Com relação ao conceito de ideologia no pensamento de Marx e
Engels, avalie os itens a seguir.
I. A ideologia reflete os interesses das classes dominantes e tem
o poder de determinar as relações sociais e materiais.
II. A ideologia opera uma inversão ao fazer com que produtos das
relações humanas apareçam como realidades autônomas.
III. A ideologia mascara a realidade social e justifica a perpetuação
de determinadas realidades como se fossem a-históricas.
Com relação à lógica proposicional, assinale V para a afirmativa
verdadeira e F para a falsa.
( ) A disjunção “P ou Q” é verdadeira se e somente se ambas as
proposições P e Q forem verdadeiras.
( ) A negação da proposição “Se hoje é segunda-feira, então João
irá trabalhar” é logicamente equivalente a “Hoje é segunda-feira e João não irá trabalhar”.
( ) A proposição “Se Maria estuda, então ela passa no teste” é
falsa apenas se Maria estuda e não passa no teste.
A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os
outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções. Trata-se, pois, de saber que
convenções são essas.
ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social. São Paulo: Abril, 1973. (Adaptado.)
Rousseau é um dos autores fundamentais do pensamento político
moderno. Segundo o filósofo, a ordem social se origina
— Se estivesses a organizar, ó Sócrates — interveio ele — uma
cidade de porcos, não precisavas de outra forragem para eles.
PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.
A fala acima expressa a crítica de Gláucon à primeira cidade
idealizada por Sócrates no livro II d’A República. A crítica se deve
ao fato de que esta cidade
A causa da gênese de uma coisa e a sua utilidade final, a sua efetiva
utilização e inserção em um sistema de finalidades, diferem
totalmente.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras,
2009. (Adaptado.)
O método genealógico de Nietzsche é empregado em suas
investigações sobre como os valores se constituem.
Com relação a esse método, é correto afirmar que os valores
A maioria das proposições e questões que se formularam sobre
temas filosóficos não são falsas, mas contrassensos. Por isso, não
podemos de modo algum responder a questões dessa espécie, mas
apenas estabelecer seu caráter de contrassensos. A maioria das
questões e proposições dos filósofos provém de não entendermos
a lógica de nossa linguagem.
WITTGENSTEIN, L. Tractatus Logico-Philosophicus. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 2001.
O trecho acima expressa um ponto central da filosofia do primeiro
Wittgenstein. Segundo a tese apresentada, as proposições
filosóficas
Não é fácil traçar a fronteira temporal do momento em que surge
o pensamento racional. Passaria, provavelmente, pela epopeia
homérica. No entanto, nela é tão estreita a interpenetração do
elemento racional e do “pensamento mítico”, que mal se pode
separá-los. Uma análise da epopeia, a partir desse ponto de vista,
nos mostraria quão cedo o pensamento racional se infiltra no mito
e começa a influenciá-lo.
JAEGER, W. W. Paideia: a formação do homem grego. São Paulo: Editora
WMF Martins Fontes, 2013.
Sobre a relação entre racionalidade e mito tal como expressa no
trecho acima, é correto afirmar que
A formação escolástica na Idade Média incluía um método
estruturado de discussão. Este método, composto por uma
questão, argumentos contraditórios e uma resolução foi chamado
de
As massas não se unem pela consciência de um interesse comum e
falta-lhes aquela específica articulação de classes que se expressa
em objetivos determinados, limitados e atingíveis. Simplesmente
devido ao seu número, ou à sua indiferença, ou a uma mistura de
ambos, não se podem integrar numa organização.
ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2013.
(Adaptado).
Segundo Hannah Arendt, as massas são centrais na ascensão dos
regimes totalitários. Com base no trecho acima, é correto afirmar
que as massas são
Para Tomás de Aquino, os entes criados são contingentes e
dependem ontologicamente de dois princípios: a essência e a
existência. No caso de Deus, por outro lado, essência e existência
coincidem.
No caso das criaturas, estes dois conceitos designam,
respectivamente
No contexto da influência do pensamento islâmico sobre a filosofia
cristã medieval, a teoria da dupla verdade de Averróis causou
impacto na controvérsia em torno da fé e da razão.
Agostinho de Hipona foi um dos principais introdutores da filosofia
de Platão no ambiente intelectual e religioso do cristianismo.
É um ponto de divergência entre os filósofos.
O filósofo pré-socrático que defendeu que a realidade é composta
por quatro elementos que se unem e separam mediante as forças
primordiais do amor e do ódio é
Os sofistas são um momento necessário da história da filosofia:
eles refutam a abstração vazia do ser eleático [de Parmênides] pela
consideração das coisas efetivas, da realidade do mundo sensível e
vivo, pluralidade, movimento, subjetividade.
CASSIN, B. O efeito sofístico. São Paulo: Editora 34, 2005. (Adaptado.)
A leitura tradicional a respeito dos sofistas é tributária da
interpretação platônico-aristotélica. A relação do trecho acima
com essa interpretação é de
Com relação às modalidades de raciocínio e inferência, avalie os
itens a seguir.
I. “O Sol nasceu todos os dias até hoje; portanto, é provável que
o Sol nascerá amanhã” é um exemplo de abdução.
II. “A grama está molhada; se tivesse chovido, isso explicaria a
grama molhada; logo, talvez tenha chovido” é um exemplo de
indução.
III. “Todos os seres humanos são mortais; Carlos é um ser
humano; logo, Carlos é mortal” é um exemplo de dedução.
O mundo é a minha representação. — Esta proposição é uma
verdade para todo ser vivo e pensante, embora só no homem
chegue a transformar-se em conhecimento abstrato e refletido.
SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e representação. Rio de
Janeiro: Contraponto, 2001.
Segundo Schopenhauer, afirmar que o mundo é representação,
significa que o mundo é
Como, além disso, [os homens] encontram, tanto em si mesmos,
quanto fora de si, não poucos meios que muito contribuem para a
consecução do que lhes é útil, como, por exemplo, os olhos para
ver, os dentes para mastigar, os vegetais e os animais para
alimentar-se, o sol para iluminar, o mar para fornecer-lhes peixe
etc., eles são, assim, levados a considerar todas as coisas naturais
como se fossem meios para sua própria utilidade.
SPINOZA, B. de. Ética. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
O trecho acima expressa a posição crítica de Espinosa em relação
a uma das formas de causalidade teorizadas pela tradição
filosófica. Trata-se da noção de causa
O botão desaparece no desabrochar da flor, e poderia dizer-se que
a flor o refuta; do mesmo modo que o fruto faz a flor parecer um
falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade em lugar da flor:
essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como
incompatíveis entre si. Porém, ao mesmo tempo, sua natureza
fluida faz delas momentos da unidade orgânica, na qual, longe de
se contradizerem, todos são igualmente necessários.
HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis, RJ: Vozes;
Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014.
O trecho acima ilustra a concepção dialética de Hegel, segundo a
qual os contrários
Na Crítica da Faculdade de Julgar, Immanuel Kant diferencia a
fruição relativa ao belo tanto daquela envolvendo o que é bom
quanto a que envolve o que é agradável.
Assinale a opção correta, segundo essa distinção kantiana.