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Durante o atendimento ambulatorial, José, de 68 anos, queixouse de dor toracolombar de intensidade moderada, constante, iniciada há 3 semanas. Foi associada a dormência nas duas pernas, havendo piora da dor quando ele ficava muito tempo em pé e melhora quando se sentava ou se deitava. O paciente já estava em tratamento para diabetes mellitus há 10 anos, com elevação recente da dose de metformina para 2 g/dia. Segundo ele, a glicemia estava bem controlada, mas o tabagismo e o alcoolismo persistiam (75 maços x ano e 40 g de álcool por dia). Na anamnese dirigida, revelou-se constipação de início recente, sem mudança do volume ou consistência das fezes. Não houve qualquer outra queixa ou sintoma relatado. No exame físico, notam-se dor à palpação da musculatura paravertebral bilateralmente, bem como dor em queimação agravada em flexão de quadril e coxa. Sinais de Lasègue e Kernig positivos bilateralmente. O restante do exame físico não mostrou alterações.
Considerando o quadro exposto, é correto afirmar que:
Apolinário, 86 anos, perfil 3 de funcionalidade, com Alzheimer em estágio avançado, hipertenso, diabético e com imobilidade grau IV, em uso de medicação para as doenças de base, é levado à consulta médica.
Sobre seu quadro clínico, é correto afirmar que:
Uma paciente de 22 anos apresentou quadro de dor pélvica súbita há cerca de 2 horas. Ao exame, constata-se que está hipocorada ++/4, com PA = 90 x 40 mmHg e FC = 118 bpm. Seu abdômen está atípico com dor à palpação difusa, mais acentuada em fossa ilíaca direita, com descompressão dolorosa.
O diagnóstico mais provável é:
Um homem de 47 anos de idade, fumante há 30 anos e com histórico de consumo de bebidas alcoólicas destiladas, apresenta uma úlcera dolorosa na língua há 3 meses. Relata que a lesão não cicatriza e está aumentando de tamanho. Além disso, nota dificuldade para engolir e dor referida no ouvido. Ao exame físico, observa-se uma úlcera irregular na borda lateral da língua, com margens endurecidas e base infiltrada. Não há linfonodos cervicais palpáveis.
O diagnóstico provável e o tratamento inicial mais adequado para esse paciente são, respectivamente:
Uma mulher de 63 anos, portadora de carcinoma lobular invasivo de mama direita de 2,0 cm, com axila clinicamente livre, é submetida a quadrantectomia com biópsia de linfonodo sentinela. Durante o exame de congelação intraoperatória, o patologista encontra a presença de células carcinomatosas nos linfonodos sentinelas biopsiados. É indicado o esvaziamento axilar. Para tanto, é importante definir quais são os 3 níveis dos linfonodos axilares.
A estrutura anatômica que define esses níveis é:
Foram atendidas 5 irmãs na unidade básica de saúde. A única que tem características que permitem o diagnóstico de diabetes mellitus é:
Um paciente de 22 anos apresentou quadro clínico com início abrupto de febre, cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e vômitos. Foi avaliado na UPA e liberado com prescrição de sintomáticos. Vinte e quatro horas depois, apresentou diarreia, artralgia, dor ocular, fotofobia e hemorragia conjuntival, além de tosse. Foi internado, recebendo hidratação venosa e sintomáticos venosos. Foram solicitados exames complementares, com os seguintes resultados: leucocitose, neutrofilia e desvio à esquerda, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, CPK elevada, baixa densidade urinária, proteinúria, hematúria microscópica e leucocitúria. Foi então iniciada antibioticoterapia com sulfametoxazol + trimetoprima. Logo a seguir, o paciente apresentou exantema, eritema macular, papular purpúrico, distribuídos no tronco ou na região pré-tibial. USG exibiu hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia. Na ocasião, reclamou de intensa mialgia, principalmente em região lombar e nas panturrilhas. Apesar do uso de antibiótico, não apresentou melhora, com evolução para tríade insuficiência renal, icterícia rubínica e hemorragia pulmonar discreta (síndrome de Weil). Foi intubado e no CTI iniciou penicilina G cristalina em dose plena e cuidados intensivos. Após 10 dias, apresentou melhora clínica, sendo transferido para enfermaria até concluir seu tratamento.
A doença descrita acima é:
Após um traumatismo torácico contuso, um paciente apresenta sinais de tamponamento cardíaco, incluindo hipotensão, taquicardia, aumento da turgência jugular e pulso fino.
A conduta clínico-cirúrgica mais apropriada para esse paciente é:
Após o início de tratamento antirretroviral (TARV) há 1 mês, um paciente com síndrome consumptiva, candidíase e diarreia crônica foi internado por outras manifestações. O grupo de residentes da clínica médica percebeu, durante os primeiros três dias de internação, febre vespertina, linfadenomegalias cervicais e axilares com fistulização e constipação intestinal com cólicas abdominais. Os exames demonstraram anemia e VHS e PCR elevados, bem como imagens reticulonodulares difusas e bilaterais em ambos os hemitóraces. As tomografias reforçaram os infiltrados reticulonodulares com linfadenomegalias mediastinais com centro necrótico, além de linfadenomegalias mesentéricas com espessamento de íleo distal. O paciente piorou clinicamente, apresentando-se prostrado e com hipoxemia no 4º dia de internação. A contagem de linfócitos CD4 no início do tratamento era de 45 células/mm³ e a PPD (prova tuberculínica anérgica) era 0 mm.
Diante do exposto, a conduta mais adequada é:
Um menino de 3 anos apresenta história de dificuldade para evacuar desde o primeiro ano de vida. Fica alguns dias sem evacuar e só evacua com o uso de doses altas de laxante ou com enemas. A mãe refere que ele demorou 4 dias para evacuar após nascer e o fez porque usou supositório. Tem pouco apetite e não ganha peso adequadamente. O exame clínico revelou distensão abdominal e saída de fezes explosivas ao toque retal. Realizou exames laboratoriais e clister opaco.
Com base na principal hipótese diagnóstica, é esperado encontrar no exame radiológico uma área de intestino:
Uma paciente de 47 anos, que vinha em uso de medicações para controle de transtorno bipolar, é levada para atendimento com alteração do nível de consciência, confusão mental, sudorese e desorientação. Ao exame, foi observada rigidez muscular generalizada, especialmente em membros superiores e inferiores. Apresentou pressão arterial de 172 por 104 mmHg, frequência cardíaca de 109 batimentos por minuto, frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto e temperatura axilar de 39,2 °C. O exame laboratorial revelou aumento significativo de creatinofosfoquinase sérica, sem alterações nas transaminases. Como a equipe médica suspeitou de síndrome neuroléptica maligna, suspendeu as medicações em uso e iniciou terapia de suporte clínico.
Fazem parte do arsenal terapêutico da síndrome neuroléptica maligna as seguintes medicações:
Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão de raciocínio e redução da capacidade executiva. A paciente estava atenta e cooperando com o examinador quando se queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia macrocitose e reticulocitopenia. O nível de vitamina B12 sérica foi 125 pg/mL (normal: acima de 200 pg/mL). Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da anemia, deve-se proceder à reposição:
Uma criança do sexo feminino, de 2 anos de idade, chega encaminhada pelo seu pediatra. A mãe relata corrimento vaginal ora sanguinolento, ora aquoso e uma estrutura semelhante a “cachos de uva” de aspecto gelatinoso na entrada da vagina.
A principal hipótese é:
Uma mulher de 25 anos, sexualmente ativa, sem atraso menstrual, comparece ao ginecologista com uma ultrassonografia transvaginal de rotina que apresentou nódulo de aspecto misto, com áreas hiperecogênicas difusas e sombra acústica posterior no ovário direito medindo 7,0 cm. O ovário esquerdo e o útero não apresentaram alterações à ultrassonografia. Ao toque vaginal, identificou-se a presença de massa móvel, indolor, medindo em torno de 7,0 cm, palpável em região anexial direita.
Considerando a principal hipótese diagnóstica do caso, é correto afirmar que:
Um jovem de 20 anos foi admitido com um quadro de hepatite, esplenomegalia com hiperesplenismo, anemia hemolítica com Coombs negativo, hipertensão portal e confusão mental. O exame neurológico mostrou síndrome rígida-acinética semelhante ao parkinsonismo, tremores e ataxia. Foram também observadas disartria, disfagia e incoordenação motora. Tais achados neurológicos se associam a disfunção dos gânglios da base. O tratamento instituído foi D-penicilamina oral (0,75 - 2 g/dia em doses divididas, tomadas 1 hora antes ou 2 horas após a refeição) associada a piridoxina oral, 50 mg por semana. Foi também prescrito zinco elementar na dose de 50 mg três vezes ao dia. Houve melhora clínica e indicação para que o tratamento fosse continuado indefinidamente, além de uma dieta específica.
A doença em questão é:
Uma primípara comparece à consulta de puericultura com seu filho de 2 meses. Durante a consulta, o pediatra percebe que ela está prestes a abandonar o aleitamento materno exclusivo e conduz a conversa de forma a mantê-lo.
Nessa conversa é importante ser empático, evitando:
Paciente de 32 anos foi à consulta ginecológica de rotina para realização de colpocitologia oncótica. O exame evidenciou agrupamento de células escamosas com núcleos aumentados, hipercrômicos e irregulares, com alta relação núcleo-citoplasmática sugestiva de lesão intraepitelial de alto grau. Como a amostra foi coletada em meio líquido, foi solicitado teste de HPV, que veio positivo para o subtipo 16.
Frente a essas informações, é correto afirmar que:
Uma mulher de 33 anos comparece ao médico com queixa de leucorreia há 2 semanas, com odor desagradável, que piora após a relação sexual. Ao exame especular, verifica-se conteúdo vaginal aumentado, com coloração branco-acinzentada e algo bolhoso. O colo uterino apresenta mácula rubra de 2,0 cm de diâmetro ao redor do orifício externo, e o muco cervical está com aspecto transparente. A fita de pH vaginal registra resultado de 5,2. O teste do KOH10% exacerbou o odor da leucorreia. Ao toque vaginal, o colo móvel apresenta-se indolor. Realizada a bacterioscopia, visualizaram-se células epiteliais recobertas por cocobacilos Gram variáveis.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o melhor tratamento para a paciente é:
Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças atuais ou prévias e não faz uso de quaisquer medicamentos ou drogas. Ao exame físico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas, ictéricas e hidratadas. Há edema na face, pálpebras, parede abdominal e membros inferiores. Há também ascite e síndrome de derrame pleural. Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 fL; HCM: 31 pg; CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucócitos: 3.400/mm³; neutrófilos segmentados: 1.500/mm³; linfócitos: 700/mm³; Plq.: 201.000/mm³; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear homogêneo; anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90- 170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina: densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++; hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo; presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames: LDL: 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dL; reticulócitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dL (VR: 65-175 mcg/dL); ferritina 650 ng/mL (VR: 10-291 ng/mL); capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dL (250-425 mcg/dL).
A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia é:
José, 55 anos, hipertenso há 3 anos, em uso regular de medicação, vem para consulta de rotina apresentando PA = 130 x 80 mmHg. Após exame clínico, conclui-se que tem baixo risco cardiovascular.
Nesse caso, a conduta é:
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