Através desse fragmento, os PCNs estão criticando o seguinte, EXCETO: ...

Através desse fragmento, os PCNs estão criticando o seguinte, EXCETO: A organização curricular tradicional da História, disseminada na maior parte das escolas, destaca alguns aconteciment...


Através desse fragmento, os PCNs estão criticando o seguinte, EXCETO:

A organização curricular tradicional da História, disseminada na maior parte das escolas, destaca alguns acontecimentos considerados como marcos, para, a partir deles, construir um quadro didático em que os acontecimentos são inseridos numa continuidade espaço–temporal linear, ordenado por uma lógica de causas e consequências. Assim, por exemplo, a Independência do Brasil, pautada como item importante do conteúdo programático, é explicada por suas conexões causais com uma série de acontecimentos políticos imediatamente anteriores, ordenados em sequência linear, como se a própria sucessão cronológica contivesse, em si mesma, a força explicativa. Essa organização se baseia numa noção de processo histórico como mudança linear, que destaca os acontecimentos singulares ou particulares, o que resulta num conhecimento fragmentado.

Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Humanas e suas Tecnologias, p. 77.

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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    23/10/2025 • 07:30
    Gabarito: a)
    O fragmento dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) critica a organização tradicional do ensino de História que enfatiza uma sequência linear e cronológica dos acontecimentos, destacando eventos isolados como marcos históricos sem uma análise mais ampla dos processos envolvidos.

    A crítica está centrada na visão linear do tempo histórico, que considera os eventos como ligados por uma cadeia de causas e consequências, o que pode resultar em um conhecimento fragmentado e superficial.

    Além disso, os PCNs apontam para a supervalorização dos acontecimentos oficiais e singulares, que acabam por limitar a compreensão da complexidade dos processos históricos.

    No entanto, o fragmento não critica especificamente uma concepção de tempo histórico utilizada apenas para a História do Brasil, mas sim uma concepção geral e tradicional de tempo histórico linear e cronológico, aplicável a qualquer contexto histórico.

    Portanto, a alternativa que apresenta uma crítica que não está presente no fragmento é a letra a), pois ela fala de uma concepção de tempo histórico específica para a História do Brasil, o que não é o foco do texto.

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