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Os projetos da vila Maser, uma das mais belas da Itália no século XVI, são de Palladio, e os afrescos, de Veronese. A vila realiza, em todo o seu esplendor, a ideia de ordem segundo o grande arquiteto humanista, Palladio, para quem “a beleza resulta da forma e da correspondência entre o todo e as partes, e entre as partes entre si, e entre as partes e o todo, de forma que o edifício deve aparecer como um corpo inteiro e bem definido no qual cada membro convém aos outros e onde todos os membros são necessários às suas funções”.
(Lucette Valensi. Venise et la Sublime Porte, 1987. Adaptado.)
Palladio e Veronese são artistas do Renascimento italiano do século XVI. A arquitetura de Palladio confere forma
Se o GPS caísse por um dia, economia dos EUA sofreria impacto bilionário
Com a utilização de aplicativos como Uber, Google Maps, Waze e de outros serviços de geolocalização acessíveis pelo celular, ir de um lugar para outro nunca foi tão fácil. Dada a grande adesão aos serviços de geolocalização que utilizam o GPS, uma queda nesse sistema causaria prejuízos de US$ 1 bilhão por dia nos Estados Unidos. Tal cenário é hipotético e improvável, mas foi calculado pelo Departamento de Comércio americano. Melhor que ele não se realize, afinal, a tecnologia nos deixou mal-acostumados — ninguém quer navegar pela cidade com um mapa de papel na mão.
(https://noticias.uol.com.br, 23.06.2019. Adaptado.)
Além da substituição de mapas impressos, a tecnologia GPS oferece vantagens econômicas por ser capaz de
Ninguém duvida que o problema essencial da mudança climática seja o aquecimento provocado pelo efeito estufa. Nem que sejam gases como vapor d’água, dióxido de carbono ou metano os principais causadores do aumento da temperatura ambiente. Uma função que é, aliás, positiva. Se não ocorresse, a humanidade nem sequer existiria, pois a temperatura média do planeta seria 33 graus inferior à que temos.
(José Eli da Veiga. A emergência socioambiental, 2015.)
Um dos principais problemas desencadeados pelo efeito estufa diz respeito
Leia um excerto do livro Marco zero I: A revolução melancólica, escrito por Oswald de Andrade e publicado em primeira edição em 1943, para responder à questão:

[…] logo os horizontes [ficaram] penteados de cafezais. Pelos carreadores passava a condução mecânica, tratores, Fordes, caminhões. Enchiam-se os secadores, as tulhas debordavam. A máquina de beneficiar café socava de barulho a sede. A eletrificação havia animado o deserto. […] Toda essa aventura perecera no desastre mundial de 1929. […] O crédito cessara. Cessara a defesa artificial do produto, mantida pelos exploradores da City.

(Oswald de Andrade. Marco zero I: A revolução melancólica, 1978.)
O excerto descreve
Barcos norte-americanos levavam produtos coloniais a ilhas Britânicas, a outros centros europeus e às Antilhas, sobretudo tabaco, artigos navais e madeira. Em troca, importavam da Inglaterra os manufaturados.
(Philip Jenkins. Breve historia de Estados Unidos, 2017. Adaptado.)
O excerto descreve as relações comerciais no Império Britânico em meados do século XVIII, referindo-se
Njinga dizia que não queria a paz com os portugueses porque os portugueses haviam aprisionado sua irmã e não queriam libertá-la. O padre Serafim de Cortona escreveu, então, para o governador português de Angola, pedindo- -lhe que libertasse a irmã de Njinga, com o que faria grande serviço a Deus e ao rei, com a introdução “da nossa santa fé naquelas partes”. A favor da devolução, disse ainda que assim acabaria a já longa guerra e se abriria o “comércio ao resgate dos negros”.
(Marina de Mello e Souza. Além do visível: Poder, Catolicismo e Comércio no Congo e em Angola (Séculos XVI e XVII), 2018. Adaptado.)
O episódio é relatado pelo padre Serafim de Cortona em um documento escrito em 1658 sobre Njinga, rainha de territórios do interior da África. Para o sacerdote,
Leia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão:

Juno e Flora e outras divindades mitológicas

O cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes1 .

(Galvez, Imperador do Acre, 1977.)

1cocotte: mulher jovem e atraente.
O romance Galvez, Imperador do Acre
No período conhecido como Guerra Fria, o cenário geopolítico mundial apresentava-se bipolarizado entre os blocos liderados pelos Estados Unidos e pela União Soviética. No plano militar, esses blocos formaram
Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão.

Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto. Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.

(A moreninha, 1997.)
No romance A moreninha, o personagem Augusto é um jovem
Por questões higiênicas, os antigos cemitérios eram construídos fora das cidades. Contudo, esses espaços foram incorporados às cidades, bem como novos conjuntos foram inaugurados nas periferias. Os cemitérios são um risco potencial para o ambiente. Cada corpo libera em torno de 30 a 40 litros de necrochorume, uma substância que pode contaminar o solo e a água com quantidades elevadas de bactérias e vírus, causadores de doenças.
(Adriano Liziero. “Cemitérios: risco potencial para o ambiente”. https://geografiavisual.com.br, 11.02.2019. Adaptado.)
Embora indesejável por questões ambientais e sanitárias, a incorporação de cemitérios às cidades exemplifica
Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.

(Teoria literária: uma introdução, 1999.)
Um dos motivos apontados pelo texto para a prevalência do romance sobre a poesia a partir do século XX é:

Da ilha amazônica de Marajó ao interior do Piauí, os padres da Companhia possuíam extensas fazendas de gado e de cavalos. No Amazonas, as flotilhas de canoas dos jesuítas aportavam todos os anos em Belém com invejáveis quantidades de cacau, cravo-da-índia, canela e salsaparrilha, cultivados às margens dos principais afluentes do grande rio. A Companhia possuía direitos e privilégios que incluíam a total isenção em Portugal e no Brasil de taxas alfandegárias para todos os seus produtos.

(Daniel Alden. “O período final do Brasil colônia: 1750-1808”.
In: Leslie Bethell (org.) História da América Latina:
A América Latina Colonial, vol. II, 1999. Adaptado.)


O Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e do Brasil em 1759. A sua decisão visou, entre outros objetivos,

Com a instalação de uma nova classe dominante, originada dos bárbaros ou, com mais frequência, da fusão entre populações romanas antigas e populações bárbaras estabelecidas no território do antigo Império Romano, aparece uma forma de poder cujas origens são germânicas e que se denomina a banalidade, o direito de banalidade. É um direito de comando bastante geral, que inclui direitos de justiça, mas, sobretudo, direitos econômicos.
(Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998.)
O direito de banalidade derivava
Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.

(Teoria literária: uma introdução, 1999.)

Advérbio é uma palavra invariável que pode modificar o sentido de um verbo, de um adjetivo, de outro advérbio ou de uma oração inteira.

Um advérbio que modifica o sentido de um adjetivo ocorre em:

Parceiros comerciais do Brasil no exterior, principalmente os compradores de commodities produzidas na Amazônia, andam preocupados em evitar o que chamam de “desmatamento importado”, e têm exigido cada vez mais garantias de que os bens que compram são produzidos em conformidade com normas de respeito ao meio ambiente. (Bernardo Esteves. “O meio ambiente como estorvo”. Revista Piauí, junho de 2019.)
A concepção de “desmatamento importado”
Leia um excerto do livro Marco zero I: A revolução melancólica, escrito por Oswald de Andrade e publicado em primeira edição em 1943, para responder à questão:

[…] logo os horizontes [ficaram] penteados de cafezais. Pelos carreadores passava a condução mecânica, tratores, Fordes, caminhões. Enchiam-se os secadores, as tulhas debordavam. A máquina de beneficiar café socava de barulho a sede. A eletrificação havia animado o deserto. […] Toda essa aventura perecera no desastre mundial de 1929. […] O crédito cessara. Cessara a defesa artificial do produto, mantida pelos exploradores da City.

(Oswald de Andrade. Marco zero I: A revolução melancólica, 1978.)
A “aventura pereceu” devido
A respeito da crise da economia gumífera, pode-se afirmar que a extração do látex na Amazônia
Os processos de desconcentração espacial e especialização produtiva das indústrias remetem
Um projeto desenvolvido em São Paulo, com tecnologia dinamarquesa, propõe que um dos aterros da região metropolitana ganhe uma usina que será alimentada pela parte orgânica do lixo coletado na cidade. O método importado da Escandinávia facilita a separação das fases orgânicas e inorgânicas dos resíduos sólidos que chegam ao aterro. No caso, há tanto o ganho econômico quanto social e ambiental.
(Eduardo Geraque. “Energia que vem do lixo”. https://sustentabilidade.estadao.com.br, 23.10.2018. Adaptado.)
Considerando os materiais que alimentarão essa usina, pode-se concluir que ela produzirá
Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão.

Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto. Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.

(A moreninha, 1997.)
Em “prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste” (2º parágrafo), o trecho sublinhado pode ser substituído, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original, por:
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