Durante a rotina de um laboratório de microbiologia, um técnico precisou isolar e cultivar micro-organismos exigentes que não crescem em meios de cultura comuns. Para isso, ele utilizou um meio preparado com sangue de cavalo, carneiro ou coelho, submetido a um aquecimento controlado em banho-maria a 80-85°C por 15 minutos. Esse processo promove a lise das hemácias, liberando nutrientes essenciais como hemina e hematina, fundamentais para o crescimento desses micro- -organismos. Com base nessas informações, o meio de cultura utilizado pelo técnico foi o Ágar:
( ) Na reação entre uma solução de nitrato de chumbo e uma solução de iodeto de potássio, um dos produtos formados é o iodeto de chumbo, um sólido solúvel.
( ) O bicarbonato de sódio reage com ácido clorídrico, produzindo gás carbônico, água e cloreto de sódio.
( ) Muitos metais sofrem reações de dupla troca com ácidos, produzindo sais e gás hidrogênio.
( ) Em reações de neutralização, íons H+ e íons OH- se unem para formar moléculas de H2O.
A sequência está correta em
Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina
O linguista Sírio Possenti, professor da Unicamp, reproduziu semana passada em seu Facebook a chamada de uma dessas páginas de português que pululam na internet: “16 palavras em português que todo mundo erra o plural”.
Comentário de Possenti, preciso: “Pessoas querem ensinar português ‘correto’ mas não conseguem formular o enunciado segundo as regras que defendem (ou defenderiam)”. Convém explicar.
A língua padrão que as páginas de português buscam ensinar obrigaria o redator a escrever “palavras cujo plural todo mundo erra”. Ou quem sabe, mexendo mais na frase para evitar o já raro cujo, “casos de palavras em que todo mundo erra o plural”.
A forma que usou, com o “que” introduzindo a oração subordinada, chama-se “relativa cortadora” – por cortar a preposição – e é consagrada na linguagem oral: todo mundo diz “o sabor que eu gosto”, mesmo que ao escrever use o padrão “o sabor de que eu gosto”.
O problema com o caso apontado por Possenti não é tanto a gramática, mas a desconexão de forma e conteúdo – a pretensão do instrutor de impor um código que ele próprio demonstra não dominar.
No discurso midiático sobre a língua, isso é mato. Muitas vezes o normativismo mais intransigente é apregoado por quem não consegue nem pagar a taxa de inscrição no clube. “Português é o que nossa página fala sobre!”
Mesmo assim, o episódio de agora me deixou pensativo. E se o problema do conservadorismo que não está à altura de si mesmo for além das páginas de português? Poderia ser essa uma constante cultural em nosso paisão mal letrado, descalço e fascinado por trajes a rigor? Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese. Seguem dois casos restritos, mas factuais.
Em abril de 2022, o então presidente do Superior Tribunal Militar (STM), general Luís Carlos Gomes Mattos, submeteu a gramática a sevícias severas ao protestar contra a revelação, pelo historiador Carlos Fico, de áudios em que o STM debatia casos de tortura durante a ditadura de 1964.
“Somos abissolutamente (sic) transparente (sic) nos nossos julgamento (sic)”, disse o general. “Então aquilo aí (sic), a gente já sabe os motivos do porquê (sic) que isso tem acontecendo (sic) agora, nesses últimos dias aí, seguidamente, por várias direções, querendo atingir Forças Armadas...”
Gomes Mattos enfatizou ainda a importância de cuidar “da disciplina, da hierarquia que são nossos pilares (das) nossas Forças Armadas”. Mas disciplina e hierarquia não deveriam ser princípios organizadores da linguagem também? Que conservadorismo é esse?
No início de fevereiro, o reitor da USP publicou uma nota em resposta a uma coluna em que Conrado Hübner Mendes fazia críticas ao STF. Frisando o fato evidente de que a coluna de Mendes expressava a opinião de Mendes, não da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior escreveu que “a liberdade de cátedra se trata de prerrogativa exclusiva dos docentes”.
Sim, é verdade que a expressão impessoal “tratar-se de” tem sido usada por aí com sujeito, como se fosse um “ser” de gravata-borboleta. Trata-se de mais um caso de hipercorreção, fenômeno que nasce do cruzamento da insegurança linguística com nossas velhas bacharelices.
Não é menos verdadeiro que a norma culta do português (ainda?) condena com firmeza esse uso, o que torna digna de nota sua presença num comunicado público emitido pelo mais alto escalão da universidade mais importante do país.
(RODRIGUES, SÉRGIO. Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina. Jornal Folha de S. Paulo, 2024.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: janeiro de 2025. Adaptado.)
A manutenção de equipamentos industriais automatizados é crucial para garantir disponibilidade, eficiência e segurança das operações. A manutenção preventiva visa evitar falhas por meio de inspeções regulares, troca de componentes desgastados e calibrações periódicas. Já a manutenção corretiva é realizada após a ocorrência de falhas, visando o restabelecimento do funcionamento normal dos sistemas. O sucesso de ambas depende de um bom planejamento, da utilização de ferramentas adequadas e da capacitação técnica da equipe de manutenção. Diante do exposto, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Termografia infravermelha.
2. Lubrificação periódica de componentes mecânicos.
3. Análise de vibrações em motores elétricos.
4. Substituição de componentes após falha.
5. Inspeção visual em sistemas pneumáticos.
( ) Identifica desgastes ou desalinhamentos em rolamentos, polias e engrenagens antes de ocorrerem falhas críticas.
( ) Detecta pontos de calor excessivo em quadros elétricos e conexões para antecipar falhas elétricas.
( ) Mantém o funcionamento suave de sistemas mecânicos, reduzindo o desgaste e prevenindo falhas por atrito.
( ) Procedimento corretivo executado após a falha de componentes essenciais para o sistema.
( ) Verifica desgastes em mangueiras, conexões e válvulas para prevenir vazamentos e perda de eficiência.
A sequência está correta em
Considerando a conduta ética dos profissionais da área de saúde, é correto afirmar que:
Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina
O linguista Sírio Possenti, professor da Unicamp, reproduziu semana passada em seu Facebook a chamada de uma dessas páginas de português que pululam na internet: “16 palavras em português que todo mundo erra o plural”.
Comentário de Possenti, preciso: “Pessoas querem ensinar português ‘correto’ mas não conseguem formular o enunciado segundo as regras que defendem (ou defenderiam)”. Convém explicar.
A língua padrão que as páginas de português buscam ensinar obrigaria o redator a escrever “palavras cujo plural todo mundo erra”. Ou quem sabe, mexendo mais na frase para evitar o já raro cujo, “casos de palavras em que todo mundo erra o plural”.
A forma que usou, com o “que” introduzindo a oração subordinada, chama-se “relativa cortadora” – por cortar a preposição – e é consagrada na linguagem oral: todo mundo diz “o sabor que eu gosto”, mesmo que ao escrever use o padrão “o sabor de que eu gosto”.
O problema com o caso apontado por Possenti não é tanto a gramática, mas a desconexão de forma e conteúdo – a pretensão do instrutor de impor um código que ele próprio demonstra não dominar.
No discurso midiático sobre a língua, isso é mato. Muitas vezes o normativismo mais intransigente é apregoado por quem não consegue nem pagar a taxa de inscrição no clube. “Português é o que nossa página fala sobre!”
Mesmo assim, o episódio de agora me deixou pensativo. E se o problema do conservadorismo que não está à altura de si mesmo for além das páginas de português? Poderia ser essa uma constante cultural em nosso paisão mal letrado, descalço e fascinado por trajes a rigor? Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese. Seguem dois casos restritos, mas factuais.
Em abril de 2022, o então presidente do Superior Tribunal Militar (STM), general Luís Carlos Gomes Mattos, submeteu a gramática a sevícias severas ao protestar contra a revelação, pelo historiador Carlos Fico, de áudios em que o STM debatia casos de tortura durante a ditadura de 1964.
“Somos abissolutamente (sic) transparente (sic) nos nossos julgamento (sic)”, disse o general. “Então aquilo aí (sic), a gente já sabe os motivos do porquê (sic) que isso tem acontecendo (sic) agora, nesses últimos dias aí, seguidamente, por várias direções, querendo atingir Forças Armadas...”
Gomes Mattos enfatizou ainda a importância de cuidar “da disciplina, da hierarquia que são nossos pilares (das) nossas Forças Armadas”. Mas disciplina e hierarquia não deveriam ser princípios organizadores da linguagem também? Que conservadorismo é esse?
No início de fevereiro, o reitor da USP publicou uma nota em resposta a uma coluna em que Conrado Hübner Mendes fazia críticas ao STF. Frisando o fato evidente de que a coluna de Mendes expressava a opinião de Mendes, não da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior escreveu que “a liberdade de cátedra se trata de prerrogativa exclusiva dos docentes”.
Sim, é verdade que a expressão impessoal “tratar-se de” tem sido usada por aí com sujeito, como se fosse um “ser” de gravata-borboleta. Trata-se de mais um caso de hipercorreção, fenômeno que nasce do cruzamento da insegurança linguística com nossas velhas bacharelices.
Não é menos verdadeiro que a norma culta do português (ainda?) condena com firmeza esse uso, o que torna digna de nota sua presença num comunicado público emitido pelo mais alto escalão da universidade mais importante do país.
(RODRIGUES, SÉRGIO. Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina. Jornal Folha de S. Paulo, 2024.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: janeiro de 2025. Adaptado.)
A validação de sistemas informatizados é um requisito fundamental em indústrias reguladas, como a farmacêutica e a alimentícia, para garantir confiabilidade, segurança e integridade dos dados gerados. Baseando-se em normas e diretrizes como a FDA 21 CFR Part 11, a validação abrange etapas como planejamento, qualificação e testes para assegurar que os sistemas funcionem conforme o esperado e sejam capazes de atender aos requisitos operacionais e regulamentares. Nesse contexto, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Protocolo de Qualificação de Instalação (QI).
2. Protocolo de Qualificação de Operação (QO).
3. Protocolo de Qualificação de Desempenho (QP).
4. Análise de riscos no sistema.
5. Teste de integridade de dados.
( ) Documento que verifica se o sistema está instalado de acordo com as especificações do fabricante.
( ) Avalia o comportamento do sistema em condições normais de uso, verificando sua adequação aos requisitos do usuário.
( ) Garante que o sistema pode operar corretamente dentro dos limites estabelecidos pelo fabricante e especificações técnicas.
( ) Processo que identifica vulnerabilidades que podem impactar a confiabilidade ou a segurança do sistema.
( ) Verifica se os dados gerados e armazenados pelo sistema são consistentes, confiáveis e auditáveis.
A sequência está correta em
Durante a análise microbiológica de uma amostra de matéria-prima na Hemobrás, identificou-se a necessidade de cultivar uma linhagem de bactérias anaeróbias. Para garantir o crescimento adequado desses micro-organismos, é fundamental o uso de meios de cultura específicos, formulados com substâncias como o tioglicolato de sódio, que reage quimicamente com o oxigênio dissolvido, removendo-o do meio e criando um ambiente anaeróbio. Nessa situação, é correto afirmar que o tipo de meio a ser utilizado para o cultivo de bactérias anaeróbias é:
No contexto das análises microbiológicas realizadas no laboratório de controle de qualidade da Hemobrás, é essencial a utilização de meios de cultura adequados para o isolamento de diferentes micro-organismos, incluindo fungos, que podem comprometer a qualidade de matérias-primas e produtos finais. Trata-se de um meio de cultura fundamental na microbiologia para o cultivo de fungos o Ágar:
( ) Na titulação do ácido acético com hidróxido de sódio, o ponto de equivalência ocorre em pH >7.
( ) A solução de concentração conhecida que deve reagir com a solução-problema é colocada em uma bureta graduada e que mostra o volume específico.
( ) Se a solução-problema for uma base, a fenolftaleína ficará incolor; quando a reação de neutralização se completar, ficará, então, rosa.
( ) No ponto de equivalência uma quantidade de matéria igual de NaOH e HCl reage, deixando apenas uma solução doseu sal. Sabe-se que o pH da solução é 7, porque o cátion de uma base forte e o ânion de um ácido forte não hidrolisam e não têm efeito apreciável no pH.
A sequência está correta em
(Souza e Santoro, 2019. Cad. Saúde Colet. 27(2):195-201. Adaptado.)
São considerados os principais hemocomponentes do sangue total, EXCETO: