Joana, 6 anos, está internada há quatro semanas em unidade
pediátrica com diagnóstico de Diarreia Intratável (DI), quadro
grave e persistente desde o nascimento, que não responde aos
tratamentos convencionais e exige suporte nutricional
especializado por nutrição parenteral. Embora clinicamente
estável, ela apresenta sinais de cansaço, isolamento e redução no
engajamento em atividades, em razão do longo período de
internação e das restrições impostas por sua condição clínica.
Diante desse contexto, a terapeuta ocupacional da equipe
multiprofissional propõe a inclusão de Joana nas atividades da
brinquedoteca hospitalar.
De acordo com as diretrizes da Portaria nº 2.261/2005, o principal
objetivo dessa intervenção é
Com base nas práticas da Terapia Ocupacional no atendimento a
crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), avalie as
afirmativas a seguir.
I. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento
caracterizado por déficits na comunicação e interação social,
além de comportamentos repetitivos e interesses restritos,
com impacto em atividades escolares, sociais, de autocuidado
e de lazer.
II A atuação da Terapia Ocupacional com crianças com TEA deve
se restringir à abordagem dos aspectos sensoriais por meio da
Integração Sensorial de Ayres.
III. A prática baseada em evidências, no contexto do TEA, envolve
o uso consciente das melhores evidências científicas
disponíveis para fundamentar intervenções centradas nas
necessidades da criança e de sua família.
Marina, uma criança de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista
(TEA), é não verbal. Ela demonstra interesse em interagir com seus
pais e colegas na escola, mas frequentemente se frustra por não
conseguir comunicar suas vontades, necessidades ou responder a
perguntas simples. Seus pais procuram um terapeuta ocupacional
para explorar opções de comunicação alternativa e suplementar,
e o profissional considera introduzir um aplicativo em um tablet
para auxiliar Marina.
Com base no caso, a recomendação correta para a seleção de um
aplicativo de comunicação alternativa para Marina é
Ana Paula, mulher de 41 anos, com sintomas compatíveis com a
síndrome de De Quervain, em fase aguda, está em processo de
reabilitação no ambulatório de Terapia Ocupacional de um
hospital municipal. Ela trabalha como merendeira em uma escola
pública e relata dor que é agravada ao espremer frutas e torcer
panos de limpeza.
Assinale a opção que aponta intervenções corretas da Terapia
Ocupacional para essa paciente.
Em pessoas com hanseníase, a lesão do nervo ulnar pode gerar
limitações sensório-motoras com repercussões significativas no
desempenho ocupacional.
Com base nos conhecimentos da Terapia Ocupacional, uma
consequência funcional desse acometimento para os membros
superiores é a
No contexto da Terapia Ocupacional hospitalar, a avaliação
multidimensional do paciente deve considerar instrumentos e
procedimentos que possibilitem identificar aspectos funcionais,
cognitivos, emocionais e sociais.
Entre os instrumentos listados a seguir, assinale aquele cuja
principal finalidade é mensurar o grau de independência funcional
nas atividades de cuidado pessoal, mobilidade e locomoção.
A atuação da Terapia Ocupacional nos Centros de Atenção
Psicossocial (CAPS) insere-se em um modelo substitutivo ao
hospital psiquiátrico, integrando a rede de cuidados em saúde
mental.
Considerando a organização dos CAPS e seu papel na reabilitação
psicossocial, é correto afirmar que
Com relação à prescrição e dispensação de Órteses, Próteses e
Meios auxiliares de locomoção (OPM) pelo Sistema Único de
Saúde (SUS), avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a
verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O acesso aos OPM pelo SUS deve ser iniciado na Unidade
Básica de Saúde, com possível encaminhamento ao Centro
Especializado em Reabilitação (CER).
( ) As OPM podem ser confeccionadas por oficinas ortopédicas do
SUS ou por empresas contratadas mediante licitação,
conforme a necessidade local.
( ) A Portaria nº 954/2021 restringiu a prescrição de próteses
pelos terapeutas ocupacionais, limitando-a apenas a órteses
de membros superiores.
( ) Os terapeutas ocupacionais podem prescrever palmilhas
confeccionadas sob medida e prótese exoesquelética
transtibial.
Com relação à atuação da Terapia Ocupacional na Síndrome da Dor
Complexa Regional (SDCR), avalie as afirmativas a seguir e assinale
(V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A SDCR está associada a alterações autonômicas como
sudorese assimétrica, alterações de temperatura e mudanças
tróficas na pele, unhas e pelos.
( ) Entre os recursos terapêuticos utilizados por terapeutas
ocupacionais, destaca-se a terapia do espelho, que pode
auxiliar na reabilitação sensório-motora e no alívio da dor.
( ) A aplicação de gelo é uma prática recomendada na fase crônica
da SDCR, pois faz uma vasoconstrição e melhora o quadro
álgico de forma prolongada.
( ) A SDCR costuma se restringir à distribuição de um nervo
específico, sendo essa característica importante para seu
diagnóstico diferencial.
No contexto da UTI, o terapeuta ocupacional implementa
Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) para pacientes com
restrição na comunicação verbal.
Com base nesse cenário, a melhor prática para selecionar recursos
de CAA é
As amputações de membros superiores podem ter diferentes
causas e demandam atenção especializada, inclusive da Terapia
Ocupacional, em diversas fases do processo de reabilitação.
Considerando os fatores etiológicos, os níveis de amputação e suas
implicações funcionais, assinale a afirmativa correta.
Associe corretamente cada finalidade de órteses de membros
superiores à sua respectiva descrição.
(1) Proteção
(2) Suporte
(3) Correção
( ) Posicionar articulações em posturas funcionais, como
sustentar o punho em extensão para permitir a preensão.
( ) Evitar o estiramento excessivo de músculos enfraquecidos,
prevenindo contraturas.
( ) Estabilizar articulações com desalinhamento ou deformidades
causadas por forças patológicas.
Uma pessoa com diagnóstico de diabetes tipo 2 necessita
incorporar à sua rotina diversas ações relacionadas ao
autocuidado, como monitorar a glicemia, administrar
medicamentos, praticar atividade física e seguir um plano
alimentar adequado.
Para o terapeuta ocupacional, essas atividades se referem à
seguinte ocupação:
Renata, 33 anos, sofreu um acidente de trabalho ao cair de um
andaime, resultando em lesão medular com tetraplegia no nível
neurológico C7. Na avaliação inicial realizada pela terapeuta
ocupacional, observou-se boa função do tríceps braquial e
capacidade de realizar transferências com supervisão, utilizando a
técnica de deslizamento lateral.
O instrumento mais adequado para avaliar o desempenho
funcional de Renata, incluindo atividades de vida diária (AVDs),
mobilidade e aspectos relacionados à independência, é a(o)
O Sr. Antônio, 82 anos, com diagnóstico de demência leve a
moderada, vive com sua filha, que atua como cuidadora principal.
Nos últimos meses, ele apresentava maior dificuldade em
organizar sua rotina, manter-se engajado nas atividades
domésticas habituais e realizar algumas atividades instrumentais
de vida diária (AIVD), como controlar as finanças e preparar
pequenas refeições.
No ambulatório de Terapia Ocupacional, foi iniciado um programa
de intervenção que incluiu:
• Ajustes nas tarefas diárias, com fragmentação das etapas e
orientação durante a execução;
• Uso combinado de pistas verbais, visuais e gestuais para
facilitar a realização das atividades;
• Implantação de dispositivos externos de apoio (como quadros
de rotina, alarmes sonoros e lembretes visuais) para
organização das atividades diárias e manejo da memória;
• Educação e orientação da cuidadora para manejo das
dificuldades cotidianas, adaptação das atividades e redução da
sobrecarga.
Considerando as intervenções descritas, a estratégia central
adotada pelo terapeuta ocupacional com o objetivo de promover
o desempenho funcional do Sr. Antônio foi
Avalie as afirmativas a seguir, considerando os fundamentos da
Prática Centrada na Família (PCF) na Terapia Ocupacional com
crianças com deficiência:
I. Na Prática Centrada na Família, os pais são reconhecidos como
especialistas nas necessidades de seus filhos e participam
ativamente das decisões relacionadas ao cuidado.
II. Embora o terapeuta ocupe papel central na condução técnica
da intervenção, na Prática Centrada na Família as prioridades
terapêuticas devem ser definidas exclusivamente pela família.
III. A Prática Centrada na Família envolve o reconhecimento da
diversidade familiar, o respeito às escolhas de cada família e o
suporte às suas necessidades psicossociais.