A antropóloga brasileira Fabiola Rohden, em um artigo publicado
em 2002 e dedicado às contribuições de Marilyn Strathern sobre
o tema do parentesco, escreveu:
“Os sistemas de parentesco e as formas de família são pensados
como arranjos sociais que têm como base a reprodução biológica.
Esses arranjos são vistos como passíveis de assumirem formas
diversificadas em culturas e sociedades diferentes, embora
sempre assentados sobre uma mesma e única referência, que são
os ‘fatos naturais’ da vida.”
Ao apresentar a discussão sobre parentesco, Rohden faz
referência ao seguinte dualismo caro aos debates da antropologia
contemporânea: