Em relação à leucemia, julgue os itens a seguir. A leucemia mieloide aguda com maturação tem, entre seus componentes, diversas células medulares, incluindo os mieloblastos, os granulócitos, e os promielócitos.
Uma aplicação financeira realizada durante um ano gerou uma rentabilidade de 14%, sabendo-se que nesse período a inflação foi de 5%, qual foi o ganho real obtido?
O estabelecimento do esquema posológico racional de fármacos tem como base o cálculo dos parâmetros listados abaixo, EXCETO:
Fármacos colinérgicos atuam basicamente no sistema nervoso parassimpático e parcialmente no simpático. Considerando um fármaco colinérgico de ação direta, assinale a alternativa correta.

Assinale a opção correta a respeito de farmacovigilância.

O sistema de distribuição de medicamentos que proporciona ao hospital a redução do estoque de medicamentos nas unidades assistenciais, a otimização da qualidade assistencial aos pacientes e a redução de gastos com medicamentos é o de:
Julgue os itens a seguir, acerca de leucemia, linfoma e mieloma. A leucemia mieloide aguda é a mais comum das leucemias em adultos; ela é letal se não for tratada.

Para o doseamento de acetato de dexametasona em um creme, a farmacopeia brasileira descreve os procedimentos para preparo de uma solução-padrão e da solução-amostra da seguinte maneira: Solução-padrão: pesar, exatamente, cerca de 20 mg de acetato de dexametasona SQR e transferir para balão volumétrico de 100 mL. Adicionar 50 mL de metanol e deixar em ultrassom para dissolver. Completar o volume com metanol e misturar. Transferir 5 mL dessa solução para balão volumétrico de 50 mL, completar o volume com fase móvel e homogeneizar. Solução-amostra: transferir quantidade da amostra, cuidadosamente pesada, equivalente a 2 mg de acetato de dexametasona. Adicionar 40 mL de metanol e deixar em ultrassom, agitando com bastão de vidro, até dissolver. Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com o mesmo solvente e homogeneizar.

Considerando uma amostra de creme de acetato de dexametasona a 0,1% e as informações precedentes, julgue os itens seguintes.

A solução-amostra para doseamento de ativos em formulações semissólidas é uma solução com concentração expressa em massa/volume; nesse caso, uma solução de acetato de dexametasona a 2%.

Texto: Eu e a enxaqueca, uma história de amor


Eu sou meio figurinha carimbada no circuito de triagem clínica de enxaqueca. Os pesquisadores me adoram, principalmente pelo número prodigioso de crises que tenho: de dez a 12 por mês, em média. “Que coisa fantástica. Uma fonte excelente de dados”, comemorou o coordenador da minha última análise de fármaco quando lhe mostrei o diário exclusivo para as dores de cabeça que mantenho há anos.

“Excelente para você”, retruquei. Para mim, representa quase um terço da vida sendo refém do horror da enxaqueca, incluindo os três dias por mês, pelo menos, que passo de cama, consumida pela dor paralisante e a náusea intensa.

Experimentei mais de uma dúzia de remédios preventivos e participei de uma série de triagens para medicamentos em teste. Nenhum ajudou; alguns, inclusive provocaram dores horríveis. O fato é que todos foram criados para tratar outros males, e só depois investidos na enxaqueca, depois que pacientes hipertensos, convulsivos e bipolares relataram uma melhora coincidente nas dores de cabeça de que sofriam.

Atualmente, participo de uma triagem para um remédio específico. Seu alvo é o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, substância neuroquímica que faz os vasos sanguíneos incharem – e que é o que as pessoas que sofrem desse mal aparentemente produzem em demasia.

Pela primeira vez na vida, pareço estar sentindo um certo alívio. E o pior efeito colateral até agora é um otimismo profundo, embora ele venha acompanhado de complicações inesperadas. Depois de anos experimentando todo tipo de medicamento, já não me p

reocupo mais com a ineficácia porque é o que sempre acontece. Percebi desta vez uma nova preocupação: e se desta vez funcionar?

Tive a primeira crise de enxaqueca aos 12 anos – e depois veio outra, e outra. A princípio, não sabia o que era. Meus pais achavam que eu era só hipersensível à gripe, problema que eles esperavam e eu dava como certo que ia superar. Adolescente motivada e dedicadíssima, acreditava que todas as portas estavam abertas para mim, em termos de carreira: astronauta, médica, a primeira presidente mulher.

Foi só no primeiro ano em Yale que tive minha enxaqueca diagnosticada, quando também me toquei de que não ia superá-la. As portas começaram a se fechar. O fato de ter que passar dias seguidos sem poder me levantar parecia eliminar a possibilidade de carreira em uma profissão da qual dependiam vidas – ou seja, a medicina cirúrgica estava fora de questão. Também desconfiei que as enxaquecas crônicas atrapalhariam uma candidata à presidência muito antes de as dores de cabeça de Michele Bachmann se tornarem manchete. Optei então pelo jornalismo.

8º Já faz mais de 20 anos que a enxaqueca ocupa um espaço central, ainda que indesejável, na minha vida, meio como a irmã detestável que eu nunca tive. Ela também ajudou a moldar a pessoa em que me tornei. E não só me ajudou a desenvolver uma tolerância bem alta à dor, como a aperfeiçoar a técnica do vômito em jato. E, agora que me deparo com a perspectiva quase inimaginável de me livrar da dor para sempre, começo a perceber que nem consigo imaginar a vida sem ela. 

9º A possibilidade do surgimento de um remédio “prodígio” gera emoções conflitantes por várias razões. Para começar que, se tivesse sido inventado antes, eu poderia ter me tornado astronauta. E se a solução é realmente tão simples – olha, seu organismo gera esse tal de peptídeo em demasia, está aqui o remédio para inibir a produção –, fica difícil entender por que demorou tanto para ser inventado.

10º A cura também representaria um novo fardo. Dizer que fiz o melhor que pude “apesar da enxaqueca” livra a minha cara por tudo aquilo que não fiz, tipo tornar-me a primeira mulher na presidência. Se esse medicamento funcionar, nada vai me impedir de fazer coisas excepcionais – e, ao mesmo tempo, acabará com a desculpa para não as realizar.

11º Por outro lado, e se foi a enxaqueca que me ajudou a conquistar tudo o que consegui até agora? Scott Sonenshein, professor da Faculdade de Administração Jones da Universidade Rice, afirma que conseguimos realizar mais quando nossos recursos (no meu caso, a saúde) são limitados do que quando são abundantes. “As restrições podem ser motivação para desenvoltura, para a criatividade, estímulo para uma solução melhor dos problemas”, escreve ele em seu livro, Stretch.

12º É fato que, graças à enxaqueca, aprendi muita coisa interessante e útil – como fazer todos os meus trabalhos antes do prazo, para o caso de a dor de cabeça atacar na última hora. Fazer as coisas apesar dela quando absolutamente necessário – e a pegar leve comigo mesma no resto do tempo. Aprendi a pedir ajuda quando precisava. Será que a ausência da enxaqueca me fará menos responsável, menos diligente? Ou fará com que eu me dedique em dobro, sabendo que não vou acabar tendo uma dor paralisante se me esforçar demais? Tenho muitas perguntas em relação a essa possível versão futura de mim mesma. (E uma para a Nasa: qual é o limite de idade para o treinamento dos astronautas?)

13º É claro que, se uma crise de identidade é o preço para acabar com a dor debilitante no meu cérebro, pagarei com muito prazer. Passei décadas sonhando com uma cura, geralmente deitada no quarto escuro, com um saco de ervilhas congeladas contra o rosto. A surpresa é eu sentir qualquer resquício de nostalgia em relação a esses tempos – mas percebo agora que uma parte de mim sentirá saudades.

                                                                                                                  LATSON, Jennifer

Texto adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saber-viver/eu-a-enxaqueca-uma-historia-deamor-23178050 Acessado em 16/03/2019.

Está destacado um pronome relativo no seguinte trecho:

Acerca de fármacos usados nos tratamentos de parasitoses, julgue os itens a seguir.

O mebendazol e o albendazol proporcionam terapia segura e eficaz contra infestações por nematódeos gastrintestinais.

O farmacêutico recebeu a seguinte prescrição para ser manipulada:

cloreto de benzalcônio 0,02% (p/v)

 água purificada q.s.p. 250 mL

Qual é a quantidade de cloreto de benzalcônio que deve ser utilizada para preparar a prescrição?

A tríade coma, pupilas puntiformes e depressão respiratória sugere intoxicação por:

Várias ferramentas são disponíveis para a gestão de estoque, permitindo a redução de custos e otimizando o acesso aos produtos de uso na instituição. Identifique nas alternativas abaixo a que NÃO corresponde à forma CORRETA de uso para obtenção de resultados eficientes.
Em relação à leucemia, julgue os itens a seguir. Durante os primeiros meses de vida, a leucemia mieloide aguda é a forma mais comum de leucemia aguda.
Os fármacos antineoplásicos são substâncias utilizadas no tratamento das mais diversas neoplasias. Com relação aos mecanismos de ação e à manipulação desses fármacos, julgue os itens subseqüentes. Os quimioterápicos podem causar náusea e vômito por ação estimulatória no centro do vômito.

Em concentrações terapêuticas, muitas drogas encontram-se no plasma principalmente na forma ligada a proteínas plasmáticas. A quantidade de um fármaco que se liga depende do(s) seguinte(s) fator(es):

A biotransformação é um dos processos farmacocinéticos. Muitas das reações de biotransformação metabólica, que levam a metabólitos inativos de fármacos, também geram metabólitos biologicamente ativos de compostos endógenos. Sobre as reações de biotransformação, considere as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:

I. O complexo do citocromo P-450 contém as principais enzimas da biotransformação.

II. Os produtos da biotransformação em geral são menos reativos quimicamente e, portanto, algumas vezes, possuem ação farmacológica maior do que o fármaco original.

III. Nas reações de fase I, ocorre a ligação de um radical ao fármaco, através de uma ligação covalente.

IV. Nas reações de fase II, ocorre a exposição de um radical do fármaco, com o objetivo de que ele se torne mais lipossolúvel, para mais facilmente ser eliminado.

V. O trato biliar e as fezes constituem importantes vias de excreção de alguns fármacos que são metabolizados no fígado.

O que diria e o que faria Mandela?

      O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-de-semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, outro drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos.
      [...] A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No entanto, o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios saqueados eram sul-africanos. Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte.

(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.)
O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte.” Acerca do último período do texto, é correto afirmar que, em relação às ideias anteriores, o autor
A capacidade de se fixar a mastócitos, atravessar a placenta e proteger a mucosa e secreções são propriedades biológicas apresentadas, respectivamente, pelas seguintes classes de imunoglobulinas:
Texto 3
Papos

 1– Me disseram...
 2– Disseram-me.
 3– Hein?
 4– O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
 5– Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
 6– O quê?
 7– Digo-te que você...
 8– O “te” e o “você” não combinam.
 9– Lhe digo?
10– Também não. O que você ia me dizer?
11– Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a
12cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
13– Partir-te a cara.
14– Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
15– É para o seu bem.
16– Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma
17   correção e eu...
18– O quê?
19– O mato.
20– Que mato?
21– Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
22– Pois esqueça-o e para-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
23– Se você prefere falar errado...
24– Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
25– No caso... não sei.
26– Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
27– Esquece.
28– Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”?
29   Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
30– Depende.
31– Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
32– Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
33– Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te
34   o que dizer-te-ia.
35– Por quê?
36– Porque, com todo este papo, esqueci-lo.
Verissimo, Luis Fernando. Novas comédias da vida pública, a versão dos afogados. Porto Alegre: L&PM, 1997. [Adaptado].
Com base no texto 3 e na norma padrão escrita, analise as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. A sequência “Digo-te que você...” (linha 7) pode ser corrigida pela substituição do pronome ‘te’ pelo pronome ‘lhe’.
II. A sequência “Digo-te que você...” (linha 7) pode ser corrigida pela substituição do pronome ‘você’ pelo pronome ‘tu’.
III. Em “Me disseram” (linha 1), a forma pronominal deve ser marcada com caso reto, por corresponder ao sujeito da sentença.
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