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Durante uma conferência sobre ética e moral, um estudante levanta a mão e pergunta ao palestrante: “professor, considerando as distinções entre ética e moral estudadas, como essas distinções podem nos ajudar a entender melhor as decisões tomadas em situações complexas, como a escolha entre dizer a verdade e proteger alguém de um dano?”. Qual é a resposta mais apropriada do palestrante, considerando a definição de ética e moral?
Leia o texto a seguir.
O imperativo não admite hipóteses (“se... então”) nem condições que fariam valer em certas situações e não valer em outras, mas vale incondicionalmente e sem exceções para todas as circunstâncias de todas as ações morais. Por isso, o dever é um imperativo categórico.
(CHAUI, M. Convite à Filosofia. 7.ed. São Paulo: Ática, 2000. p.346.)
Com base na leitura do texto e nos conhecimentos sobre a formulação do Imperativo Categórico na moral kantiana, segundo seus objetivos, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Servir de critério racional para a discriminação das máximas de ação. ( ) Orientar a ação humana de forma objetiva com a pretensão de validar universalmente sua prática. ( ) Determinar o conteúdo valorativo do ato humano a partir do lastro cultural e religioso. ( ) Conservar um princípio formal e procedimental como condição orientadora da ação humana. ( ) Adequar a vontade humana aos preceitos de fé manifestados no interior da consciência moral.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Na filosofia ética, uma das principais preocupações é entender os princípios que governam as ações humanas e a determinação do que é correto ou incorreto fazer. Entre as alternativas a seguir, qual delas descreve corretamente uma teoria ética específica?
Durante uma aula sobre discursos partidários e polarização política, um estudante afirmou que é impossível dialogar com pessoas que possuem opiniões políticas divergentes, o que, segundo ele, torna inviável qualquer acordo sobre problemas sociais. Diante dessa colocação, o professor decidiu introduzir a teoria da ação comunicativa, de Jürgen Habermas, para mostrar uma possível solução para o problema levantado.
Após a explicação, alguns estudantes continuaram céticos e argumentaram que, na prática, o diálogo racional entre opiniões opostas é inviável, especialmente em contextos polarizados.
Ao buscar em Habermas a resolução do problema, o professor estava atento

Leia com atenção os dois textos abaixo.

“Os números da fome no Brasil aumentaram durante a pandemia. Atualmente, 27 milhões de brasileiros estão vivendo abaixo da linha da pobreza – quatro milhões a mais que antes de março de 2020. Além disso, 1,2 milhão estão na fila para conseguir receber o Bolsa Família, que termina no final deste ano.”

G1. GLOBONEWS. Fome: 27 milhões de brasileiros estão abaixo da linha da pobreza. Disponível em: https://g1.globo.com/globonews/jornal-globonews-edicao-das-16. Acessado em 16/10/2021.

“O Direito, no sentido de efetivação da liberdade, ultrapassa o sentido estrito do jurídico e designa a forma eficiente do justo, que habita todo domínio da vida humana; há, assim, um direito de propriedade, um direito de consciência, um direito de família, um direito do Estado e um direito do espírito do mundo. A primeira forma de liberdade se refere às coisas: meu. Ela precisa das coisas. O homem, nesse aspecto, é sensível, perpassado por desejos, arbítrios, tensões. Para subsistir, ele tem necessidade de possuir coisas singulares, tornar-se proprietário delas. É exatamente nas coisas, na propriedade da coisa, que o querer livre encontra sua primeira forma de realização.”

SOARES, M. C. O direito de ter para ser livre. In: Conjectura: filosofia e educação, Caxias do Sul, v. 16, n. 1, jan./abr. 2011, p. 46-68 - Adaptado.

Com base nos textos acima apresentados, assinale a proposição verdadeira.

Segundo Kierkegaard, "a ética" é vista como algo inteiramente abstrato e é por isso que ela é detestada em segredo. Quando se pensa que ela é estranha à personalidade, é difícil alguém entregar-se a ela, porque não se sabe ao certo que disso resultará”.
Com base nessa citação e nos conhecimentos sobre ética, pode-se afirmar:
“O medo é a causa que origina, conserva e alimenta a superstição. Poderíamos acrescentar muitos exemplos que provam com toda a clareza o seguinte: os homens só se deixam dominar pela superstição enquanto têm medo; todas essas coisas que alguma vez foram inutilmente objeto de culto religioso não são mais do que fantasmas e delírios de um ânimo triste e amedrontado; finalmente, é quando o Estado se encontra em maiores dificuldades que os adivinhos detêm o maior poder sobre a plebe e são mais temidos pelos seus reis”.
SPINOZA, B. Tratado teológico-político. Tradução de Diogo Pires Aurélio. Lisboa: Casa da moeda, 2004, p. 126. (Texto adaptado)
Conforme Spinoza, o sentimento de medo conduz o homem à superstição. Por isso, os momentos em que os adivinhos têm grande influência sobre a população e os governos são aqueles de grandes dificuldades. A superstição é uma incerteza dos bens desejados, e se desenvolve na
O ato de filosofar, de acordo com os grandes filósofos do Período Antropológico grego, deve entender-se como sendo:
A _____________ é um tipo de argumentação em que a conclusão se segue das premissas, que são preposições de cujo conjunto se infere uma conclusão. Portanto, nesse tipo de argumento, o que está dito na conclusão é extraído das proposições que a antecedem, pois, na verdade, está implícito nelas. Assinale a alternativa que preenche de forma correta a lacuna do texto.
Em uma aula de Filosofia, um professor aborda com seus estudantes a perspectiva filosófica de Sartre, aprofundando-se especificamente em como o pensamento existencialista rompe com as visões essencialistas e deterministas do ser humano, abrindo espaço para reflexões a partir de diversas disciplinas éticas, sociais e subjetivas sobre a liberdade, a identidade e a responsabilidade individual. Diante disso, uma estudante pergunta: o que Sartre afirma sobre a liberdade humana que torna seu pensamento interdisciplinar?

Qual das seguintes afirmações do professor permite responder com precisão conceitual à dúvida da estudante?
Podemos dizer que, no contexto da chamada “modernidade”, em seu conceito filosófico, a ciência passa a gozar de grande prestígio como forma de conhecimento rigoroso. Vários estudiosos de epistemologia afirmaram que, nesse período, as diferentes formas de conhecimento passaram a almejar a condição de ciência. Por volta de 1750, Baumgarten falou de uma “ciência da arte e do belo”. Tal definição tornou-se clássica para designar uma das formas de expressão do saber construído pela humanidade. Escolha abaixo a alternativa que corresponde à forma de conhecimento referida por Baumgarten.
Acerca da relação entre ética e moral, assinale a opção correta.

“Agostinho faz um contraponto ao dualismo maniqueísta ao refutar que o mal não existe enquanto ser. Ele refuta o dualismo ontológico do bem e do mal dos maniqueístas e desenvolve a teoria da origem do mal como uma negação do Sumo Bem, na qual o mal não tem ser, não existe, mas é resultado do livre-arbítrio da vontade do homem que o utiliza em vista de si mesmo. Ou seja, o mal é moral; é um ato voluntário do homem ao negar seu Criador, Deus, Bem universal, em vista de si mesmo.”

GOMES, I. S. G. A origem do mal no pensamento de agostinho de hipona. In: Anais do III Congresso Nordestino de Ciências da Religião e Teologia. Disponível em: http://www.unicap.br/ocs/index.php/cncrt/cncrt/paper/vie wFile/277/61. Acessado em 18-10-2021 – Adaptado.

Segundo essa passagem, a origem do mal está

“Todo o ser que só pode agir sob a ideia da liberdade é, por isso mesmo, em sentido prático, verdadeiramente livre. Quer dizer, para ele valem todas as leis que estão inseparavelmente ligadas à liberdade, exatamente como se a sua vontade fosse definida como livre em si mesma. A todo o ser racional que tem uma vontade, temos que atribuir-lhe necessariamente também a ideia de liberdade, sob a qual ele unicamente pode agir.”

Kant, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. port. Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, p. 16 – Adaptado.


Considerando a citação acima, é correto afirmar que

Os verdadeiros valores éticos, independentemente de quaisquer sistemas em que se integrem, são aqueles que:
Minha fórmula para o que há de grande no indivíduo é amor fati: nada desejar além daquilo que é, nem diante de si, nem atrás de si, nem nos séculos dos séculos. Não se contentar em suportar o inelutável, e ainda menos dissimulá-lo, mas amá-lo.
NIETZSCHE apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os novos tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).
Essa fórmula indicada por Nietzsche consiste em uma crítica à tradição cristã que
David Hume elaborou uma ética baseada na observação dos fenômenos sociais e do comportamento humano. Assim, sua ética das virtudes tem uma forte base empírica e apresenta a compreensão de que:

Nietzsche argumentou que haviam dois tipos fundamentais de moralidade: moral do senhor (moralidade mestre ou moral nobre) e moral de escravos (moral de rebanho). A moralidade do senhor valoriza o orgulho, força e nobreza, enquanto a moral dos escravos valoriza coisas como a bondade, humildade e simpatia. Moralidade mestre pesa ações em uma escala de consequências boas ou más (ou seja, virtudes clássicas e vícios, o consequencialismo), ao contrário da moral de escravos que pesa ações em uma escala de boas ou más intenções (por exemplo, virtudes e vícios cristãos).

(NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 75.)


No excerto anterior, da obra de Nietzsche “Genealogia da moral”, são descritos alguns ícones sobre a moral dos senhores e dos escravos. Para o autor, de acordo com o excerto e suas teorias:

A respeito das classificações da ética como campo de estudo, assinale a opção correta.
Quando o ser humano consegue agir, conforme sua própria vontade, e, entre várias opções, escolher aquela que sua reta razão lhe diz ser o melhor bem, estamos afirmando que esse mesmo ser humano:
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