Durante seu turno de trabalho, um profissional de enfermagem de uma equipe de saúde da família, recebeu, na unidade base, um homem de 55 anos de idade desacordado. Os acompanhantes relataram que ele havia apresentado intensa dor no peito há 20 min, com sensação de aperto, sudorese fria e falta de ar, seguidos de desmaio que ocorreu há menos de 5 min, quando foi imediatamente trazido para atendimento. O profissional de enfermagem constatou que o paciente estava inconsciente, não respirava e não apresentava pulso carotídeo.
Considerando a situação clínica apresentada, julgue os itens a seguir.
Na grande maioria dos adultos que apresentam a condição emergencial descrita, constata-se a presença de assistolia, que deve ser tratada por meio de desfibrilação cardíaca.
Ana tem 22 anos de idade e, devido a um acidente com traumatismo de períneo e abdome, submeteu-se a uma cirurgia para correção do trânsito intestinal, após a qual permaneceu com uma colostomia. É fumante desde os 14 anos de idade e obesa. No pré-operatório imediato, mostrava-se ansiosa e agressiva, chamando a equipe a toda hora, querendo esclarecimentos quanto à cirurgia. Durante a cirurgia, na fase de aproximação das bordas da ferida para a realização da sutura, houve perda de muito sangue, sendo feitas reposições com soluções intravenosas. No pós-operatório, apresentou náuseas e dificuldades respiratórias.
Diante da situação hipotética apresentada, julgue os itens que se seguem.
O período do pré-operatório imediato é aquele no qual o paciente se submete aos exames que auxiliarão na confirmação do diagnóstico, abrangendo desde a indicação da cirurgia até o dia anterior à mesma.
Digestão é o conjunto de reações químicas por meio das quais substâncias complexas são transformadas em outras mais simples. Qual órgão é um corredor formado por músculos lisos que empurram delicadamente o bolo alimentar para o estômago?
Um paciente de 38 anos de idade está internado com diagnóstico médico de angina estável. Chegou ao hospital com dores no peito, sudorese fria, palpitações e náuseas. Relata um episódio de desmaio em casa. Diz ser uma pessoa muito nervosa, trabalha com computador por várias horas e ingere grandes quantidades de café durante o dia.
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue os itens subseqüentes.
Manter o cliente em repouso, oferecer dieta leve e verificar os sinais vitais observando qualquer alteração no ritmo cardíaco são alguns cuidados a serem observados nessa situação.
A baciloscopia direta do escarro é método fundamental
para o diagnóstico da tuberculose pulmonar.
Recomenda-se a coleta de duas amostras de
escarro, sendo a primeira por ocasião do contato
inicial com o sintomático respiratório na unidade
de saúde. A segunda amostra deverá ser coletada
da seguinte forma:
Em um posto de saúde foram atendidas 243 mulheres. Sabendo que esse número corresponde a 54% do total de pessoas atendidas, quantas pessoas foram atendidas naquele posto?
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
Emagrecimento, estatura abaixo para a idade, abdome distendido, membros delgados, cabelos quebradiços, pele enrugada seca e escamosa são sinais de , que pode provocar .
O atendimento inicial aos acidentados, por ser crítico para a evolução do trauma, deve ser realizado por profissional com preparo e conhecimento. Acerca desse tema, julgue os itens seguintes.
No caso de o paciente apresentar fraturas, recomenda-se movimentar o mínimo possível o membro afetado, não remover o paciente antes de imobilizar a área afetada e não tentar recolocar o osso em seu local correto.
A organização das vacinas na geladeira doméstica
da sala de imunização é importante para que
mantenham suas características iniciais, a fim
de conferir imunidade. Aquelas que podem ser submetidas
à temperatura negativa devem ficar armazenadas
em bandejas perfuradas na primeira prateleira,
como, por exemplo, as seguintes vacinas:
Uma paciente de 46 anos de idade deu entrada no pronto-socorro de um hospital com queixas de falta de ar e inchaço nas pernas há uma semana. Informou sobre o diagnóstico médico de cardiopatia chagásica há 4 anos e que tem feito acompanhamento da doença com sucessivas internações. Chegou com quadro de dificuldade respiratória aos médios esforços associado a tosse com secreção esbranquiçada e rajas de sangue, epigastralgia, edema de pernas e redução da ingesta alimentar. Foram solicitadas as seguintes condutas: instalação de cateter nasal com oxigênio a 2 L/min; nebulização com água destilada (5 mL); verificação dos sinais vitais de 4 em 4 horas; medir e anotar a diurese. Foi também solicitada a administração dos seguintes medicamentos: digoxina via oral (0,25 mg, meio comprimido pela manhã); heparina 5.000 unidades por via subcutânea, de 12 em 12 horas e ceftriaxona 2 g ao dia, por via intravenosa.
Em face do quadro clínico acima descrito, julgue os itens seguintes.
No caso clínico descrito, são cuidados de enfermagem a serem instituídos no atendimento à paciente: proporcionar conforto; manter o repouso no leito; proporcionar ambiente calmo e tranqüilo, permitindo o sono e o descanso; pesar diariamente; anotar o volume de líquidos ingeridos e eliminados; oferecer dieta leve e fracionada; administrar os medicamentos prescritos; estar atento às alterações e relatá-las.
Ando refletindo sobre nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte, não
para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que
podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e mais
livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é
desproporcionalmente grande para tal anjo.
Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por
essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se
o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo
para consolar falsamente o atingido?
O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso
alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da
mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados,
debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto
do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários
como: “Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha”. Ou: “Ela conseguiu um
bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele”. Mais ainda: “O filho deles passou de primeira no
vestibular, mas parece que...”. Outras pérolas: “Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo...”.
Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém
suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o
outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade?
Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.
Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e
covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres,
lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma
pequena lembrança pérfida, como dizer “Ah! Sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político
honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que...”, e aí se lança o malcheiroso petardo.
Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se
imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças... e se dirá que é por
idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o
que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20
reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de
velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.
A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso
agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai,
um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga
que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de
perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.