O Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-intérpretes
da Língua de Sinais (Febrapils) é norteado pelos seguintes princípios: I. Confidencialidade. II. Competência Tradutória.
III. Respeito aos envolvidos na profissão. IV. Compromisso pelo desenvolvimento profissional.
Considerando uma situação de interpretação em contexto de atendimento médico, NÃO obedece ao primeiro princípio o que
consta em:
(...) o intérprete senta-se junto à pessoa, ouve uma longa parte do discurso e, depois, verte-o para uma outra língua, geralmente
com a ajuda de notas.
(Adaptado de: ROSA, Andréa da Silva. Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisibilidade da tarefa do intérprete.
Campinas, Arara Azul, 2005, p. 115)
O trecho apresentado refere-se à modalidade de interpretação
Segundo o artigo 6º da Lei nº 12.319/2010, é atribuição do tradutor e intérprete de Libras, no exercício de suas competências,
efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes,
No livro A Surdez, um olhar sobre as diferenças, Carlos Skliar (1998), na apresentação intitulada “Um olhar sobre o nosso
olhar acerca da surdez e as diferenças”, destrincha e debate de forma categórica duas grandes perspectivas sobre a surdez − clínico-patológica e socioantropológica − que foram adotadas nos anos seguintes por diferentes pesquisadores no âmbito
dos Estudos Surdos, Estudos Educacionais, Estudos Linguísticos e Estudos da Tradução e Interpretação da Língua de Sinais.
Considerando essa discussão,
Segundo Xavier (2006), as pesquisas linguísticas realizadas por Willian Stokoe na década de 1960 trouxeram aos estudos
linguísticos o conceito de modalidade de língua ao evidenciar que as línguas gesto-visuais são diferentes das línguas vocais-auditivas. Esse conceito teve impacto não apenas nos estudos linguísticos, mas na educação e nos estudos sobre aquisição de
linguagem de surdos. Modalidade de língua pode ser definida maneira como
O propósito principal tanto da tradução quanto da interpretação é fazer com que uma mensagem expressa em determinado
idioma seja transposta para outro, a fim de ser compreendida por uma comunidade que não fale o idioma em que essa
mensagem foi originalmente concebida.
(Adaptado de: PAGURA, Reynaldo José. A interpretação de conferências: interfaces com a tradução escrita e implicações para a
formação de intérpretes e tradutores. DELTA, São Paulo, 19, especial, p. 209-236, 2003. Disponível em: https://doi.org/)
Apesar de terem o mesmo propósito, conforme afirma a citação acima, a tradução e a interpretação se diferenciam por operacionalizações. São apresentadas as materialidades corretas nos diferentes processos de operacionalização em:
A Libras desempenha todas as funções de uma língua e, como tal, poderia ser usada para cumprir o papel que a linguagem oral
tem na criança ouvinte. O surdo, mesmo que ele e sua família não saibam da sua surdez, irá usar um canal para ter acesso às
informações do mundo: o canal visual. Isso não é ensinado à criança surda. De forma instintiva, ela passa a observar o mundo e
a inferir sentido do que se vê. A língua de sinais tem essa particularidade: ela é totalmente visual, passa sentidos e significados
por uma forma que é absolutamente acessível ao surdo. E é assim configurada por ter sido criada pela comunidade surda, que,
no desejo humano de se tornar ser de linguagem, arquitetou a sua forma especial de comunicação que independe da audição.
(Adaptado de: MOURA, Maria Cecília de. Surdez e linguagem. In: LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de.; SANTOS, Lara Ferreira dos.
(Orgs.)Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos. São Carlos: EDUFSCar, p. 15, 2013)
Diante do texto citado, é correto afirmar que
Considere a seguinte situação hipotética: um profissional está atuando como intérprete de Libras em uma aula de CFC. O instrutor está dando a aula em língua portuguesa oral e o intérprete está interpretando simultaneamente para Libras. A classe é
composta por alunos surdos e ouvintes. Em determinado momento da aula o instrutor chama o intérprete em um canto e pede
que não intérprete o que ele dirá a seguir.
Neste contexto, considerando as obrigações profissionais, o Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das
Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-Intérpretes da Língua de Sinais (FEBRAPILS), a atitude mais adequada é:
Em relação ao trabalho do intérprete educacional de Libras no ensino fundamental II, com base no Decreto nº 5.626/2005, na
Lei nº 12.319/2010 e no Código de Conduta e Ética (CCE) da Febrapils, é correto afirmar que uma de suas funções é