“Há crianças vendidas por pais
extremamente pobres a quem tem dinheiro e
falta de escrúpulos para as comprar; pessoas
cujo rendimento não permite fazer mais do que
uma refeição por dia; jovens que não têm a
menor possibilidade de adquirir pelo menos a
escolaridade básica; cidadãos que estão presos
por terem defendido as suas ideias. Perante
casos destes, sentimos que as nossas intuições
morais de justiça e igualdade não são
respeitadas. Surge assim a pergunta: Como é
possível uma sociedade justa? Este problema
pode ter formulações mais precisas. Uma delas
é a seguinte: Como deve uma sociedade
distribuir os seus bens? Qual é a maneira
eticamente correta de o fazer? Trata-se do
problema da justiça distributiva. A pergunta que
o formula é a seguinte: Quais são os princípios
mais gerais que regulam a justiça distributiva?
A teoria da justiça de John Rawls é uma das
respostas mais influente a este problema”.
(VAZ, 2006). John Rawls, na sua obra Uma
teoria da justiça (1971), argumenta que a
maneira pela qual podemos entender a justiça é
perguntando a nós mesmos – como pessoas
racionais e com interesses próprios – com quais
princípios de organização da sociedade
concordaríamos em uma situação originária. De
acordo com o argumento contratualista
proposto por Rawls, a situação originária é
concebida como:
Um argumento é chamado de
entimema quando
“Rousseau concorda com
Hobbes, contra Locke, que num estado de
natureza não há direitos de propriedade e,
consequentemente, também não há justiça nem
injustiça. Mas à medida que a sociedade se
desenvolve a partir do seu estado primitivo, a
falta de tais direitos começa a ser sentida. A
cooperação econômica e o progresso técnico
tornam necessária a formação de uma
associação para a proteção das pessoas e das
posses dos indivíduos. Como poderá isto ser
feito, permitindo ao mesmo tempo que cada
membro da associação permaneça tão livre
quanto o era antes? O Contrato Social dá a
solução apresentando o conceito de vontade
geral.” (KENNY, 2016). De acordo com a
perspectiva de Jean-Jacques Rousseau, a
vontade geral pode ser compreendida como:
Nos últimos anos, o Ministério
da Educação produziu documentos que
oferecem orientações concernentes ao ensino
da Filosofia. Em 2006, as Orientações
Curriculares para o Ensino Médio, em seu
volume 3, dedicado às Ciências Humanas e suas
Tecnologias, apresentam um capítulo dedicado
aos “Conhecimentos de Filosofia”. Em relação
ao ensino de Filosofia no Ensino Médio, esse
documento:
“Como Hume afirma, é claro
que a razão pode mostrar-nos que meios usar
dados os fins que temos. Se quero ter saúde, a
razão pode dizer-me que devo parar de fumar.
Neste caso, a razão fornece um imperativo que
na sua forma é __________: diz que devo parar
de fumar se quiser proteger a minha saúde.
Hume pensava que a razão não pode fazer mais
do que isto. Todavia, Kant defendeu que as
regras morais são ____________ na sua forma
(...). Um ato que é errado, é errado — ponto
final. As regras morais dizem ‘Não faças x’. Não
dizem ‘Não faças x se o teu fim é G’.” (SOBER,
2016).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
As Orientações Curriculares
para o Ensino Médio, em seu volume 3, dedicado
às Ciências Humanas e suas Tecnologias
(2006), destacam que “uma indicação clara do
que se espera do professor de Filosofia no
Ensino Médio pode ser encontrada nas Diretrizes
Curriculares aos Cursos de Graduação em
Filosofia e pela Portaria INEP nº 171/2005, que
instituiu o Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (ENADE) de Filosofia, que também
apresenta as habilidades e as competências
esperadas do profissional responsável pela
implementação das diretrizes para o Ensino
Médio (...)”. Os documentos citados apresentam
um conjunto de competências e habilidades
esperadas do professor de Filosofia no Ensino
Médio, quais sejam:
I. Compreensão da importância das questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das produções culturais. II. Percepção da integração necessária entre a filosofia e a produção científica, artística, bem como com o agir pessoal e político. III. Capacitação para um modo especificamente filosófico de formular e propor soluções a problemas, nos diversos campos do conhecimento. IV. Capacidade para análise, interpretação e comentário de textos teóricos, segundo os mais rigorosos procedimentos de técnica hermenêutica.
Quais estão corretas?
I. Compreensão da importância das questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das produções culturais. II. Percepção da integração necessária entre a filosofia e a produção científica, artística, bem como com o agir pessoal e político. III. Capacitação para um modo especificamente filosófico de formular e propor soluções a problemas, nos diversos campos do conhecimento. IV. Capacidade para análise, interpretação e comentário de textos teóricos, segundo os mais rigorosos procedimentos de técnica hermenêutica.
Quais estão corretas?
“Imagine que um ser humano
foi submetido a uma cirurgia por um cientista do
mal. O cérebro da pessoa foi retirado do corpo
e colocado numa cuba com nutrientes que o
mantêm vivo. As terminações nervosas foram
conectadas a um supercomputador científico
que faz com que a pessoa tenha a ilusão de que
tudo está perfeitamente normal. Parecem existir
pessoas, objetos, o céu, etc.; mas, na verdade,
tudo o que a pessoa experimenta é resultado de
impulsos eletrônicos que viajam do computador
para as terminações nervosas”. (DUPRE, 2015). Esse experimento mental, conhecido como “o
cérebro numa cuba”, na sua versão
contemporânea foi criado pelo filósofo norte- americano Hilary Putnam. Na sua essência, o
experimento é uma versão do argumento do
gênio maligno, elaborado pelo filósofo René
Descartes no século XVII. Em ambos os casos,
podemos dizer que esse tipo de experimento
mental tem, em um primeiro momento, em
relação à existência do mundo exterior, um
resultado:
Ao longo da História da
Filosofia, vários filósofos se debruçaram sobre
os argumentos para provar racionalmente a
existência de Deus. Dentre eles, um dos mais
célebres consiste em inferir a existência de
Deus, na sua definição, como um ser perfeito.
Essa forma argumentativa ressurgiu em
diversos momentos da História da Filosofia na
obra de autores como Anselmo da Cantuária,
Descartes e Leibniz. Essa forma geral de
argumentar a existência de Deus ficou
conhecida como argumento
O objetivo de um argumento é
expor as razões (premissas) que sustentam
uma conclusão. Um argumento é falacioso
quando parece que as razões apresentadas
sustentam a conclusão, mas na realidade não
sustentam. Da mesma maneira que há padrões
típicos, largamente usados, de argumentação
correta, também há padrões típicos de
argumentos falaciosos. A tradição lógica e
filosófica procurou fazer um inventário e dar
nomes a essas falácias típicas. Identifique o tipo
de falácia descrito a seguir e assinale a
alternativa correta:
Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro.
Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro.