Para Maurício Tragtenberg (1985), “na unidade escolar é o
professor que julga o aluno mediante a nota (...), define o
programa de curso nos limites prescritos e prepara o sistema de
provas ou exames(...) A própria disposição das carteiras reproduz
relações de poder: o estrado que o professor utiliza acima dos
ouvintes, estes sentados em cadeiras linearmente definidas,
próximas a uma linha de montagem industrial, configura a
relação “saber/poder” e “dominante/dominado”. A possibilidade
de desvincular saber de poder, para o pensador, reside:
✂️ a) na elaboração de redes de organização verticais,
perpetuando as relações existentes na escola para só assim o
verdadeiro saber se consolidar. ✂️ b) no reconhecimento e manutenção, no espaço escolar, de
relações de dominação, com o predomínio de formas
coercitivas de poder sobre as ações dos partícipes. ✂️ c) na promoção da disciplinarização dos alunos, no sentido de
torná-los dóceis, e assim, cada vez mais produtivos. ✂️ d) na criação de estruturas de organização horizontais onde
professores, alunos e funcionários formem uma comunidade
real, a autogestão da escola pelos trabalhadores da educação,
incluindo os alunos. ✂️ e) na ampliação de relações em que os alunos são submetidos a
uma educação para a obediência, construindo indivíduos
submissos não só no ambiente escolar, como também, para
os diversos âmbitos de sua vida.