Determinado assistente administrativo ficou responsável pela elaboração de um relatório de despesas do setor para ser
enviado à diretoria. O documento deve conter um cabeçalho com o logotipo da empresa, numeração de páginas, tabelas de
controle de estoque e um sumário para facilitar a navegação. Para garantir a padronização e a organização do relatório, o
profissional decide usar uma ferramenta disponível no Microsoft Word (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil) que
permite formatar os títulos de forma automática e gerar o sumário de maneira dinâmica. Considerando o caso hipotético,
assinale o nome da ferramenta utilizada para essa finalidade.
Considere a seguinte situação hipotética: a Presidente da República editou, na mesma data, três medidas provisórias distintas. A primeira delas tratou da atividade portuária, isto é, regulou a exploração pela União, direta e indiretamente, dos portos e instalações portuárias; a segunda versou sobre o sequestro de determinada poupança popular; e a terceira tratou de tema já disciplinado em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto da Presidente da República. Nos termos da Constituição Federal brasileira,
São considerados objetivos do Código de Ética, Conduta e Integridade da Hemobrás, EXCETO:
O poder público usa a redação oficial para redigir documentos oficiais. Além da norma-padrão da língua portuguesa, a
redação oficial deve apresentar, EXCETO:
Um laboratório coleta amostras sanguíneas de seus
clientes para fazer exames em tubos de 2 ml, 4 ml ou 6 ml.
Sabe-se que para o hemograma completo são utilizados
tubos de 6 ml; para exame toxicológico tubos de 4 ml; e,
para exames de tipagem sanguínea, tubos de 2 ml; todos
preenchidos completamente pela amostra retirada do
paciente. Considere que em uma semana de trabalho os
técnicos desse laboratório coletaram um total de 28,08
litros de sangue, utilizando a mesma quantidade de cada
um dos tubos na distribuição dos exames realizados.
Podemos afirmar que o número de exames toxicológicos
realizados nessa semana está compreendido entre:
FCC•
A secretaria de determinada organização mantém em pastas separadas os documentos das entidades com as quais se relaciona, a exemplo das que estão listadas abaixo:
1. Santa Casa de São Carlos - São Carlos (SP)
2. Núcleo de Hemoterapia de Fernandópolis - Fernandópolis (SP)
3. Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais - Belo Horizonte (MG)
4. Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti - Rio de Janeiro (RJ)
5. Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio Grande do Norte - Natal (RN)
6. Hemonúcleo de Hematologia e Hemoterapia de Piracicaba - Piracicaba (SP)
7. Centro de Transfusão e Aférese - Rio de Janeiro (RJ)
8. Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre - Rio Branco (AC)
9. Banco de Sangue Hemato - Recife (PE)
10. Hemocentro de Pelotas - Pelotas (RS)
Se a ordenação tiver como base de entrada o nome da entidade, a sequência correta é
1. Santa Casa de São Carlos - São Carlos (SP)
2. Núcleo de Hemoterapia de Fernandópolis - Fernandópolis (SP)
3. Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais - Belo Horizonte (MG)
4. Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti - Rio de Janeiro (RJ)
5. Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio Grande do Norte - Natal (RN)
6. Hemonúcleo de Hematologia e Hemoterapia de Piracicaba - Piracicaba (SP)
7. Centro de Transfusão e Aférese - Rio de Janeiro (RJ)
8. Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre - Rio Branco (AC)
9. Banco de Sangue Hemato - Recife (PE)
10. Hemocentro de Pelotas - Pelotas (RS)
Se a ordenação tiver como base de entrada o nome da entidade, a sequência correta é
Em uma campanha de vacinação, três postos de saúde – posto A, posto B e posto C – participaram de uma iniciativa para
vacinar a população de determinado bairro. O total de vacinas aplicadas foi de 2.000 doses. Observou-se que o posto A
aplicou 300 doses a mais do que o posto C, e o posto B aplicou o dobro de doses do posto C. Com base nessas informações,
pode-se concluir que:
Considerando as disposições do Código de Ética, Conduta e Integridade da Hemobrás, NÃO representa uma das competências
da Comissão de Ética, da área de Integridade e de Correição da Hemobrás:
Uma empresa pública que fabrica hemoderivados precisa realizar a contratação de uma empresa especializada em tecnologia
para modernizar seus processos produtivos. Durante a fase de planejamento da contratação, surgiram dúvidas sobre os
procedimentos a serem seguidos, considerando as disposições da Lei Federal nº 13.303/2016 (Lei das Estatais). Com base na
referida legislação, assinale a afirmativa correta.
Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem
Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas
nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias.
Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo.
Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece.
Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos.
“Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreirade Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias.
Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece.
E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame, queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico...
Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo).
Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito,que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.
(ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)
De acordo com o texto, o reconhecimento e a valorização
da literatura de cordel são extremamente importantes,
sobretudo, porque os cordéis:
FCC•
Complications of Replacement Therapy
Complications of replacement therapy include:
- Developing antibodies (proteins) that attack the clotting factor
- Developing viral infections from human clotting factors
- Damage to joints, muscles, or other parts of the body resulting from delays in treatment
Antibodies to the clotting factor.
Antibodies can destroy the clotting factor before it has a chance to work. This is a very serious problem. It prevents the main treatment for hemophilia (replacement therapy) from working. These antibodies, also called inhibitors, develop in about 20-30 percent of people who have severe hemophilia A. Inhibitors develop in 2-5 percent of people who have hemophilia B
When antibodies develop, doctors may use larger doses of clotting factor or try different clotting factor sources. Sometimes the antibodies go away. Researchers are studying new ways to deal with antibodies to clotting factors.
Viruses from human clotting factors.
Clotting factors made from human blood can carry the viruses that cause HIV/AIDS and hepatitis. ....I.... , the risk of getting an infectious disease from human clotting factors is very small due to:
- Careful screening of blood donors
- Testing of donated blood products
- Treating donated blood products with a detergent and heat to destroy viruses - Vaccinating people who have hemophilia for hepatitis A and B
Damage to joints, muscles, and other parts of the body.
Delays in treatment can cause damage such as:
- Bleeding into a joint. If this happens many times, it can lead to changes in the shape of the joint and impair the joint's function.
- Swelling of the membrane around a joint. - Pain, swelling, and redness of a joint.
- Pressure on a joint from swelling, which can destroy the joint.
(Adapted from http://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/ topics/hemophilia/treatment.html)
Complications of replacement therapy include:
- Developing antibodies (proteins) that attack the clotting factor
- Developing viral infections from human clotting factors
- Damage to joints, muscles, or other parts of the body resulting from delays in treatment
Antibodies to the clotting factor.
Antibodies can destroy the clotting factor before it has a chance to work. This is a very serious problem. It prevents the main treatment for hemophilia (replacement therapy) from working. These antibodies, also called inhibitors, develop in about 20-30 percent of people who have severe hemophilia A. Inhibitors develop in 2-5 percent of people who have hemophilia B
When antibodies develop, doctors may use larger doses of clotting factor or try different clotting factor sources. Sometimes the antibodies go away. Researchers are studying new ways to deal with antibodies to clotting factors.
Viruses from human clotting factors.
Clotting factors made from human blood can carry the viruses that cause HIV/AIDS and hepatitis. ....I.... , the risk of getting an infectious disease from human clotting factors is very small due to:
- Careful screening of blood donors
- Testing of donated blood products
- Treating donated blood products with a detergent and heat to destroy viruses - Vaccinating people who have hemophilia for hepatitis A and B
Damage to joints, muscles, and other parts of the body.
Delays in treatment can cause damage such as:
- Bleeding into a joint. If this happens many times, it can lead to changes in the shape of the joint and impair the joint's function.
- Swelling of the membrane around a joint. - Pain, swelling, and redness of a joint.
- Pressure on a joint from swelling, which can destroy the joint.
(Adapted from http://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/ topics/hemophilia/treatment.html)
De acordo com o texto,
A tendência de grande parte das organizações é manter estruturas tradicionais ou departamentalizadas. Este modelo, chamado de departamentalização, pode ser desenhado baseando-se em alguns critérios, como, por exemplo, um departamento industrial que reúne subdivisões de seções técnicas como usinagem leve, usinagem pesada, montagem, try-out etc. Trata-se de Departamentalização
Uma unidade de saúde pública que integra a Rede Nacional de Hemoterapia busca esclarecer os direitos e os deveres relacionados à doação de sangue, bem como as responsabilidades da gestão da hemoterapia no Brasil. Considerando o disposto na
Lei nº 10.205/2001, assinale a afirmativa correta.
Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem
Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas
nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias.
Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo.
Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece.
Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos.
“Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreirade Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias.
Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece.
E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame, queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico...
Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo).
Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito,que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.
(ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)
“O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer
juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.” (8º§) Os
verbos do trecho estão flexionados no presente do modo
indicativo. Em qual alternativa os mesmos verbos destacados estão adequadamente flexionados no pretérito imperfeito do indicativo?
Administrar é tomar decisões sobre recursos disponíveis, trabalhando com e através de pessoas para atingir objetivos, consciente das possíveis consequências das decisões tomadas. Por sua vez, entende-se por administração o gerenciamento de uma
organização, levando em conta as informações obtidas junto a outros profissionais. Uma opção mais técnica para definir
administração é: ciência social que estuda e sistematiza as práticas usadas para administrar. Com base nas conceituações anteriores, conclui-se que o cargo de assistente administrativo é de vital importância, pois é esse profissional que assiste o administrador e, portanto, deve conhecer os fundamentos da administração, no que concerne aos seus conceitos, suas características
e finalidades. A esse respeito, assinale a afirmativa INCORRETA.
Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem
Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas
nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias.
Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo.
Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece.
Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos.
“Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreirade Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias.
Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece.
E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame, queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico...
Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo).
Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito,que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.
(ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)
Releia as passagens a seguir:
A. “Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias.” (2º§)
B. “‘Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ [...]’” (4º§)
Em relação às ocorrências do termo “cordão” em A e B, analise as proposições a seguir.
I. Em A, cordão foi empregado em sentido metafórico.
II. Em B, cordão foi utilizado em sentido literal.
III. Em A e B, a palavra cordão apresenta o mesmo significado.
IV. Considerando seu emprego no texto, o termo cordão é polissêmico.
V. Pelo fato de apresentarem a mesma forma, cordão gerou ambiguidade nos enunciados A e B.
Está correto o que se afirma em
A. “Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias.” (2º§)
B. “‘Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ [...]’” (4º§)
Em relação às ocorrências do termo “cordão” em A e B, analise as proposições a seguir.
I. Em A, cordão foi empregado em sentido metafórico.
II. Em B, cordão foi utilizado em sentido literal.
III. Em A e B, a palavra cordão apresenta o mesmo significado.
IV. Considerando seu emprego no texto, o termo cordão é polissêmico.
V. Pelo fato de apresentarem a mesma forma, cordão gerou ambiguidade nos enunciados A e B.
Está correto o que se afirma em
O assistente administrativo da Hemobrás (empresa pública) tem, entre inúmeras outras atribuições, a responsabilidade pela
conferência, atualização e arquivamento de documentos. Por isso, ele deve estar consciente dos desafios impostos pela era
digital, em que o avanço das tecnologias da informação trouxe um incremento na produção, no processamento, na circulação
e no armazenamento de informações em escala nunca antes vista. Em relação à gestão arquivística de documentos digitais
com a finalidade de mantê-los confiáveis, autênticos e acessíveis, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Um programa de gestão arquivística de documentos é aplicável, independentemente da forma ou do suporte, em ambientes convencionais, digitais ou híbridos em que as informações são produzidas e armazenadas.
( ) A gestão arquivística de documentos digitais deverá prever a implantação de um sistema eletrônico de gestão arquivística de documentos, que adotará requisitos funcionais, requisitos não funcionais e metadados – informações estruturadas e codificadas que descrevem e permitem gerenciar, compreender, preservar e acessar os documentos digitais ao longo do tempo.
( ) A eliminação de documentos arquivísticos submetidos a processo de digitalização só deverá ocorrer se estiver prevista na tabela de temporalidade do órgão ou entidade, aprovada pela autoridade competente na sua esfera de atuação e respeitada a legislação vigente.
A sequência está correta em
( ) Um programa de gestão arquivística de documentos é aplicável, independentemente da forma ou do suporte, em ambientes convencionais, digitais ou híbridos em que as informações são produzidas e armazenadas.
( ) A gestão arquivística de documentos digitais deverá prever a implantação de um sistema eletrônico de gestão arquivística de documentos, que adotará requisitos funcionais, requisitos não funcionais e metadados – informações estruturadas e codificadas que descrevem e permitem gerenciar, compreender, preservar e acessar os documentos digitais ao longo do tempo.
( ) A eliminação de documentos arquivísticos submetidos a processo de digitalização só deverá ocorrer se estiver prevista na tabela de temporalidade do órgão ou entidade, aprovada pela autoridade competente na sua esfera de atuação e respeitada a legislação vigente.
A sequência está correta em
A Hemobrás é essencial para o fornecimento de hemoderivados e produtos biotecnológicos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante uma fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), foi identificado que a Hemobrás firmou contrato
com uma empresa privada internacional para o fornecimento de tecnologia avançada para a produção de plasma. No entanto,
esse contrato foi questionado sob a alegação de que a Hemobrás não poderia estabelecer parcerias internacionais sem
autorização prévia do Congresso Nacional. Diante dessa situação hipotética, analise a legalidade da conduta da Hemobrás, com
base na Lei Federal nº 10.972/2004, e assinale a afirmativa correta.