Qualquer um está pronto a admitir que existe uma diferença considerável entre as percepções da mente, quando um homem sente a dor decorrente do calor excessivo, ou o prazer de um clima moderado, e quando ele traz de novo à sua memória, mais tarde, tal sensação, ou a antecipa em sua imaginação. Essas faculdades podem imitar ou copiar as percepções dos sentidos; mas elas não chegam jamais a alcançar a força e a vivacidade do sentimento original. O máximo que podemos dizer a respeito delas, mesmo quando operam com o maior vigor, é que representam seu objeto de uma maneira tão viva que quase poderíamos dizer que o sentimos ou vemos. Mas, com exceção das mentes deturpadas pela doença ou pela loucura, elas nunca serão capazes de chegar a um tal grau de vivacidade, a ponto de tornar impossível distinguir as percepções. Todas as cores da poesia, embora esplêndidas, nunca podem pintar objetos naturais de tal maneira que façam a descrição ser tomada por uma paisagem real.

(MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 5 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. p. 103.)


O fragmento trata-se de um pensamento do filósofo David Hume. Considerando o exposto, qual das alternativas a seguir melhor representa a relação entre as percepções da mente e as percepções sensoriais?

A grande característica desta fase é uma educação humanística, que se caracteriza por ser individualista, centrada nos valores propostos pelo Renascimento e favorecedora da ideologia reinante, empregando métodos tradicionais. O ensino da Religião é questão de cumprimento dos acordos estabelecidos entre a Igreja Católica e o Monarca de Portugal. As leis, decretos e instruções em geral põem em primeiro plano a evangelização dos gentios. O caráter disciplinador de toda catequese concorre para a transmissão de uma cultura que visa à adesão ao catolicismo.

(JUNQUEIRA, Sérgio; WAGNER, Raul (Orgs). O ensino religioso no Brasil. 2. ed. Curitiba: Champagnat, 2011. p. 37.)


Considerando a história do ensino religioso no Brasil, a qual período o trecho anterior se refere?

[...] Foi organizado um movimento nacional para garantir o Ensino Religioso. A emenda constitucional para o Ensino Religioso foi a segunda maior emenda popular que deu entrada na Assembleia Constitucional, pois obteve 78 mil assinaturas.

(JUNQUEIRA, Sérgio; WAGNER, Raul (Orgs). O ensino religioso no Brasil. 2. ed. Curitiba: Champagnat, 2011. p. 40. Fragmento.)


O enredo brevemente descrito no enunciado está inserido no contexto da elaboração da:

Leia o texto a seguir que o professor de ensino religioso irá aplicar na sua próxima aula.


O autoconhecimento, segundo a psicologia, significa o conhecimento de um indivíduo sobre si mesmo. A prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha controle sobre suas emoções, independente de serem positivas ou não. Tal controle emocional provocado pelo autoconhecimento pode evitar sentimentos de baixa autoestima, inquietude, frustração, ansiedade, instabilidade emocional e outros, atuando como importante exercício de bem-estar e ocasionando resoluções produtivas e conscientes acerca de seus variados problemas.

Toda pessoa possui o refúgio dos seus recursos pessoais, mas esse pode ser acionado de forma a não se desgastar se houver o controle das emoções ou ainda ser utilizado de forma a obter futura recomposição. Ela também consegue permanecer equilibrada em casos de fatores externos como críticas, perda de emprego, término de relacionamento e outros que vulneram o emocional. O conhecimento de si próprio não dá prioridade a opiniões ou respostas e sim estimula seus fatores positivos a detectar os negativos a fim de modificá-los favoravelmente.

Pode-se buscar o autoconhecimento a partir da detecção dos defeitos e qualidades, sendo esses externos (corporais) e internos (emocionais). O equilíbrio entre os fatores internos e externos deve ser buscado para que não haja espaço para manipulação e fragilidade. Também pode haver reflexão de vida, analisando o comportamento obtido até então e as atitudes tomadas para que se consiga detectar maus atos e comportamentos, a fim de que não mais ocorram.

(Por Gabriela Cabral. In: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/autoconhecimento.htm. Acesso em julho de 2024.)


Qual dos objetivos do ensino religioso, segundo os PCNER (2002, p. 30-31), o professor procura lograr com este texto?

Leia os trechos a seguir para responder a questão.

Trecho I

O seu objetivo é ordenar sistematicamente os distintos fenômenos religiosos, definir seus conteúdos religiosos e compreender, dessa maneira, a “essência” da religião. Na segunda metade do século XX, a sua forma tradicional se tornou alvo de fortes críticas.

Trecho II São de seu especial interesse questões como, por exemplo, a relação entre religião e formas da organização social, religião e política, religião e camadas sociais ou religião e família. Temas como “secularização”, “fundamentalismo” e “religião civil” estão, em certa medida, há muitas décadas entre os seus temas centrais.

Trecho III Especializou-se prioritariamente na pesquisa de religiões em sociedades de passado ágrafo, mais exatamente em sociedades menos complexas. Trabalha, por exemplo, com a análise de mitos – os equivalentes aos “escritos sagrados” –, e no nível da prática religiosa trabalha, por exemplo, com a análise de formas de rituais.

Trecho IV Dedica-se prioritariamente à relação entre o indivíduo e a religião, partindo da constatação de que a religião – especialmente no plano da experiência religiosa e da práxis religiosa – tem seu lugar na experiência individual dos seres humanos.
(HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. Tradução: Monika Ottermann. São Paulo: Loyola, 2017. p. 14.)
No que concerne às subdisciplinas da ciência da religião, o trecho I remete diretamente à:

O ensino religioso que vigorou no Brasil desde os seus primórdios deu ênfase ao aspecto doutrinário enquanto Igreja Católica Apostólica Romana como religião oficial. Com o advento da República, recebeu ênfase catequética cristã. Posteriormente, em algumas Unidades da Federação, as igrejas criaram uma entidade ecumênica para ministrar as aulas e elaborar material didático. O desenvolvimento socioeconômico-político-cultural do Brasil gerou uma situação na qual não se podia mais ter em sala de aula apenas conteúdo cristão de ensino religioso. A partir de 1995, grupos de educadores ligados a escolas, entidades religiosas, universidades e secretarias de educação reuniram-se para avaliar e pensar um conteúdo que abrangesse a realidade cultural religiosa brasileira nesse processo e de encaminhar uma nova forma de ministrar o ensino religioso. Neste contexto, em um encontro realizado entre 24 e 26 de setembro de 1995, na cidade de Florianópolis–SC, foi criado:

Leia os trechos a seguir para responder a questão.

Trecho I

O seu objetivo é ordenar sistematicamente os distintos fenômenos religiosos, definir seus conteúdos religiosos e compreender, dessa maneira, a “essência” da religião. Na segunda metade do século XX, a sua forma tradicional se tornou alvo de fortes críticas.

Trecho II São de seu especial interesse questões como, por exemplo, a relação entre religião e formas da organização social, religião e política, religião e camadas sociais ou religião e família. Temas como “secularização”, “fundamentalismo” e “religião civil” estão, em certa medida, há muitas décadas entre os seus temas centrais.

Trecho III Especializou-se prioritariamente na pesquisa de religiões em sociedades de passado ágrafo, mais exatamente em sociedades menos complexas. Trabalha, por exemplo, com a análise de mitos – os equivalentes aos “escritos sagrados” –, e no nível da prática religiosa trabalha, por exemplo, com a análise de formas de rituais.

Trecho IV Dedica-se prioritariamente à relação entre o indivíduo e a religião, partindo da constatação de que a religião – especialmente no plano da experiência religiosa e da práxis religiosa – tem seu lugar na experiência individual dos seres humanos.
(HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. Tradução: Monika Ottermann. São Paulo: Loyola, 2017. p. 14.)
Considerando os trechos textuais fornecidos, relacione-os adequadamente às subdisciplinas da ciência da religião.
As frases a seguir contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

1. Não é exatamente uma religião. A doutrina surgiu na França e se expandiu pelo mundo.

2. Atualmente, a maior parte dos seus seguidores no mundo vive em Israel e nos Estados Unidos.

3. É a principal doutrina no Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia. No Japão, é a segunda mais praticada.

4. Representa mais de 80% da população na Índia e no Nepal. É a terceira maior religião do mundo.
Ao aplicar as frases, o professor pretende abordar com os alunos, respectivamente, as realidades de quais religiões/doutrinas do mundo?

Em uma aula de ensino religioso, foram aplicados os trechos a seguir:


A mais breve síntese da fé cristã:


1. Há um só Deus.

2. Deus é justo e retribui a cada um conforme as suas obras.

3. São três pessoas divinas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

4. O Deus Filho se fez Homem e morreu na cruz para nos salvar.

5. A alma humana é imortal.

6. A graça de Deus é indispensável para a salvação.

(Disponível em: https://www.diocesedeanapolis.org.br/principais-verdades-da-fe/ Acesso em: julho de 2024.)


[...] são cinco os pilares do Islã:


1. A profissão da fé, com um Deus único e absoluto (Allah), e Muhammad é seu profeta;

2. Orações 5 vezes ao dia: às 5h30, 12h, 15h30, 18h e 19h30;

3. Jejum no mês do Ramadã;

4. Caridade;

5. Peregrinação à Meca, se o fiel tiver condições financeiras.

(Disponível em: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/ Acesso em: julho de 2024.)


Algumas teologias do Hinduísmo:


1. Tudo é Deus, Deus é tudo: o hinduísmo ensina, como no Panteísmo, que o homem está unido com a natureza e com o universo. O universo é Deus, e estando unido ao universo, todos são Deuses. Ensina também que esse mesmo Deus é impessoal. Muitos Deuses adorados pelos hindus são amorais e imorais.

2. O mundo físico é uma ilusão: no mundo tridimensional, designada de Maya, o homem e sua personalidade não passam de um sonho. Para se ver livre dos sofrimentos (pagamento daquilo que foi feito na encarnação passada), a pessoa deve ficar livre da ilusão da existência pessoal e física. ]

3. A lei do carma: o bem e o mal que a pessoa faz, determinará como ela virá na próxima reencarnação. A maior esperança de um hinduísta é chegar no estágio de se transformar no inexistente. Vir ser parte deste Deus impessoal, do universo.

(Disponível em: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/religiao/religiao-hinduismo.htm. Acesso em: julho de 2024.)


Ao utilizar esse material em sua aula, o professor de ensino religioso pretende:

Em uma aula de ensino religioso, o professor escreveu o seguinte trecho:


Doutrina monoteísta fundada no século XVI por Guru Nanak, que se baseia em seus ensinamentos. Surgiu na província de Punjab, na Índia, e grande parte de seus seguidores ainda vivem na região. Eles representam 1,9% da população da Índia e 0,3% de Fiji.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/superlistas/as-8-maiores-religioes-do-mundo. Acesso em: julho de 2024.)


Com essa iniciativa, o professor pretende fazer uma exposição sobre:

Feriados religiosos no Brasil


1. Natal (25 de dezembro)


2. Páscoa (data móvel)


3. Carnaval (data móvel)


4.Corpus Christi(data móvel)


5. Sexta-feira Santa (data móvel)


6. Dia de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro)


7. Dia de Finados (2 de novembro)


PORQUE


A Igreja Católica Apostólica Romana, por seu peso social e político, consegue impor, no âmbito das instituições e dos espaços públicos, suas concepções doutrinárias, enquanto outras sofrem discriminações. [...] Na realidade, o pluralismo religioso, como algo de consenso, ainda se coloca como um desafio e um projeto para a sociedade brasileira.


Considerando o exposto, assinale a alternativa correta.

Leia os trechos a seguir para responder a questão.

Trecho I

O seu objetivo é ordenar sistematicamente os distintos fenômenos religiosos, definir seus conteúdos religiosos e compreender, dessa maneira, a “essência” da religião. Na segunda metade do século XX, a sua forma tradicional se tornou alvo de fortes críticas.

Trecho II São de seu especial interesse questões como, por exemplo, a relação entre religião e formas da organização social, religião e política, religião e camadas sociais ou religião e família. Temas como “secularização”, “fundamentalismo” e “religião civil” estão, em certa medida, há muitas décadas entre os seus temas centrais.

Trecho III Especializou-se prioritariamente na pesquisa de religiões em sociedades de passado ágrafo, mais exatamente em sociedades menos complexas. Trabalha, por exemplo, com a análise de mitos – os equivalentes aos “escritos sagrados” –, e no nível da prática religiosa trabalha, por exemplo, com a análise de formas de rituais.

Trecho IV Dedica-se prioritariamente à relação entre o indivíduo e a religião, partindo da constatação de que a religião – especialmente no plano da experiência religiosa e da práxis religiosa – tem seu lugar na experiência individual dos seres humanos.
(HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. Tradução: Monika Ottermann. São Paulo: Loyola, 2017. p. 14.)
A respeito dos trechos II e IV, assinale a alternativa correta.
Leia os trechos a seguir para responder a questão.

Trecho I

O seu objetivo é ordenar sistematicamente os distintos fenômenos religiosos, definir seus conteúdos religiosos e compreender, dessa maneira, a “essência” da religião. Na segunda metade do século XX, a sua forma tradicional se tornou alvo de fortes críticas.

Trecho II São de seu especial interesse questões como, por exemplo, a relação entre religião e formas da organização social, religião e política, religião e camadas sociais ou religião e família. Temas como “secularização”, “fundamentalismo” e “religião civil” estão, em certa medida, há muitas décadas entre os seus temas centrais.

Trecho III Especializou-se prioritariamente na pesquisa de religiões em sociedades de passado ágrafo, mais exatamente em sociedades menos complexas. Trabalha, por exemplo, com a análise de mitos – os equivalentes aos “escritos sagrados” –, e no nível da prática religiosa trabalha, por exemplo, com a análise de formas de rituais.

Trecho IV Dedica-se prioritariamente à relação entre o indivíduo e a religião, partindo da constatação de que a religião – especialmente no plano da experiência religiosa e da práxis religiosa – tem seu lugar na experiência individual dos seres humanos.
(HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. Tradução: Monika Ottermann. São Paulo: Loyola, 2017. p. 14.)
A ciência da religião propõe inúmeros diálogos com as mais diversas áreas da ciência. Em qual dos trechos citados anteriormente existe um contato direto com a antropologia?
As frases a seguir contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

1. Não é exatamente uma religião. A doutrina surgiu na França e se expandiu pelo mundo.

2. Atualmente, a maior parte dos seus seguidores no mundo vive em Israel e nos Estados Unidos.

3. É a principal doutrina no Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia. No Japão, é a segunda mais praticada.

4. Representa mais de 80% da população na Índia e no Nepal. É a terceira maior religião do mundo.
Um professor de ensino religioso do ensino fundamental desenvolveu um modelo de aula baseado em um esquema de charadas sobre as religiões do mundo a partir das frases apresentadas. Com a sala dividida em grupos, a cada charada respondida se avançava para uma nova fase. Sobre essa aula, é correto afirmar que o professor: