Bruno, advogado, compareceu à audiência de conciliação
acompanhado de seu cliente Carlos, tendo-lhe sido conferidos
poderes para transacionar em juízo ou fora dele. Na audiência, foi
oferecida proposta de acordo pela parte adversa, que não foi
aceita por Bruno, visto que conflitava flagrantemente com os
interesses de seu cliente.
Contrariado, o magistrado cassou a palavra de Bruno,
determinando que não se manifestasse mais durante a audiência,
visto que a opção de aceitar ou não o acordo seria de decisão única
de Carlos, sem possibilidade de influência de seu patrono.
Nesse contexto, de acordo com o Estatuto da Advocacia e Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), assinale a afirmativa correta.
✂️ a) O magistrado agiu corretamente, considerando que tem o
dever de manter a ordem dos trabalhos e, em sua atuação,
deve fomentar a solução pacífica dos conflitos, que estava
sendo inviabilizada pela resistência de Bruno ao acordo. ✂️ b) A palavra de Bruno não poderia ter sido cassada sob o
fundamento de que aceitar ou não o acordo é de decisão única
de Carlos sem possibilidade de influência de seu patrono, vez
que o advogado é indispensável à administração da justiça e
deve orientar seu cliente. ✂️ c) Em insistindo em falar com seu cliente sobre a aceitação ou
não do acordo, a conduta de Bruno acarretará
responsabilidade perante a OAB, em razão da violação da
ordem hierárquica do magistrado. ✂️ d) Em caso de manutenção da insubordinação de Bruno, o juiz
poderá determinar que a seccional competente da Ordem dos
Advogados do Brasil aplique a pena de suspensão das
atividades de advocacia por ele desempenhadas, por prazo
não inferior a dois anos.