Texto 3
Luz no fim do túnel?
As substâncias psicodélicas vêm sendo cada vez mais estudadas pela ciência nas últimas décadas. Em 2022, por exemplo, uma pesquisa publicada no periódico JAMA Psychiatry concluiu que cápsulas de psilocibina (presente nos famosos cogumelos mágicos), em combinação com tratamento psicológico, reduziram em 83% a dependência de álcool entre os pacientes, todos alcoólatras diagnosticados. “Além da psilocibina, outra substância bastante estudada atualmente é o MDMA (ecstasy). A teoria mais aceita atualmente é que os psicodélicos agem diretamente nos receptores de serotonina, aumentando a janela de aprendizado do cérebro e auxiliando a pessoa a enfrentar melhor os pensamentos ruminantes que levam ao vício, fortalecendo a neuroplasticidade”, explica a psicoterapeuta e nutricionista Pollyanna Esteves, que defende o uso de psicodélicos em contextos medicinais.
Segundo a especialista, ao utilizar o psicodélico com supervisão médica e direcionado para o tratamento, o paciente pode acessar traumas e questões de forma mais profunda, facilitando a luta contra o vício “Muitos pacientes descrevem o tratamento como um retorno para casa após muito tempo. Durante a sessão, a pessoa é capaz de vivenciar experiências que a ajudam a compreender as raízes do vício. A partir daí, desenvolve-se um senso de amor próprio, essencial para aceitar que aquele comportamento nocivo e viciado não tem mais lugar em sua vida.”
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Live-action de “Branca de Neve” estreia cheio de polêmicas
Releitura da animação de 1937 é protagonizada por Rachel Zegler e Gal Gadot e, desde que foi anunciado, começaram as críticas pela escolha do elenco
O live-action de “Branca de Neve” chegou aos cinemas brasileiros no mês de março e trouxe na “carruagem” uma porção de polêmicas para todos os gostos. O longa-metragem que faz uma releitura da animação de 1937 é estrelado por Rachel Zegler, que dá vida à princesa, e por Gal Gadot, que interpreta a Rainha Má.
A trama clássica da Disney conta a história da primeira princesa do estúdio. Na história, ela é perseguida por sua madrasta, a Rainha Má, que resolve se livrar da enteada após o Espelho Mágico revelar que a princesa era mais bela do que ela. Ao fugir, Branca de Neve encontra uma casa na floresta e faz amizade com sete anões.
Quando é enfeitiçada pela Rainha, disfarçada de uma idosa, Branca de Neve cai em um sono profundo, só podendo ser despertada com um beijo de amor verdadeiro.
Após a primeira exibição do filme, em uma première mundial, a mídia internacional especializada aclamou o filme, estendendo os elogios à Rachel Zegler, que chegou a ser caracterizada como “supernova brilhante” em “Branca de Neve”. A obra também foi destacada como “pura magia Disney”, “banquete visual”, “uma grande surpresa” e um dos “melhores live-actions da Disney em anos”.
Segundo a revista norte-americana Variety, o evento reuniu um grupo menor do que o normal de fotógrafos. Anteriormente, o veículo já havia previsto que a estreia seria reduzida, após as polêmicas que envolvem o filme, uma vez que críticos ferrenhos ao roteiro da releitura acusaram os estúdios Disney de um verdadeiro apagamento cultural de clássicos do cinema, juízo de valor já visto no live-action de “A Pequena Sereia”.
Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/live-action-de-branca-de-neve-estreia-cheio-de-polemicas-saiba/. Acesso em 27.Abr.2025. Adaptado.
Os textos 1 e 3 foram retirados da mesma publicação, em
razão disso, fica claro que seus autores previram que o leitor
teria acesso aos dois textos em momentos próximos. Sabemos
que a intertextualidade é o nome dado à relação que é feita
quando em um texto é citado outro texto que já existe. No caso
dos textos 1 e 3, há
“Nunca fui ao cinema só comigo. Isso me leva à elaboração de uma teoria1: as pessoas mais bem resolvidas são aquelas que se bastam2.”
O texto em destaque, extraído da Constituição Federal, trata especificamente das universidades, mas também é aplicável às:
Texto 3
Luz no fim do túnel?
As substâncias psicodélicas vêm sendo cada vez mais estudadas pela ciência nas últimas décadas. Em 2022, por exemplo, uma pesquisa publicada no periódico JAMA Psychiatry concluiu que cápsulas de psilocibina (presente nos famosos cogumelos mágicos), em combinação com tratamento psicológico, reduziram em 83% a dependência de álcool entre os pacientes, todos alcoólatras diagnosticados. “Além da psilocibina, outra substância bastante estudada atualmente é o MDMA (ecstasy). A teoria mais aceita atualmente é que os psicodélicos agem diretamente nos receptores de serotonina, aumentando a janela de aprendizado do cérebro e auxiliando a pessoa a enfrentar melhor os pensamentos ruminantes que levam ao vício, fortalecendo a neuroplasticidade”, explica a psicoterapeuta e nutricionista Pollyanna Esteves, que defende o uso de psicodélicos em contextos medicinais.
Segundo a especialista, ao utilizar o psicodélico com supervisão médica e direcionado para o tratamento, o paciente pode acessar traumas e questões de forma mais profunda, facilitando a luta contra o vício “Muitos pacientes descrevem o tratamento como um retorno para casa após muito tempo. Durante a sessão, a pessoa é capaz de vivenciar experiências que a ajudam a compreender as raízes do vício. A partir daí, desenvolve-se um senso de amor próprio, essencial para aceitar que aquele comportamento nocivo e viciado não tem mais lugar em sua vida.”
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Ao utilizar-se de uma pergunta para dar título ao texto 3 (“Luz no fim do túnel?”), seu enunciador realiza
Texto 1
Existem dores que só quem conviveu com o vício de perto conhece bem: os desaparecimentos por dias, as brigas constantes, a sensação de que aquele pesadelo nunca vai passar. Em muitos momentos, tudo o que as famílias e amigos do adicto desejam é que houvesse uma pílula mágica que acabasse com esse sofrimento. E bem, ela não existe, mas isso não quer dizer que a luta contra o vício seja um beco sem saída. A busca por tratamento psicológico, desenvolvimento de hobbies, laços sociais mais saudáveis e a reflexão sobre um novo propósito de vida e a reelaboração de traumas, tudo isso pode ajudar. E, em meio à luta contra o abuso de substâncias, a ciência parece ter encontrado um aliado inesperado: os psicodélicos.
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
A Base Nacional Comum Curricular nos apresenta entre as competências específicas de língua portuguesa para o ensino fundamental a de
Texto para a questão.
O naufrágio
Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.
Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.
A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.
O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.
A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.
A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.
Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.
Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.
Vittorio Medioli – Texto Adaptado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio
Texto para a questão.
O naufrágio
Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.
Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.
A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.
O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.
A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.
A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.
Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.
Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.
Vittorio Medioli – Texto Adaptado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio
Assim como em recém-inaugurado, há uma palavra formada corretamente, por hifenização, realçada na alternativa