Questões de Concursos

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Um senhor de 71 anos de idade, com diagnóstico de tumor gástrico avançado, foi gastrectomizado parcialmente e possui uma gastrojejunostomia. Há três semanas, ele vem apresentando anorexia progressiva e perda de peso importante. Além disso, ele tem uma escara de decúbito em região do calcâneo direito.

O plano de cuidados ao paciente acima deve incluir

a identificação das necessidades do paciente, oferecendo-lhe ajuda e estabelecendo comunicação efetiva com ele e com os demais cuidadores.

Assinalar a alternativa que apresenta somente exemplos de software:

Com relação à neutropenia e à plaquetopenia, julgue os itens seguintes.

A avaliação dos exames laboratoriais é necessária para pacientes com quadro de trombocitopenia, devido ao risco de trombose arterial e venosa.

O cuidado com a integridade da pele e ostomias reflete a qualidade da assistência de enfermagem. Com respeito a esses cuidados, julgue os itens seguintes.

O desenvolvimento de úlcera de pressão está diretamente relacionado com a duração da imobilidade do paciente. Com a pressão contínua, ocorre a trombose dos pequenos vasos e a necrose tecidual, resultando em uma úlcera de pressão.

No atendimento a um paciente com quadro de sonolência excessiva, hipotensão grave, sudorese e taquipneia, sem sinais visíveis de sangramento, deve-se

assegurar acesso venoso calibroso e manter vigilância constante, além de fazer controle hemodinâmico frequente e manter o paciente aquecido.

A respeito da assistência de enfermagem no tratamento de feridas, julgue os itens subseqüentes.

Uma ferida limpa não deve ser sujeita a curativo todos os dias. O manuseio de curativos poderá facilitar a infecção e impedir a sua cicatrização.

Acerca dos cuidados nos períodos pré e pós-operatório de tumores sólidos em pacientes pediátricos, julgue os itens que se seguem.

O volume urinário deve ser monitorado no cuidado pósoperatório de tumores sólidos, atentando a valores superiores ao cálculo da superfície corporal da criança, nas 24 horas subsequentes, devido ao risco de hipervolemia e de choque cardíaco.

Texto

Setenta anos, por que não?

      Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com a vida. Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem graça, quem fica animado? Quem não se amargura?
      [...]
      Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com vestidos discretíssimos, pretos de florzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas flores ou bolinhas coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente namorando ou casando de novo. Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os filhos. Tudo isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga.
      [...]
      Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca: o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a “beleza”. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa.

(LUFT, Lya. In: http://veja.abril.com.br. Acesso em 18/09/16)
Para ampliar a expressividade de seu texto, a autora faz uso reiterado da linguagem figurada. Assinale a opção em que NÃO se percebe um exemplo desse recurso linguístico.
São itens necessários para a implantação da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde nas Unidades Básicas de Saúde, EXCETO:
Segundo a Lei 7498, a enfermagem é exercida privativamente, respeitados os respectivos graus de habilitação, pelo: I. Enfermeiro. II. Técnico de Enfermagem. III. Auxiliar de Enfermagem. IV. Parteira.

Considerando as várias recomendações para a adequada utilização do bisturi elétrico monopolar, julgue os próximos itens.

O circulante deve colocar a placa dispersiva em área de massa muscular distante do sítio cirúrgico, como a panturrilha, de modo a manter contato uniforme com o corpo.

Sobre novos modos de atenção à saúde, enfocando os termos humanização dos serviços de saúde, projeto assistencial e linhas de cuidado, marque a alternativa que NÃO contempla esse modo de atenção:
Os meios de comunicação como exercício de poder

Por Marilena Chauí - Palestra proferida no lançamento da campanha “Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo”, em 27/08/2012, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
Podemos focalizar o exercício do poder pelos meios de comunicação de massa sob dois aspectos principais: o econômico e o ideológico.
Do ponto de vista econômico, os meios de comunicação fazem parte da indústria cultural. Indústria porque são empresas privadas operando no mercado e que, hoje, sob a ação da chamada globalização, passa por profundas mudanças estruturais, “num processo nunca visto de fusões e aquisições, companhias globais ganharam posições de domínio na mídia.”, como diz o jornalista Caio Túlio Costa. Além da forte concentração (os oligopólios beiram o monopólio), também é significativa a presença, no setor das comunicações, de empresas que não tinham vínculos com ele nem tradição nessa área. O porte dos investimentos e a perspectiva de lucros jamais vistos levaram grupos proprietários de bancos, indústria metalúrgica, indústria elétrica e eletrônica, fabricantes de armamentos e aviões de combate, indústria de telecomunicações a adquirir, mundo afora, jornais, revistas, serviços de telefonia, rádios e televisões, portais de internet, satélites, etc.
No caso do Brasil, o poderio econômico dos meios é inseparável da forma oligárquica do poder do Estado, produzindo um dos fenômenos mais contrários à democracia, qual seja, o que Alberto Dines chamou de “coronelismo eletrônico”, isto é, a forma privatizada das concessões públicas de canais de rádio e televisão, concedidos a parlamentares e lobbies privados, de tal maneira que aqueles que deveriam fiscalizar as concessões públicas se tornam concessionários privados, apropriando-se de um bem público para manter privilégios, monopolizando a comunicação e a informação. Esse privilégio é um poder político que se ergue contra dois direitos democráticos essenciais: a isonomia (a igualdade perante a lei) e a isegoria (o direito à palavra ou o igual direito de todos de expressar-se em público e ter suas opiniões publicamente discutidas e avaliadas). Numa palavra, a cidadania democrática exige que os cidadãos estejam informados para que possam opinar e intervir politicamente e isso lhes é roubado pelo poder econômico dos meios de comunicação.
A isonomia e a isegoria são também ameaçadas e destruídas pelo poder ideológico dos meios de comunicação. De fato, do ponto de vista ideológico, a mídia exerce o poder sob a forma do que denominamos a ideologia da competência, cuja peculiaridade está em seu modo de aparecer sob a forma anônima e impessoal do discurso do conhecimento, e cuja eficácia social, política e cultural está fundada na crença na racionalidade técnico-científica.
A ideologia da competência pode ser resumida da seguinte maneira: não é qualquer um que pode em qualquer lugar e em qualquer ocasião dizer qualquer coisa a qualquer outro. O discurso competente determina de antemão quem tem o direito de falar e quem deve ouvir, assim como pré-determina os lugares e as circunstâncias em que é permitido falar e ouvir, e define previamente a forma e o conteúdo do que deve ser dito e precisa ser ouvido. Essas distinções têm como fundamento uma distinção principal, aquela que divide socialmente os detentores de um saber ou de um conhecimento (científico, técnico, religioso, político, artístico), que podem falar e têm o direito de mandar e comandar, e os desprovidos de saber, que devem ouvir e obedecer. Numa palavra, a ideologia da competência institui a divisão social entre os competentes, que sabem e por isso mandam, e os incompetentes, que não sabem e por isso obedecem.
Enquanto discurso do conhecimento, essa ideologia opera com a figura do especialista. Os meios de comunicação não só se alimentam dessa figura, mas não cessam de instituí-la como sujeito da comunicação. O especialista competente é aquele que, no rádio, na TV, na revista, no jornal ou no multimídia, divulga saberes, falando das últimas descobertas da ciência ou nos ensinando a agir, pensar, sentir e viver. O especialista competente nos ensina a bem fazer sexo, jardinagem, culinária, educação das crianças, decoração da casa, boas maneiras, uso de roupas apropriadas em horas e locais apropriados, como amar Jesus e ganhar o céu, meditação espiritual, como ter um corpo juvenil e saudável, como ganhar dinheiro e subir na vida. O principal especialista, porém, não se confunde com nenhum dos anteriores, mas é uma espécie de síntese, construída a partir das figuras precedentes: é aquele que explica e interpreta as notícias e os acontecimentos econômicos, sociais, políticos, culturais, religiosos e esportivos, aquele que devassa, eleva e rebaixa entrevistados, zomba, premia e pune calouros – em suma, o chamado “formador de opinião” e o “comunicador”.
Ideologicamente, o poder da comunicação de massa não é uma simples inculcação de valores e ideias, pois, dizendo-nos o que devemos pensar, sentir, falar e fazer, o especialista, o formador de opinião e o comunicador nos dizem que nada sabemos e por isso seu poder se realiza como manipulação e intimidação social e cultural.
Um dos aspectos mais terríveis desse duplo poder dos meios de comunicação se manifesta nos procedimentos midiáticos de produção da culpa e condenação sumária dos indivíduos, por meio de um instrumento psicológico profundo: a suspeição, que pressupõe a presunção de culpa. [...] 
Em de tal maneira que e para são operadores argumentativos que introduzem, respectivamente, uma:

Considerando o uso de hemocomponentes na assistência ao paciente em estado crítico, julgue os itens a seguir.

Toda e qualquer intercorrência que ocorra durante e após a transfusão sanguínea é considerada reação transfusional.

Acerca da recepção e das medidas de segurança do paciente no ambiente cirúrgico, julgue os itens seguintes.

O ambiente hospitalar não é o principal meio de transmissão de infecção, sendo precedido pela microbiota do paciente, pelas mãos dos profissionais e pelos artigos utilizados em procedimentos invasivos.

Julgue os itens que se seguem, acerca da assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico oncológico portador de ostomia.

A irrigação da colostomia visando a promoção da eliminação de fezes é um procedimento não recomendado em pacientes oncológicos.

O tipo de cobertura utilizado nos curativos, que proporciona um ambiente úmido oclusivo, favorável ao processo de cicatrização, evitando o ressecamento do leito da ferida e aliviando a dor, sendo indicado, também, para uso em feridas limpas e não-infectadas, possuindo poder de desbridamento nas áreas de necrose, é chamado:

A respeito dos tumores primários no cérebro, julgue os seguintes itens.

Os tumores de Wilms geralmente apresentam-se como uma massa abdominal assintomática firme e regular, que preenche toda a loja renal, pode ou não ultrapassar a linha média, hematúria macroscópica ou microscópica.

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