A razão não possui nenhum patrimônio apriorístico. A consciência não retira seus conteúdos da razão, mas exclusivamente da experiência. Por ocasião do nascimento, o espírito humano está vazio de conteúdos, é uma tabula rasa, uma folha em branco sobre a qual a experiência irá escrever.

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HESSEN, Joannes. Teoria do conhecimento. 3. ed.

São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012, p. 54-55.

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A respeito da teoria do conhecimento, assinale a alternativa que apresenta a corrente filosófica descrita no texto.

Carnap é extremamente claro: fora das expressões lógicas e matemática, que são apenas transformações tautológicas, não há fonte de conhecimento além da experiência: não existe nenhum juízo sintético a priori, nenhuma intuição, nenhuma visão eidética. As palavras só têm significado quando indicam algo de factual, e as afirmações só têm sentido quando expressam um possível estado de coisas; do contrário, no primeiro caso, temos um scheinbegriff (pseudoconceito) e, no segundo, uma scheinsatz (pseudoproposição).

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REALE, G.; ANTISSIERI, D. História da filosofia, 7: de Freud à

atualidade. São Paulo: Paulus, 2006, com adaptações.

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Um dos temas e problemas que surgiram na filosofia da ciência e na teoria do significado foi a caracterização do sentido dos termos empregados em uma linguagem científica. Carnap, ocupado com esse problema, dirige duras críticas à linguagem de algumas áreas de investigação filosófica. Acerca desse tema, é correto afirmar que Carnap dirige duras críticas à(s)

Na filosofia de Aristóteles, o conhecimento das causas é um elemento essencial para a compreensão do ser. Com base nesse pressuposto, as quatro causas propostas por Aristóteles definem-se como

Deus é inteligível, e inteligíveis são também os princípios das ciências; todavia, há notável diferença entre as duas coisas. Com efeito, tanto a terra como a luz são visíveis, mas a terra não pode ser vista se a luz não brilhar. Deve-se, portanto, crer que também os conhecimentos que são transmitidos nas ciências, e que todo aquele que é capaz de entender admite sem nenhuma dúvida serem verossímeis, não podem ser compreendidos se não forem iluminados por outra coisa, como por um sol deles. Portanto, como no sol natural, podemos observar três coisas: que existe, que resplandece e que ilumina, assim, naquele Deus escondido que queres conhecer, existem três outras coisas: que existe, que é inteligível e que torna inteligíveis todas as outras coisas.

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Agostinho, Solilóquios, 1, 8, 15. In: REALE, G.; ANTISIERI, D. História

da filosofia: patrística e escolástica. Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo.

São Paulo: Paulus, 2003, p. 107, com adaptações.

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Com base em seus conhecimentos a respeito de Santo Agostinho e no excerto apresentado, no que se refere ao pensamento agostiniano, assinale a alternativa correta.

Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem.

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KANT, Immanuel. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento?

In: Textos Seletos. Tradução de Raimundo Vier e Floriano de Souza

Fernandes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 100.

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Considerando o fragmento de Kant, quanto ao movimento do Iluminismo, assinale a alternativa correta.

Na Summa contra gentiles, falando a propósito das verdades relativas a Deus, Tomás escreve: “há algumas verdades que superam todo poder da razão humana, como, por exemplo, a verdade de que Deus é uno e trino. Outras verdades podem ser pensadas pela razão natural, como, por exemplo, as verdades de que Deus existe, de que Deus é uno, e outras mais”.

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REALE, G.; ANTISIERI, D. História da filosofia: patrística e escolástica.

Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2003.

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Com base no texto e em seus conhecimentos a respeito de Tomás de Aquino, assinale a alternativa correta.

Considere, a seguir, a declaração dada por Sócrates a Teeteto.

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A minha arte obstétrica tem atribuições iguais às das parteiras, com a diferença de eu não partejar mulher, porém homens, e de acompanhar almas, não os corpos, em seu trabalho de parto.

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PLATÃO. Diálogos: Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém:

Universidade Federal do Pará, 1988, p. 13.

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Tendo em vista os conhecimentos da filosofia de Sócrates, é correto afirmar que a declaração contida no citado fragmento representa uma evidente referência à (ao)

No que se refere ao racionalismo de Descartes, assinale a alternativa correta.

Assinale a alternativa que traduz o caráter liberal do pensamento político de John Locke.

Na obra Lógica da investigação científica, Karl Popper afirma que o problema da demarcação é o “de encontrar um critério que nos permitiria distinguir entre as ciências empíricas de um lado, e a matemática e a lógica assim como os sistemas ‘metafísicos’, de outro lado”.

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À luz do problema apontado por Popper, ele rejeita a lógica indutiva justamente porque ela não proporciona um marco discriminador apropriado. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta o critério demarcatório defendido por Popper.

Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser. Desse ponto de vista, o ser está em constante transformação, donde surge a necessidade de fundar uma lógica que não parta do princípio de identidade, que é estática, mas do princípio de contradição, para dar conta da dinâmica do real.

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ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia.

São Paulo: Moderna, 2009.

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Tendo em vista essas informações, assinale a alternativa que apresenta a nova lógica proposta por Hegel.

Segundo Kuhn, os cientistas recebem um paradigma da “ciência normal” e tentam articulá-lo, refinando suas teorias e leis, resolvendo vários enigmas e estabelecendo medições mais exatas de constantes. Mas, por fim, seus esforços podem gerar anomalias. Estas emergem só com dificuldade contra um fundo de expectativas criadas pelo paradigma. A acumulação de anomalias desencadeia uma crise que, às vezes, se resolve por meio de uma revolução que substitui o paradigma antigo por um novo.

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AUDI, R. Dicionário de filosofia. São Paulo: Paulus, 2006, com adaptações.

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No que tange ao pensamento científico de Kuhn, assinale a alternativa correta.

Os regimes totalitários, de acordo com Hannah Arendt, não consideram nenhum país como estrangeiro, mas como um potencial território seu. “E da ‘questão judaica’ serviram-se os nazistas para o seu escopo: ‘obrigando-os [os judeus] a deixar o Reich sem passaporte e sem dinheiro, se traduzia na realidade a lenda do hebreu errante; e obrigandoos a assumir um comportamento de hostilidade intransigente contra o Terceiro Reich, os nazistas aproveitavam o pretexto para imiscuir-se nos assuntos internos de qualquer país estrangeiro’.”

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REALE, G.; ANTISSIERI, D. História da filosofia, 6: de Nietzsche à escola

de Frankfurt. São Paulo: Paulus, 2005, com adaptações.

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Em conformidade com o texto e com o pensamento de Arendt, quanto à conquista do mundo todo, é correto afirmar que os campos de concentração

Acerca do contratualismo de Thomas Hobbes, assinale a alternativa correta.

John Locke, em Ensaio acerca do entendimento humano, intenta descobrir os elementos constitutivos do conhecimento humano, sua origem e formação. Sob essa intenção, o filósofo faz uma crítica ao inatismo. Tal crítica o leva a conceber o ser humano como uma tabula rasa. Quanto a essa concepção, assinale a alternativa correta.

[...] sempre que a repetição de algum ato ou operação particular produz uma propensão de renovar o mesmo ato ou

operação sem que sejamos impelidos por qualquer raciocínio ou processo do entendimento, dizemos que essa propensão é efeito de um hábito.

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HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano.

São Paulo: Abril Cultural, 1984.

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Assinale a alternativa correspondente ao que Hume entende por hábito.

Em relação à diferença entre ciência e senso comum, assinale a alternativa correta.