Paciente de 60 anos, sexo masculino, com histórico de várias
cirurgias abdominais, incluindo uma colecistectomia há cinco anos
e uma ressecção intestinal por perfuração diverticular há três
anos, hipertenso controlado, diabetes tipo II, ex-tabagista.
O paciente apresenta uma hérnia incisional gigante na região infra
umbilical, que começou a se formar após a cirurgia de ressecção
intestinal. Relata dor crônica leve na área da hérnia, que piora com
esforço físico, além de desconforto estético.
Ao exame físico, volumosa hérnia, com bordas bem definidas, de
conteúdo irredutível, pouco dolorosa à palpação. Não há sinais de
infecção local. A tomografia evidencia um colo herniário de 15 cm
e uma relação entre o volume do saco herniário e o volume da
cavidade abdominal maior que 25%.
Paciente masculino, 55 anos, com diagnóstico prévio de cirrose
hepática por hepatite C, descompensado com ascite moderada,
ictérico e com episódios prévios de encefalopatia hepática.
Comparece ao pronto-socorro com quadro de hematêmese
volumosa e melena há 6 horas. Ao exame, encontra-se confuso,
pálido, diaforético, com FC 120 bpm, PA 85 x 50 mmHg e tempo de
enchimento capilar aumentado. Diante desse quadro é instituída
ressuscitação volêmica.
A melhor conduta para esse paciente, entre as citadas a seguir, é:
Um paciente de 62 anos é admitido na emergência com dor
abdominal intensa, difusa por todo abdome, início súbito há duas
horas, acompanhada de náuseas e vômitos.
Ao exame físico, fácies álgica, sem posição no leito, FC 110 bpm,
PA 145 x 98 mmHg, FR 24 ipm, SatO2 96% (ar ambiente). Observase distensão abdominal, rigidez no abdômen e sinais de peritonite
difusa. A radiografia abdominal mostra presença de ar livre
subdiafragmático.
Diante do quadro de pneumoperitoneo, o paciente é hidratado, é
iniciada antibioticoterapia empírica e o paciente é encaminhado
ao centro cirúrgico para laparotomia exploradora, a qual
evidenciou uma úlcera gástrica perfurada, de aproximadamente
1,5 cm, localizada na pequena curvatura do antro, além de
pequena quantidade de secreção gástrica com restos alimentares
perigástricos.
Paciente de 78 anos, masculino, com histórico de hipertensão
arterial e constipação crônica, apresenta quadro de sangramento
retal de início abrupto, com sangue vermelho vivo, em moderada
quantidade, acompanhado de dor abdominal difusa. O paciente
tem histórico de doença diverticular do cólon controlada com
orientação dietética.
Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 110/70 mmHg,
frequência cardíaca de 98 bpm, hipocorado ++/4+, hipohidratado,
acianótico, eupneico e apirético. Abdome levemente distendido,
mas sem defesa. O toque retal revela sangue fresco e coágulos. Os
exames laboratoriais mostram hemoglobina de 8,5 g/dL, sem
alterações significativas no restante dos exames.
Paciente masculino, 30 anos, com queixa de dor abdominal difusa,
de início súbito, há 24 horas. A dor é localizada inicialmente na
região periumbilical, com evolução para a fossa ilíaca direita, com
piora nas últimas horas. Refere náuseas e febre baixa (38 °C), sem
vômitos.
Ao exame físico, dor à palpação da FID e hipogástrio sem sinais de
defesa muscular. O exame laboratorial revela leucocitose com
desvio à esquerda (14.000 leucócitos/mm³). A ultrassonografia
abdominal mostra uma área de inflamação e espessamento da
parede intestinal na região do íleo terminal, sugestivo de
apendicite aguda.
Diante desse quadro foi submetido a videolaparoscopia
exploradora que identificou um apêndice cecal normal e a
presença de um divertículo à 60 cm da válvula íleo cecal, com
sinais inflamatórios, sem abscedação.
Paciente do sexo masculino, 32 anos, em investigação de dor
abdominal, náuseas e eventualmente vômitos, fez um ultrassom
abdominal que evidenciou vesícula biliar de paredes finas e
conteúdo amorfo, dilatação do colédoco de até 2,6 cm sem
imagem ecogênicas no seu interior e ausência de dilatação dos
canais biliares intra-hepáticos.
Diante desses achados, foi indicada a realização de tomografia
computadorizada, que diagnosticou cisto biliar do tipo IA.
Paciente masculino, 48 anos, com IMC de 38, em investigação de
fadiga e dor abdominal vaga, foi diagnosticado por
ultrassonografia com esteatose hepática. O paciente nega o uso
sistemático de bebidas alcoólicas. Os marcadores virais foram
negativos. O exame de elastografia foi inconclusivo. Optou-se por
biópsia por agulha que confirmou tratar-se de esteato-hepatite
não alcoólica (NASH).
Em relação ao caso, as seguintes afirmativas estão corretas,
à exceção de uma. Assinale-a.
Paciente masculino, 38 anos, procurou o serviço de emergência
devido a dor abdominal, náuseas, vômitos e parada de eliminação
de gases e fezes, com evolução de 24 horas. Relata ter o
diagnóstico de Doença de Crohn em controle com salicilato. Sem
outras patologias pregressas.
Ao exame clínico, lúcido, orientado, normotenso, eupneico.
Apresentava distensão abdominal, com dor a palpação difusa, sem
sinais de irritação peritoneal, peristaltismo exacerbado. A
tomografia de abdome evidenciou na imagem axial após injeção
de meio de contraste, espessamento da parede de algumas alças
do intestino delgado no abdômen direito, causando dilatação
intestinal a montante e distensão de delgado com sinais de
empilhamento de moeda em jejuno mais proximal, cólon vazio e
ausência de gás no reto. Hemograma com 15600 leucócitos e 6
bastões.
Diante desse quadro, optou-se por laparotomia exploradora, que
evidenciou 5 áreas distintas de estenoses no íleo, numa extensão
de 70 cm, iniciando a 10 cm da válvula íleo cecal, sem sofrimento
de alça, abscessos e fístulas.
Paciente feminina, 58 anos, com dor abdominal em fossa ilíaca
esquerda há 4 dias, associada a febre (38,5 °C) e náuseas. Sem
vômitos. Sem episódios prévios semelhantes.
Ao exame apresenta dor à palpação em fossa ilíaca esquerda, com
descompressão pouco dolorosa. Não palpo massas. Laboratório
com 16.800 leucócitos com oito bastões e PCR de 6,74. Solicitada,
TC de abdome e pelve com contraste evidenciou espessamento da
parede do cólon sigmoide, com densificação da gordura adjacente
e imagem sugestiva de abscesso pericólico de 3,5 cm.
Em relação ao caso, não é correta a seguinte afirmativa:
Um paciente de 75 anos, com histórico de doenças coronariana,
hipertensão arterial e diabetes tipo II é submetido a artroplastia
total do quadril esquerdo. No pós-operatório apresenta distensão
abdominal progressiva, dor de leve intensidade, difusa e parada de
eliminação de gases e fezes.
Ao exame, apresenta um abdome distendido, depressível, com
ruídos hidroaéreos muito diminuídos. A tomografia do abdome
revela dilatação difusa do cólon, principalmente no cólon direito,
com maior diâmetro de 8,0 cm. O paciente não apresenta febre e
os sinais vitais estão estáveis.