A atual globalização é fenômeno histórico que, para muitos estudiosos, tem sua origem mais remota no processo de expansão comercial e marítima que alguns países europeus protagonizaram no início da Idade Moderna (séculos XV e XVI). Com a marcha ascensional da Revolução Industrial, a partir de fins do século XVIII e ao longo dos dois últimos séculos, a mundialização da economia chega aos dias atuais arrastando consigo diversos outros aspectos da vida das sociedades.
A propósito do tema a que se refere o texto acima, julgue os itens que se seguem.
Para preservar a estabilidade conquistada pelo Plano Real, o Brasil recusa?se a participar da economia global, o que explica seu isolamento internacional, retirando?se de organismos multilaterais como a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).No que diz respeito ao parcelamento disposto no Código Tributário Nacional, assinale a opção CORRETA:
I. Pleno gozo dos direitos profissionais, civis e políticos.
II. Inexistência de condenação por crime contra a segurança nacional.
III. Inexistência de débitos consolidados em órgão governamental.
IV. Cidadania brasileira nata.
V. Habilitação profissional na forma da legislação em vigor.
Estão corretas quantas condições acima?
O Conselho Nacional, ao qual ficam subordinados os Conselhos Regionais, terá sede no Distrito Federal e jurisdição em todo o território nacional. Sobre sua jurisdição e composição, analise as afirmativas.
I. A jurisdição de um Conselho Regional poderá abranger mais de um Estado, se as conveniências assim o indicarem.
II. O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia compor-se-á de seis membros, eleitos juntamente com outros tantos suplentes, todos de nacionalidade brasileira.
III. A duração dos mandatos dos membros do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia será de quatro anos.
Está correto o que se afirma em:
I. É possível, clicando-se uma vez sobre qualquer hexágono, fazer girar todos hexágonos ao mesmo tempo.
II. Utilizando a opção Alterar Forma, pode-se transformar um único hexágono em uma estrela, por exemplo.
III. É possível, clicando-se uma vez sobre qualquer hexágono, arrastá-lo para fora do conjunto original.
Está correto o que se afirma em:
I. Um estilo é um conjunto de características de formatação, como nome da fonte, tamanho, cor, alinhamento de parágrafo e espaçamento. Alguns estilos incluem até mesmo borda e sombreamento.
II. Para iniciar a numeração de página mais adiante em um documento, é necessário primeiro dividir o documento em seções e desvinculá-las. Em seguida, é possível exibir a numeração de página e escolher o valor inicial.
III. Para editar um cabeçalho ou rodapé deve-se clicar duas vezes na área do cabeçalho ou rodapé para abrir as Ferramentas de Cabeçalho e Rodapé.
Está correto o que se afirma em:
Busca pela vida em águas profundas em Santos
O navio de pesquisa oceanográfica japonês Yokosuka chegou ontem ao Porto de Santos, com o submarino Shinkai 6500 e um grupo de cientistas brasileiros a bordo, marcando assim o fim de uma expedição de duas semanas sobre o Platô de São Paulo, com mergulhos que chegaram a 3.600 metros de profundidade.
E a grande descoberta da expedição, imagine só, foi não ter descoberto quase nada. Foi a primeira vez que cientistas mergulharam a grandes profundidades nessa região, e a escassez de vida surpreendeu tanto os pesquisadores japoneses quanto os brasileiros. "A expectativa era encontrar grandes concentrações de vida, mas infelizmente nada disso foi localizado", contou ao Estado o cientista chefe da expedição, Katsunori Fujikura, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia da Terra e do Mar (Jamstec). A expectativa baseava-se no fato de que, do ponto de vista geológico, o Platô de São Paulo (onde fica a Bacia de Santos) é muito parecido com o Golfo do México, onde há também muitas reservas de petróleo, gás, e uma grande concentração de ecossistemas quimiossintéticos, que é o que os biólogos esperavam encontrar por aqui também. "Foi uma surpresa para nós. Por que será que há tão pouca vida aqui? Esse será o escopo das pesquisas a partir de agora", completou Fujikura.
Ecossistemas quimiossintéticos são ambientes de grande profundidade associados a falhas no assoalho oceânico, nos quais a fonte primária de energia para a vida não é a fotossíntese, como realizada pelas plantas na superfície, mas o metabolismo de elementos químicos inorgânicos (como metano e enxofre) realizado por microorganismos especialmente adaptados a condições extremas de temperatura e pressão, que acabam dando suporte à vida de vários organismos maiores, incluindo moluscos, crustáceos e peixes. Há dois tipos principais desses ambientes: as fumarolas de água quente e as exsudações de água fria, que é o que os pesquisadores esperavam encontrar no Platô de São Paulo.
A viagem de duas semanas, entre Rio e São Paulo, foi a segunda pernada de uma expedição iniciada cerca de um mês atrás, dentro de uma parceria entre a Jamstec, o Instituto Oceanográfico da USP e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), envolvendo pesquisadores de várias instituições brasileiras e japonesas. Na primeira pernada foram realizados sete mergulhos de até 4.200 metros de profundidade nas regiões da Elevação do Rio Grande e da Dorsal de São Paulo. Agora, na segunda pernada, foram nove mergulhos de até 3.600 metros no Platô de São Paulo (estavam previstos 10 mergulhos, mas o último teve de ser cancelado por questões meteorológicas).
Nenhum ambiente quimiossintético foi encontrado, e a quantidade de animais maiores observados também foi pequena — diferentemente do que foi observado nos mergulhos da primeira pernada. "Apesar de serem todos da mesma região, os três locais têm biodiversidades distintas", observou Fujikura. "Aqui não vimos animais de grande porte e a quantidade de vida era muito menor."
O que não significa que a expedição tenha sido um fracasso, nem que não existam ecossistemas quimiossintéticos no Platô de São Paulo, segundo a pesquisadora Vivian Pellizari, do Instituto Oceanográfico da USP. "O que nós vimos foi uma parte muito pequena do platô", destaca ela. "É impossível que numa área enorme como essa, com todo o petróleo que sabemos ter aqui, não haja nenhum escape de gás, nenhuma exsudação fria, como há no Golfo do México. Temos de continuar procurando; é uma agulha no palheiro."
Mesmo sem ter encontrado nenhum ambiente quimiossintético, os cientistas vão voltar para casa com uma grande quantidade de dados e amostras, suficiente para muitos anos de pesquisa. Dezenas de amostras de água, sedimentos e animais de águas profundas foram coletadas, incluindo caranguejos, camarões, mexilhões, esponjas, pepinos e estrelas do mar. "É bem possível que tenhamos espécies novas nessas amostras", diz o biólogo Angelo Bernardino, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que fez um mergulho com o Shinkai a 2.800 metros de profundidade. "Acho que vão aparecer coisas muito interessantes nas análises."
Vivian e Bernardino destacam que o Atlântico Sul nunca havia sido prospectado cientificamente dessa maneira, e foi a primeira vez que cientistas brasileiros tiveram oportunidade de descer a essas profundidades na costa brasileira. "Foi uma oportunidade única para a ciência do Brasil", disse Vivian, ressaltando que várias instituições do País, de vários Estados, vão receber amostras coletadas na expedição para pesquisa. "Apesar de a biodiversidade observada ter sido bem menor do que esperávamos, o desafio será maior ainda agora para explicar esses resultados", avaliou a bióloga. "É a primeira vez que coletamos esse tipo de dado no Brasil; então, toda informação que pudermos extrair deles será muito importante."
As amostras de água e sedimento, por exemplo, serão minuciosamente analisadas quimicamente e geneticamente para entender que elementos e microorganismos estão presentes nesses ambientes.
(Disponível em www.estadao.com.br)
"(...)mergulhos que chegaram a 3.600 metros de profundidade"
Sobre o "que" no trecho em destaque pode-se afirmar corretamente o seguinte: