

A colocação pronominal no trecho O país recusou->se a assinar o tratado (l.27) está CORRETA porque:
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A colocação pronominal no trecho O país recusou->se a assinar o tratado (l.27) está CORRETA porque:
Marque a alternativa INCORRETA acerca de Sistema de Cabeamento Estruturado.
Acerca de tecnologia Redundant Arrays of Independent Disks-RAID, marque a alternativa correta:
Acerca de Sistema Para Gestão dos Recursos Administrativos-Financeiros, marque a alternativa INCORRETA:


...como um tratado internacional que traz rígidos compromissos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa (l.19-20). Sobre os pronomes destacados, assinale a alternativa que substitui adequadamente cada um deles.
Ainda acerca de Data Warehouse, marque a alternativa INCORRETA:
Acerca de linguagem SQL, marque a alternativa INCORRETA:


Com respeito ao uso da crase, releia o trecho destacado e assinale a alternativa CORRETA:
...com o objetivo de proporcionar qualidade de vida aos funcionários, às comunidades do entorno das empresas e também a famílias de baixa renda... (l.38-40)
Responda as questões 34 e 35 tendo como base a Lei
8.112/90.
Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam- se as seguintes disposições, EXCETO:
Acerca de redes no Sistema Operacional Windows XP, marque a alternativa INCORRETA:
Ainda acerca das funções do Microsoft Excel 2007, analise as seguintes afirmativas:
I. A função BDDESVPA calcula o desvio padrão com base na população total de entradas selecionadas do banco de dados.
II. A função BDEXTRAIR extrai de um banco de dados um único registro que corresponde a um critério específico.
III. A função BDVAREST calcula a variância com base na população inteira de entradas selecionadas de um banco de dados.
Podemos afirmar corretamente que:
Como sabemos, o usuário pode realizar rapidamente as tarefas executadas com freqüência usando teclas de atalho no Microsoft Word 2000. Uma ou mais teclas que o usuário pressiona no teclado pode completar uma tarefa. Acerca de teclas de atalhos no Microsoft Word 2000, analise as seguintes afirmativas:
I. O pressionamento simultâneo das teclas ALT, CTRL e Y repete o comando Localizar (após fechar a janela Localizar e substituir).
II. O pressionamento simultâneo das teclas CTRL e Y refaz ou repete uma ação.
III. O pressionamento simultâneo das teclas ALT, CTRL e I alterna para o modo de exibição de layout de impressão.
Podemos afirmar corretamente que:


Em Colhe a mais bela flor (v.09), a palavra mais apresenta o mesmo sentido que em:


E não esqueça de trazer força e magia (v.11). Quanto à regência do verbo Esquecer no verso destacado, é CORRETO afirmar:
Acerca de Estrutura Básica de Modelo Relacional, marque a alternativa INCORRETA.
Acerca de Projetos Orientados a Objetos (UML), marque a alternativa correta:
Nos termos do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, assinale a alternativa CORRETA:
Acerca de conexão de rede local no Sistema Operacional Windows XP, marque a alternativa INCORRETA:
Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.
A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la?
Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoa dos. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a lapidar1 a doida, isolada e agreste no seu jardim.
Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera.
Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos racontos2 antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família
se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão3.
Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.
Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis l amentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem.
(Contos de aprendiz, 2012.)
1 lapidar: apedrejar.
2 raconto: relato, narrativa.
3 irrisão: zombaria.
• “loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo” (4° parágrafo)
• “Ninguém tinha ânimo de visitá-la” (4° parágrafo)
• “a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso” (5o parágrafo)
Os termos sublinhados foram empregados, respectivamente, em sentido