I. Permitir a compreensão dos déficits, em termos de
manifestações superficiais, causas subjacentes e
componentes afetados, além de mostrar as
potencialidades em todos os níveis de descrição (funções
linguísticas, atividades comunicativas e questões
psicossociais).
II. Ser direcionada pelos critérios estabelecidos pelo
profissional, por meio de um método finalístico, com
hipóteses formadas a priori.
III. Investigar hábitos de leitura e de escrita para além do
nível de escolaridade, buscando informações sobre
fatores individuais e socioculturais que podem impactar a
comunicação.
Para os educandos com deficiência, transtornos globais
do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação:
I. O ensino é oferecido obrigatoriamente e exclusivamente
na rede regular de ensino.
II. Os sistemas de ensino precisam assegurar, nas redes de
ensino, a terminalidade específica para aqueles que não
puderem atingir o nível exigido para a conclusão do
ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e a
aceleração para concluir em menor tempo o programa
escolar para os superdotados.
III. É necessário que os educandos sigam o currículo, o
método e a técnica padrão das redes de ensino,
independentemente de atenderem ou não às suas
necessidades.
Caracteriza-se por desempenho abaixo do esperado para
a idade, nível intelectual e de escolaridade nas habilidades
de escrita, leitura ou raciocínio lógico-matemático. É
alteração geneticamente determinada em circuitos
específicos, prejudicando a aquisição de habilidades. Os
aspectos citados são característicos de:
Sobre os princípios em neurociência da educação, avaliar
se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a
sequência correspondente.
( ) Cada cérebro é único e organizado de forma singular.
Apesar de existirem padrões gerais de organização
estrutural e funcional do aprendizado no cérebro, cada
indivíduo apresenta padrões e combinações de
habilidades e dificuldades singulares.
( ) Os cérebros são igualmente bons em tudo. Os cérebros
são iguais em suas habilidades para resolver diferentes
tipos de problemas. O aprendizado depende apenas das
habilidades.
( ) O cérebro é um sistema complexo, dinâmico e integrado,
constantemente esculpido pelas experiências do viver; no
entanto, a maioria dessas modificações ocorrem apenas
em níveis microscópico e neuroquímico.
Considerando-se os conceitos centrais da abordagem
piagetiana sobre o desenvolvimento cognitivo, avaliar se as
afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a
sequência correspondente.
( ) Piaget deu foco na análise do efeito das variáveis
históricas, sociais e culturais no desenvolvimento das
crianças, ou seja, o sujeito epistêmico. ( ) O desenvolvimento de crianças e adolescentes se
caracteriza por uma sucessão de estruturas mentais, que
denominam modelos de compreensão. Uma estrutura
mental mais simples constitui a base para estruturas mais
complexas.
( ) A acomodação implica transformação que o organismo
sofre para poder lidar com o ambiente, ou seja, a
modificação de esquemas adquiridos para adaptar-se à
uma nova situação.
( ) A equilibração é a incorporação de um novo objeto ou
ideia já conhecido ao esquema que a criança já possui,
sem causar alterações nas estruturas mentais.
Em conformidade com Perrenoud, com relação aos ciclos
de aprendizagem, a história do ensino mostra que as
sociedades escolarizadas criaram a noção de grau, mas a
maioria dos contemporâneos a ignora e dificilmente imagina
que se possa construir um sistema escolar sobre outras
bases, pelo menos em larga escala. Mesmo que, em
pequena escala, algumas escolas alternativas ou
experimentais tenham se libertado dessa servidão, a noção
de grau permanece a única compartilhada em escala pelo
sistema educativo em seu conjunto, a única que parece
evidente, a própria expressão do bom senso. Por essa razão,
a introdução dos ciclos de aprendizagem, em geral, leva:
I. Na pior das hipóteses, a reinventar, de modo oculto ou
informal, classes por graus, assim como se reconstituíram
habilitações clandestinas nos colégios únicos.
II. Às vezes, a encontrar um equivalente das classes rurais de
graus múltiplos, que faziam coexistir, no seio do mesmo
grupo, alunos que seguem programas anuais distintos, o
que permitia progressões suaves ou apenas para certas
disciplinas, e permitia, portanto, trabalhar com alunos em
transição entre dois graus, o que não é absolutamente
negligenciável.
III. Na melhor das hipóteses, a trabalhar com grupos multiidade no seio dos quais operam-se diversos
reagrupamentos de alunos, em função de um nível, de
necessidades semelhantes, de projetos comuns ou, ainda,
de outros critérios.
Como os alunos são diferentes, convém propor-lhes
situações de aprendizagem diferentes, não só às vezes, mas
sempre que for pertinente. O percurso de formação é a
sequência das situações de formação que uma pessoa
atravessa e vive. Embora essas situações sejam diferentes,
pelo menos em parte, os percursos serão individualizados de
fato. Sua individualização é, então, apenas a resultante de
escolhas sucessivas que concernem a situações, atividades,
tarefas e, portanto, à designação dos alunos a dispositivos e
a grupos de trabalho diferentes. Colaborando com os
percursos de formação diferenciados, o psicopedagogo
atuante na educação formal tem diversas funções, como:
I. Conhecer, avaliar e gerar diagnósticos dos processos de
aprendizagem dos alunos.
II. Auxiliar o professor a planejar as aulas e os recursos,
levando em consideração as diferentes formas de
aprendizado.
III. Ser agente essencial na resolução dos problemas,
indicando para a concretização efetiva do aprendizado de
todos os alunos.
IV. Substituir o professor em suas competências e tarefas da
escola, por conhecer os meios de aprendizagem dos
alunos.
I. Tem como objetivo compreender todo o processo que
envolve a aprendizagem, perpassando pelo ensino, bem
como todas as dificuldades envolvidas nesse complexo
processo.
II. Busca tratar os problemas de aprendizagem do sujeito,
fazendo com que ele volte a aprender e que consiga ter
vontade e desejo de aprender.
III. Tem princípios que a norteiam, como o princípio da
prevenção, do desenvolvimento e da ação social.
Em conformidade com a Resolução CNE/CEB nº 7/2010,
sobre o ensino fundamental, avaliar se as afirmativas são
certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência
correspondente.
( ) É um direito público subjetivo de cada um e dever do
estado e da família na sua oferta a todos.
( ) Deve comprometer-se com uma educação com qualidade
social, igualmente entendida como direito humano.
( ) A duração de nove anos abrange a população na faixa
etária dos seis aos quatorze anos de idade, porém, não se
aplica àqueles que, na idade própria, não tiveram
condições de frequentá-lo.
A prática da avaliação nas pedagogias preocupadas com
a transformação, no modelo educacional atual, deverá estar
atenta aos modos de superação do autoritarismo e ao
estabelecimento da autonomia do educando, pois o novo
modelo social exige a participação democrática de todos.
Sobre isso, analisar os itens.
I. A avaliação deverá manifestar-se como um mecanismo de
diagnóstico da situação, tendo em vista o avanço e o
crescimento, e não a estagnação disciplinadora.
II. O avanço das aprendizagens dos educandos se dará por
meio de instrumentos disciplinadores.
III. A avaliação não se dará como instrumento disciplinador,
mas não deve promover o avanço da aprendizagem do
educando.
Considerando-se a Resolução CNE/CEB nº 4/2010 –
Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação
Básica, as bases que dão sustentação ao projeto nacional de
educação responsabilizam o poder público, a família, a
sociedade e a escola pela garantia a todos os educandos de
um ensino ministrado de acordo com os princípios de:
I. Exclusividade nas condições para o acesso, inclusão,
permanência e sucesso na escola, para determinadas
comunidades.
II. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a
cultura, o pensamento, a arte e o saber.
III. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
A importância de promover espaços para o
desenvolvimento de habilidades socioemocionais no
ambiente escolar ganhou maior evidência no meio
educacional brasileiro quando o tema foi contemplado na
Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Sobre os principais
objetivos da aprendizagem socioemocional no contexto
escolar, analisar os itens.
I. Desenvolver nas pessoas a capacidade de manejar suas
emoções, construir e manter relações saudáveis nos
âmbitos pessoais e profissionais.
II. Lidar com situações complexas e conflituosas de forma
equilibrada e preocupar-se com as necessidades de
outros de forma empática e altruísta.
III. Fornecer resultados objetivos focados no progresso
individual dos estudantes e na mensuração dos
resultados educacionais.
IV. Priorizar atividades educacionais tecnológicas e garantir
eficiência e produtividade no desenvolvimento cognitivo
dos estudantes, resultando em uma conduta altruísta.
De acordo com a Lei nº 9.394/1996 — Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional, analisar a sentença.
O acesso à educação básica obrigatória é direito público
subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos,
associação comunitária, organização sindical, entidade de
classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério
Público, acionar o poder público para exigi-lo (1ª parte).
Comprovada a negligência da autoridade competente para
garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela
ser imputada por crime de responsabilidade (2ª parte). Para
garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o
Poder Público criará formas alternativas de acesso aos
diferentes níveis de ensino, independentemente da
escolarização anterior (3ª parte).