Questões de Concursos
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Nada por aqui
Acerca do exercício profissional, do processo ético-disciplinar e das penalidades previstas, assinale a opção correta.
Assinale a opção correta a respeito de farmacovigilância.
Para o doseamento de acetato de dexametasona em um creme, a farmacopeia brasileira descreve os procedimentos para preparo de uma solução-padrão e da solução-amostra da seguinte maneira: Solução-padrão: pesar, exatamente, cerca de 20 mg de acetato de dexametasona SQR e transferir para balão volumétrico de 100 mL. Adicionar 50 mL de metanol e deixar em ultrassom para dissolver. Completar o volume com metanol e misturar. Transferir 5 mL dessa solução para balão volumétrico de 50 mL, completar o volume com fase móvel e homogeneizar. Solução-amostra: transferir quantidade da amostra, cuidadosamente pesada, equivalente a 2 mg de acetato de dexametasona. Adicionar 40 mL de metanol e deixar em ultrassom, agitando com bastão de vidro, até dissolver. Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com o mesmo solvente e homogeneizar.
Considerando uma amostra de creme de acetato de dexametasona a 0,1% e as informações precedentes, julgue os itens seguintes.
A solução-amostra para doseamento de ativos em formulações semissólidas é uma solução com concentração expressa em massa/volume; nesse caso, uma solução de acetato de dexametasona a 2%.Texto: Eu e a enxaqueca, uma história de amor
1º Eu sou meio figurinha carimbada no circuito de triagem clínica de enxaqueca. Os pesquisadores me adoram, principalmente pelo número prodigioso de crises que tenho: de dez a 12 por mês, em média. “Que coisa fantástica. Uma fonte excelente de dados”, comemorou o coordenador da minha última análise de fármaco quando lhe mostrei o diário exclusivo para as dores de cabeça que mantenho há anos.
2º “Excelente para você”, retruquei. Para mim, representa quase um terço da vida sendo refém do horror da enxaqueca, incluindo os três dias por mês, pelo menos, que passo de cama, consumida pela dor paralisante e a náusea intensa.
3º Experimentei mais de uma dúzia de remédios preventivos e participei de uma série de triagens para medicamentos em teste. Nenhum ajudou; alguns, inclusive provocaram dores horríveis. O fato é que todos foram criados para tratar outros males, e só depois investidos na enxaqueca, depois que pacientes hipertensos, convulsivos e bipolares relataram uma melhora coincidente nas dores de cabeça de que sofriam.
4º Atualmente, participo de uma triagem para um remédio específico. Seu alvo é o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, substância neuroquímica que faz os vasos sanguíneos incharem – e que é o que as pessoas que sofrem desse mal aparentemente produzem em demasia.
5º Pela primeira vez na vida, pareço estar sentindo um certo alívio. E o pior efeito colateral até agora é um otimismo profundo, embora ele venha acompanhado de complicações inesperadas. Depois de anos experimentando todo tipo de medicamento, já não me p
reocupo mais com a ineficácia porque é o que sempre acontece. Percebi desta vez uma nova preocupação: e se desta vez funcionar?
6º Tive a primeira crise de enxaqueca aos 12 anos – e depois veio outra, e outra. A princípio, não sabia o que era. Meus pais achavam que eu era só hipersensível à gripe, problema que eles esperavam e eu dava como certo que ia superar. Adolescente motivada e dedicadíssima, acreditava que todas as portas estavam abertas para mim, em termos de carreira: astronauta, médica, a primeira presidente mulher.
7º Foi só no primeiro ano em Yale que tive minha enxaqueca diagnosticada, quando também me toquei de que não ia superá-la. As portas começaram a se fechar. O fato de ter que passar dias seguidos sem poder me levantar parecia eliminar a possibilidade de carreira em uma profissão da qual dependiam vidas – ou seja, a medicina cirúrgica estava fora de questão. Também desconfiei que as enxaquecas crônicas atrapalhariam uma candidata à presidência muito antes de as dores de cabeça de Michele Bachmann se tornarem manchete. Optei então pelo jornalismo.
8º Já faz mais de 20 anos que a enxaqueca ocupa um espaço central, ainda que indesejável, na minha vida, meio como a irmã detestável que eu nunca tive. Ela também ajudou a moldar a pessoa em que me tornei. E não só me ajudou a desenvolver uma tolerância bem alta à dor, como a aperfeiçoar a técnica do vômito em jato. E, agora que me deparo com a perspectiva quase inimaginável de me livrar da dor para sempre, começo a perceber que nem consigo imaginar a vida sem ela.
9º A possibilidade do surgimento de um remédio “prodígio” gera emoções conflitantes por várias razões. Para começar que, se tivesse sido inventado antes, eu poderia ter me tornado astronauta. E se a solução é realmente tão simples – olha, seu organismo gera esse tal de peptídeo em demasia, está aqui o remédio para inibir a produção –, fica difícil entender por que demorou tanto para ser inventado.
10º A cura também representaria um novo fardo. Dizer que fiz o melhor que pude “apesar da enxaqueca” livra a minha cara por tudo aquilo que não fiz, tipo tornar-me a primeira mulher na presidência. Se esse medicamento funcionar, nada vai me impedir de fazer coisas excepcionais – e, ao mesmo tempo, acabará com a desculpa para não as realizar.
11º Por outro lado, e se foi a enxaqueca que me ajudou a conquistar tudo o que consegui até agora? Scott Sonenshein, professor da Faculdade de Administração Jones da Universidade Rice, afirma que conseguimos realizar mais quando nossos recursos (no meu caso, a saúde) são limitados do que quando são abundantes. “As restrições podem ser motivação para desenvoltura, para a criatividade, estímulo para uma solução melhor dos problemas”, escreve ele em seu livro, Stretch.
12º É fato que, graças à enxaqueca, aprendi muita coisa interessante e útil – como fazer todos os meus trabalhos antes do prazo, para o caso de a dor de cabeça atacar na última hora. Fazer as coisas apesar dela quando absolutamente necessário – e a pegar leve comigo mesma no resto do tempo. Aprendi a pedir ajuda quando precisava. Será que a ausência da enxaqueca me fará menos responsável, menos diligente? Ou fará com que eu me dedique em dobro, sabendo que não vou acabar tendo uma dor paralisante se me esforçar demais? Tenho muitas perguntas em relação a essa possível versão futura de mim mesma. (E uma para a Nasa: qual é o limite de idade para o treinamento dos astronautas?)
13º É claro que, se uma crise de identidade é o preço para acabar com a dor debilitante no meu cérebro, pagarei com muito prazer. Passei décadas sonhando com uma cura, geralmente deitada no quarto escuro, com um saco de ervilhas congeladas contra o rosto. A surpresa é eu sentir qualquer resquício de nostalgia em relação a esses tempos – mas percebo agora que uma parte de mim sentirá saudades.
LATSON, Jennifer
Texto adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saber-viver/eu-a-enxaqueca-uma-historia-deamor-23178050 Acessado em 16/03/2019.
Em concentrações terapêuticas, muitas drogas encontram-se no plasma principalmente na forma ligada a proteínas plasmáticas. A quantidade de um fármaco que se liga depende do(s) seguinte(s) fator(es):
Acerca de fármacos usados nos tratamentos de parasitoses, julgue os itens a seguir.
O mebendazol e o albendazol proporcionam terapia segura e eficaz contra infestações por nematódeos gastrintestinais.
Com relação aos antimicrobianos, julgue os itens subsequentes.
Os abscessos e as infecções em tecidos desvitalizados, com má perfusão, em geral, exigem debridamento e(ou) drenagem, pois os fármacos muitas vezes não atingem concentrações adequadas no local ou, se atingem, muitas vezes não atuam adequadamente.
O farmacêutico recebeu a seguinte prescrição para ser manipulada:
cloreto de benzalcônio 0,02% (p/v)
água purificada q.s.p. 250 mL
Qual é a quantidade de cloreto de benzalcônio que deve ser utilizada para preparar a prescrição?
A tríade coma, pupilas puntiformes e depressão respiratória sugere intoxicação por:
A farmacognosia estuda as fontes naturais de interesse farmacêutico e explora as relações de estrutura-atividade que ocorrem naturalmente com uma droga em potencial. Com relação a esse ramo da Farmacologia, que vem evoluindo muito nos últimos anos e integra conhecimentos de diversas áreas, julgue os seguintes itens.
Digoxina, atropina, vincristina, hioscina e morfina fazem parte dos compostos denominados alcalóides.