De acordo com Quadros (2004), vários países já instituíram a profissão de tradutor/intérprete
de língua de sinais, e a inserção desse profissional no mercado de trabalho se deu a partir de
atividades
Robertz (1992) apresenta algumas competências essenciais para o trabalho do tradutor e
intérprete de Libras. Uma delas compreende “A habilidade de entender o objeto da linguagem
usada em todas as suas nuanças e expressar corretamente, fluentemente e claramente a
mesma informação na língua alvo, ter habilidade para distinguir as ideias secundárias e
determinar os elos que determinam a coesão do discurso”. Essa definição se refere à
competência
A Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015, estabelece que, para atuarem na educação básica,
os tradutores e intérpretes da Libras devem ter, no mínimo, certificado de
A Federação Brasileira dos Profissionais Tradutores e Intérpretes e Guiaintérpretes de
Língua de Sinais – FEBRAPILS, em seu Código de Ética, define esse profissional como
sendo o profissional que traduz e/ou interpreta
Quadros (2003) afirma que, na Libras, a relação entre o significante e o significado, para a
formação de um signo, se constrói a partir
A figura do tradutor e intérprete de libras (TILS) não é nova nas experiências das
comunidades surdas. Contudo, essa figura aparece, pela primeira vez, em documentos
oficiais no Brasil,
O sinal da Libras realizado com a configuração da mão direita em “L”, a palma da mão
voltada para a esquerda e a ponta do polegar tocando o centro da testa corresponde a um
Em um evento, a produção interpretativa, muitas vezes, acontece de maneira simultânea, e,
por isso, é preciso pensar em escolhas que não comprometam a interpretação. Com vistas à
obtenção de uma amplitude relativa às competências linguísticas e referenciais do intérprete ,
para o planejamento de sua atuação, faz-se necessário
Uma das atribuições do guiaintérprete que atua em eventos é
Segundo Quadros (2004), as línguas de sinais “são denominadas línguas de modalidade
gestual-visual ou espaço-visual, pois a informação linguística é recebida pelos olhos e
produzida pelas mãos”. Para essa autora, as línguas de sinais
A profissão de guiaintérprete é bastante recente em comparação com a de tradutor intérprete
de língua de sinais. Para regulamentar a atuação desse profissional, a FEBRAPILS define
atribuições que diferenciam essas duas profissões. Sobre essa temática, considere os
deveres explicitados nos itens abaixo.
I Conhecer as diferentes formas de comunicação utilizadas pelas pessoas surdocegas. II Manter contato com a família do beneficiário. III Ter domínio das línguas envolvidas no processo interpretativo e tradutório. IV Divulgar os conhecimentos inerentes a sua profissão em eventos científicos. V Providenciar a alimentação do beneficiário ao atuar em eventos. VI Ter conhecimento das especificidades atribuídas às pessoas surdocegas. VII Descrever todos os aspectos visuais e auditivos durante o processo de tradução e interpretação para o beneficiário. VIII Facilitar a mobilidade do beneficiário.
Dentre esses deveres, são exclusivos dos guiaintérpretes os que estão expressos nos itens
I Conhecer as diferentes formas de comunicação utilizadas pelas pessoas surdocegas. II Manter contato com a família do beneficiário. III Ter domínio das línguas envolvidas no processo interpretativo e tradutório. IV Divulgar os conhecimentos inerentes a sua profissão em eventos científicos. V Providenciar a alimentação do beneficiário ao atuar em eventos. VI Ter conhecimento das especificidades atribuídas às pessoas surdocegas. VII Descrever todos os aspectos visuais e auditivos durante o processo de tradução e interpretação para o beneficiário. VIII Facilitar a mobilidade do beneficiário.
Dentre esses deveres, são exclusivos dos guiaintérpretes os que estão expressos nos itens
Lacerda (2011), na obra “Intérprete de Libras em atuação na educação infantil e no ensino
fundamental”, afirma que o papel do Intérprete Educacional no contexto inclusivo se estende
para além da tradução/interpretação. Com base nesse papel, considere as atribuições abaixo.
I Informar o professor sobre as dificuldades ou facilidades dos alunos surdos no processo de ensino aprendizagem, norteando uma ação pedagógica mais adequada. II Assumir a regência da turma na ausência do professor, ministrando aulas de Libras para os alunos ouvintes. III Atentar para as apreensões feitas pelos alunos surdos e para o modo como eles efetivamente participam das aulas. IV Responder inteiramente pela aprendizagem do surdo, apresentando relatórios bimestrais à gestão da escola a respeito disso. V Prestar consultoria à escola no que diz respeito ao processo e aos procedimentos de inclusão de todos os alunos com deficiência que estão na instituição. VI Atuar no espaço educacional também como educador, sendo o principal responsável pela construção dos conhecimentos por parte do surdo. VII Participar da equipe educacional da escola contribuindo para a ampliação d o conhecimento dos professores sobre a surdez e sobre os modos de abordar os diversos temas.
Considerando a perspectiva desenvolvida pela autora sobre a presença do ILS no contexto da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, são consideradas atribuições pertinentes a esse profissional as apresentadas nos itens
I Informar o professor sobre as dificuldades ou facilidades dos alunos surdos no processo de ensino aprendizagem, norteando uma ação pedagógica mais adequada. II Assumir a regência da turma na ausência do professor, ministrando aulas de Libras para os alunos ouvintes. III Atentar para as apreensões feitas pelos alunos surdos e para o modo como eles efetivamente participam das aulas. IV Responder inteiramente pela aprendizagem do surdo, apresentando relatórios bimestrais à gestão da escola a respeito disso. V Prestar consultoria à escola no que diz respeito ao processo e aos procedimentos de inclusão de todos os alunos com deficiência que estão na instituição. VI Atuar no espaço educacional também como educador, sendo o principal responsável pela construção dos conhecimentos por parte do surdo. VII Participar da equipe educacional da escola contribuindo para a ampliação d o conhecimento dos professores sobre a surdez e sobre os modos de abordar os diversos temas.
Considerando a perspectiva desenvolvida pela autora sobre a presença do ILS no contexto da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, são consideradas atribuições pertinentes a esse profissional as apresentadas nos itens
Na década de 1990, surgem tentativas com o objetivo de dar uma formação mais específica
para os tradutores e intérpretes de Libras, principalmente por iniciativa da
A LIBRAS, como todas as línguas, tem níveis estruturais. São eles:
A Lei nº 13.146/2015 determina que os serviços de radiodifusão de sons e imagens devem
permitir o uso da janela de Libras, recurso de acessibilidade comunicacional que ganha
visibilidade nacional, por exemplo, em períodos de campanhas eleitorais. De acordo com a
Nota Técnica 01/2017 da FEBRAPILS, intitulada “A atuação do tradutor, intérprete e guia -
intérprete de Libras e Língua Portuguesa em materiais audiovisuais televisivos e virtuais”, ao
exibir a janela de Libras em mídia audiovisual, é necessário que,
A exemplo do que já é tradicionalmente realizado no âmbito da interpretação de línguas
orais, a interpretação de língua de sinais tem, cada vez mais, sido feita em equipe. A Nota
Técnica 02/2017 da FEBRAPILS explica que esse tipo de serviço ocorre quando dois ou mais
intérpretes e/ou guiasintérpretes estão responsáveis pela atividade comunicativa entre
pessoas que desconhecem uma das línguas. São consideradas situações que demandam a
atuação de intérpretes em equipe:
Há princípios que regem a conduta profissional dos TILS e GI. Nesse contexto, considere os
princípios elencados abaixo.
I Confidencialidade II Assistencialismo III Competência Tradutória. IV Voluntariado V Supremacia da comunidade surda. VI Respeito aos envolvidos na profissão. VII Compromisso pelo desenvolvimento profissional.
De acordo com o Código de Conduta e Ética da FEBRAPILS, os princípios definidores da conduta profissional do TILS e GI estão nos itens
I Confidencialidade II Assistencialismo III Competência Tradutória. IV Voluntariado V Supremacia da comunidade surda. VI Respeito aos envolvidos na profissão. VII Compromisso pelo desenvolvimento profissional.
De acordo com o Código de Conduta e Ética da FEBRAPILS, os princípios definidores da conduta profissional do TILS e GI estão nos itens
Segundo Jakobson (2007), há diferentes tipos de tradução. A opção em que os três tipos de
tradução estão conceituados corretamente é:
O ponto de articulação (PA) “é o lugar onde incide a mão predominante configurada, podendo
esta tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro vertical (do meio do corpo
até a cabeça) e horizontal na frente do emissor” (FELIPE, 2001, p. 20-21). Com base nessa
definição, são sinais que têm o mesmo ponto de articulação: