O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica multissistêmica que, se não tratada, pode levar à inflamação e danos aos órgãos. Possui diagnóstico desafiador devido à apresentação clínica variada, sendo importante conhecê-la. Assim, assinale a alternativa cujas manifestações clínicas são mais sugestivas da doença.
Na fisiopatologia da cetoacidose diabética, observam-se:
Homem de 63 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica há mais de 10 anos, comparece para consulta de seguimento. Está em uso de metformina, empagliflozina e losartana. Refere bom controle glicêmico, sem queixas clínicas atuais. Exames laboratoriais recentes mostram creatinina de 1,4 mg/dL e taxa de filtração glomerular estimada em 52mL/min/1,73m². A relação albumina/creatinina urinária é de 420 mg/g. Qual o estadiamento da doença renal crônica neste paciente?
No tratamento do hipotireoidismo por tireoidite de Hashimoto o controle da dosagem da levotiroxina é feito por:
Paciente masculino, médico de família, 28 anos, apresentando febre com calafrios e tosse produtiva há 3 dias, procurou atendimento, hoje, na emergência. Ao exame, encontra-se orientado, FC = 92 bpm; FR = 20 irpm; PA = 120 x 70 mmHg; prostrado, ausculta pulmonar com roncos em base direita; saturação O2= 93% em ar ambiente. Radiografia de tórax mostra consolidação alveolar em lobo inferior do pulmão direito. Hemograma com HB = 13 g/dl; leucócitos = 13.000 céls/mm3; creatinina = 1,0 mg/dl; ureia = 35 mg/dl. Qual o valor do CURB deste paciente, onde deve ser feito o tratamento e qual agente deve ser obrigatoriamente coberto pelo esquema de antibióticos?
Paciente feminina de 50 anos com história de transtorno depressivo, asma brônquica, dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica vem à consulta devido controle inadequado de pressão arterial, apesar de boa aderência. Refere que toma os medicamentos corretamente e atualmente está em uso de losartana 50 mg duas vezes ao dia, hidroclorotiazida 25 mg uma vez ao dia, anlodipino 10 mg ao dia, fluoxetina 20 mg ao dia e formoterol 12 mcg + budesonida 400 mcg duas vezes ao dia. Contudo, sua pressão arterial permanece entre 140/90 mmHg e 150/95 mmHg. Dentre as alternativas a seguir, qual é a melhor opção farmacológica para otimização do controle pressórico da paciente neste momento?
No diagnóstico diferencial de pacientes com sangramento, as hemofilias congênitas despontam como hipótese diagnóstica e devem ser suspeitadas em pacientes com episódios de hemartrose após início da deambulação. As hemofilias A e B alteram os seguintes exames, respectivamente:
Paciente do sexo masculino, 70 anos, relata que há 6 meses iniciou com aumento do volume abdominal associado a perda de peso importante. Fez exames laboratoriais com alteração de exames hepáticos. Histórico de esteatose hepática de longa data. DM tipo 2 e HAS há alguns anos em tratamento irregular. Cirurgia de varizes de membros inferiores prévia, sem intercorrências. Nega tabagismo. Nega etilismo. Ao exame físico está ictérico, com abdome ascítico e com edema de membros inferiores. Sem flapping. Ultrassom de abdome demonstra ascite moderada e sinais de hipertensão portal com esplenomegalia. Neste momento, a melhor conduta é:
Um homem de 28 anos apresenta temperatura axilar de 38,5º, prostração e dor de garganta, bem como adenopatias cervicais palpáveis, dolorosas, móveis. Tem a orofaringe hiperemiada, com algumas placas esbranquiçadas nas amígdalas. Não há outras alterações no exame físico. Conclui- se que o diagnóstico mais provável é o de amigdalite bacteriana, especialmente após a verificação de um hemograma, que demonstrou:
Paciente do sexo feminino de 19 anos com vida sexual ativa, procurou atendimento na unidade básica de saúde com queixa de ardência vulvar importante há uma semana. Referia também dores musculares e febrícula. No exame vulvar observa-se a presença de lesões múltiplas, ulceradas, dolorosas e com fundo purulento. Há associação de linfadenopatia inguinal à esquerda em processo de supuração. Esse quadro clínico é causado pelo agente etiológico denominado:
Paciente de 28 anos, sexo feminino, com doença celíaca recém diagnosticada, refere que vinha apresentando diarreia, 8 episódios por dia, por 3 meses. Durante o período evoluiu com astenia, mas nega sangramentos. Exames laboratoriais evidenciam Hb 9,0g/dl Ht 27% VCM 114fl 6000 leucócitos 160 mil plaquetas, Ferro 80mcg/dL, capacidade total de ligação do ferro 240, Índice de saturação da transferrina 33% Ferritina 110ng/mL Vitamina B12 109ng/L Ácido fólico 6ng/mL. Qual a conduta correta para manejo desta paciente neste momento?
Um paciente com hemorragia cerebral apresenta extensão dorsal do hálux quando sua sola do pé é estimulada com um objeto rombo, passado pela região lateral da sola no sentido do calcanhar para os dedos. Este sinal é conhecido como:
Bernardo, 45 anos, consulta na sua Unidade de Saúde para trazer os exames de investigação solicitados por colega após ter tido relações sexuais desprotegidas. Entre os exames, você verifica o teste de HIV positivo, já confirmado. Sobre o tratamento e acompanhamento do paciente, assinale a alternativa correta:
Paciente do sexo feminino, 24 anos, com diagnóstico de síndrome do intestino irritável, padrão misto, em tratamento com mebeverina, com ótima resposta, vai consultar com você para reavaliação. Qual queixa da paciente neste momento o preocuparia quanto a possibilidade de doença orgânica associada?
Um homem de 41 anos de idade se apresenta ao médico de cuidados primários após ter um teste de interferon-gama positivo. Há vários meses, ele teve contato com um indivíduo com tuberculose ativa, mas nunca apresentou nenhum sintoma. Ele é saudável e não toma nenhum medicamento. Posteriormente, o paciente é submetido à análise do escarro e à radiografia de tórax, ambas dentro dos limites da normalidade. Qual das alternativas a seguir é um dos regimes de tratamento mais adequados para a condição desse paciente?
Adolescente de 12 anos, sexo feminino, apresentou febre, que durou seis dias, associada a artralgia em punhos e coluna cervical. O quadro articular evoluiu com edema e dor em joelhos, progredindo para limitação dolorosa de tornozelos no decorrer de duas semanas. Foi medicada com analgésicos, persistindo a dor, claudicação e limitação intermitente para deambulação e atividades diárias. No momento do exame físico, estava afebril e, além da artrite, foi observado sopro sistólico em foco mitral de 3+/6, FC: 120 bpm. Negava história pregressa de amigdalite. Exames complementares: EAS: normal, VHS: 58mm/1ª hora, proteína C reativa: 15,8 mg/dl, hemograma: Hb: 10,3 g/dl, leucócitos: 18.400/mm3 (segmentados: 88,9%, linfócitos: 6,8%), plaquetas: 415.000/mm3, antiestreptolisina O: 1.220UI/dl; hemocultura: negativa, cultura de orofaringe: negativa; ECG: normal. Considerando a hipótese diagnóstica de febre reumática, pode-se afirmar que: