Questões de Concursos

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Julgue os itens de 60 a 63, relativos às soluções aquosas.

Considere que, para preparar uma solução tampão 0,06 mol/L de fosfato de sódio com pH = 6,8, um farmacêutico disponha de uma solução 0,2 mol/L de fosfato monobásico de sódio e outra solução 0,4 mol/L de fosfato dibásico de sódio. É correto afirmar que o farmacêutico deve misturar 45 mL da solução de fosfato monobásico de sódio com 55 mL da solução de fosfato dibásico de sódio. Considerando os dados acima como corretos, o farmacêutico deve diluir a mistura para um volume final de de 500 mL.

Considere as fases do ciclo de vida de uma embalagem (fabricação e descarte), com eventual possibilidade de reutilização. Cada uma das fases – A (fabricação, em kg de CO2 equivalentes), B (reutilização, em kg de CO2 equivalentes) e C (descarte em aterro, em kg de CO2 equivalentes) – contribui com o aquecimento global. Diante disso, sob qual condição o processo de reutilização é mais vantajoso que a fabricação de um novo produto?
Anticorpos Anti-Her2 têm como mecanismo de ação:

A respeito das vitaminas, julgue os próximos itens.

É função do calcitriol aumentar a absorção intestinal de cálcio para promover mineralização óssea.

Os medicamentos derivados do ácido acetilsalicílico (AAS) tem ação sobre as enzimas cicloxigenase I e II (COX I e II) inativando-as, entretanto essas enzimas são constitutivas e o uso de AAS podem ocasionar várias reações adversas. Assinale a alternativa CORRETA em relação aos efeitos adversos do AAS:

Texto: Eu e a enxaqueca, uma história de amor


Eu sou meio figurinha carimbada no circuito de triagem clínica de enxaqueca. Os pesquisadores me adoram, principalmente pelo número prodigioso de crises que tenho: de dez a 12 por mês, em média. “Que coisa fantástica. Uma fonte excelente de dados”, comemorou o coordenador da minha última análise de fármaco quando lhe mostrei o diário exclusivo para as dores de cabeça que mantenho há anos.

“Excelente para você”, retruquei. Para mim, representa quase um terço da vida sendo refém do horror da enxaqueca, incluindo os três dias por mês, pelo menos, que passo de cama, consumida pela dor paralisante e a náusea intensa.

Experimentei mais de uma dúzia de remédios preventivos e participei de uma série de triagens para medicamentos em teste. Nenhum ajudou; alguns, inclusive provocaram dores horríveis. O fato é que todos foram criados para tratar outros males, e só depois investidos na enxaqueca, depois que pacientes hipertensos, convulsivos e bipolares relataram uma melhora coincidente nas dores de cabeça de que sofriam.

Atualmente, participo de uma triagem para um remédio específico. Seu alvo é o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, substância neuroquímica que faz os vasos sanguíneos incharem – e que é o que as pessoas que sofrem desse mal aparentemente produzem em demasia.

Pela primeira vez na vida, pareço estar sentindo um certo alívio. E o pior efeito colateral até agora é um otimismo profundo, embora ele venha acompanhado de complicações inesperadas. Depois de anos experimentando todo tipo de medicamento, já não me p

reocupo mais com a ineficácia porque é o que sempre acontece. Percebi desta vez uma nova preocupação: e se desta vez funcionar?

Tive a primeira crise de enxaqueca aos 12 anos – e depois veio outra, e outra. A princípio, não sabia o que era. Meus pais achavam que eu era só hipersensível à gripe, problema que eles esperavam e eu dava como certo que ia superar. Adolescente motivada e dedicadíssima, acreditava que todas as portas estavam abertas para mim, em termos de carreira: astronauta, médica, a primeira presidente mulher.

Foi só no primeiro ano em Yale que tive minha enxaqueca diagnosticada, quando também me toquei de que não ia superá-la. As portas começaram a se fechar. O fato de ter que passar dias seguidos sem poder me levantar parecia eliminar a possibilidade de carreira em uma profissão da qual dependiam vidas – ou seja, a medicina cirúrgica estava fora de questão. Também desconfiei que as enxaquecas crônicas atrapalhariam uma candidata à presidência muito antes de as dores de cabeça de Michele Bachmann se tornarem manchete. Optei então pelo jornalismo.

8º Já faz mais de 20 anos que a enxaqueca ocupa um espaço central, ainda que indesejável, na minha vida, meio como a irmã detestável que eu nunca tive. Ela também ajudou a moldar a pessoa em que me tornei. E não só me ajudou a desenvolver uma tolerância bem alta à dor, como a aperfeiçoar a técnica do vômito em jato. E, agora que me deparo com a perspectiva quase inimaginável de me livrar da dor para sempre, começo a perceber que nem consigo imaginar a vida sem ela. 

9º A possibilidade do surgimento de um remédio “prodígio” gera emoções conflitantes por várias razões. Para começar que, se tivesse sido inventado antes, eu poderia ter me tornado astronauta. E se a solução é realmente tão simples – olha, seu organismo gera esse tal de peptídeo em demasia, está aqui o remédio para inibir a produção –, fica difícil entender por que demorou tanto para ser inventado.

10º A cura também representaria um novo fardo. Dizer que fiz o melhor que pude “apesar da enxaqueca” livra a minha cara por tudo aquilo que não fiz, tipo tornar-me a primeira mulher na presidência. Se esse medicamento funcionar, nada vai me impedir de fazer coisas excepcionais – e, ao mesmo tempo, acabará com a desculpa para não as realizar.

11º Por outro lado, e se foi a enxaqueca que me ajudou a conquistar tudo o que consegui até agora? Scott Sonenshein, professor da Faculdade de Administração Jones da Universidade Rice, afirma que conseguimos realizar mais quando nossos recursos (no meu caso, a saúde) são limitados do que quando são abundantes. “As restrições podem ser motivação para desenvoltura, para a criatividade, estímulo para uma solução melhor dos problemas”, escreve ele em seu livro, Stretch.

12º É fato que, graças à enxaqueca, aprendi muita coisa interessante e útil – como fazer todos os meus trabalhos antes do prazo, para o caso de a dor de cabeça atacar na última hora. Fazer as coisas apesar dela quando absolutamente necessário – e a pegar leve comigo mesma no resto do tempo. Aprendi a pedir ajuda quando precisava. Será que a ausência da enxaqueca me fará menos responsável, menos diligente? Ou fará com que eu me dedique em dobro, sabendo que não vou acabar tendo uma dor paralisante se me esforçar demais? Tenho muitas perguntas em relação a essa possível versão futura de mim mesma. (E uma para a Nasa: qual é o limite de idade para o treinamento dos astronautas?)

13º É claro que, se uma crise de identidade é o preço para acabar com a dor debilitante no meu cérebro, pagarei com muito prazer. Passei décadas sonhando com uma cura, geralmente deitada no quarto escuro, com um saco de ervilhas congeladas contra o rosto. A surpresa é eu sentir qualquer resquício de nostalgia em relação a esses tempos – mas percebo agora que uma parte de mim sentirá saudades.

                                                                                                                  LATSON, Jennifer

Texto adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saber-viver/eu-a-enxaqueca-uma-historia-deamor-23178050 Acessado em 16/03/2019.

“Eu sou meio figurinha carimbada no circuito de triagem clínica de enxaqueca.”(1º parágrafo). A expressão figurinha carimbada pode ser entendida, no contexto, como:
Os antidepressivos apresentam efeitos colaterais relacionados ao bloqueio de receptores muscarínicos alfa-1 e H1. Dos fármacos relacionados abaixo, o que mais causa hipotensão e ganho de peso é:
Enzimas extracelulares são moléculas que catalisam reações químicas em torno das células e ativam a transformação de um substrato em um produto. Há enzimas que são chaves para a produção de mediadores químicos envolvidos em respostas fisiológicas e que são alvos da inibição pela indústria farmacêutica. Essas inibições podem ocorrer em enzimas do próprio indivíduo ou em enzimas de vírus ou bactérias, agentes de patologias dos indivíduos. Assinale a alternativa correta com relação a antimicrobianos que apresentam atividade farmacológica por atuarem sobre enzimas de agentes patológicos.
A escolha do tratamento para neutropenia febril é baseada em um conjunto de fatores. Um dos mais importantes para o tratamento empírico inicial é o conhecimento do padrão epidemiológico e de resistência a antimicrobianos do hospital. Além disso, o risco de o paciente desenvolver o quadro e a gravidade com que este se apresenta são cruciais para a escolha do antimicrobiano e para a decisão entre monoterapia ou politerapia. Com relação aos antimicrobianos que podem ser utilizados no tratamento da neutropenia febril, assinale a alternativa correta.

Estar grávida não significa apenas esperar para dar à luz. A gravidez e o parto representam momentos marcantes para a mulher; é raro uma gravidez ser recebida com indiferença. Por isso, considerando o risco da utilização de fármacos durante a gravidez com potenciais efeitos teratogênicos, a resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), RE no. 1548, de 23 de setembro de 2003, determinou a publicação das “categorias de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas”. Sobre fármacos e gravidez, considere as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:

I. O acetato de medroxiprogesterona é contraindicado em mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar; pois com a utilização desse medicamento, pode ocorrer máformação genitais e cardíacas em fetos de ambos os sexos.

II. O atenolol é um betabloqueador e o uso dessa classe farmacológica durante a gravidez pode prejudicar o crescimento do feto, causar hipoglicemia e bradicardia neonatal.

III. A budesonida é indicada para rinite alérgica moderada a grave e rinite não alérgica, mas seu uso no primeiro trimestre de gestação é associado a má-formação congênita, especialmente musculares e cardíacas; deve-se monitorar neonatos que foram expostos a corticosteroides sistêmicos in utero quanto ao surgimento de hipoadrenalismo.

Estão corretas as afirmativas:

Para exercer seu efeito farmacológico, um medicamento necessita chegar ao seu sítio de atuação. Para isso, ele precisa ser absorvido e, em seguida, distribuído no organismo. Nesse sentido, julgue os seguintes itens, referentes a alguns conceitos farmacocinéticos.

Embora promova um aumento preferencial da concentração no pulmão, em geral, um medicamento administrado por via inalatória é parcialmente absorvido pelo sistema circulatório, podendo, assim, levar ao aparecimento de efeitos colaterais sistêmicos.

Acerca de fórmulas e formas farmacêuticas, julgue os itens a seguir.

Os óvulos e supositórios, preparações farmacêuticas sólidas com formato adequado para aplicação segundo a via de administração adequada, devem dispersar-se ou fundir-se à temperatura do organismo.

Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre fármaco e aplicação terapêutica.
Substância ou matéria-prima que tenha a finalidade medicamentosa ou sanitária, Indique a alternativa correta.
Os surtos de doenças no mundo estão se mostrando cada vez mais evidentes como situações preocupantes como o vírus Ebola e até mesmo de doenças benignas como a escarlatina. Assinale a alternativa correta que indica as medidas ideais a serem tomadas por um indivíduo em três diferentes situações: picadas de cobras peçonhentas, febre amarela e sífilis.
Os desinfetantes e anti-sépticos são amplamente utilizados no ambiente hospitalar. Acerca da manipulação e da ação dessas substâncias, julgue os itens que se seguem. Os desinfetantes e anti-sépticos são amplamente utilizados no ambiente hospitalar. Acerca da manipulação e da ação dessas substâncias, julgue os itens que se seguem.

A introdução dos genéricos no arsenal terapêutico nacional veio acompanhada de uma lei que regulamenta o controle de qualidade desses medicamentos por meio de testes clínicos de equivalência farmacêutica e bioequivalência. Com referência à farmacologia clínica e aos medicamentos genéricos, julgue os itens subseqüentes.

Duas formulações ou preparações farmacêuticas que exibem a mesma biodisponibilidade são chamadas de medicamentos similares.

Assinale a alternativa correta segundo Fuchs, Wannmacher e Cardoso (2006).
O gênero Mycobacterium é constituído por espécies do complexo M. tuberculosis, M. leprae e outras denominadas micobactérias não causadoras de tuberculose. A baciloscopia (exame direto para pesquisa de Bacilo Álcool Ácido Resistente ± BAAR) é o exame básico para o diagnóstico da tuberculose, especialmente para a forma pulmonar. Assinale a alternativa incorreta.

Quanto ao preparo de doses unitárias, a RDC 67, de 08.10.07, que dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais, estabelece que

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