Uma dentista de 49 anos procura atendimento clínico por
apresentar tremor de longa data nas mãos. Relata ter investigado
previamente e ter recebido o diagnóstico de tremor essencial.
Não faz uso de medicações, porém esses sintomas estão
causando significativo impacto social e profissional. Nega
doenças prévias. O exame clínico é compatível com tremor
essencial. A pressão arterial é de 138 por 84 mmHg e a
frequência cardíaca, de 82 batimentos por minuto. A paciente
demonstrou interesse em iniciar medicação visando a um melhor
controle do tremor.
Nesse caso, a medicação mais indicada é:
Um menino de 10 anos é trazido pela mãe para consultar devido
a cefaleia. Trata-se de uma criança sadia, com desenvolvimento e
crescimento adequados, um dos melhores alunos de sua sala. Os
episódios de cefaleia acontecem frequentemente, há 2 anos. São
muito relacionados a provas ou a situações de maior tensão,
como competições esportivas (“ele adora handebol”). Nos
episódios, a dor acomete as regiões frontolaterais bilateralmente;
é pulsátil; nunca apareceu pela manhã ou acordou o menino, mas
o obriga a ficar deitado no quarto escuro e, quando vai
aumentando de intensidade, vem acompanhada de náuseas e
vômitos. O exame físico não mostra nenhuma particularidade.
Provavelmente estamos frente a um quadro de:
Assinale a opção que indica o(s) comportamento(s) encontrado(s)
em uma criança de 6 (seis) meses que pode(m) sugerir o
diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Lactente de 6 meses é levado a consulta de rotina com o
pediatra, e a mãe relata que ele vem apresentando episódios de
contrações abruptas dos braços e cabeça para frente há 1 mês. O
desenvolvimento está normal até o momento. Um EEG é
solicitado, e o resultado indica um padrão de hipsarritmia.
Considerando-se o quadro clínico desse paciente, a conduta
inicial mais adequada é iniciar:
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de
incapacidade e morte no mundo. Em todo o mundo, 15 milhões
de pessoas sofrem um AVC todos os anos, cinco milhões e meio
de pessoas morrem e outros cinco milhões ficam
permanentemente incapacitadas, representando importante
impacto à saúde pública e à família dos pacientes.
Conforme definição recente, o AVC é um episódio agudo
caracterizado por sinais clínicos de perturbação focal ou global da
função neurológica causada por infarto ou hemorragia
espontânea na parte acometida do encéfalo, retina ou medula
espinhal, durando mais de 24 horas, ou de qualquer duração, se
constatada por imagem - tomografia computadorizada (TC) ou
ressonância magnética (RM) -, ou ainda por autópsia que
identifique infarto focal ou hemorragia relevante para os
sintomas. O AVC isquêmico (AVCi) é o mais prevalente, sendo
responsável por 75% a 85% de todos os AVC.
A trombólise endovenosa é um dos principais tratamentos do
Acidente Vascular Cerebral isquêmico agudo, pois restaura as
áreas de penumbra. Entretanto, ela deve ser feita em tempo
hábil e, para isso, é essencial o atendimento imediato das
pessoas com sinais e sintomas de Acidente Vascular Cerebral
isquêmico. Assinale a opção que representa contraindicação para trombólise
no quadro de AVC agudo.
Paciente de 65 anos, hipertensa e tabagista, apresenta
subitamente hemiplegia braquiocrural à direita, desvio da
comissura labial para a esquerda, ptose palpebral à esquerda,
midríase paralítica à esquerda e paralisia dos movimentos
oculares (medial, superior e inferior) à esquerda.
O diagnóstico topográfico da lesão é:
Um homem de meia-idade retornou ao ambulatório de clínica
médica em cadeira de rodas, trazido pela esposa, relatando estar
a maior parte do tempo acamado. O início das dores lombares foi
há 4 meses. A dor situa-se principalmente na transição
toracolombar, permanece durante a noite e já está refratária a
uso de opioides fracos. A constipação piorou (última evacuação
há 5 dias) e o paciente não urina com tanta frequência. Quando
sente vontade de urinar, não consegue segurar completamente.
A esposa relata que o marido perdeu pelo menos uns 8 kg nos
4 meses desde o início do quadro, havendo febre vespertina
ocasional não aferida. A esposa também atualiza o quadro
dizendo que a dor parece já estar presente há mais tempo (uns
6 meses). Há aproximadamente 1 mês, ele havia sentido uma
fraqueza mais proeminente nas pernas, que o levou a cair
sentado. Desde então, não conseguiu se levantar.
Exame físico: paraplegia espástica e hiperreflexia de membros
inferiores, com redução de sensibilidade para tato, temperatura e
pressão e dor com nível sensitivo na altura dos mamilos. Havia
redução da sensibilidade profunda caracterizada por perda
completa da propriocepção e sensibilidade vibratória. O restante
do exame físico revela paciente hipocorado, um pouco
desidratado, com distensão abdominal e redução dos ruídos
intestinais. Massa palpável em hipogástrio, indolor, sugerindo
bexigoma.
Nos exames solicitados, revelaram-se anemia normocítica,
normocrômica, VHS 88 mmHg, PCR: 95 (N: até 10 mg/L),
creatinina: 1,6 mg/dl; outros exames estavam normais, incluindo
hepatograma, Na, K, Ureia, PSA. Na radiografia de coluna lombar,
não se evidenciou fratura, mas havia alterações degenerativas
comuns para a idade em região sacroilíaca e acetabular.
O radiologista sugeriu redução da densidade óssea, mas não
havia lesões líticas ou blásticas. Havia achados de fecalitos em
região retossigmoideana e provável bexigoma pela análise da
radiografia. O médico decidiu interná-lo imediatamente para
investigação e tratamento.
Em relação a esse caso, é correto afirmar que:
Assinale a opção que indica a afecção que deve sempre ser
pesquisada em pacientes jovens, com enzimas hepáticas
anormais, distúrbios do movimento e/ou transtornos
psiquiátricos.
Uma mulher de 42 anos é atendida na emergência com intensa
dor na cabeça iniciada três dias antes. Relata ter dor de cabeça
há muitos anos, de forma periódica, com períodos de acalmia,
diagnosticada como enxaqueca. Sua mãe também sofrera disso
até a velhice. Diferentemente das crises anteriores, desta vez a
dor não melhorou com analgésicos, é holocraniana e contínua e
irradia para a nuca. Além da dor, está vendo os objetos
“duplicados” e hoje acordou sem conseguir abrir o olho direito. O
exame confirma a queixa e indica midríase paralitica à direita.
Diante desse quadro a hipótese etiológica é:
Em um paciente com as pupilas de Argyll Robertson espera-se
que reajam bem a convergência (reflexo de acomodação) mas
não a luz.
Está alteração é um achado clássico da seguinte afecção:
Paciente diabético, 56 anos, tabagista de longa data, apresenta
há, aproximadamente, quatro meses de parestesia em face
lateral da coxa direita. Ao exame neurológico observa-se
diminuição da sensibilidade tátil e dolorosa na face antero-lateral
da coxa direita. Solicitou-se eletroneuromiografia cujo resultado
foi normal.
Nesse caso, o diagnóstico provavel é de
Uma paciente de 45 anos procurou atendimento pois observou
crescimento de suas extremidades (mãos e pés) e, também,
protrusão frontal, acentuação dos malares, aumento do seu nariz,
das orelhas e dos lábios além de prognatismo. Foi levantada a
hipótese diagnóstica de acromegalia.
Essa condição está, em geral, relacionada com produção excessiva
de
Uma paciente de 39 anos procurou o ambulatório com queixas
de sonolência diurna e fadiga. Durante a anamnese, ela
comentou que vinha dormindo mal à noite. Ela acreditava que
seu sono estivesse sendo prejudicado por uma sensação de
“inquietude” e desconforto nas pernas quando deitava na cama à
noite. Isso gerava uma forte necessidade de movimentá-las, o
que provocava alívio parcial do desconforto. Negou fazer uso de
medicações ou ter doenças prévias. O exame físico estava sem
alterações. O médico que estava atendendo suspeitou de
síndrome das pernas inquietas.
Entre as alternativas abaixo, a conduta mais indicada para essa
paciente é:
Um paciente de 45 anos foi admitido em pronto-socorro às
2 horas da manhã, com episódio de dor periorbital unilateral,
grave congestão nasal ipsilateral, rinorreia, lacrimejamento,
vermelhidão do olho e síndrome de Horner (ptose, meiose
pupilar e anidrose facial ou hipoidrose), com 1 hora de evolução.
O paciente estava inquieto e agitado, gritando de dor. Negava
episódios semelhantes anteriores. O plantonista administrou
oxigênio 100% sob máscara de alto fluxo, a 15 ml/min, por
15 minutos, com melhora.
A cefaleia em questão é: