Questões de Concursos

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Para Demailly (1992), são quatro os modelos teóricos de formação continuada de professores: o universitário, o escolar, o contratual e o interativoreflexivo. A forma interativo-reflexiva caracteriza-se por estar ligada à situação de trabalho e à resolução de problemas reais, com a ajuda mútua entre os formandos. Marta é supervisora educacional de uma escola e dispõe de uma verba para ser utilizada na formação continuada dos docentes que atuam nesta escola. A estratégia que se aplicaria ao modelo interativoreflexivo, descrito acima é:

Referindo-se às concepções de supervisão educacional, presentes na história recente da educação brasileira, Rangel (1999) afirma:

"Quando se sonha, traduz-se o que se quer, o que se gostaria, o que se idealiza, mas também o que toca a sensibilidade, o que tenciona, o que se esconde..., enfim o que se concebe... [...] E nesse sonho dos anos 80 espera-se extirpar, extinguir, da formação à ação, a existência do supervisor".

(Rangel, 1999) A autora refere-se, neste texto, a um forte movimento de negação de supervisão educacional que se dá no Brasil ao longo dos anos 80. Com relação a este movimento é correto afirmar que a negação do papel do supervisor educacional ocorre porque:

I - a introdução da supervisão educacional traz para o interior da escola a divisão social do trabalho, ou seja, a divisão entre aqueles que pensam, decidem e mandam e aqueles que executam.

II - a função da supervisão naquele contexto era predominantemente tecnicista e controladora e, de certa forma, correspondia à militarização escolar.

III - os supervisores não tinham formação adequada à função que exerciam, visto que não era exigido destes o curso de Pedagogia.

IV - a supervisão educacional tendia a desvalorizar o trabalho do professor por estar comprometido com a estrutura do poder burocratizado.

 V - a supervisão educacional era uma função não prevista na legislação do ensino na época e, portanto, configurava-se como uma função sem o respaldo do sistema.

São FALSAS as afirmativas:

O Conselho de Classe é um dos campos privilegiados de atuação da supervisão educacional. Pode-se afirmar que é um espaço de grande relevância, visto que se tem aí o encontro de vários segmentos reunidos em torno da temática da avaliação. Contudo, muitas vezes, este espaço tem sido utilizado para outros fins. Numa escola que busque um trabalho crítico e transformador, podemos afirmar que o Conselho de Classe deve ser:

"A mudança na escola só se dará quando o trabalho for coletivo, articulado entre todos os atores da comunidade escolar, num exercício individual e grupal de trazer as concepções, compartilhá-las, ler as divergências e as convergências e, mediante esses confrontos, construir o trabalho".

(ORSOLON, 2001) Com base no texto acima, a opção que apresenta ações mais adequadas ao papel do Supervisor Educacional é:

Perrenoud (1999) afirma que a avaliação pode estar a serviço de duas diferentes lógicas: a primeira, que cria hierarquias, estigmatizando a ignorância de alguns enquanto celebra a excelência de outros; e a segunda, que se torna um instrumento de regulação contínua das intervenções e situações didáticas. Ao final da correção das provas de português de uma turma de 8ª série do ensino fundamental, o professor verificou que apenas dois alunos haviam atingido a média seis; os demais tinham ficado abaixo dela. O professor ficou muito incomodado e procurou a supervisão educacional para juntos decidirem o que poderia ser feito. Das decisões abaixo, estão de acordo com a segunda destas lógicas:

Observe o diálogo entre Alice e o Gato Inglês:

Você poderia me dizer, por gentileza, como é que eu faço para sair daqui? - perguntou Alice.

 Isso depende muito de para onde você pretende ir - disse o Gato.

 Para mim tanto faz para onde quer que seja...

- respondeu Alice.

Então, pouco importa o caminho que você tome.

 - disse o Gato.

(CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas)

 Este diálogo pode ser uma metáfora de situações de planejamento escolar em que a escola:

"A educação, não importando o grau em que se dá, é sempre uma teoria do conhecimento que se põe em prática.(...) O supervisor é um educador e, se ele é um educador, ele não escapa na sua prática a esta natureza epistemológica da educação. Tem a ver com o conhecimento, com a teoria do conhecimento. O que se pode perguntar é: qual o objeto de conhecimento que interessa diretamente ao supervisor? (Freire, 1982)

A alternativa que melhor responde à pergunta de Freire é:

VASCONCELLOS (2002) apresenta três dimensões básicas da formação humana que se constituem em condições subjetivas para a ação supervisora. Para favorecer a criação de um "clima" institucional favorável ao trabalho pedagógico, o supervisor educacional deve estar atento, para o desenvolvimento próprio e da equipe de profissionais que atuam na unidade escolar, às seguintes dimensões:

Segundo Saviani (1999), a função supervisora acompanha a ação educativa desde suas origens. Contudo, para que uma função seja organizada como profissão, é necessário que ela se destaque do âmbito em que opera, se distinga das demais, detalhando-se os seus atributos, e exija agentes especializados com uma formação específica. Entendendo-se a profissionalização na perspectiva de Saviani, explicitada acima, pode-se afirmar que esta profissionalização não chega a se consolidar no Brasil. O contexto histórico considerado a tentativa mais radical de profissionalização da supervisão educacional no Brasil se dá com:

O "percurso" de elaboração do projeto políticopedagógico de uma escola passa pelas etapas abaixo. Numere os parênteses de acordo com a ordem seqüencial em que as etapas devem ser executadas:

•estabelecer a linha geral do projeto, definindo aquilo que se quer atingir; ( )

•escolher e preparar as ações que permitirão atingir o que se deseja; ( )

•analisar a realidade da escola e apontar suas necessidades; ( )

•montar o processo de acompanhamento e avaliação do projeto. ( )

A ordem dos números colocada dentro dos parênteses, de cima para baixo, deve ser:

"Projetos de pesquisa realizados com professores acabaram por mostrar que a formação continuada... de fato não tem permitido avanços no que diz respeito a mudanças significativas".(Kuenzer, 2002). Podemos dizer que, dentre as razões que têm levado as propostas atuais de formação continuada, implementadas por diferentes sistemas de ensino, a serem insuficientes para uma mudança significativa no trabalho escolar, estão:

 I - a taylorização da formação, ou seja, a formação dividida por temas e/ou disciplinas, agrupando professores por especialidades.

 II - a fragmentação entre teoria e prática, em encontros organizados por temáticas ou que se utilizam de textos desvinculados das práticas cotidianas.

III - a falta de compromisso dos professores para com sua própria formação.

IV - a descontinuidade das ações que têm sido postas em prática.

V - a atitude normativa e prescritiva com relação aos professores.

Estão corretas as afirmações:

Preocupado em atender ao Artigo 2º da Lei 9394 / 96 (LDBEN), que estabelece os fins da educação nacional, o Supervisor Educacional buscará, através da sua atuação, contribuir para:

"O livro didático não pode ser ignorado. Sua presença tem sido muito forte na prática pedagógica dos professores, constituindo-se, às vezes, no único referencial para seu trabalho em sala-de-aula. Essa situação precisa ser revertida". (A Escola e Sua Função Social - Raízes e Asas - nº 1 - pág. 30)

Ao debater o livro didático com a equipe de professores, o Supervisor Educacional comprometido com a transformação da realidade social diria que:

 I - independentemente da forma como é apresentado, o importante é analisar se o livro didático contém o conteúdo.

II - o professor é o sujeito que dá a direção e o livro didático é um recurso de apoio.

III - o livro didático não pode ser absolutizado, mas colocado a serviço da ação pedagógica planejada pelo professor.

IV - o livro didático é um recurso técnico; portanto, é ideologicamente neutro e deve ser avaliado somente por critérios técnicos.

 Estão corretas as respostas

Buscando uma ressignificação do papel do supervisor educacional e tentando definir a supervisão educacional, Vasconcellos (2002) começa por explicitar o que a supervisão não é (ou não deveria ser):

"não é fiscal de professor, não é dedo-duro (que entrega os professores para a direção ou mantenedora), não é pombo-correio (que leva recado da direção para os professores e dos professores para a direção), não é coringa/tarefeiro/quebra galho/salvavidas (ajudante de direção, auxiliar de secretaria, enfermeiro, assistente social, etc.), não é tapa-buraco (que fica "toureando" os alunos em sala de aula no caso de falta de professor),... não é de gabinete (que está longe da prática e dos desafios efetivos dos educadores), não é dicário (que tem dicas e soluções para todos os problemas, uma espécie de fonte inesgotável de técnicas, receitas)..."

O autor se insere entre os que buscam hoje uma ressignificação do papel do supervisor educacional. A seguir encontram-se seis conceitos para a função supervisora, extraídos da literatura especializada:

I - "A função supervisora pode ser compreendida como um processo em que um professor, em princípio mais experiente e mais informado, orienta um outro professor ou candidato a professor no seu desenvolvimento humano e profissional" (ALARCÃO, 2001)

II - Supervisão é a "atividade voltada para o planejamento, orientação, acompanhamento, controle e avaliação do processo ensino-aprendizagem, visando à melhoria qualitativa tanto a nível de sistema como de escola" (SME/RJ, 1978)

III - "A supervisão educacional, no contexto mais amplo da sociedade e da educação, tem como função primordial resgatar o sentido básico da escola... A supervisão tem como função participar do processo de conscientização na luta contra a palavra vazia de vida, de significado; contra o fazer vazio de sentido". (URBAN, 1985).

IV - "S

Leia o trecho a seguir:

"... fazer supervisão em educação será, antes de tudo, estimular a discussão sobre o tipo de pão que queremos ter e, só depois, como decorrência, incentivar a discussão sobre os meios para a fabricação de tal pão".

(Danilo Gandin, 1985) As diversas metáforas utilizadas no texto estabelecem uma prioridade nas ações do Supervisor Educacional. Assim, com base no texto acima, o Supervisor Educacional deve priorizar a discussão sobre:

Interessada em ressignificar o papel da supervisão educacional, a equipe supervisora de uma escola optou por adotar uma prática coerente com os pressupostos da corrente ideológica transformadora. Nesta concepção, a função supervisora caracteriza-se por:

 I - estar baseada num positivismo otimista, pelo qual os conflitos são omitidos e é feita a apologia de uma sociedade desejável.

II - ser essencialmente política e não principalmente técnica.

III - ser implementadora do currículo oficial nas escolas e orientadora dos professores na execução dos programas oriundos dos sistemas de ensino.

IV - estar voltada, essencialmente, para garantir a efetividade e eficiência dos meios e a eficácia dos resultados do trabalho pedagógico na escola.

V - estar voltada, essencialmente, para favorecer momentos de reflexão, explicitando contradições e conflitos, de modo a determinar as prioridades do trabalho pedagógico das escolas.

Estão corretas as afirmações:

Sobre a integração da Equipe Técnico- Administrativa da unidade escolar, LÜCK, já em 1982, chamava a atenção para a sua importância, afirmando que: "a ação do corpo técnico-administrativo deve ser não só integrada, mas também integradora". Para alcançar essa integração, a autora sugere que os elementos da equipe devem ter em comum:

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