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O Google lançou esta semana uma coleção com experimentos de inteligência artificial — desenvolvida com o modelo Gemini. Cada um dos experimentos da chamada Little Language Lessons, que ainda é uma exploração inicial, aborda uma maneira diferente pela qual a inteligência artificial pode apoiar a aprendizagem no mundo real.


O primeiro é o Tiny Lesson. Com ele, o usuário descreve uma situação, por exemplo “pedir informações” ou “encontrar um passaporte perdido”, e recebe vocabulário, frases e dicas gramaticais úteis, adaptados a esse contexto.


O segundo é o Slang Hang, que gera conversas autênticas para ajudar o usuário a aprender expressões e gírias. A pessoa pode acompanhar o desenrolar de um diálogo entre falantes nativos, revelando uma mensagem de cada vez e desvendando termos desconhecidos à medida que aparecem.


“Um dos aspectos mais interessantes deste experimento é o elemento da narrativa emergente. Cada cena é única e gerada na hora — pode ser um vendedor ambulante conversando com um cliente, dois colegas de trabalho se encontrando no metrô ou até mesmo um casal de amigos há muito perdidos se reencontrando inesperadamente em uma exposição de animais de estimação exóticos”, pontuou Wade, acrescentando que pode haver erros de precisão. “Ocasionalmente, ele usa incorretamente certas expressões e gírias, ou até mesmo as inventa. Os Large Language Models (LLM) ainda não são perfeitos e, por isso, é importante fazer referências cruzadas com fontes confiáveis”.



VEIGA, C. Google Launches AI Tools to Teach Languages. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com.

Acesso em: 2 maio 2025 (adaptado).

In a high school English class, students are using one of the AI tools described in the article to practice informal conversation. Based on the impacts mentioned in the article, how can the teacher promote students’ autonomy and critical use of AI?
Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes.


ASSIS, M. Dom Casmurro. Brasília: Edições Câmara, 2019.
Após a leitura e a discussão do texto, qual proposta coletiva transforma a imagem dos olhos de ressaca em produto artístico público, com vistas à reflexão social, favorecendo maior autonomia criativa de estudantes da 2ª série do Ensino Médio?

TEXTO 1

Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.


VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2


— Bien ¿y usté don Segundo?


— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.


Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.


El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo. Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas.


Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926.

Com base em uma metodologia pautada nos princípios da leitura dialógica e da intertextualidade, conforme discutido por Bakhtin, uma professora de Língua Portuguesa da 3ª série do Ensino Médio escolheu os textos literários 1 e 2 para que os estudantes compreendessem como esses textos podem estar relacionados. Em seguida, apresentou os textos, contextualizando-os brevemente quanto a autor, época e gênero.
Uma proposta de atividade que atenda aos pressupostos teóricos adotados e que trabalhe a relação entre os dois textos, conforme objetivado pela professora, é
Garcia (2009) é quem expande o conceito de translinguagem, que parte de uma visão heteroglóssica, em que o sujeito possui um único repertório linguístico e suas práticas linguísticas e dinâmicas semióticas são superiores às línguas convencionais de países e estados. Liberali (2013) defende esta perspectiva e enfatiza a necessidade de termos que considerar o currículo da educação multi/bilíngue a partir das atividades e práticas sociais e permitir aos alunos expandirem seu repertório e suas formas de participação. A educação bilíngue consiste em um programa educacional formal que se faz presente pelo aprendizado de componentes curriculares pela instrução em duas línguas e não manter o foco apenas no aprendizado da língua. Aqui no Brasil, podemos distinguir a educação bilíngue em dois grandes grupos: dominante (educação bilíngue de línguas de prestígio, frequentemente de escolas particulares de elite em que se objetiva o aprendizado de uma segunda língua, como o inglês) e minoritários (educação indígena, migrantes de crise, educação em regiões de fronteiras, educação de surdos).

Projeto-piloto: escola bilíngue com adequações. Disponível em: www.ibipora.pr.gov.br. Acesso em: 2 maio 2025 (adaptado).
Which perspective on bilingual education is coherent to the text?

O Google lançou esta semana uma coleção com experimentos de inteligência artificial — desenvolvida com o modelo Gemini. Cada um dos experimentos da chamada Little Language Lessons, que ainda é uma exploração inicial, aborda uma maneira diferente pela qual a inteligência artificial pode apoiar a aprendizagem no mundo real.


O primeiro é o Tiny Lesson. Com ele, o usuário descreve uma situação, por exemplo “pedir informações” ou “encontrar um passaporte perdido”, e recebe vocabulário, frases e dicas gramaticais úteis, adaptados a esse contexto.


O segundo é o Slang Hang, que gera conversas autênticas para ajudar o usuário a aprender expressões e gírias. A pessoa pode acompanhar o desenrolar de um diálogo entre falantes nativos, revelando uma mensagem de cada vez e desvendando termos desconhecidos à medida que aparecem.


“Um dos aspectos mais interessantes deste experimento é o elemento da narrativa emergente. Cada cena é única e gerada na hora — pode ser um vendedor ambulante conversando com um cliente, dois colegas de trabalho se encontrando no metrô ou até mesmo um casal de amigos há muito perdidos se reencontrando inesperadamente em uma exposição de animais de estimação exóticos”, pontuou Wade, acrescentando que pode haver erros de precisão. “Ocasionalmente, ele usa incorretamente certas expressões e gírias, ou até mesmo as inventa. Os Large Language Models (LLM) ainda não são perfeitos e, por isso, é importante fazer referências cruzadas com fontes confiáveis”.



VEIGA, C. Google Launches AI Tools to Teach Languages. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com.

Acesso em: 2 maio 2025 (adaptado).

According to the text, what is the main pedagogical contribution of these new AI-based experiments to language learning?
Em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), um professor de História e licenciandos do Estágio Supervisionado sentiram dificuldades em desenvolver as atividades planejadas na aula, pois os estudantes estavam dispersos, desanimados e afirmavam estar cansados da jornada de trabalho. Buscando motivar a turma, o professor-supervisor e os estagiários solicitaram aos estudantes que relatassem seus cotidianos profissionais. Identificou-se que as profissões de motorista de aplicativo e de entregador autônomo eram as mais exercidas. Além disso, o professor realizou reflexões com a turma sobre as mudanças no mundo do trabalho ao longo do tempo e suas relações sociais e econômicas. Durante o intervalo, o professor compartilhou a experiência com as colegas docentes de Língua Portuguesa e de Matemática que decidiram readequar seus planejamentos para explorar o mundo do trabalho em suas aulas. A professora de Língua Portuguesa elaborou, coletivamente com a turma, um pequeno texto sobre as dificuldades enfrentadas no contexto de trabalho e as expectativas em relação ao futuro profissional. Por sua vez, a professora de Matemática tratou das unidades de medida e do conceito de proporção, abordando problemas com cálculos que envolviam quantidades, distâncias e porcentagem relativos ao consumo de combustível e a outros itens utilizados no campo profissional dos estudantes. Na semana seguinte, como atividade avaliativa do Estágio Supervisionado, o professor-supervisor solicitou aos estagiários a elaboração de uma proposta de intervenção baseada na situação vivenciada em sala de aula
Considerando o contexto apresentado, as ações pedagógicas desenvolvidas pelos professores

Saudades do Natal

O Valério, a par com a Doninha, recordava-lhe: — ...A noite ‘tava uma prata, de crara. Nós fumos juntos, c’a sua mãe, naquela igrejica do arraial, onde paravam umas freiras, entremos e ajoelhemos. Eu olhava p’r’o presépio e p’ra você, e — Deus que me perdoe! — não achava Nossa Senhora mais fermosa que você. Rezei, pois não rezei? [...] E a noite ‘tava uma prata, de crara. Você não se alembra?

SILVEIRA, V. Os caboclos. Rio de Janeiro: EdUERJ; Caetés, 2020.

Uma professora do 6º ano do Ensino Fundamental, de uma escola da zona rural, observou que os estudantes produziam oralmente e, por vezes, também por escrito, formas linguísticas que exemplificam o fenômeno do rotacismo. Para desmistificar preconceitos linguísticos associados a essas variações, ela utilizou o conto Saudades do Natal, o qual apresenta uma forma semelhante às produzidas pelos estudantes (“crara”, em vez de “clara”), como recurso de reflexão.

Considerando essa situação e observando a similaridade entre a fala de Valério e a dos estudantes, qual alternativa representa a abordagem pedagógica adequada para atingir o objetivo da professora?

It is impossible to talk about the single story without talking about power. There is a word, an Igbo word, that I think about whenever I think about the power structures of the world, and it is nkali. It’s a noun that loosely translates to “to be greater than another.” Like our economic and political worlds, stories too are defined by the principle of nkali: How they are told, who tells them, when they’re told, how many stories are told, are really dependent on power. Power is the ability not just to tell the story of another person, but to make it the definitive story of that person.

Stories matter. Many stories matter. Stories have been used to dispossess and to malign, but stories can also be used to empower and to humanize. Stories can break the dignity of a people, but stories can also repair that broken dignity.

When we reject the single story, when we realize that there is never a single story about any place, we regain a kind of paradise.

ADICHIE, C. N. The Danger of a Single Story. New York: Anchor Books, 2019 (adapted).
Based on the discussion proposed by the text, which teaching objective is aligned with the principles of the Base Nacional Comum Curricular (BNCC)?
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