Paciente dá entrada em pronto atendimento em surto psicótico. Durante avaliação, não se pode excluir o uso de substâncias psicoativas. Qual a conduta farmacológica mais adequada?
Em casos de uso abusivo de álcool, o tratamento pode ser direcionado à redução do uso ou à abstinência completa. Em pacientes adultos, com transtorno do uso de álcool sem outras comorbidades, que têm como objetivo o alcance da abstinência total, a medicação que desencoraja o consumo do álcool, por provocar reações adversas desagradáveis, é:

A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.

O risco de convulsões é dose-dependente, e a semiologia mais comum das crises é a atônica, o que muitas vezes dificulta o seu reconhecimento pelos profissionais de saúde e cuidadores.

Sobre o ácido valproico e seus derivados, assinale a afirmativa INCORRETA.

A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.

O risco de miocardite induzida por Clozapina é maior nas primeiras oito semanas de tratamento, o que suscita um monitoramento atento no início da prescrição e alto grau de suspeição frente a eventuais sintomas respiratórios agudos, dada a inespecificidade da síndrome.

Carlos é um homem cisgênero preto, viúvo, de 55 anos, que buscou atendimento com você para tratamento de dependência de álcool há 3 meses. Na ocasião, seu caso foi classificado como moderado e foi decidido em conjunto com o Carlos que apenas abordagem psicossocial seria empregada naquele momento, com participação em grupo terapêutico e sessões de psicoterapia semanais. O paciente tem seu primeiro retorno com você hoje e relata que segue motivado e conseguiu ficar abstêmio por 1 mês, mas há 2 semanas voltou a beber 1 a 2 doses de cachaça todos os dias, "para esquecer dos problemas". Ele explica que recentemente seu médico de família e comunidade lhe diagnosticou com insuficiência renal e está em risco de ir para a diálise, o que gerou muita ansiedade, embora surpreendentemente o fígado estivesse bem nos exames.
Após acolhê-lo, vocês realizam um plano conjunto que envolve iniciar uma terapia farmacológica. Qual conduta seria mais indicada para o caso acima?

Um paciente de 54 anos foi atendido com queixa de lentidão e tremor nas mãos iniciado 7 meses antes. Ao exame, apresentava hipomimia facial, marcha em pequenos passos e quadro simétrico de rigidez em roda dentada, tremor de repouso e bradicinesia em membros superiores. Suspeitou-se de que o quadro poderia ter origem medicamentosa.

A medicação que mais provavelmente está associada a essa clínica é:

As drogas antipsicóticas estão associadas a eventos adversos, os quais contribuem para a má adesão do paciente ao tratamento. O sistema extrapiramidal é a parte do sistema nervoso central mais acometida. Sobre os transtornos dos movimentos induzidos por antipsicóticos, assinale a alternativa INCORRETA.

A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.

A prescrição concomitante de antidepressivos é possível, mas deve ser cautelosa, tendo-se especial atenção àqueles agentes que inibem fortemente a enzima CYP1A2, como, por exemplo, a paroxetina, devido à redução do metabolismo da Clozapina e ao aumento do risco de toxicidade em doses usuais.

Considerando as drogas estabilizadoras do humor, é correto afirmar que:
Uma mulher de 30 anos, sem história de doença psiquiátrica prévia, apresenta há alguns anos quadros alternantes de dois grupamentos de sintomas. Primeiro grupo: ideação suicida, tristeza intensa, desvalia, fadiga e alterações no sono. Segundo grupo: excesso de euforia, logorreia, autoestima inflada, aceleração de pensamentos com “fuga de ideias”, perda de controle sobre as atitudes com intensificação de compulsões (alimentar, jogos, compras e desejos sexuais), irritabilidade, agressividade e delírios de grandeza.
Considerando que os dois grupos de sintomas citados no texto 1 causam prejuízo significativo nas atividades de vida diária, o tratamento mais adequado é:
Uma paciente de 47 anos relata preocupação constante com a sua saúde, tendo receio de que algo ruim aconteça. Quando está pior, relata dor precordial, que atribui ao coração “disparado”, e tem sensações de “morte iminente”, tonteira e parestesias. Geralmente esses sintomas duram apenas alguns minutos, mas são bastante desconfortáveis. A paciente já compareceu várias vezes à unidade de pronto atendimento durante as crises mais graves. Em geral é liberada para casa com a justificativa de que não apresentava nenhuma doença. Nega outras patologias ou o uso de drogas.
O diagnóstico mais provável é:
Um médico psiquiatra está de plantão e recebe uma paciente de 35 anos de idade, branca, casada, mãe de um filho e que trabalha como advogada em uma jornada de trabalho extenuante. Ela relata que, há 1 hora, estava em seu trabalho, sentada à mesa, lidando com diversos processos, quando, de forma súbita, começou a não acreditar mais ser ela mesma. Percebia-se fora de seu corpo e não sabia mais quem era, sentindo-se como se não fosse real. Junto com essa sensação, sentiu que o ambiente em que estava já não era o mesmo, que a sala estava cada vez maior e que ela estava pequena em relação ao espaço ao seu redor. Relata que, quanto mais se percebia dessa forma, mais outros sentimentos tomavam conta de seu corpo, de modo que passou a sentir formigamento e tremor, que evoluíram para uma tontura seguida de uma síncope. Na ocasião, foi socorrida por colegas de trabalho, que a trouxeram para o pronto-socorro. Do trabalho até o hospital, eles demoraram 20 minutos e a paciente refere que, quando chegaram, os sintomas já haviam aliviado. Ela menciona que essas crises começaram há cerca de 2 semanas, quando recebeu uma gratificação e assumiu um cargo importante em seu trabalho. Desde então, apresentou 4 crises como essa. Afirma que nunca teve nenhum problema psiquiátrico e que está com medo de ter alguma doença grave, temendo morrer, uma vez que vem fazendo tratamento para HIV há mais de 1 ano e teme que as crises possam estar relacionadas à sua condição. Atualmente, ela faz uso de Atazanavir + Ritonavir diariamente. Nega estar fazendo uso de substâncias recreativas, mas consome mais de 5 xícaras de café por dia. Exames laboratoriais e de imagem solicitados pelo médico não apresentam nenhuma alteração aguda do ponto de vista clínico.

A respeito do caso clínico hipotético apresentado e dos aspectos clínicos e terapêuticos a ele relacionados, julgue o item a seguir.

Na situação apresentada, uma opção medicamentosa adequada, isenta de interações farmacológicas com as medicações de uso contínuo da paciente, seria o alprazolam, administrado em doses que variam de 0,5 mg a 2 mg, caso ocorra uma nova crise.

O melhor tratamento para distonia aguda induzida por antipsicóticos é:
Considerando as drogas estabilizadoras do humor, é correto afirmar que:
Em relação ao uso de anticoncepcionais e psicofármacos, assinale a afirmativa a correta.
As bases neurocientíficas e o avanço psicofarmacológico vêm
tornando a psiquiatria e as doenças mentais menos vítimas de
preconceitos, em paralelo com o aumento da eficácia dos
tratamentos. Acerca da psicofarmacologia, julgue os itens
seguintes.

Uma nova geração de medicamentos psicotrópicos utiliza a propriedade de agonista parcial, ou seja, o medicamento pode ter efeito global agonista ou antagonista, dependendo da quantidade relativa da substância agonista verdadeira.
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