Tatiana vem à consulta médica com queixa de dor lombar. Em
sua consulta anterior, apresentou pressão arterial de
120 x 65 mmHg, FC normal, peso 59 kg, altura 1,60 m e FR
normal. Ela declara ter alergia a dipirona. De acordo com seu
prontuário, seu último Papanicolau foi há 3 anos. Tatiana relata
se sentir sem energia e ter medo de essas dores serem alguma
doença ruim. Diz que não tem conseguido mais dormir de
preocupação.
Em relação ao registro das informações fornecidas por Tatiana no
Registro Clínico Orientado por Problemas (RCOP), é correto
afirmar que:
Um homem de 57 anos, conhecido da unidade, sem
antecedentes patológicos, consulta-se com precordialgia aos
esforços. A dor é em aperto, sem irradiação, de início recente,
acompanhada de sudorese. Você interrompe o atendimento
nesse momento e se prepara para fazer o eletrocardiograma, que
mostra alargamento de complexos QRS acima de 0,12 s, inversão
de onda T em DI, aVL, V5 e V6 e transição elétrica brusca.
Ausculta cardíaca rápida mostra desdobramento expiratório de
segunda bulha. Os achados eletrocardiográficos e de ausculta não
estavam descritos no prontuário em consultas anteriores.
Você, então:
Em consulta de puericultura na unidade básica de saúde, o
responsável por um pré-escolar de 3 anos e meio relata que a
criança vem lutando contra a retirada da fralda, recusando-se a
sentar no penico ou entrar no banheiro para evacuar. Já foram
feitas várias tentativas de convencimento com estratégias
diferentes, e a criança, além de não ceder, pode ficar alguns dias
sem evacuar caso não seja colocada a fralda.
A orientação adequada para esse momento é:
Mulher de 52 anos, assintomática, traz exames de triagem com
glicemia de jejum de 118 mg/dL e HbA1C = 6%. Peso 78 Kg e
altura 1,53 m. Exame físico sem particularidades.
Devemos orientar:
Um senhor de 68 anos chega com tonteira do tipo sensação
rotatória (“tudo em minha volta roda, doutor”), que causa
intenso mal estar. Você se prepara para fazer a manobra de
Dix-Hallpike, mas consegue o diagnóstico óbvio imediato porque,
antes, no exame físico desse senhor, você realizou:
Em visita domiciliar da equipe Castelo, os profissionais avaliam
Antônio, 85 anos, acamado há 8 anos com doença de Alzheimer
avançada. Ele é cuidado pela esposa, Joana, de 72 anos. Joana
mostra-se desanimada, com humor deprimido, cansada, sem
vontade de nada. Antonio tem ficado agitado, principalmente ao
cair da tarde.
Diante do quadro clínico e familiar, a melhor alternativa para as
práticas de saúde é propiciar cuidados baseados em evidências
científicas:
Uma mulher de 56 anos, totalmente assintomática, consulta-se
“preocupada com a saúde dos ossos”. Menopausa aos 44 anos,
pesa 70 kg e tem 1,68 m de altura. Não tabagista, nem etilista.
Faz caminhada regularmente. Sem qualquer dado de história
patológica pregressa. Mora na cidade do Rio de Janeiro e trabalha
vendendo sanduíches na praia. Exame físico sem
particularidades.
Nesse contexto:
A história natural da doença é o modo próprio de evoluir que tem
toda doença ou processo quando se deixa seguir seu próprio curso.
Em seu modelo tradicional e conforme os níveis de prevenção
propostos por Level e Clark, a prevenção secundária de uma
enfermidade é aquela que ocorre