Um menino de 9 anos de...

Um menino de 9 anos de idade, diagnosticado com transtorno opositivo desafiador (TOD), foi internado em hospital pediátrico de alta complexida...


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Um menino de 9 anos de idade, diagnosticado com transtorno opositivo desafiador (TOD), foi internado em hospital pediátrico de alta complexidade para estabilização do quadro de crise. Durante atendimento psicológico, a genitora do paciente relatou que o filho tem dificuldades na escola, agride os colegas e não segue as regras. Em casa, a criança realiza atividades de acordo com a própria vontade e, quando é contrariada pela mãe, desfere golpes e mordidas. A psicóloga observou que o paciente buscava jogar-se do leito, sem considerar risco de queda ou potencial acidente. 

Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

A internação psiquiátrica do paciente ocorreu apenas para a estabilização do quadro. Assim, a atuação da psicóloga objetiva avaliar a criança, seu contexto e suas relações, identificar fatores de risco e de proteção, construir, junto à família, estratégias mais eficientes de convivência, sensibilizar e encaminhar o paciente ao serviço de referência na rede para seguimento.

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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    24/10/2025 • 04:52
    Gabarito: a)

    A questão aborda a internação psiquiátrica de uma criança com transtorno opositivo desafiador (TOD) em um hospital pediátrico de alta complexidade. A internação, conforme descrito, tem como objetivo principal a estabilização do quadro de crise, o que é condizente com as práticas clínicas em saúde mental infantil.

    A atuação da psicóloga, nesse contexto, vai além do atendimento pontual. Ela deve avaliar a criança de forma ampla, considerando seu contexto familiar, escolar e social, além das relações interpessoais que influenciam seu comportamento. Essa avaliação é fundamental para identificar fatores de risco (como agressividade e impulsividade) e fatores de proteção (como apoio familiar e escolar).

    Com base nessa avaliação, a psicóloga pode colaborar com a família na construção de estratégias mais eficazes para a convivência diária, promovendo um ambiente mais favorável ao desenvolvimento da criança. Além disso, é importante sensibilizar a família para a continuidade do tratamento e encaminhar o paciente para serviços de referência na rede de saúde mental, garantindo o seguimento adequado após a alta hospitalar.

    Essa abordagem multidimensional está alinhada com as diretrizes do cuidado em saúde mental infantil e com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que assegura o direito à proteção integral e ao tratamento adequado.

    Portanto, a afirmativa está correta, pois descreve de forma adequada o papel da psicóloga durante e após a internação para estabilização do quadro clínico da criança.
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