“O intérprete educacional é importante para que o aluno tenha acesso aos conteúdos programáticos, no entanto, é essencial salientar que: [...] a presença do intérprete de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros” LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta experiência. Cadernos Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 163- 184, maio/ago. 2006 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v26n69/a04v2669.pdf
Está de acordo com o modo de conceber a atuação do intérprete educacional, expressa no texto acima, a declaração de que a inclusão do aluno surdo é

O atendimento educacional a alunos com surdocegueira requer uma série de formas comunicacionais alfabéticas e não alfabéticas.

Dentre essas formas, há o Tadoma, que se caracteriza pela utilização de

No decorrer da década de 1980, a pesquisadora e linguista Lucinda Ferreira Brito desenvolveu pesquisa pioneira cujo tema central era a língua de sinais praticada pelos surdos brasileiros nos grandes centros urbanos. Em suas pesquisas, registrou outra língua de sinais utilizada por um dos povos indígenas do Brasil. Esse povo é denominado:
“Em outubro de 1898, voltamos a Boston. Por oito meses o Sr. Keith me deu aulas cinco vezes por semana em períodos de cerca de uma hora. Ele explicava todas as vezes o que eu não entendera na aula anterior, determinava novo trabalho e levava para casa com ele os exercícios de grego que eu fizera durante a semana na máquina de escrever, corrigia-os completamente e devolvia. Desse modo, minha preparação para a faculdade continuou sem interrupção. Eu achava muito mais fácil e agradável ser ensinada sozinha do que ter aulas na turma. Não havia pressa nem confusão. Meu professor tinha muito tempo para explicar o que eu não entendia, portanto eu avançava mais rápido e fazia um trabalho melhor do que na escola.” Disponível em:<https://www.defi cienciavisual.pt/r-HistoriaDaMinhaVida-HelenKeller.htm>. Acessado em: 07 ago. 2019.
O texto acima foi retirado do livro A História da Minha Vida, escrito em 1905, pela americana Helen Keller, que ficou surdocega aos oito meses de vida. Pensando na educação de surdocegos, observa-se que, no Brasil,

O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais, Libras, em 2002, como meio legal de comunicação e expressão, e sua regulamentação em 2005, foi fruto de uma longa luta política por parte da comunidade surda. Um marco político que acelerou esse reconhecimento foi a publicidade do documento intitulado “A EDUCAÇÃO QUE NÓS SURDOS QUEREMOS”.

Esse documento foi elaborado no contexto do V Congresso Latino-americano de educação bilíngue para surdos, que foi realizado no ano

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