A resistência antimicrobiana, definida pela OMS
como uma das principais ameaças do século XXI,
emerge de uma rede de pressões seletivas, trocashorizontais de genes e falhas sistêmicas em programas
de stewardship. Em contexto hospitalar,
particularmente em unidades de terapia intensiva com
suporte nutricional invasivo, a interface entre dietas,
microbiota e uso de antibióticos configura campo
emergente de investigação. Considerando
Laxminarayan et al. (2020), WHO (2022) e relatórios
recentes do ECDC, qual proposição expressa com
maior fidedignidade a multicausalidade desse
fenômeno?
✂️ A) A resistência bacteriana decorre
majoritariamente de mutações cromossômicas
aleatórias, sendo a mobilização horizontal de
plasmídeos fenômeno secundário e de baixa
relevância clínica.
✂️ B) O emprego de antibióticos em cadeias
agroindustriais e pecuárias amplia
reservatórios genéticos de resistência,
alcançando humanos por meio de cadeias
alimentares e da transferência microbiômica
interespécies.
✂️ C) A contenção da resistência depende quase
exclusivamente da inovação farmacêutica,
dispensando integração com vigilância
epidemiológica e práticas de suporte
nutricional hospitalar.
✂️ D) A redução da pressão seletiva em hospitais
pode ser obtida apenas com protocolos
médicos restritivos de prescrição, sem
necessidade de intervenções em dietas,
microbiota ou suporte imunonutricional.
✂️ E) A interação entre nutrição e resistência é
marginal, uma vez que o perfil dietético não
exerce influência relevante sobre ecologia
bacteriana em pacientes sob terapia
nutricional.
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