão ocorrendo, propõe à Ouvidoria que inicie um trabalho preventivo, buscando apresentar à comunidade acadêmica desse campus algumas soluções para o tratamento do problema. Algumas dessas ações, com o propósito de melhorar o clima organizacional, envolvem valorizar a cultura de pessoas no âmbito institucional, buscando apoiar os interesses da comunidade, que não suporta mais esse clima em que as pessoas estão adoecendo. Sendo assim, são ações voltadas à valorização da cultura de pessoas que podem ser implementadas pela Ouvidoria:
Entre outras responsabilidades e atribuições, as responsabilidades de um gestor de contrato são supervisionar e coordenar as atividades de fiscalização técnica, administrativa e setorial, acompanhando de perto os registros de ocorrências feitos pelos fiscais e informando à autoridade superior sobre questões que superem sua alçada. Considerando as funções administrativas ─ Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar ─, e somente as responsabilidades do gestor de contrato informadas, é possível perceber o exercício das funções administrativas
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos.

O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
Leia o excerto reproduzido a seguir.

É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática.

Sobre a pontuação do excerto, é correto afirmar:
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos.

O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
Leia o excerto a seguir.

[...] pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos.

Sobre questões relacionadas à regência, é correto afirmar:
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