A necessidade das autoridades eclesiásticas por provas físicas dos
fenômenos sagrados faz parte de um fenômeno mais amplo já
observado pelos historiadores da espiritualidade feminina da Idade
Média tardia: a predominância das mulheres entre as santas
visionárias e a persistente tendência dos hagiógrafos masculinos
de traduzir as experiências místicas internas de suas sujeitas
femininas em sinais corporais perceptíveis, como estigmas, feridas
sangrentas, lactação e outros fenômenos místicos. Isto conferiu
uma importância especial aos corpos das mulheres santas, que
eram vistas como recipientes de seus poderes sobrenaturais, e
pode ser a razão pela qual os contemporâneos parecem ter
embalsamado os corpos das futuras santas mais frequentemente
do que os dos santos homens — um fato que ajuda a explicar a
restrição das anatomias sagradas, nesse período, a corpos
femininos. Por outro lado, esse foco nos corpos mortos das
mulheres santas parece também ter refletido uma necessidade
especial de prova por parte dos clérigos homens quando a
santidade feminina estava em questão.
Adaptado de PARK, Katharine. The secrets of Women: Gender,
Generation, and the Origins of Human Dissection. New York: Zone Books,
2006, pp. 58- 59.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que um dos
elementos que explica a relação entre os corpos femininos e o
contexto da Idade Média tardia foi
Foi no governo Kubitschek que se consagrou o termo
“desenvolvimentismo”, em lugar da expressão “fomento do
desenvolvimento”. Já em sua campanha eleitoral Kubitschek
lançou o slogan 50 Anos em 5. Logo depois de tomar posse,
instituiu o Conselho do Desenvolvimento, diretamente ligado à
presidência, primeiro órgão central de planejamento permanente
no Brasil. O Conselho elaborou o Plano de Metas, conjunto de 30
objetivos específicos, distribuídos em setores.
Adaptado de: Atlas Histórico do Brasil. Governo Juscelino Kutischek 1956
– 1961, FGV CPDOC.
As opções a seguir descrevem corretamente medidas
desenvolvimentistas do governo de Juscelino Kubitschek, à
exceção de uma. Assinale-a.
Os envolvidos também desempenhavam diferentes formas de
trabalho simbólico ao cocriar a crença coletiva de que todos os
vassalos tinham acesso ao ouvido do governante. A ficção do
diálogo entre governados e governante era um pilar da confiança
dos vassalos na monarquia. Foi desse diálogo epistolar e da
construção de confiança que surgiu a comunicação em todo o
mundo. De fato, esse intercâmbio não apenas deu origem a muitas
de suas leis, mas também moldou profundamente a sociedade nas
Índias e constituiu, em si, um elemento fundamental de um projeto
coletivo. Sob essa perspectiva, os Estados e sua formação não são
simplesmente produtos de aparatos coercitivos que se impõem
sobre comunidades passivas, mas o resultado de processos
comunicativos que tornaram ambas as partes mais poderosas.
Adaptado de: MASTERS, Adrian. We, the King: Creating Royal Legislation
in the Sixteenth-Century Spanish New World. Cambrigde: Cambridge
University Press, 2023, pp. 7-8.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta
corretamente a interpretação do autor sobre o projeto da
monarquia hispânica sobre seus domínios na época moderna.
A tese de que na Cabanagem houve várias “cabanagens” parece
ter fundamento. Os interesses dos segmentos do grande
contingente de “despossuídos” que participaram do movimento, e
que foram responsáveis pela sua radicalização, chocaram-se com
os das lideranças político-partidárias que estiveram à frente dos
cabanos.
Fonte: JUNIOR, José Alves de Souza. Cabanagem, revolução amazônica,
1830-1840. São Paullo: Fundação Lauro Campos, 2022, p.73.
Assinale a opção que descreve corretamente a composição do
movimento da Cabanagem.
Um professor de história propôs, como atividade didática, aos seus
alunos uma roda de conversa para que lessem e discutissem a
seguinte resposta da Tayse Campos a uma entrevista na qual
compartilhou sua percepção sobre a identidade dos povos
originários no Brasil.
Agora, esse termo indígena no Brasil, eu acho que é só uma
apropriação política. Nunca existiu índio no Brasil e vai continuar
não existindo índio no Brasil. Ele foi trazido pelo colonizador, pelos
portugueses que passaram a chamar todo mundo aqui de índio.
Essas pessoas até hoje não se autoafirmam indígenas, a não ser
usam a categoria que foi criada pelo colonizador. E que foi usada
por esses povos para garantir direitos. Então nós somos índios,
temos direitos, vamos garantir os nossos direitos a partir dessa
categoria. Mas continua no Brasil existindo os Mendonças do
Amarelão, os Potiguara do Catu, os Potiguara do Sagi, os Potiguara
da Baía da Traição, os Fulniô de Pernambuco, os Pankararu de
Pernambuco, os Xavante, os Tuxá da Bahia, os Caiapó lá na região
Norte, os Guarani-Kaiowá que perderam suas terras e estão
espalhados em vários Estados. Esses povos continuaram
preservando sua etnia, seu povo. Porque todos nós éramos povos
de etnias diferentes, de culturas diferentes. A grande maioria não
se conhecia, porque para nós, a gente não conhecia quem morava
no Norte, lá em 1500, a gente não tinha esse contato. Agora, eu
acho que esse termo indígena, fortaleceu muito a partir da década
de 70, a partir de toda aquela mobilização indígena que houve
contra a ditadura militar e a favor da constituição federal de 88, de
militância, de luta, para garantir, assegurar os direitos dentro
constituição federal.
Adaptado de: CAMPOS. Tayse. Entrevista concedida para pesquisa de
doutoramento (setembro de 2021). Entrevistadora: Andreza de Oliveira
Andrade. Comunidade do Amarelão, João Câmara – RN, 2021. Entrevista
realizada em 21/09/2022
A respeito da atividade descrita, assinale a afirmativa que descreve
corretamente os objetivos alcançados alinhados ao Referencial
Curricular do Ensino Médio Potiguar.
Leia o trecho a seguir.
Antes da era da expansão europeia além-mar e da circunavegação
portuguesa pela África, a Itália renascentista tornou-se um destino
comum para numerosos monges e dignitários etíopes. Esses
viajantes se apresentaram no cenário europeu como agentes
ativos da descoberta transcontinental: interessados em aprender
mais sobre uma região que viam como o centro definitivo do
cristianismo organizado, tornaram-se os protagonistas de uma era
etíope de exploração. Longe de serem vistos como 'outros'
inferiores, os etíopes eram, de fato, considerados fornecedores de
conhecimento em um mundo europeu cuja autoidentificação
estava fundamentada na identidade cristã e onde um paradigma
religioso de semelhança e alteridade prevalecia sobre a raça e a
cor no discurso sobre a diferença. Eles devem ser vistos como
contribuintes chave para a criação do que foi apropriadamente
chamado de 'consciência planetária', o processo pelo qual os
europeus adquiriram autoconsciência sobre os territórios alémmar.
Adaptado de:SALVADORE, Matteo. The Ethiopian Age of Exploration:
Prester John’s Discovery of Europe, 1306-1458. Journal of World History,
Vol. 21, No. 4, 2011, pp. 593-594.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta
corretamente a interpretação do autor sobre a presença de
indivíduos etíopes na Itália durante o Renascimento.
Testemunhas da execução de Carlos I afirmaram que, após a
cabeça do rei ser cortada, a multidão que assistia emitiu um longo
e profundo gemido coletivo. Nesse momento sem palavras,
podemos começar a imaginar as consequências culturais do
regicídio. Quase todos os escritores sobre casamento e família do
século anterior haviam traçado a equação habitual entre o
domínio do pai sobre sua família e o domínio do rei sobre seus
súditos. Cada um refletia o outro, e cada um funcionava para
sustentar a autoridade do outro. Para nós, a metáfora é apenas
uma comparação, mas no período moderno inicial, as semelhanças
ainda falavam de alguma identidade comum ou compartilhada.
Dizer que a família era como o Estado e vice-versa implicava um
tipo de conexão entre os dois que não conseguimos mais imaginar
plenamente. Executar o rei implicava um desafio à autoridade dos
pais em todo o país.
Adaptado de: FISSELL, Mary. Vernacular Bodies: The politics of
reproduction in early modern England. Oxford: Oxford University Press,
2004, p. 164.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta
corretamente a interpretação da autora sobre o regicídio ocorrido
na Guerra Civil da Inglaterra e seus impactos culturais.
Para evitar equívocos chamamos de monarquia pluricontinental
algo distinto de monarquia compósita. Para John Elliott, esta
última monarquia era algo constituído por vários reinos, com
estatutos próprios que preexistiam à formação de tal monarquia.
Os vários reinos eram, desse modo, preservados, nos termos de
suas formações originais, com seus corpos de leis, normas e
direitos locais. Cada uma dessas unidades mantinha sua
capacidade de autogoverno no interior de um complexo
monárquico mais amplo. Nesse formato, o rei – o monarca –
operava como a cabeça do corpo social, constituído pelos vários
reinos que se mantinham regidos por suas regras coadunadas com
as leis maiores editadas pela Coroa. A monarquia pluricontinental
é entendida de modo bastante diverso. Nela há um só reino – o de
Portugal –, uma só nobreza de solar, mas também diversas
conquistas extra europeias. Nela há um grande conjunto de leis,
regras e corporações – concelhos, corpos de ordenanças,
irmandades, posturas, dentre vários outros elementos
constitutivos – que engendram aderência e significado às diversas
áreas vinculadas entre si e ao reino no interior dessa monarquia.
Tratavam-se, na verdade, na América lusa, por exemplo, de
poderes locais – no limite, se organizaram enquanto capitanias –
que tomavam instituições sócio-organizacionais reinóis como
referência para a formalização de sua organização social.
Adaptado de: FRAGOSO, João; Gouvêa, Maria de Fátima. Monarquia
pluricontinental e repúblicas: algumas reflexões sobre a América lusa nos
séculos XVI-XVIII. Tempo, n. 27, p. 55.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a monarquia
Avalie as afirmativas a seguir sobre as medidas estabelecidas pela
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assinada por Getúlio
Vargas, e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Estabeleceu a obrigatoriedade da carteira de trabalho apenas
para os trabalhadores homens exercerem qualquer ocupação,
enquanto as mulheres continuaram a trabalhar de maneira
informal.
( ) Estabeleceu o salário mínimo para os trabalhadores urbanos,
mas excluiu os empregados domésticos desse direito
trabalhista.
( ) Estabeleceu a distinção entre os trabalhos de natureza manual
e intelectual, privilegiando a condição laboral do trabalhador
intelectual.
Analise as afirmativas a seguir sobre a Independência da Índia em
relação ao domínio colonial da Grã-Bretanha e assinale (V) para a
verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Após a independência, o governo indiano decidiu pela
unificação do território, promovendo a coexistência religiosa
de hindus e muçulmanos.
( ) Uma das consequências da colonização britânica foi a
permanência do sistema monárquico, que, mesmo após a
independência, continuou sendo o sistema político adotado
pela Índia até os dias atuais.
( ) O enfraquecimento da Grã-Bretanha durante a Segunda
Guerra Mundial foi visto pelos indianos como uma
oportunidade para pressionar as autoridades britânicas pela
conquista da independência.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, de cima para
baixo.
O nacionalismo liberal foi espelhado no mundo real pelas políticas
liberais ou liberalizantes de imigração e cidadania que atingiram o
pico na mesma época. Contudo, a ironia é que o nacionalismo
liberal entrou em campo justamente quando a sociedade e o
Estado foram radicalmente remodelados segundo as linhas
neoliberais. Se aplicado às políticas de imigração e cidadania, o
neoliberalismo partilha com o liberalismo a aversão à
discriminação categórica a nível de grupo. Para o neoliberalismo,
tal discriminação é particularmente odiosa porque entra em
conflito com os seus fundamentos meritocráticos. Mas o
neoliberalismo afasta-se do liberalismo ao repudiar a
responsabilidade da sociedade e do Estado de corrigir resultados
desiguais do mercado. Em vez disso, o neoliberalismo estipula uma
autorresponsabilidade austera do indivíduo, seja ele cidadão ou
imigrante. Na verdade, a distinção cidadão-imigrante torna-se
irrelevante, uma vez que a unidade individual numa ordem
neoliberal é o “cidadão trabalhador” etnicamente anônimo. Ao
mesmo tempo, o nacionalismo neoliberal remodela a comunidade
política de uma comunidade de destino para uma comunidade
contratual e dependente da contribuição individual e de um
sentido estrito de reciprocidade.
Adaptado de JOPPKE, Chirstian. Neoliberal nationalism and immigration
policy, Journal of Ethic and Migration Studies, vol. 50, n. 7, 2024, p. 1658.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o
neoliberalismo
Avalie as afirmativas a seguir sobre o período conhecido como Pax
Romana, e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Durante esse período, houve a isenção de tributos e a
diminuição do controle militar romano nas províncias locais, o
que favoreceu a harmonia social.
( ) Durante esse período, houve uma estagnação da expansão
territorial e populacional, uma decisão deliberada com o
objetivo de priorizar a prosperidade econômica das
possessões já conquistadas.
( ) Durante esse período, houve consideráveis avanços na
arquitetura, incluindo o desenvolvimento de estradas que
facilitaram a conexão entre diversas localidades do Império.
Um grande manto de florestas e charnecas cortado por clareiras
cultivadas, mais ou menos férteis, tal é o aspecto da Cristandade –
algo diferente do Oriente muçulmano, mundo de oásis em meio a
desertos. Num local a madeira é rara e as árvores indicam a
civilização, noutro a madeira é abundante e sinaliza a barbárie. A
religião, que no Oriente nasceu ao abrigo das palmeiras, cresceu
no Ocidente em detrimento das árvores, refúgio dos gênios pagãos
que monges, santos e missionários abatem impiedosamente. Aqui,
o progresso liga-se ao arroteamento, à luta e vitória sobre a mata
cerrada, sobre os arbustos ou, quando necessário e o equipamento
técnico e a coragem o permitem, sobre os bosques, sobre a floresta
virgem. Mas a realidade palpitante é marcada por um conjunto de
clareiras mais ou menos vastas, que correspondem a células
econômicas, sociais e culturais. Por muito tempo o Ocidente
medieval foi um aglomerado, uma justaposição de domínios, de
castelos e de cidades surgidos no meio de extensões incultas e
desertas. O deserto, aliás, era então a floresta. La se refugiavam os
adeptos voluntários ou involuntários da fuga mundi. Eremitas,
amantes, cavaleiros errantes, malfeitores, foras da lei.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente Medieval. Caxias
do Sul: Edusc, 2005 pp. 123-124.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o imaginário
medieval ocidental entendia as florestas como espaços de
O que entendemos por Época Moderna? Tentar responder a essa
pergunta implica discutir uma operação central da historiografia:
a periodização. Delimitar conceitual e cronologicamente uma
época é um esforço necessário na busca pela compreensão do
passado e de atribuição de sentido à ação dos agentes históricos,
à força de sujeitos coletivos e ao peso das instituições. Nos termos
de uma operação de valor discursivo, a periodização não é passível
de ser operacionalizada fora do âmbito da sua enunciação; isto é,
ao se nomear e, assim, conferir particularidade a uma porção da
história da humanidade, expõe-se imediatamente a fragilidade da
linguagem em dar conta do sentido latente do que é delimitado
pelo conceito. Para tanto, é preciso inicialmente esclarecer que
“Época Moderna” “História Moderna” “Primeira Modernidade” e
“Período Moderno” são expressões utilizadas como sinônimos
funcionais na historiografia e no ensino escolar e universitário em
nosso país. Todavia, essas expressões advêm de tradições
historiográficas distintas e, assim, refletem estratégias de
periodização nem sempre coincidentes. Ao se analisar processos
históricos identificados como particularmente europeus, verificase que os tempos assumem velocidades diferentes na constituição
da modernidade e mesmo do que se entende por moderno.
Adaptado de: ARAÚJO, André; Doré, Andréa; Lima, Luís Filipe; Machel,
Marília; Rodrigues, Rui. A Época Moderna. Petrópolis: Editora Vozes,
2024, pp. 13 – 23.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o
procedimento de nomear e periodizar a época moderna
representa
Associe os tratados relacionados à definição de territórios
americanos durante o período colonial às respectivas medidas
estabelecidas por cada um deles.
1 Tratado de Tordesilhas
2 Tratado de Madri
3 Tratado de Santo Ildefonso
( ) Garantiu o controle de Portugal sobre a maior parte da Bacia
Amazônica; uma consequência desse tratado foi o surgimento
das Guerras Guaraníticas.
( ) Definiu os territórios que poderiam ser explorados por
castelhanos e portugueses nas regiões descobertas na América
durante o período das grandes navegações.
( ) Estabeleceu, de forma definitiva, que a Colônia de Sacramento
passasse a pertencer à Espanha, além de determinar a
retomada, por Portugal, da Ilha de Santa Catarina.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, de cima para
baixo.
Rebelião em unidades da Marinha ocorrida entre setembro de
1893 e março de 1894. Começou no Rio de Janeiro, então Distrito
Federal, e chegou ao sul do Brasil. Sem apoio popular ou do
Exército, o movimento foi sufocado pelo presidente Floriano
Peixoto, a quem pretendia depor. Iniciada em 1893, teve seus
antecedentes dois anos antes, em 3 de novembro de 1891, quando
o primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca,
sem conseguir negociar com as bancadas dos estados,
especialmente os produtores de café (São Paulo, Rio de Janeiro e
Minas Gerais), fechou o Congresso Nacional. Unidades da Marinha
se sublevaram e, sob a liderança do almirante Custódio José de
Melo, ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. Para evitar uma
guerra civil, em 23 de novembro Deodoro renunciou. O vice-presidente, marechal Floriano Peixoto, assumiu seu lugar e não
convocou eleições presidenciais, conforme previa o artigo n° 42 da
Constituição para o caso de vacância do cargo em menos de dois
anos após a posse do presidente.
Adaptado de: Verbete de Atlas Histórico do Brasil – FGV CPDOC
O populismo é intrinsecamente instável porque se estrutura na
cooperação entre classes e no obscurecimento dos interesses
divergentes desses grupos. Em períodos difíceis, quando se prova
ser impossível satisfazer a todos os participantes do pacto
populista, o sistema entra em colapso, vítima de suas próprias
contradições.
Fonte: WALKER, Thomas. O surgimento do populismo no Brasil: Um
estudo do Município de Ribeirão Preto. R. Ci. pol., Rio de Janeiro, 21 (4)
:73-94, out./dez. 1978, p. 75.
Embora o termo “populismo” seja objeto de debates entre
cientistas políticos e historiadores, é correto afirmar que se trata
de um movimento político conhecido por