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“(...) Todas as pessoas são capazes de atuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar. As pessoas que desejarem são capazes de jogar e aprender a ter valor no palco. Se o ambiente permitir, pode-se aprender qualquer coisa, e se o indivíduo permitir, o ambiente lhe ensinará tudo o que ele tem para ensinar. (...)”.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1979.
Nessa perspectiva, segundo a autora, pode-se afirmar corretamente que:
I - Apesar da compreensão de que todos são capazes de atuar, em teatro, o talento ou comportamento talentoso é condição inegociável para a aprendizagem.
II - É muito possível que o que é chamado comportamento talentoso seja simplesmente uma maior capacidade individual para experienciar.
III - É no aumento da capacidade individual para experienciar que a infinita potencialidade de uma personalidade pode ser evocada.
IV - Experienciar é penetrar no ambiente, é envolver-se total e organicamente com ele. Isto significa envolvimento em todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo.
Estão corretas as afirmações apenas:
Em 1963, a publicação de Improvisação para o Teatro introduziu pela primeira vez os jogos teatrais de Viola Spolin e sua filosofia para o teatro nos Estados Unidos. Spolin figura seguramente entre os maiores professores de teatro do mundo. Onde quer que seu método e seus ensinamentos tenham chegado, não importando o país ou a língua, eles fizeram escola. Improvisação para o Teatro, sua famosa coleção de jogos, exercícios de atuação e comentários, continua tão atual hoje quanto na época de sua aparição inicial, como sua crescente difusão na rede escolar brasileira vem comprovando. A respeito das múltiplas dimensões dos jogos teatrais e da abordagem de Viola Spolin para o ensino/aprendizagem é correto afirmar que:
“(...) Ao pensarmos em uma educação crítica na área de dança, que nos permita ver/sentir/perceber "claro, amplo e profundo" (Rios, 1985), não podemos deixar de cuidadosamente analisar suas múltiplas relações com a sociedade em que vivemos. Ao contrário de uma visão histórica ingênua de que a dança não passa de "uns passinhos a mais ou a menos nas vidas das pessoas", hoje não podemos mais ignorar o papel social, cultural e político do corpo em nossa sociedade e, portanto, da dança. (...)”.
MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. São Paulo: Cortez Editora, 2003.
Nessa perspectiva, segundo a autora:
I - Através de nossos corpos aprendemos subliminar e inconscientemente (caso não tenhamos aprendido a ter uma postura crítica diante da vida) quem somos, o que querem de nós, por que estamos neste mundo e como devemos nos comportar diante de suas demandas.
II - Conceitos e regras sobre gênero, raça, etnia, classe social etc. estão/são incorporados durante nosso processo de ensino-aprendizado sem que muitas vezes nos demos conta daquilo que estamos construindo ou até mesmo (re)produzindo.
III - Nossos corpos são "projetos comunitários" quanto à forma, peso, postura, saúde etc. e raramente somos incentivados a arriscar, a tentar o novo, a variar nossos movimentos ou até mesmo a descobrir nossas próprias vozes neles contidas
IV - A dança pode contribuir na desconstrução do corpo utópico ou corpo dócil, conceito elaborado por Michel Foucault, que consiste na ideia de adequar o corpo ao ambiente para melhor atender as demandas e convenções sociais.
Estão corretas apenas as afirmações
“(...) Quando o artista cria a realidade no palco, sabe onde está, percebe e abre-se para receber o mundo fenomenal. (...)”.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1979.
Nessa perspectiva, segundo a autora, é INCORRETO afirmar que:
O teatrólogo e diretor Augusto Boal, refletindo sobre as funções da arte e da ciência, em seu livro Teatro do Oprimido observa que, segundo Aristóteles, a Natureza tende à perfeição, mas nem sempre a alcança. Nas palavras do autor, “o corpo humano tende à saúde, mas pode enfermar-se. Os homens tendem gregariamente ao Estado perfeito e à vida comunitária, mas podem ocorrer guerras. Diríamos melhor, portanto, que a Natureza tem certos fins em vista, perfeitos, e a eles tende, mas às vezes fracassa. Para isso serve a arte e serve a ciência: para, recriando o princípio criador das coisas criadas, corrigir a natureza naquilo em que haja fracasso. Alguns exemplos: o corpo humano tenderia a resistir à chuva, ao vento e ao sol, mas tal não se dá e a pele não é suficientemente resistente para isso. Entra, pois, em ação a arte da tecelagem, que permite a fabricação de tecidos para a proteção da pele. A arte da arquitetura constrói edifícios e pontes para a habitação do homem e para que cruze os rios. A medicina prepara os medicamentos necessários quando determinado órgão deixe de funcionar como deve. E a política serve igualmente para corrigir as falhas que os homens possam cometer, ainda que tendam todos à vida comunitária perfeita. Esta é a função da arte e da ciência: corrigir as falhas da natureza, utilizando para isso as próprias sugestões da Natureza. (...)”. BOAL, Augusto. Teatro do oprimido. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991. A partir da análise do texto, pode-se afirmar corretamente que, na perspectiva do Teatro do Oprimido:
O sistema de Jogos Teatrais desenvolvido por Viola Spolin é estendido até hoje a um número cada vez maior de áreas de conhecimento e ações sociais, sendo utilizados tanto para a formação de atores (amadores e profissionais), quanto na educação de crianças e adolescentes, em escolas e instituições sociais, programas voltados para saúde mental e centros de reabilitação. Viola Spolin foi uma das pioneiras do teatro improvisacional, influenciando até hoje diversas companhias. Em 1938, Spolin assume a supervisão de teatro no Works Progress Administration’s Recreational Project (WPA), que buscava combater a recessão econômica e seus efeitos por meio de aulas de arte e artesanato para trabalhadores. Foi neste trabalho que Spolin percebeu a necessidade de um sistema de treinamento teatral que fosse de fácil entendimento e que pudesse superar as barreiras culturais e étnicas.
O texto a seguir são palavras da própria Spolin. Leia-o atentando-se às lacunas.

“(...) A maioria dos jogos é altamente _______ e propõe um ______ que deve ser _______ – um ponto objetivo com o qual cada indivíduo se envolve e interage na busca de atingi-lo. Muitas _______ aprendidas por meio do jogo são sociais. (SPOLIN, 2010).”

A alternativa que apresenta a sequência correta para preenchimento das lacunas é