O professor intérprete não deve apenas fazer a transmissão dos conteúdos ao aluno surdo em sala de aula, ele também precisa estimulá-lo a participar das atividades diárias da turma e ajudá-lo a desenvolver um posicionamento crítico, seja com palavras ou ações, para que o aluno se torne um cidadão ativo.
O professor intérprete, principalmente na Educação Infantil, precisa proporcionar a melhor prática de ensino ao seu aluno, tornando a prática individualizada, e sempre subestimando o melhor desse aluno.
No processo de aquisição da LIBRAS pela criança surda, a mesma passa por vários estágios, sendo que no estágio das primeiras combinações, que se inicia por volta dos dois anos de idade, ela já começa a utilizar palavras nas ordens gramaticais: sujeito-verbo, verbo-objeto e sujeito-verbo-objeto.
O Congresso de Milão, ocorrido em 1980, reuniu pessoas ouvintes que votaram contra o direito dos surdos de se comunicarem por meio das linguagens de sinais, gerando um atraso no estudo e desenvolvimento dessa língua.
As expressões facial e corporal fazem parte dos componentes não manuais, que complementam os parâmetros principais e os secundários que compõem a estrutura das frases na LIBRAS .
Para Vygotsky, as crianças com deficiência são consideradas crianças com defeitos, por não estarem dentro dos "padrões" de normalidade impostos pela sociedade. Para ele, a surdez é um obstáculo penoso.
O professor intérprete de LIBRAS precisa saber que o objetivo principal da didática é contribuir para a construção do conhecimento do aluno, bem como ajudar no processo de desenvolvimento interpretativo e organizacional do aluno.
Cabe ao profissional intérprete de LIBRAS realizar a interpretação da língua falada para a língua sinalizada e vice-versa, observando-se alguns aspectos: confiabilidade, parcialidade e discrição.
O Corpus de Libras é o que inclui o inventário da LIBRAS, constituindo um instrumento de identificação, reconhecimento, valorização e promoção da Lingua Brasileira de Sinais no contexto da Linguística.
O professor intérprete de LIBRAS atua como mediador dentro da sala da aula, transmitindo os conteúdos diretamente ao aluno surdo. Dessa forma, o professor regular é isolado do processo educacional, não participando das relações de inclusão do aluno surdo no meio educacional.
As normas estabelecidas visam à inclusão do aluno surdo, dispondo sobre a inclusão da LIBRAS como disciplina curricular, a formação e certificação de professores, instrutores e intérpretes de LIBRAS. Além disso, preveem o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular.
No eixo da linearidade, a LIBRAS apresenta uma combinação sequencial de vários elementos, além das sequências que compõem os sinais e as orações, porém sem uma sequência linear, com suspensões e movimentos.
No Antendimento Educacional Especialidado, o professor intérprete de LIBRAS precisa ter seu trabalho sempre articulado ao do professor da sala de aula comum, visando também à disponibilidade de serviços, recursos pedagógicos e acessibilidades que promovam a participação do auno nas atividades escolares.
As crianças surdas não adquirem a língua de sinais com mais facilidade com que as crianças ouvintes adquirem a língua oral, mesmo sendo de modos diferentes.
Se tratanto de casos legais, fica o intérprete de LIBRAS responsável por informar a corte que a interpretação literal não é possível, sendo feita uma paráfrase do que é dito ao surdo e o que o surdo está dizendo à corte.
Na Língua Portuguesa, as construções sintáticas não precisam obedecer a uma ordem exata, pois sabemos que existem orações em ordem direta e em ordem indireta. Já na LIBRAS, a ordem dos sinais na construção de um enunciado precisa obedecer a regras que vão interferir na forma que o surdo vai processar a informação que está sendo transmitida.
O papel do professor intérprete de Libras precisa ultrapassar a simples "tradução" do que está sendo dito, envolvendo também a promoção coerente da inclusão, e não apenas a inserção dos surdos em uma sala de aula regular.
Tanto na LIBRAS quanto na Língua Portuguesa utilizamos os fonemas como unidade mínima para a formação das palavras, pois a comunicação ocorre mesma forma.