Foi prescrito a uma criança 12 mg de um medicamento por via endovenosa. Considerando-se que a ampola de 10 mL contém 300 mg, o volume a ser aplicado é
Ana tem 22 anos de idade e, devido a um acidente com traumatismo de períneo e abdome, submeteu-se a uma cirurgia para correção do trânsito intestinal, após a qual permaneceu com uma colostomia. É fumante desde os 14 anos de idade e obesa. No pré-operatório imediato, mostrava-se ansiosa e agressiva, chamando a equipe a toda hora, querendo esclarecimentos quanto à cirurgia. Durante a cirurgia, na fase de aproximação das bordas da ferida para a realização da sutura, houve perda de muito sangue, sendo feitas reposições com soluções intravenosas. No pós-operatório, apresentou náuseas e dificuldades respiratórias.
Diante da situação hipotética apresentada, julgue os itens que se seguem.
O período do pré-operatório imediato é aquele no qual o paciente se submete aos exames que auxiliarão na confirmação do diagnóstico, abrangendo desde a indicação da cirurgia até o dia anterior à mesma.
Um paciente de 38 anos de idade está internado com diagnóstico médico de angina estável. Chegou ao hospital com dores no peito, sudorese fria, palpitações e náuseas. Relata um episódio de desmaio em casa. Diz ser uma pessoa muito nervosa, trabalha com computador por várias horas e ingere grandes quantidades de café durante o dia.
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue os itens subseqüentes.
Manter o cliente em repouso, oferecer dieta leve e verificar os sinais vitais observando qualquer alteração no ritmo cardíaco são alguns cuidados a serem observados nessa situação.
Em um posto de saúde foram atendidas 243 mulheres. Sabendo que esse número corresponde a 54% do total de pessoas atendidas, quantas pessoas foram atendidas naquele posto?
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
Emagrecimento, estatura abaixo para a idade, abdome distendido, membros delgados, cabelos quebradiços, pele enrugada seca e escamosa são sinais de , que pode provocar .O atendimento inicial aos acidentados, por ser crítico para a evolução do trauma, deve ser realizado por profissional com preparo e conhecimento. Acerca desse tema, julgue os itens seguintes.
No caso de o paciente apresentar fraturas, recomenda-se movimentar o mínimo possível o membro afetado, não remover o paciente antes de imobilizar a área afetada e não tentar recolocar o osso em seu local correto.
A quantidade de anagramas, que começam e terminam com a letra P, formados com as letras da palavra "PRODESP" é
Uma paciente de 46 anos de idade deu entrada no pronto-socorro de um hospital com queixas de falta de ar e inchaço nas pernas há uma semana. Informou sobre o diagnóstico médico de cardiopatia chagásica há 4 anos e que tem feito acompanhamento da doença com sucessivas internações. Chegou com quadro de dificuldade respiratória aos médios esforços associado a tosse com secreção esbranquiçada e rajas de sangue, epigastralgia, edema de pernas e redução da ingesta alimentar. Foram solicitadas as seguintes condutas: instalação de cateter nasal com oxigênio a 2 L/min; nebulização com água destilada (5 mL); verificação dos sinais vitais de 4 em 4 horas; medir e anotar a diurese. Foi também solicitada a administração dos seguintes medicamentos: digoxina via oral (0,25 mg, meio comprimido pela manhã); heparina 5.000 unidades por via subcutânea, de 12 em 12 horas e ceftriaxona 2 g ao dia, por via intravenosa.
Em face do quadro clínico acima descrito, julgue os itens seguintes.
No caso clínico descrito, são cuidados de enfermagem a serem instituídos no atendimento à paciente: proporcionar conforto; manter o repouso no leito; proporcionar ambiente calmo e tranqüilo, permitindo o sono e o descanso; pesar diariamente; anotar o volume de líquidos ingeridos e eliminados; oferecer dieta leve e fracionada; administrar os medicamentos prescritos; estar atento às alterações e relatá-las.
Os equipamentos de proteção individual representam uma barreira protetora para o trabalhador. Com relação a esse assunto, julgue os itens a seguir.
Nenhum cuidado especial é requerido ao se retirar as luvas após terem sido utilizadas junto ao paciente.
Ando refletindo sobre nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte, não
para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que
podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e mais
livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é
desproporcionalmente grande para tal anjo.
Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por
essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se
o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo
para consolar falsamente o atingido?
O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso
alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da
mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados,
debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto
do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários
como: “Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha”. Ou: “Ela conseguiu um
bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele”. Mais ainda: “O filho deles passou de primeira no
vestibular, mas parece que...”. Outras pérolas: “Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo...”.
Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém
suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o
outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade?
Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.
Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e
covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres,
lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma
pequena lembrança pérfida, como dizer “Ah! Sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político
honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que...”, e aí se lança o malcheiroso petardo.
Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se
imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças... e se dirá que é por
idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o
que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20
reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de
velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.
A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso
agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai,
um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga
que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de
perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.
(Lya Luft, Veja 20/05/2009 pág.24)