O manejo nutricional em oncologia deve ser
compreendido na confluência entre hipermetabolismo
tumoral, resistência anabólica, inflamação crônica e
impacto terapêutico das dietas. Autores como Fearon et
al. (2012) e Arends et al. (ESPEN, 2021) argumentam
que a intervenção dietética não pode ser interpretada
isoladamente de processos metabólicos adaptativos. À
luz dessas evidências, qual proposição expressa de
forma mais consistente a lógica da nutrição clínica em
pacientes oncológicos?
✂️ a) A imunonutrição com glutamina e arginina é
objeto de debate, havendo registros de
benefício em determinadas condições, mas
também estudos que questionam sua
segurança em protocolos de quimio ou
radioterapia intensiva. ✂️ b) A reposição energética em pacientes
caquéticos tende a melhorar parâmetros
clínicos, mas sua eficácia isolada encontra
limites frente à resistência anabólica e à
mediação inflamatória sistêmica. ✂️ c) A distribuição de macronutrientes apresenta
relevância variável conforme estágio tumoral,
podendo influenciar vias metabólicas de
glicólise e lipólise, ainda que não configure
consenso em protocolos clínicos universais. ✂️ d) A relação entre hiperinsulinemia e progressão
tumoral permanece controversa, com
evidências de associação em alguns cenários,
mas sem reconhecimento unânime como alvo
terapêutico nutricional prioritário. ✂️ e) A utilização de ácidos graxos n-3,
particularmente EPA e DHA, tem sido
associada à atenuação da inflamação e à
preservação parcial da massa magra,
sobretudo quando integrada a estratégias
proteicas e energéticas adequadas.