Na última década, vem aumentando a presença de
indígenas em espaços antes frequentados apenas por
profissionais de museus, como reservas técnicas,
requalificando e, em alguns casos, estudando coleções.
Este fato se enquadra em um movimento mais amplo, dentre
os grupos sociais antes representados por instituições como
Museus, de revisão crítica de imagens e significados
associados à formação da nação. Dentre as estratégias
narrativas e institucionais adotadas, a criação de museus
indígenas representa
Questões de Concursos
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O tema do “Patrimônio Cultural” é uma das questões
importantes na gestão dos acervos etnográficos. No Brasil,
antes dos marcos normativos que transformaram em
processos jurídicos o tombamento de bens “materiais” e o
registro dos bens “imateriais”, os museus etnográficos já
eram responsáveis pela conservação e preservação destes
patrimônios. Quando coleções etnográficas adentram
museus
Diversas formas expressivas populares e étnicas foram
preteridas e silenciadas ao longo da história de formação
dos símbolos nacionais. Capoeira e samba, nas primeiras
décadas do século XX, Funk e Hip hop nas últimas décadas,
foram incompreendidas, perseguidas e proibidas.
Paulatinamente, no entanto, resultado da articulação entre
artistas populares, intelectuais e promotores culturais,
gêneros antes perseguidos foram consagrados, por sua
força expressiva e popularidade, como ícones de regiões e
da Nação. Nesse quadro, museus antropológicos podem
participar contribuindo com
Nos jogos de força em torno das classificações e
representações sobre os povos indígenas em museus
antropológicos, coleções e exposições etnográficas, podem
ser consideradas
Os processos de restituição de objetos em guarda de
museus e indivíduos podem adquirir facetas nacionais, em
quadros de justiça de transição e reparação. No Brasil o
caso paradigmático da campanha “Liberte o meu sagrado”
levou à devolução (nos termos dos religiosos, “libertação”)
de 519 objetos, batizados de “coleção Nosso Sagrado”, com
guarda no Museu da República do Rio de Janeiro. Este fato
representou um marco na relação entre comunidades e
museus porque
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