Foi celebrado um contrato de compra e venda de bem imóvel urbano por meio de instrumento particular, em que as
partes atribuíram ao imóvel o valor de R$ 3.000,00 (três mil
reais). O instrumento particular foi apresentado ao Cartório de Registro de Imóveis para registro que, por sua vez,
apresentou nota devolutiva, sob o argumento de que o valor
atribuído pelas partes ao bem imóvel no negócio jurídico era
manifestamente incompatível com o valor de mercado, bem
como que o valor venal do imóvel, apurado pelo fisco municipal para fins de lançamento de tributos, era de R$ 99.000,00
(noventa e nove mil reais). Tendo em vista os fatos acima,
entendeu o Cartório de Registro de Imóveis pela necessidade de escritura pública para instrumentalizar o contrato de compra e venda. Tendo em vista o caso hipotético,
bem como o entendimento do Superior Tribunal de Justiça,
pode-se corretamente afirmar que
✂️ A) em razão do indício de que o valor do imóvel atribuído pelas partes era irreal, corroborado pelo valor
apurado pelo fisco para fins de lançamento tributário,
foi acertada a exigência de escritura pública para a
formalização da compra e venda.
✂️ B) a lei impõe o uso do valor venal de referência para
fins de apuração da necessidade ou não de formalização do negócio jurídico por escritura pública.
✂️ C) apenas se o imóvel tivesse valor superior a
R$ 100.000,00 (cem mil reais) haveria necessidade
da compra e venda ser formalizada mediante escritura pública.
✂️ D) não caberia a negativa do registro, tendo em vista
que as partes podem livremente atribuir o valor do
negócio jurídico o qual prevalece para fins de se apurar a necessidade ou não de escritura pública.
✂️ E) deveria o cartório de registro de imóveis proceder a uma
avaliação imobiliária para auferir o valor de mercado do
imóvel, não podendo se utilizar do valor venal atribuído
pelo fisco municipal como critério de referência.
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Com relação à validade dos negócios jurídicos , analise as afirmativas a seguir. I. Quando a lei dispõe que determinado negócio jurídico é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, este prazo será de 2 anos, a contar da data da conclusão do ato. II. Quando a lei proíbe a prática de um negócio jurídico sem, no entanto, cominar sanção, o negócio jurídico será nulo. III. O prazo para pleitear-se a anulação de negócio jurídico no caso de erro, dolo, coação, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão é contado do dia em que se realizou o negócio jurídico. Assinale:
✂️ A) se todas as afirmativas estiverem corretas.
✂️ B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
✂️ C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
✂️ D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
✂️ E) se somente a afirmativa III estiver correta.
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Rebeca, grafiteira amadora de 17 anos, costuma mostrar seus
trabalhos em rede social. O Restaurante D Ltda . solicitou
orçamento, por meio da sua plataforma, para que Rebeca
realizasse seu trabalho em uma parede do estabelecimento. Antes
de apresentar uma proposta, Rebeca se dirigiu ao Restaurante D
Ltda . para conhecer o espaço. Ali, encontrou o administrador da
sociedade, que, surpreso com a aparência jovem da artista,
perguntou sua idade. Rebeca informou que tinha 19 anos e
estimou seu serviço no valor de R$40.000,00 (quarenta mil reais).
Mesmo tendo recebido metade do valor contratado de forma
antecipada, Rebeca não retornou ao estabelecimento na data
ajustada. Ao entrar em contato por meio da rede social, o
Restaurante D Ltda . foi informado, por Laura, que se identificou
como mãe da artista, que Rebeca era menor de idade e, por isso,
não podia ser contratada para o serviço. Sobre o valor antecipado,
Laura disse que desconhecia tal montante.
Diante do cenário descrito, assinale a afirmativa correta.
✂️ A) A ausência de assistência é motivo de nulidade da avença, e o
restaurante deve cobrar de Laura a devolução dos valores em
razão de enriquecimento sem causa.
✂️ B) O negócio é válido e o restaurante pode exigir a obrigação
assumida por Laura, sob pena de restituição do valor e das
perdas e dos danos, caso haja prova.
✂️ C) O negócio é inválido, mas a conduta é socialmente relevante
e, ao produzir efeitos jurídicos, oferece ao restaurante a opção
de responsabilizar Laura pelo inadimplemento.
✂️ D) A ausência de assistência torna anulável o contrato, e cabe ao
restaurante cobrar de Rebeca a devolução dos valores em
razão de enriquecimento sem causa.
✂️ E) A nulidade absoluta do negócio é motivo para o restaurante
exigir o valor de Laura, devido à sua responsabilidade pelos
atos praticados por Rebeca.
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