Em uma reunião na qual se discutia a distribuição de recursos financeiros para diferentes setores de um tribunal, João propôs que o setor jurídico deveria receber a maior parte dos recursos, argumentando o seguinte:

— O setor jurídico é o mais importante do tribunal, pois lida diretamente com as decisões judiciais. Sem recursos adequados, não poderemos garantir a eficiência e a qualidade dessas decisões. Logo, é essencial priorizar esse setor em detrimento dos demais.

Maria, porém, contra-argumentou:

— Mas João, priorizar o setor jurídico sem considerar as demandas operacionais dos outros setores pode prejudicar o funcionamento do tribunal como um todo. Precisamos de dados e de critérios objetivos para tomar essa decisão.

Considerando o diálogo hipotético precedente, julgue o seguinte item, relativo a raciocínio analítico e argumentação.

Maria utiliza o senso crítico ao sugerir a inclusão de critérios objetivos na tomada de decisão.

De acordo com o Regimento Interno do TRF da 6.ª Região, julgue o item a seguir.

Nas sessões presenciais com suporte em vídeo, os participantes que estiverem em local diverso da sala de sessões podem, excepcionalmente, ser dispensados da utilização da veste talar e autorizados a vestir roupa social no estilo passeio completo.

Acerca dos métodos diagnósticos disponíveis em cardiologia e suas inovações, julgue o item a seguir.

A detecção de infiltração gordurosa do ventrículo direito pela ressonância magnética cardíaca é o padrão-ouro para o diagnóstico de cardiomiopatia arritmogênica do VD, substituindo os critérios diagnósticos tradicionais como os critérios de Pádua.

Um paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, brasiliense, compareceu ao atendimento médico com queixa principal de que estava “fazendo muito xixi”.

História da doença atual: Paciente relata que nos últimos meses tem apresentado poliúria, noctúria e uma perda de acuidade visual, que atribui ao fato de estar ficando velho.

Antecedentes pessoais: hipertenso, ateromatose carotídea e coronariana e dislipidemia, ex-fumante, que fumou por 15 anos cerca de 1 maço/dia.

Medicações: valsartana + hidrocloratiazida e rosuvastatina.

Ao exame: bom estado geral, acianótico, anictérico, hidratado, orientado em tempo e espaço. IMC 28 kg/m2 .

• ACV: RCR 2T BNF, sem sopro. FC 100 bpm, PA 142/87 mmHg.

• AR: sons respiratórios presentes bilaterais, sem RA. FR 19 ipm, SpO2 94% a.a.

• Abdome: em avental, ausculta e percussão sem alterações, flácido e indolor à palpação, descompressão brusca negativa. Circunferência abdominal 115 cm.

• Extremidades: sem edema, panturrilhas livres, TEC < 3 s.

Exame laboratorial: Hb 14 g/dL, leucócitos 8000/mm3 ,
plaquetas 292000/mm3 , creatinina 1,20 mg/dL, ureia 54 mg/dL.
HGT realizado na consulta: 213 mg/dL.
A1C – hemoglobina glicada.

Com base no caso clínico apresentado, julgue o item a seguir.

O diagnóstico de diabetes ainda não pode ser fechado, sendo necessário solicitar uma hemoglobina glicada ou uma glicemia de jejum; caso os valores sejam respectivamente > 6,5% ou > 126 mg/dL, o diagnóstico poderá ser confirmado.

Paciente de 55 anos de idade, sexo feminino, compareceu ao atendimento médico com astenia e fadiga, além de rigidez articular matinal que dura mais de uma hora para passar. Ao exame físico apresenta dor e edema de todas as metacarpofangianas, punhos e duas metatarsofalangeanas, além de nódulo subcutâneo. Radiografia de mãos prévia mostra redução do espaço articular e erosão óssea.

Acerca do caso clínico apresentado, julgue o item subsecutivo.

O uso de prednisona em dose maior que 5 mg/dia ou equivalente em associação a drogas antireumáticas modificadoras da doença (DMARDs) como requisito para que haja remissão ou atividade baixa de doença após 3-6 meses de tratamento configura resistência à terapia sintética convencional.

Acerca dos métodos diagnósticos disponíveis em cardiologia e suas inovações, julgue o item a seguir.

Utilizando-se a angiotomografia de coronárias, é possível avaliar a doença arterial coronariana de forma funcional por meio da reserva de fluxo fracionado (FFR), sendo esse método uma alternativa não invasiva para a avaliação da significância funcional de lesões coronarianas intermediárias à FFR invasiva obtida durante cateterismo cardíaco.

Paciente de 55 anos de idade, sexo feminino, compareceu ao atendimento médico com astenia e fadiga, além de rigidez articular matinal que dura mais de uma hora para passar. Ao exame físico apresenta dor e edema de todas as metacarpofangianas, punhos e duas metatarsofalangeanas, além de nódulo subcutâneo. Radiografia de mãos prévia mostra redução do espaço articular e erosão óssea.

Acerca do caso clínico apresentado, julgue o item subsecutivo.

O diagnóstico mais provável nesse caso é artrite reumatoide, devendo-se solicitar fator reumatoide, anti-CCP e provas inflamatórias (PCR e VHS), para a confirmação e, caso apenas as provas inflamatórias venham aumentadas, sem autoanticorpos positivos, o diagnóstico está descartado.

Paciente com 45 anos de idade, sexo masculino, compareceu ao atendimento com quadro de intolerância ao calor, episódios de palpitação, cefaleia, hiper-hidrose e macroglossia. No exame físico não apresentava proptose ou edema periorbital. Exames laboratoriais e de imagem apresentaram os seguintes resultados: TSH normal, T4 livre e T3 aumentados, ultrassonografia de tireoide evidenciando aumento difuso e homogêneo da tireoide com aumento de fluxo no Doppler colorido.

Considerando o caso clínico em tela, julgue o item subsequente.

Diversas medicações podem alterar a função tireoideana, como, por exemplo, carbonato de lítio, amiodarona, interferon alfa, talidomida e estavudina.

Um paciente com 45 anos de idade, natural do Rio de Janeiro, comparece ao atendimento com queixa principal de tosse. Apresenta um quadro de tosse há mais de 1 mês, que ocorre inicialmente somente pela manhã e atualmente com maior frequência, com expectoração amarelo-esverdeada. Associado a esse sintoma apresenta febre, que ocorre geralmente no período vespertino e que já dura duas semanas, além de uma fadiga fora do habitual. Na semana anterior foi ao pronto-socorro, tendo-lhe sido receitados amoxicilina e clavulanato por 7 dias. Contudo, não apresentou melhora significativa. Paciente relata estar sedentário e não estar tratando de modo adequado a diabetes, o que resultou em aumento recente da medicação. O paciente nega sintomas de vias aéreas superiores e dispneia e sibilos. Possui antecedentes pessoais como diabetes tipo 2 e é ex-tabagista 20 maços/ano. Informa fazer uso de metformina e glicazida. O exame físico evidencia paciente acianótico, anictérico, corado, hidratado, orientado em tempo e espaço. Outros dados relevantes: IMC 38; ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros, FC 95 bpm, PA 130 mmHg × 80 mmHg; sons respiratórios presentes bilaterais, crepitação pulmonar em região infraclavicular direita. Apresenta expansibilidade ligeiramente reduzida em hemitórax direito, percussão submaciça em região infraclavicular direita, frêmito tóraco-vocal aumentado em região infraclavicular direita, ausência de esforço respiratório, FR 20 irpm, SpO2 94% a.a.

Considerando o caso clínico apresentado, julgue o item que se segue.

O diagnóstico principal é pneumonia, uma vez que o paciente apresenta tosse e febre compatíveis com a possibilidade, sendo a falha de tratamento com amoxicilina/clavulanato justificada pelo provável derrame pleural complicado observado no exame físico.

Texto CG4A1

A degradação ambiental põe em risco a capacidade das crianças de atingir seu pleno potencial de desenvolvimento e tem implicações negativas em uma vasta gama de outros direitos. O desenvolvimento das crianças está interligado ao ambiente em que elas vivem. Os benefícios de um ambiente saudável para o desenvolvimento incluem aqueles ligados às oportunidades de experimentar atividades ao ar livre e de interagir e brincar em ambientes naturais, inclusive com o mundo animal.

Devido aos seus padrões de atividade, ao seu comportamento e à sua fisiologia únicos, as crianças mais novas são particularmente suscetíveis aos riscos ambientais. Durante janelas de desenvolvimento de maior vulnerabilidade, a exposição a poluentes tóxicos, mesmo em níveis baixos, pode facilmente perturbar os processos de maturação do cérebro, dos órgãos e do sistema imunológico, além de causar doenças e deficiências durante e após a infância — às vezes após um período substancial de latência. Os efeitos dos contaminantes ambientais podem até persistir em gerações futuras. Os Estados devem considerar, de forma consistente e explícita, o impacto da exposição no início da vida a substâncias tóxicas e à poluição.

Os Estados devem reconhecer cada fase da infância e sua importância para os estágios subsequentes de maturação e desenvolvimento, bem como as diferentes necessidades das crianças em cada uma dessas fases. Para a criação de um ambiente ideal para o direito ao desenvolvimento, os Estados devem considerar, de forma explícita e consistente, todos os fatores necessários para que crianças de todas as idades sobrevivam, desenvolvam-se e prosperem plenamente. Devem também conceber e implementar intervenções baseadas em evidências que enfrentem uma ampla gama de determinantes ambientais durante o curso da vida.

Internet:<www.unicef.org> (com adaptações).

Julgue o item subsequente, com base nas ideias do texto CG4A1.

A degradação ambiental põe em risco a capacidade de as crianças atingirem seu pleno potencial de desenvolvimento porque, entre outros motivos, as impede de experimentar atividades ao ar livre e de interagir e brincar em ambientes naturais.

De acordo com a Lei n.º 10.048/2000, que trata da prioridade de atendimento às pessoas com deficiência, e com a Lei n.º 10.098/2000, que dispõe sobre normas gerais e critérios básicos para promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, julgue o item a seguir.

À pessoa com deficiência internada ou em observação é assegurado o direito a acompanhante ou atendente pessoal, devendo o órgão ou a instituição de saúde proporcionar condições adequadas para sua permanência em tempo integral.

Paciente com 45 anos de idade, sexo masculino, compareceu ao atendimento com quadro de intolerância ao calor, episódios de palpitação, cefaleia, hiper-hidrose e macroglossia. No exame físico não apresentava proptose ou edema periorbital. Exames laboratoriais e de imagem apresentaram os seguintes resultados: TSH normal, T4 livre e T3 aumentados, ultrassonografia de tireoide evidenciando aumento difuso e homogêneo da tireoide com aumento de fluxo no Doppler colorido.

Considerando o caso clínico em tela, julgue o item subsequente.

Os principais tratamentos possíveis para o quadro descrito são retirada cirúrgica da tireoide, uso de iodo radioativo ou tionamidas.

Um paciente com 45 anos de idade, natural do Rio de Janeiro, comparece ao atendimento com queixa principal de tosse. Apresenta um quadro de tosse há mais de 1 mês, que ocorre inicialmente somente pela manhã e atualmente com maior frequência, com expectoração amarelo-esverdeada. Associado a esse sintoma apresenta febre, que ocorre geralmente no período vespertino e que já dura duas semanas, além de uma fadiga fora do habitual. Na semana anterior foi ao pronto-socorro, tendo-lhe sido receitados amoxicilina e clavulanato por 7 dias. Contudo, não apresentou melhora significativa. Paciente relata estar sedentário e não estar tratando de modo adequado a diabetes, o que resultou em aumento recente da medicação. O paciente nega sintomas de vias aéreas superiores e dispneia e sibilos. Possui antecedentes pessoais como diabetes tipo 2 e é ex-tabagista 20 maços/ano. Informa fazer uso de metformina e glicazida. O exame físico evidencia paciente acianótico, anictérico, corado, hidratado, orientado em tempo e espaço. Outros dados relevantes: IMC 38; ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros, FC 95 bpm, PA 130 mmHg × 80 mmHg; sons respiratórios presentes bilaterais, crepitação pulmonar em região infraclavicular direita. Apresenta expansibilidade ligeiramente reduzida em hemitórax direito, percussão submaciça em região infraclavicular direita, frêmito tóraco-vocal aumentado em região infraclavicular direita, ausência de esforço respiratório, FR 20 irpm, SpO2 94% a.a.

Considerando o caso clínico apresentado, julgue o item que se segue.

O diagnóstico principal para o caso é tuberculose, uma vez que o paciente é natural de um estado endêmico para doença e apresenta diabetes como um fator de risco para tuberculose pós-primária, além de os sintomas serem compatíveis e não ter havido melhora com amoxicilina/clavulanato.

Um paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, brasiliense, compareceu ao atendimento médico com queixa principal de que estava “fazendo muito xixi”.

História da doença atual: Paciente relata que nos últimos meses tem apresentado poliúria, noctúria e uma perda de acuidade visual, que atribui ao fato de estar ficando velho.

Antecedentes pessoais: hipertenso, ateromatose carotídea e coronariana e dislipidemia, ex-fumante, que fumou por 15 anos cerca de 1 maço/dia.

Medicações: valsartana + hidrocloratiazida e rosuvastatina.

Ao exame: bom estado geral, acianótico, anictérico, hidratado, orientado em tempo e espaço. IMC 28 kg/m2 .

• ACV: RCR 2T BNF, sem sopro. FC 100 bpm, PA 142/87 mmHg.

• AR: sons respiratórios presentes bilaterais, sem RA. FR 19 ipm, SpO2 94% a.a.

• Abdome: em avental, ausculta e percussão sem alterações, flácido e indolor à palpação, descompressão brusca negativa. Circunferência abdominal 115 cm.

• Extremidades: sem edema, panturrilhas livres, TEC < 3 s.

Exame laboratorial: Hb 14 g/dL, leucócitos 8000/mm3 ,
plaquetas 292000/mm3 , creatinina 1,20 mg/dL, ureia 54 mg/dL.
HGT realizado na consulta: 213 mg/dL.
A1C – hemoglobina glicada.

Com base no caso clínico apresentado, julgue o item a seguir.

O diagnóstico principal é o de diabetes tipo 2, que tem como principais características: idade do diagnóstico > 25 anos, não insulino-dependente, história familiar para diabetes geralmente negativa, presença de autoanticorpos, risco para cetoacidose baixo e comumente sobrepeso.

Um paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, brasiliense, compareceu ao atendimento médico com queixa principal de que estava “fazendo muito xixi”.

História da doença atual: Paciente relata que nos últimos meses tem apresentado poliúria, noctúria e uma perda de acuidade visual, que atribui ao fato de estar ficando velho.

Antecedentes pessoais: hipertenso, ateromatose carotídea e coronariana e dislipidemia, ex-fumante, que fumou por 15 anos cerca de 1 maço/dia.

Medicações: valsartana + hidrocloratiazida e rosuvastatina.

Ao exame: bom estado geral, acianótico, anictérico, hidratado, orientado em tempo e espaço. IMC 28 kg/m2 .

• ACV: RCR 2T BNF, sem sopro. FC 100 bpm, PA 142/87 mmHg.

• AR: sons respiratórios presentes bilaterais, sem RA. FR 19 ipm, SpO2 94% a.a.

• Abdome: em avental, ausculta e percussão sem alterações, flácido e indolor à palpação, descompressão brusca negativa. Circunferência abdominal 115 cm.

• Extremidades: sem edema, panturrilhas livres, TEC < 3 s.

Exame laboratorial: Hb 14 g/dL, leucócitos 8000/mm3 ,
plaquetas 292000/mm3 , creatinina 1,20 mg/dL, ureia 54 mg/dL.
HGT realizado na consulta: 213 mg/dL.
A1C – hemoglobina glicada.

Com base no caso clínico apresentado, julgue o item a seguir.

O diagnóstico mais provável é diabetes tipo 2, o tipo mais comum de diabetes, quando comparado ao diabetes tipo 1 e ao diabetes monogenético.

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