Uma senhora de 64 anos consulta-se por dor nas pernas. A dor é
em peso, uma sensação de fadiga nas pernas, relacionada a
momentos em que fica por longos períodos em pé. Não usa
qualquer medicamento diariamente. Previamente sadia. O exame
físico mostra apenas veias dilatadas e tortuosas da coxa e
panturrilha visíveis e palpáveis quando o paciente está em pé.
Não há edema, hiperpigmentação da pele nem fibrose.
É correto afirmar que:
Um homem de 57 anos, conhecido da unidade, sem
antecedentes patológicos, consulta-se com precordialgia aos
esforços. A dor é em aperto, sem irradiação, de início recente,
acompanhada de sudorese. Você interrompe o atendimento
nesse momento e se prepara para fazer o eletrocardiograma, que
mostra alargamento de complexos QRS acima de 0,12 s, inversão
de onda T em DI, aVL, V5 e V6 e transição elétrica brusca.
Ausculta cardíaca rápida mostra desdobramento expiratório de
segunda bulha. Os achados eletrocardiográficos e de ausculta não
estavam descritos no prontuário em consultas anteriores.
Você, então:
Uma senhora de 68 anos busca atendimento para uma checkup.
Sempre fez exames para rastreamento do câncer do colo do
útero na unidade, todos sem qualquer alteração. Os últimos dois
exames foram realizados nos últimos 5 anos. Deseja saber se
precisa continuar fazendo essa prevenção, pois continua
sexualmente ativa.
Devemos explicar que ela:
Um rapaz de 24 anos com tonteira procura a unidade de saúde
pela quinta vez. Refere episódios abruptos de tonteira com
sensação de turvação visual e de desmaio iminente, sem relação
com esforço físico, que vêm acontecendo há semanas,
acompanhados de palpitação. A entrevista revela ainda um rapaz
sadio, sem outras queixas, que trabalha e estuda (Faculdade de
Administração). Ele está totalmente assintomático no momento.
Ao partirmos para o exame físico, devemos descartar
inicialmente uma condição que pode apontar para a causa da
tonteira.
Um homem de 36 anos notou o aparecimento de uma lesão de
pele em sua perna esquerda. Trata-se de mácula eritematosa que
se espalhou, formando uma placa tensa, nitidamente demarcada,
brilhante, lisa e quente. Com o tempo, a lesão foi visivelmente
avançando em extensão e tem agora uma borda elevada com
algumas vesículas na superfície. Está sentindo muita dor no local,
acompanhada de mal-estar, calafrios e febre. Notam-se ainda
fissuras nas regiões interdigitais do pé esquerdo com
descamação.
Devemos tratar com:
Um senhor de 54 anos com lombalgia crônica chega para
consulta. A dor lombar o acompanha há tempos e não houve
modificação do seu padrão, irradiação ou intensidade (“é aquela
dor de sempre, doutor”). Hipertenso leve, controlado com
hidroclorotiazida. Dislipidemia também controlada, em uso de
estatina. Pai falecido (morte súbita aos 50 anos). Hérnia discal
L5/S1 diagnosticada há 20 anos. Exame físico de abordagem sem
particularidades, assim como as manobras específicas para
lombalgia.
Nesse contexto, devemos:
Uma jovem de 19 anos chega para se consultar pedindo um
atestado para academia de musculação. Totalmente
assintomática, sem qualquer histórico de doenças.
Para essa solicitação, devemos:
Senhora de 69 anos vem enfrentando uma romaria de consultas
médicas há 10 meses, sem êxito. Quando ela entra para a
consulta, lhe diz que “você é minha salvação”. Queixa-se de dor
na região da cintura pélvica, muito mal-estar e emagrecimento
leve. Não há outras manifestações. Há grande dificuldade em se
levantar de uma cadeira, momento em que tem dor de maior
intensidade. Já fez vários exames de imagem que nada
mostraram (vasculharam meu corpo todo, doutora). Não há
anemia, nem qualquer alteração nos exames laboratoriais gerais,
exceto pela VHS = 90 mm na primeira hora.
Você, então, pensa em:
Um homem de 36 anos, vivendo com HIV, procura atendimento
na unidade. Apesar de morar na cidade vizinha, ele quer fazer o
controle na unidade, por questões de confidencialidade e porque
fica hospedado na casa de um amigo que mora na área adscrita.
Devemos explicar que:
Na sua segunda consulta de pré-natal, uma gestante de 27 anos
traz consigo os resultados dos exames solicitados, dentre eles o
hemograma, que mostrou hemoglobina de 11,2 g/dL, VCM: 85 fL
e RDW: 12,5%.
Com esses resultados, você:
Uma senhora de 92 anos vai a óbito em seu próprio domicílio. Ela
era acompanhada pela unidade, com hipertensão leve. No último
ano, houve queda do estado geral, embora nenhum novo agravo
à saúde tenha sido diagnosticado. Há tempos, você não a via. Ela
não estava com qualquer condição aguda e nem vinha
apresentando quaisquer sintomas, segundo a família. Não há
Serviço de Verificação de Óbito no município.
Com relação ao documento que deverá ser emitido, é correto
afirmar que:
Um homem de 41 anos, vivendo com HIV, faz controle com seu
médico do plano de saúde. Mora na área adscrita. Procura a
unidade porque quer se cadastrar para receber a medicação
antiretroviral.
Você orienta:
Mulher de 52 anos, assintomática, traz exames de triagem com
glicemia de jejum de 118 mg/dL e HbA1C = 6%. Peso 78 Kg e
altura 1,53 m. Exame físico sem particularidades.
Devemos orientar:
Um menino de 7 anos chega com ferimento corto-contuso
profundo no pé esquerdo. Estava brincando em terreno baldio e
se cortou com um pedaço de lata velha. A mãe trouxe a carteira
de vacinação, que está atualizada e completa.
Nossa conduta consiste em desinfectar o ferimento; lavar com
soro fisiológico e substâncias oxidantes ou antissépticas e:
Um senhor de 68 anos chega com tonteira do tipo sensação
rotatória (“tudo em minha volta roda, doutor”), que causa
intenso mal estar. Você se prepara para fazer a manobra de
Dix-Hallpike, mas consegue o diagnóstico óbvio imediato porque,
antes, no exame físico desse senhor, você realizou:
Rapaz de 22 anos com dor de garganta há 3 dias. Para aumentar a
chance de etiologia estreptocócica e de indicação de
antimicrobiano, devemos estar atentos à:
A mãe de uma criança de 1 ano e 9 meses traz o menino porque
notou a bolsa escrotal vazia. Ao exame físico, você confirma a
suspeita da mãe, mas palpa um dos testículos no canal inguinal.
Dessa forma, você:
Uma senhora de 70 anos, sua conhecida há tempos, consulta-se
acompanhada de seu esposo de 71 anos, como habitualmente.
No questionamento geral, ao perguntar à senhora sobre seu
funcionamento urinário, ela diz “o senhor deveria perguntar é
pro meu marido, que acorda a noite toda pra urinar”.
Você, então:
Uma mulher de 40 anos precisa ser afastada do trabalho por
motivo de doença sem nexo com o processo de trabalho. Ela é
empregada doméstica e vai apresentar o atestado diretamente a
seus patrões.
O atestado deve conter:
Um menino de 10 anos é trazido pela mãe para consultar devido
a cefaleia. Trata-se de uma criança sadia, com desenvolvimento e
crescimento adequados, um dos melhores alunos de sua sala. Os
episódios de cefaleia acontecem frequentemente, há 2 anos. São
muito relacionados a provas ou a situações de maior tensão,
como competições esportivas (“ele adora handebol”). Nos
episódios, a dor acomete as regiões frontolaterais bilateralmente;
é pulsátil; nunca apareceu pela manhã ou acordou o menino, mas
o obriga a ficar deitado no quarto escuro e, quando vai
aumentando de intensidade, vem acompanhada de náuseas e
vômitos. O exame físico não mostra nenhuma particularidade.
Provavelmente estamos frente a um quadro de: